terça-feira

Mário Césariny: um subversor que deixou marcas mas não escola...

NO CONTEMPORÂNEO EM PORTUGUÊS NÃO HÁ GRANDEZA...

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O Macro é um espaço de reflexão comprometido com o seu tempo. E a morte de MC demonstra-nos que, afinal, cada um é como cada qual, mas só alguns se imortalizam, e não é por terem olhinhos, ouvidos, boca, nariz, mãos, braços e pernas (cabeça, às vezes!!) - como todos os outros. Imortalizam-se porque produziram uma tal singularidade crítica que soma algo ao que está e que entra na massa da cultura que passa a integrar (ainda que inconscientemente) o bem comum universal. Confesso que nunca apreciei muito este artista, mais pelo estilo e algum deboche que poderia ser limitado à sua esfera privada e íntima (e só o penalisou), mas lá está!!, cada um é como cada qual - , mas nem todos conseguem alinhar Pessoa, Pascoaes, AML, Almada - e perceber aquela sua frase, sobretudo quando aplicada aos homens políticos (e até de cultura) do nosso tempo: a maioria vai morrer à praia, poucos são os que têm grandeza...