quinta-feira

Sistema informático das Finanças está no "limiar de colapso"


Sistema informático das Finanças está no "limiar de colapso"
Fotografia © ANTÓNIO JOSÉ/LUSA



Em declarações à TSF, José Tribolet alerta que "a infraestrutura do Ministério das Finanças está no limiar de colapso". O professor catedrático de Engenharia Informática no Instituto Superior Técnico e conselheiro do Governo para este setor diz à rádio que já avisou responsáveis administrativos e políticos do governo, mas que não tem tido retorno.
"Ficam a olhar para mim com aquele ar de respeito pelo académico e depois a dizer 'este gajo é parvo'", afirma. "Seria muito grave se a máquina tributária falhasse", avisa.
José Tribolet diz ainda que "falar com a Autoridade Tributária é como falar com uma parede".
Referindo-se aos problemas informáticos que se vão verificando, o conselheiro lembra que "há sempre umas explicações de que há um pico, de que vão lá todos aos mesmo tempo", mas salienta que é necessário encontrar "outro tipo de soluções e configurações".

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Obs: As notícias oriundas dos factos decorrentes das relações interpessoais entre o XIX Governo (in)Constitucional e o seu pessoal político não deixa de ser surreal. Vejamos dois breves exemplos que são caricatos:

1. O alegado PM elogia publicamente Crato, o agente político mais incompetente e inconsequente deste governo, que já penalizou a vida a milhares de docentes e alunos em Portugal, de par com a colega da Justiça;
2. Passos Coelho convida e contrata conselheiros - que são pessoas especializadas em determinadas áreas - mas não os ouve e despreza as suas opiniões, como denuncia Tribolet relativamente ao eminente colapso no funcionamento da máquina tributária.

- Se o governo não considera as opiniões dos conselheiros que convida para o ajudar nas coisas da governação - presume-se que tais convites são meramente simbólicos, ou então consistem em manter clientelas, à semelhança do que faz com as múltiplas encomendas de serviços de consultoria aos escritórios de advogados dos amigos que cobram 200 a 400 € à hora, demonstrando que o Estado, na sua própria administração, não tem quadros qualificados para elaborar pareceres e defender o Estado nos litígios que tem com a sociedade. 
- Na Justiça, a titular da pasta quis fazer uma reforma sem ter um sistema informático funcional, que permitisse aos agentes envolvidos comunicarem entre si, o que revela desconhecimento das coisas mais simples na organização da sociedade. 
- Passos Coelho revela que, afinal, soube fazer uma coisa com grande eficiência e eficácia: rodear-se das pessoas mais impreparadas e incapazes que encontrou em Portugal, esquecendo-se apenas que isso não era requisito para a boa governação nem para a resolução dos problemas dos portuguesas e de modernização da sociedade portuguesa. 

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