sábado

Marques Mendes avalia o sentido da Tragédia política em Portugal


Os erros na (des)governação têm sido tantos e tão grotescos que se torna fácil a Marques Mendes (MM) elencá-los, desmontá-los e, de seguida, pendurar este cadáver adiado no arame farpado com que Passos Coelho nos aprisiona a todos. 


- Tenho para mim que mesmo que MM quisesse dar uma nota positiva ao governo, tal não seria possível, salvo se remendasse a história, inventasse desmesuradamente, e, no lugar do morto (que deu a entrevista à Sic), colocasse alguém minimamente competente capaz de assegurar a coordenação do Executivo, das suas políticas públicas e as comunicasse ao povo com um mínimo de credibilidade. Tal, de facto, não é possível. 

Nem com o Maduro a substituir Miguel Relvas, o que só agravou ainda mais o disfuncionamento dessa coisa a que chamam governo, mas não passa dum amontoado de gente reunida na Gomes Teixeira. 

- E não o é na medida em que nunca como hoje Portugal teve um primeiro-ministro tão impreparado e que, ao mesmo tempo, sacrificasse tanto o seu próprio povo em nome do défice.

Esta é a verdadeira dimensão da tragédia entre nós, como explicitámos no post infra. Por isso, não será de estranhar, e diante tantas asneiras, que se converteram no método de governação e na regra política, que semanalmente MM apareça no écran como aquele pequeno "domador de gatos" esfomeados - frustrado em registar o mais elevado índice de incompetência em políticos e no partido da sua própria área político-ideológica. 

Mas quando este PSD pretende interferir com os hábitos alimentares dos portugueses, fazendo aí incidir taxas para calibrar o défice e deixar os salários dos FP e as pensões dos idosos em paz, está-se diante dum partido cuja ideologia, programa e práxis é tudo menos liberal, conforme Passos Coelho gosta de reclamar. 

Curiosamente, é o mesmo figurante que injecta dinheiro no Banif e no BPN para fazer "funcionar melhor o mercado" em Portugal... Com efeito, esta é quase uma prática estalinista, interventiva que, no limite, evoca os planos quinquenais de Stalin, em que os preços eram fixados administrativamente. 

De facto, esta gente nem o ABC da política sabe, mas como ganharam eleições sentem-se legitimados para prosseguir os maiores crimes económicos e sociais em Portugal. Até ao dia em que apareça um tipo lúcido, com uma pistola no bolso e que entenda que não é mais justo continuar a tratar Portugal e os portugueses como mentecaptos. 

Julgo que esse dia já esteve mais longe. 

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