quinta-feira

Freitas do Amaral considera que democracia ganhava com um governo PS/PCP

Freitas do Amaral considera que democracia ganhava com um governo PS/PCP

Freitas do Amaral defendeu, em entrevista à Antena 1, que era a bom para a democracia um governo PS/PC. “Eu só espero que o Partido Comunista não fique agarrado à ideia de que só tem que entrar em cena quando for para fazer a revolução e aceite fazer alianças de governo”, disse, acrescentando que “a democracia portuguesa funcionaria muito melhor se a alternância fosse entre governos PSD/CDS e governos PS/PC”, apesar de considerar que um governo entre socialistas e comunistas “não é possível neste momento”.

- Freitas do Amaral assumiu, na mesma entrevista, que antes do 25 de Abril não era democrata: “Eu sabia que era liberal, não sabia que era democrata”. “Não posso dizer que em 72, 73, 74 tivesse falado a favor da democratização do regime, mas falei a favor da liberalização do regime”, acrescentando que “a ideia da democracia, dos partidos políticos, do governo poder mudar de acordo com as eleições, eu não a tinha tão clara no meu espírito”.

- Em Portugal, “considerei o partido comunista como um perigo para a democracia portuguesa, não só em 75 mas enquanto existiu União Soviética. A partir do momento em que deixou de haver União Soviética é um partido como os outros e devo fazer aqui um elogio ao Partido Comunista: se é verdade que na minha opinião tentou tomar o poder pela força em 75, a verdade também é que desde o 25 de Novembro de 75 nunca mais infringiu uma única regra da democracia”.

- Quanto ao manifesto, Freitas do Amaral diz que “não está nada arrependido” de o ter assinado e defende que não houve aproveitamento político do documento: “Não houve aproveitamento político nenhum. Alguém fez um partido com base no manifesto? Uma lista para o parlamento europeu com base no manifesto?”, considerou, esclarecendo que “apenas houve uma série de cidadãos que se encontraram de acordo quanto àquele tema”.

- “É evidente que aquelas pessoas não podiam fazer uma coligação de governo, mas para um problema concreto de Portugal – que é o problema da dívida - quanto mais alargado for o leque de apoiantes melhor é”, disse ainda, considerando que o manifesto “não era um ultimato ao governo, era uma proposta de que aquele tema fosse debatido.

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Obs: A velha geração de políticos fundadores da democracia pluralista em Portugal, como Mário Soares e Freitas do Amaral, está a fazer o que pode para correr com os boys de Chicago manufacturados em Massamá - que só têm cilindrado o país. 

Freitas propõe uma inovação que, durante décadas, foi tabu: um alinhamento do PS à sua esquerda. Na altura, dizia-se que o PCP comia criancinhas ao pequeno-almoço

Hoje, ao invés, é o XIX Governo (in)Constitucional que viola os magros rendimentos dos idosos em Portugal. 

Este povo, se não for uma carneirada miserável, só tem um dever pela frente: correr com este governo de S. Bento o mais rapidamente possível, sob pena de ficar sequestrado por mais umas décadas. 



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