quarta-feira

PS recusa "patrocinar fuga do Governo às suas responsabilidades". Passos Coelho é um apêndice de Merkel


PS recusa "patrocinar fuga do Governo às suas responsabilidades" link



Depois do encontro de três horas entre Passos e Seguro, que terminou com o reconhecimento de "divergências insanáveis", PS exige que Governo diga quais são os novos cortes que acordou com a troika.

O secretário nacional do PS, Eurico Brilhante Dias, veio explicar, em conferência de imprensa, no que consistem as "divergências insanáveis" que separam Governo e PS. 
"Em política não vale tudo e o PS não irá patrocinar a fuga do Governo às suas responsabilidades", afirmou o dirigente socialista, acusando o Executivo de pretender que o PS caucione uma "estratégia de consolidação orçamental errada" e "patrocine um novo ciclo de austeridade e de cortes".
"Quando nos pedem consensos, perguntamos se não valeria mais a pena falar de bom senso", argumentou Eurico Dias, lembrando que o PS tem vindo a exigir ao Governo que "diga com clareza quais os novos cortes que acordou com a troika". "Sem transparência, sem clareza, o debate politico perde", justificou.
O responsável socialista sublinhou ainda o facto de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter reconhecido em Berlim, esta terça-feira, à saída do encontro com Pedro Passos Coelho, que o PS continua empenhado em cumprir os compromissos com a consolidação orçamental e o tratado orçamental. E acusou o PSD de estar "de cabeça perdida" por não fazer o mesmo.
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Obs: De facto, Merkel parece, doravante, estar mais ao lado de António José Seguro do que do ainda primeiro-ministro, Coelho que anda desnorteado e vagueia ao sabor dos ventos soprados por Merkel. A qual se disponibiliza apoiar qualquer posição que Portugal venha a tomar sobre a saída do programa de ajustamento...(link)
Neste quadro, até parece que foi Passos Colho quem pediu expressamente a Merkel que só fizesse tais declarações após a reunião de entre Coelho e António José Seguro, o que é revelador das muletas que Passos Coelho carece para se aguentar politicamente em Portugal e na Europa. 
Coelho, no fundo, não passa de um apêndice de Merkel e até para uma reunião com o líder do maior partido da oposição em Portugal tem que consultar previamente Merkel. 


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