segunda-feira

A vitória do Syrisa numa Europa podre

Narrativas gregas e portuguesas



A vitória do syrisa pode significar a derrota das sondagens e, com elas, em Portugal, o brutal esmagamento da coligação Paf, que só governou aumentando todos (todos) os impostos e obrigando meio milhão de portugueses a sair do país. Uma coligação assim não merece ir além do 27% dos votos (já com muita benevolência do eleitorado).


- Ou seja, a coligação de esquerda liderada pelo Syrisa tem cerca de 37% dos votos, algo que o PS de A.Costa invejaria; o 2º partido grego mais votado, a Nova Democracia  ( o partido do "táxi" lá do sítio!!), tem 27% do eleitorado, algo que, comparando com Portugal, deverá equivaler ao PSD e CDS somados. 

- Curioso é notar, por outro lado, que o Syrisa alcançou 149 deputados, e só obteria a maioria absoluta com 151, ou seja, precisa apenas de mais dois deputados para formar essa maioria absoluta, tão necessária para governar com eficácia e estabilidade.

- Provavelmente, e dadas algumas similitudes da economia  grega e portuguesa, será de supor que  o PS de A.Costa também não alcance a maioria absoluta, mas possa vir a atingir esse objectivo em coligação com o Livre, de Rui tavares, ou o BE, de Catarina Martins.

- Mais duas notas relativamente a esta estrondosa vitória do Syrisa, e de Tsipras em particular, o que terá deixado Merkle e Schauble de rastos: 1) o Syrisa deixou de ser um partido ideológica e programaticamente radical, deslizando para o centro, ou seja, moderando o seu ideário e as suas propostas políticas; 2) e as sondagens, como certos governos africanos, revelaram-se os elementos mais podres do sistema, procurando influenciar as decisões de um eleitorado que mostrou ter coragem, determinação e dignidade nas circunstâncias mais adversas.

E é aqui, no plano da (resiliência) da sociedade grega, que a sociedade portuguesa, demasiado branda e resistente à mudança, deveria ver o grande exemplo contemporâneo, ante uma Europa dos mercados e teledirigida por uma Alemanha que enriquece à custa dos povos e das economias do sul da Europa. 

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