terça-feira

Cavaco vai à China vender azeite e mostrar a Muralha da China à esposa. Com sorte ainda finge que somos irlandeses

Cavaco vai à China vender azeite, mármores, sapatos e cortiça, e, claro, também dar palco à sua mandatária de campanha, a fadista Kátia Guerreiro para cantar um faducho e mostrar à sua consorte a Grande Muralha da China que, porventura, considerará maior do que o Aqueduto das Águas livres, em Lisboa.



Com isto, entusiasma-se e fala de Esperança, como se esta condição fosse decretável por discurso presidencial, ainda por cima fora do país - para ver se passa despercebido de modo a que ninguém depois, intra-muros, lhe peça responsabilidades acerca do que pretendeu dizer com aquele discurso de lana-caprina. 

Quando se compulsa esse discurso da loja dos 300 de Cavaco silva, com a realidade vivida entre as várias classes sociais em Portugal, tomando por referência a procura interna/consumo, a taxa de desemprego, a emigração compulsiva (até para a China), enfim, a vitalidade do tecido económico, especialmente das PMEs (que quase desapareceram do mapa económico) dá vontade de dizer ao locatário do Palácio Rosa que "é bom" ele ter ido à China fingir que somos irlandeses e, de caminho, melhor ainda será dar a possibilidade à Dona Maria, sua consorte, de visitar a Grande Muralha da China e registar as mais profundas exclamações que esta possa fazer a propósito de tal fortificação militar milenar, uma das quais será, porventura, a de que é maior do que o castelo de Palmela e mais vertiginosa do que a Serra de Monchique.

A este nível é o que temos, e, como tal, se calhar também não podemos exigir mais. 

Ou podemos?!

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Muralha da China (Fantástico - Viagem ao Planeta China)




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