domingo

A coerência do doutor Marcelo


Marcelo Rebelo de Sousa anda, pelo menos há 24 meses, a criticar frontalmente as políticas públicas do PSD de Passos Coelho, agora reentronizado no partido. Marcelo tem criticado a política dos Negócios Estrangeiros de Rui Machete (que se tem pautado por sucessivos tiros nos pés, vide o caso de Angola), a política Económica de Portas (agora reinterpretada pelo novel ministro Pires de Lima, o homem dos "milagres" que todos desconhecem), a política das Finanças da Miss Swaps (pelo esbulho e confisco fiscal a pessoas e empresas), a política da Agricultura que tarda em produzir resultados num sector completamente esfrangalhado, a política de Emprego (aqui não é necessário tecer comentários, porque eles seriam supérfluos), a política de Saúde pelos cortes nas comparticipações e diminuição das condições de acesso a esses serviços, a política de Ciência & Educação pela desafectação de investimentos no sector, apoio ao ensino privado e a um galopante desinvestimento em I&D.

Em rigor, não se conhece um elogio a uma única política pública de Marcelo no âmbito da acção do XIX Governo Constitucional. Em face destes factos, que têm sido veiculados e ilustrados com exemplos na sua função de comentador domingueiro no sítio do costume, Marcelo tem a lata de ir ao XXXV Congresso do PSD e tecer um conjunto de emoções que visavam congregar as massas partidárias desavindas e não ser coerente com as verdades que sempre defendeu publicamente.

Será Marcelo um novo demo-populista, que tudo sacrifica a um apoio da liderança do PSD à sua candidatura a Belém?!

Será Marcelo um desmiolado que já se esqueceu de tudo aquilo que andou a defender nos domingos à noite da estação de TV do Big brother?!

Será Marcelo coerente com os valores, princípios e verdades que andou a defender nestes últimos dois anos?!

Afinal, quem é este ilusionista? 

Será que o político-comentador também acha que as pessoas não estão melhor, mas o país está?!



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