quarta-feira

A anexação da Crimeia pela Rússia pode ser o catalizador para a reconstrução da Europa



A anexação da Crimeia pela Rússia, branqueada por um referendo ilegal e ilegítimo, agendado e realizado à velocidade da luz, poderá danificar as relações germano-russas, tradicionalmente estáveis; e, por outro lado, e em resultado da dependência energética dos países bálticos e do centro e leste europeu, como a Polónia, demasiado expostos à dependência do gás russo, irá seguramente obrigar o conjunto dos países da União Europeia a repensar as suas fontes energéticas que permitem funcionalizar a economia e a sociedade. 

No fundo, o que está em causa já não é só a definição de uma estratégia energética que isole a Rússia da hegemonia que hoje tem em matéria de fornecimento energético em toda a Europa, mas, acima de tudo, tornar os países da UE mais autónomos em matéria energética. 

Com sorte, talvez a anexação da Crimeia funcione como o novel catalizador para a reconstrução europeia e, ao mesmo tempo, ajude a criar as condições estratégicas para a desvalorização do rublo e o enfraquecimento político do novo czar, Putin, que manifesta ambições perigosas e desenvolve práticas violadoras do Direito Internacional Público que não são consentâneas com o tempo presente. 

A história contempla sempre efeitos ocultos no seu livre curso, que nunca são previamente antecipados. 


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