sexta-feira

O jornalista e a Intelligence lusa: os enteados do quarteto da desgraça

Alguns jornalistas que pululam na polis são uns verdadeiros acrobatas, são piores do que zebras encavalitadas em girafas, julgando assim que alcançam o horizonte e o zenite das relações internacionais contemporâneas cavalgando ondas alheias (e até anti-patrióticas), como por vezes faz o surfista quando pretende tubar a onda, e não acabar submergido pelas circunstâncias. Creio que é o que hoje se passa com alguns desses muito pontuais jornalistas que de realpolitik sabem "zero". São esses os novos perigos das democracias que, consabidamente, têm o ventre mole e acolhem muitas salamandras. E quando estas campanhas de intoxicação são concertadas por alguma diplomacia obtusa e vingativa por motivações pessoais, políticas e partidárias, que é o que anima Ana Gomes nesta sua cruzada balofa contra o Estado português e os seus agentes no poder legitimados pelo povo, a coisa pode ainda assumir contornos mais problemáticos.
Decorre daqui que os serviços secretos portugueses são os que temos, mas não podemos contribuir para os penalizar ou amputar a sua acção de prevenção ou de repressão com campanhas sujas nos media ou mesmo junto de órgãos de fiscalização do aparelho de Estado. Eles são essenciais ao Estado, mormente hoje em que a globalização competitiva multifacetou a paleta das ameaças, dos riscos e dos perigos a que o terrorismo errático e desterritorializado veio dar corpo. É por esta razão que a Intelligence lusa deverá ser acarinhada, apoiada e melhor equipada - em meios, estratégias e numa clarificação legal que, por hora, a emperra mais do que a motoriza.
Já bem basta saber que os serviços secretos nacionais estão assombrados pelo fantasma do passado, têm hoje escassos meios e são manipulados/instrumentalizados pelos vários governos que têm estado no poder desde o 25 de Abril. Têm ainda de lidar com o desprezo e ódio dos cidadãos que os confundem com a PIDE/DGS e com a censura pidesca de meio século de ditadura salazarista, coabitam com a animosidade dos instrumentos e demais órgãos de Estado (com quem colaboram de forma problemática e conflituosa), recebem a indiferença do empresariado, assumem o fardo da pesada memória e a extrema dificuldade em coordenar informações, meios e estratégias com as demais forças de segurança do Estado - que lhes emperra as investigações e atravanca os bons resultados a que pretendem chegar.
Eis o passivo político dos serviços secretos portugueses, hoje agrilhoados por estas condições estruturais que impede o seu natural crescimento, modernização e desenvolvimento.
Como se estas dificuldades estruturais não fossem já de monta, ainda conhecemos hoje uma diplomata de carreira (amiga de Ferro Rodrigues entretanto desterrado para a OCDE pelas razões conhecidas), por sinal (paradoxal) Eurodeputada pelas listas do PS, que hoje tenta, por todos os meios ao seu alcance, descredibilizar o Estado português em matéria de informações sensíveis (que deveriam ficar nos arcana imperii e não jogados na praça pública em peixeiradas lamentáveis), porque é de terroristas que se trata e não de benfeitores, e fazer cair Luís Amado (MNE), subtrair popularidade ao PM, José Sócrates e, com isso, vulnerabilizar o território, os bens e as pessoas do nosso País.
Tudo em nome duma vendetta privada com puras motivações politico-pessoais, embora ocultadas sob o vested interest da busca da verdade, das convenções de guerra e da defesa dos direitos humanos, que a srª Ana alimenta desde que Sócrates conquistou o poder com maioria absoluta.
Veremos quem mais, além da eurodeputada do PS, a quem já deveria ter sido retirada toda a confiança política, se predispõe hoje a brincar ao lego político dos espiões e dos contra-espiões fragilizando assim a posição estratégica do Estado português e dos seus interesses vitais permanentes - que herdou um problema grave ao tempo de Durão Barroso e da Cimeira dos Azores (que mediou e legitmou a guerra ao Iraque) pelo desmiolado G.w.Bush.

Veremos de quem (mai$) se trata... Este espaço de análise e muitos outros estarão atentos aos demónios que se irão abater na cidade...