sexta-feira

A ligeireza de Passos Coelho



Portugal tem um alegado primeiro-ministro que vai ao Parlamento fazer três ou quatro coisinhas, todas elas levianas e ligeiras:

1. Que o PS é mau porque mandou vir a troika em 2011, o PSD é bom porque resgatou Portugal.  Mas a que custo social e económico?!

2. Se o TC se portar mal, vetando diplomas verdadeiramente confiscatórios desta coisa chamada governo, voltará a haver aumento de impostos para cumprir o défice. Será isto governar?! Não é, certamente.

3. Coelho, por outro lado, diz que cumpriu o seu dever nesta gestão de três anos de protectorado pela troika.

Tudo isto seria aceitável se o tecido económico nacional não tivesse sido completamente cilindrado; o desemprego tivesse ficado pelos 11 ou 13%; a sangria de emigrantes tivesse sido estancada a tempo; a desertificação do interior do país não sofresse uma terrível erosão humana, etc...

Passos Coelho faz todas aquelas lamentáveis afirmações como se vivesse na Suíça, na Bélgica ou no reino do raio que o parta.

Sujeitos deste quilate e com esta impreparação e incompetência Portugal dispensa. 

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