quinta-feira

O frete que Carlos Costa fez a Passos tem nome: chama-se Banif pago pelos contribuintes

Reza, reza..., porque os teus dias estão contados...
Quem é lesado do BES deve ter a vida feita num caco, sem fim à vista. Ser defraudado pelos gestores do BES em quem se confiou - é traumático. Ver desaparecer as poupanças duma vida, como se se tratasse dum golpe de ilusionismo, é de deixar qualquer cliente (particular ou institucional) à beira dum ataque de nervos.
Mas os lesados do BES não se circunscrevem aos clientes do banco de Ricardo Salgado, são os milhões de portugueses/contribuintes que serão chamados a dar para mais um peditório para o Fundo de Resolução, que é dos bancos, e que nem sequer foi subscrito pelo Banco Santander que, curiosamente, foi aquele que adquiriu o Banif pelo preço da "uva mijona" e com os "bons ofícios" de C.Costa, o sr. Governador. 
Quer dizer, para os lesado directos do BES (os clientes penalizados) não há resposta relativamente às suas poupanças, e aos contribuintes os governos que se vão sucedendo no poder - em representação do Estado - só sabem fazer uma coisa: apresentar a factura ao contribuinte, factura essa que é mensal, trimestral, semestral, anual e etc e tal. 
Já se percebeu que tudo isto não foi um truque de ilusionismo, quem sacou o dinheiro aos depositantes e o desviou para contas ofshore cometeu crimes económicos e financeiros que exigiriam imediata investigação e apuramento de responsabilidades. 
Perante isto, o que fez Carlos Costa, o ainda governador do BdP?! apenas tem arrastado a situação e pôs-se do lado da banca contra os clientes lesados e, por extensão, contra os contribuintes portugueses. 
Já é hora, dado que o Governo não tem essa competência, de o Presidente do BCE, Mario Draghi, "despachar" Carlos Costa, cujo mandato tem sido desastroso para a banca e a regulação bancária em Portugal. 
Só mesmo Passos Coelho apoia C.Costa, e sabe deus porquê!!! 
Se calhar teve a ver com o frete que Carlos Costa fez a Passos, antes das eleições, precisamente adiando o problema do Banif (contra as indicações europeias) de molde a permitir que Passo ganhasse as eleições legislativas que, afinal, se revelou o seu próprio funeral político.
Eis a ironia do destino: Passos pediu a Costa um favor, este prestou-lho com um zelo canino, por isso viu o seu mandato renovado, e Passos, mesmo ganhando as eleições, foi corrido do poder como um "cão rafeiro" por quem o dono perdeu o afecto antes de ir de férias.
Enfim, uma tragédia de contornos verdadeiramente shakespearanos. 
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