sábado

Quando a Justiça se converte no maior dos crimes...

Nota prévia: Apenas para sublinhar duas notas - uma para reiterar que a América da tecnologia, da prosperidade, da potência militar e económica e da conquista do espaço sideral é, ou não deixa de ser aquilo que sempre foi: um país racista que julga em função da cor, não obstante erros e omissões não detectados pela investigação judicial há 3 décadas; a segunda nota decorre da dificuldade em estabelecer uma indemnização que o Estado terá de pagar a Anthony Ray Hinton, pois ainda que se faça um cálculo dessas perdas diárias e multiplique esse valor pelo número de anos que este cidadão inocente esteve indevidamente preso, é sempre problemático converter esse valo€ e equipará-lo à privação da liberdade a que foi erradamente sujeito por uma justiça incompetente e racista durante uma vida. É por causa deste tipo de erros, que podem ter sido técnicos, de insuficiente investigação e de natureza ideológica e racista, que a justiça pode ser o maior dos crimes. Se assim foi, a Justiça deveria ter mecanismos de punir os agentes de justiça que estiveram na base desta enormidade. 

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Anthony Ray Hinton passou metade da vida no corredor da morte. Foi libertado 28 anos depois, Link

por DN.pt com ReutersHoje7 comentários
Anthony Ray Hinton
Anthony Ray Hinton
Fotografia © EPA/BOB FARLEY
Hinton, de 58 anos, foi condenado à morte em 1985 por dois homicídios que sempre disse não ter cometido.
Anthony Ray Hinton saiu finalmente da prisão onde passou as últimas décadas um homem livre. Depois de quase 28 anos no corredor da morte, à espera da execução, Anthony foi considerado inocente e libertado na sexta-feira.
Hinton, de 58 anos, foi condenado à morte em 1985 por dois homicídios que sempre disse não ter cometido. No ano passado conseguiu um novo julgamento, que acabou com a anulação da sentença: os testes às balas encontradas no local do crime não as ligavam à arma encontrada em casa de Anthony Ray Hinton. E essa tinha sido a única prova que ligava o condenado ao crime - não havia testemunhas ou impressões digitais.
"Tudo o que tinham de fazer era testar a arma", disse Hinton, à saída da prisão. À sua espera tinha uma multidão de fotógrafos e jornalistas. No meio de abraços e lágrimas deixou apenas uma mensagem para todos: "A todos os que agora me fotografam, quero que saibam que Deus existe."
Segundo informação de um centro de estudos sobre a pena de morte, o Death Penalty Information Center, Hinton é 152.º pessoa libertada do corredor da morte desde 1973 e a sexta no Alabama.
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