segunda-feira

António Costa e as redes (anti)sociais

António Costa, pelo menos desde que depôs o seu rival interno - António José Seguro na liderança do PS, tem cometido alguns pecados cujo saldo político tem sido negativo para si, para a sua liderança e afirmação no país e, por extensão, para o PS - em cujo partido pretende cavalgar a onda de captura do poder ao centro-direita que tem destruído portugal. 
- O Primeiro pecado foi ter apostado em Ferro Rodrigues para a liderança do Grupo Parlamentar do PS. Um líder mal preparado, com uma insuficiência discursiva manifesta, um mau tribuno, um homem desactualizado e incapaz de vencer um só debate parlamentar ao governo e até impor as propostas do PS à demais oposição de esquerda, designadamente ao fulgor parlamentar veiculado por Catarina Martins, do BE, ou a algumas propostas mais ousadas do PCP, que se tem sabido rejuvenescer. Ao pretender impor Ferro no Grupo Parlamentar, Costa compreendeu que essa foi uma má escolha, e que dentre o lote de jovens turcos no PS havia melhores opções que poderiam ter aportado mais eficientes resultados para o PS, que hoje ainda não se distanciou - como devia - da coligação negativa do centro-direita no quadro das legislativas.
- Um Segundo erro de palmatória cometido por António Costa foi ter escolhido um gestor autárquico - A. Simões, sem qualquer experiência ou sensibilidade no plano do marketing político - para dirigir a sua campanha, e os cartazes ostentando a imagem de pessoas que se julgavam desempregadas quando, na verdade, estão integradas no mercado laboral - é bem revelador dum amadorismo confrangedor. Um amadorismo que espelha várias coisas: desprezo pelas pessoas de cuja imagem pública abusaram (o que até é crime!!), uma grosseira falta de planeamento das acções de campanha e uma insensibilidade social para lidar com as pessoas, só comparável à forma miserável e desprezível com que o XIX Governo (in)Constitucional tem tratado os contribuintes (via AT) nos últimos 4 anos em Portugal - confiscando, penhorando e esbulhando tudo a todos, ou a quase todos. Pois pelo meio ainda apareceu uma Lista VIP que poupava os ricos e influentes amigos do regime...
- De facto, não se compreende estes erros de palmatória por parte de A. Costa, sobretudo se atentarmos na sua imensa experiência política, mas a que parece faltar a visão da importância do que se passa nos interstícios das chamadas redes sociais, que, nuns casos, têm alguma importância, noutros relativa importância e noutros ainda importância extrema.
- Alguns dos assessores do ex-edil da capital navegam por aqui, e estranho é que esses talentos escondidos não partilhem o pouco que sabem com A. Costa que, manifestamente, vive fora do tempo virtual, uma circunstância que só o penaliza, prejudica o PS e, obviamente, afasta ainda mais a possibilidade de lhe dar uma maioria política confortável que lhe permita vencer as eleições legislativas a 4 de Outubro próximo de modo a governar Portugal para os próximos 4 anos.

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