quinta-feira

ONU quer levar dirigentes norte-coreanos ao TPI


ONU quer levar dirigentes norte-coreanos ao TPI, link

As Nações Unidas aprovaram uma resolução que condena a Coreia do Norte por crimes contra a humanidade. O processo poderá levar a que o país seja julgado no Tribunal Penal Internacional
As Nações Unidas aprovaram uma resolução que condena a Coreia do Norte por crimes contra a humanidade. O processo poderá levar a que o país seja julgado no Tribunal Penal Internacional /  KCNA KCNA/REUTERS
As Nações Unidas aprovaram esta terça-feira uma resolução que condena a Coreia do Norte por crimes contra a humanidade. O regime pode vir a ser julgado no Tribunal Penal Internacional. Aprovado por 111 votos a favor, 19 contra e 55 abstenções, o documento segue para o Conselho de Segurança.
Na base da resolução, está um relatório das Nações Unidasdivulgado em Fevereiro deste ano que dá conta das violações "sistemáticas e generalizadas" dos Direitos Humanos na Coreia do Norte. No documento foram reportados crimes (tortura, escravatura, violência sexual, discriminação social e de género, repressão e perseguição política, execuções), que deixaram a comunidade internacional alarmada.
Conta-se no relatório que uma mulher foi obrigada a afogar o filho, uma família torturada por ter assistido a uma telenovela estrangeira na TV, alguns prisioneiros foram obrigados a cavar as próprias sepulturas antes de serem mortos à martelada. Na altura, Michael Kirby, juíz que presidiu ao grupo de avaliação da ONU, comparou as atrocidades do regime norte-coreano às cometidas pelos nazis na Alemanha e por Pol Pot no Camboja.
A resolução agora aprovada representa uma vitória para as nações e organizações, que se têm batido pela responsabilização judicial do regime norte-coreano. Apesar disso, há o receio de que no Conselho de Segurança a resolução possa ser vetada. É o que defendem vários analistas, segundo "The Telegraph". Pode ser, segundo o diário britânico o caso da China, que apesar da sua "irritação por causa das provocações repetidas" por parte da Coreia do Norte (desde testes nucleares a incursões em território sul-coreano), pode decidir-se pelo veto.
Ou da Rússia, que recebeu, horas antes de a resolução ser votada em Nova Iorque, o secretário do Partido dos Trabalhadores, Choe Ryong-hae, e um enviado especial de Kim Jong-un, líder da Coreia da Norte. Ambos se encontraram com Vladimir Putin, numa visita que se diz ter servido para o influenciar no sentido do veto.
A Coreia do Norte rejeita as acusações. Na opinião de Marzuki Darusman, representante da ONU, esta reação do país reflete "o estado contínuo de negação de violações graves e crimes contra a humanidade", e prova a necessidade de uma "mudança fundamental".
O regime norte-coreano deixou no ar uma ameaça velada caso a ONU mantenha a resolução aprovada em Assembleia Geral. Um dos diplomatas da Coreia do Norte afirmou: "Vocês vão ver o que vai acontecer"
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Obs: Num país fechado ao exterior torna-se problemático cumprir aquela resolução da ONU. Mas é conveniente colocar pressão sobre um dos únicos regimes totalitários ainda existentes no Mundo, e que ao abrigo desse fechamento e culto cego da personalidade do líder inúmeros hediondos crimes são praticados. Até mesmo nos países sem ligações ao exterior existem pontos fracos que a Comunidade internacional deverá explorar. 
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