quinta-feira

A esquizofrenia da bola (dois judeus gordos...)



As pessoas são descartáveis e os tempos venais: tudo tem um preço, tudo se vende e se compra, ainda que se despreze o valor intrínseco das coisas. O exemplo de certas transacções no futebol nacional reflecte essa dualidade, muitas vezes reguladas pelo peso do  dinheiro, dos egos inflamados, dos transtornos mentais que dificultam a distinção entre os valores identitários de Benfica e do Sporting, dois clubes com grandes histórias de vida (que atravessou todo o séc. XX-XXI), mas inconfundíveis.

É este tipo de operações, erráticas, irracionais no plano dos valores e das identidades corporativas que implode com as clássicas fronteiras entre as experiências reais e as imaginárias, as quais subvertem o pensamento lógico e, acima de tudo, as respostas emocionais esperadas a este tipo de situações de grande impacto social. Sobretudo, num país ainda profundamente alienado às coisas da bola. 

A minha dúvida nesta operação relacionada com a contratação de JJ pelo Sporting - dominado pelos interesses e capitais angolanos, que até já está a preocupar a CMVM (por causa dos valores transaccionados), é determinar se esta esquizofrenia é apenas um distúrbio mais centrado no futebol ou, mais solidamente, é um sintoma que já colonizou a complexa e problemática personalidade colectiva do povo português, agora a exigir tratamento urgente no divã do psicanalista.

Mas qual?

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PS: Este post quase adoptou outro nome: "dois judeus gordos e anafados, um procurando ludibriar o outro". O Presidente do SLB, L.Filipe Vieira quis fazer poupanças pagando menos ao JJ; este, por seu turno, de ego inflamado, queria mais e mais. Ninguém cedeu e a corda partiu. O nó foi dado no outro lado da 2ª Circular. 
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