sexta-feira

Miguel Sousa Tavares acha que Passos Coelho é um aldrabão. Acertou..

Estamos fartos de aldrabões e de vendedores de ilusões

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Obs: Já sabíamos a vocação de Passos Coelho para a incompetência e excepcional impreparação da gestão da cousa pública, i.é, para a governação. Um sujeito que nem uma autarquia governou e passou a sua vida entre a juventude partidária e as empresas do "padrinho político", Ângelo Correia - do qual depois se afastou incompatibilizou (denunciando ingratidão..); licenciando-se quase aos 40 anos de idade - não poderia apresentar um especial perfil técnico, cultural e político - exigido pela complexa tarefa da governação.

Analisámos essa pobre entrevista aqui, quase em tempo real. Dela não resultou o conhecimento ou o domínio de um único assunto ou dossier: da Segurança social disse que é insustentável - o que é falso, deveria ouvir quem sabe do assunto, Bagão Félix, por exemplo, que lhe explicaria como ela é viável, embora com uma taxa de desemprego inferior à actual; por outro lado, é incorrecto utilizar os recursos financeiros desse subsector para "tapar buracos" noutras áreas da governação; relativamente a medidas para fomentar o crescimento económico = Zero.

Vimos um tipo obcecado com o défice Zero - passando por cima das pessoas, das famílias e das empresas - cujo tecido social está completamente destruído em Portugal. Basta viajar pelo interior do país para confirmar esta asserção. 

Passos coelho - representa a maior TRAGÉDIA para o Portugal pós-25 de Abril, porque, simplesmente, ele é a própria tragédia convertida na imagem da incompetência pura.

Ele próprio [já] sabe isso, embora disfarce toda a sua impreparação e insegurança com um discurso-tipo embrulhado no papel de merceeiro para iludir quem ainda acredita naquele embuste. 

Igualmente trágico - é Belém ainda não ter desligado da máquina esse cadáver adiado que é o XIX Governo (in)Constitucional. Revelando, afinal, que as solidariedades pessoais, partidárias, ideológicas e programáticas se sobrepõem ao verdadeiro interesse nacional que seria suposto acautelar neste momento difícil da vida nacional. 

Infelizmente, Miguel Sousa Tavares vem dizer aquilo que toda a gente já sabe, embora importe sublinhar essa tragédia que se abateu sobre Portugal inteiro a fim de dissolver o mais rapidamente possível o referido cadáver político. Ainda que a "outra cabeça" do problema radique em Belém. 

Ou seja, temos dois grandes problemas, mas da mesma natureza.
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