sexta-feira

Marcelo e os convites sensíveis e inteligentes







Marcelo tem marcado a agenda política nacional com os convites que tem feito para formar o seu gabinete em Belém e chamar a si assessores para as mais diversas áreas, da diplomacia à cultura.
Agora, na frente externa, voltou a surpreender pela positiva ao convidar para o seu 1º Conselho de Estado o Sr. Europa, Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE) de que dependem os vários governadores dos bancos centrais dos países da UE. Para o efeito, Marcelo, "raposa velha", convidou também o próprio Governador do BdP, Carlos Costa que tem estado debaixo de fogo pela forma laxista, retardada e incompetente como tem "procurado resolver os problemas de regulação" do sector em bancário (inexistente em Portugal, dado que o BdP não se modernizou nem acompanhou as modalidades emergentes de corrupção de colarinho branco) e que se tem saldado num verdadeiro desastre literalmente pago pelo desgraçado do contribuinte. Os casos BES e Banif são os mais conhecidos e gritantes, mas há mais pelos quais o sr. C.Costa deveria responder, quer no Parlamento, quer em sede de Tribunal... 
Ora, Marcelo conhecendo a delicadeza da situação porá em confronto o "patrão" e o "empregado" para daí extrair a orientação futura a tomar, dado que o Governo também não pode - no âmbito das suas competências e atribuições - demitir o Governador (como desejaria A.Costa), posto que o Governador, apesar das inúmeras solicitações nesse sentido, também não se demite. Além de incompetente, C.Costa é obstinado e está agarrado ao poder no BdP. 
O tema da reunião do CE presidido por MRS são dois documentos essenciais que o Governo terá de entregar em Bruxelas: o programa de estabilidade e o programa nacional de reformas. Ora, como Portugal saiu de um resgate, nas condições e com os sacrifícios para a economia portuguesa e os portugueses que são conhecidos, justifica-se a presença do homem cujo cargo europeu tem mais poder e influência na actual Europa. No fundo, Mário Draghi representa o dinheiro da Europa (ou a Europa do dinheiro), daí o significado especial do convite de MRS ao presidente do BCE. 
Com este convite Marcelo Rebelo de Sousa, habituado que está a criar factos políticos, assegura o impacto mediático a nível europeu do seu primeiro Conselho de Estado, sensibiliza as instituições europeias para os problemas e fragilidades da débil economia portuguesa e, com sorte, ainda consegue fazer com que seja Mário Draghi a demitir Carlos Costa, que é hoje mais a fonte do problema do que a solução da regulação financeira em Portugal. Por outro lado, MRS secundariza completamente o papel e o espaço de manobra do Governo português na questão da regulação (e da insustentabilidade do Governador à frente do BdP), além do facto de ser o próprio PR, MRS, quem irá, na 2ª semana de Abril, a Estrasburgo falar ao Parlamento Europeu. 
Com esta iniciativa MRS marca o arranque da sua presidência: coloca na agenda europeia a questão da regulação; ajuda o Governo português a gerar consensos em torno das questões financeiras e económicas, de que depende o crescimento e desenvolvimento de Portugal; e procura fazer com Mário Draghi aquilo que Cavaco, há 1/4 de século fez com Jacques Delors, um amigo poderoso duma economia pequena, frágil e profundamente dependente das exportações. 
Numa fase em que o €uro vive momentos de grande incerteza e risco conseguir fazer de Mário Draghi um amigo de Portugal, é um facto de extrema relevância do papel que Portugal irá assumir na Europa, e, ao mesmo tempo, o PR irá obrigar o PM, A. Costa, a negociar com as esquerdas (PCP + BE) os acordos necessários para consensualizar aqueles dois documentos que são da maior importância para o futuro de Portugal e dos portugueses. 
Marcelo, de facto, está a sair melhor do que a encomenda e tem revelado uma excepcional capacidade de iniciativa política. Qualquer comparação com o PR cessante é fatal para o sr. Silva, que aqui pode aprender a fazer política, dado que MRS já fez mais por Portugal em 15 dias do que Cavaco numa década, que foi um tempo verdadeiramente perdido para Portugal e um lamentável erro de casting na política portuguesa, especialmente a partir do farol de Belém. 
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quinta-feira

Marcelo quer abarcar o país e ser sufragado em 2021 com 80% dos votos


Toda a conduta e comportamento político de Marcelo me evocam um exemplo colhido na filosofia zen, ilustrada pela seguinte situação: um dia o governador de uma certa província interrogou o mestre acerca das coisas essenciais do Budismo. 
- O mestre disse-lhe: É essencial para ti abarcares toda a província, na sua totalidade. Não podes fazê-lo se fores tolo. Sê de uma atenção perspicaz sob todos os aspectos, e toma as tuas decisões oficiais com bondade e compaixão. 
- De seguida e talvez aproveitando a lição incluída nesta história, e já como Chefe de Estado e como homem prudente, MRS - tem procurado distinguir claramente a natureza das pessoas e aprender a conhecê-las. Isto significa, num momento, poder discordar delas e, noutro momento mais solene (de fim de ciclo), apertar-lhes as mãos e até abraçá-los, como Marcelo fez a Cavaco na sua investidura. Pois ninguém de bom senso esperaria que MRS aproveitasse a ocasião para esbofetear solenemente cavaco em plena Assembleia da República, como alguns milhões de portugueses desejariam que Marcelo fizesse...
- A democracia representativa é isto e comporta esta dose brutal de tolerância, até para com Cavaco e para com os seus dois maus mandatos em Belém e as tropelias que fez aos portugueses, deixando Portugal adiado numa Europa interesseira e cada vez mais desigual.
- Se um chefe político é tacanho de espírito e não consegue já identificar as prioridades do país e das comunidades e a natureza das pessoas, reagirá a muitas situações sentindo-as como ofensas. Então os seus sentimentos entrarão em conflito com os sentimentos dos outros. E foi precisamente isto que aconteceu com Aníbal Cavaco Silva e o eleitorado, cavando um fosso crescente entre governantes e governados, levando à descrença destes pela classe política.
- E será precisamente isso que os portugueses desejam que não suceda com Marcelo Rebelo de Sousa, para bem de Portugal e dos portugueses. 

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Marcelo já escolheu o seu chefe da Casa Civil


Fernando Frutuoso de Melo será o chefe da Casa Civil do Presidente da República eleito, Marcelo Rebelo de Sousa, segundo fontes diplomáticas.
Tem 60 anos e é diretor da política de cooperação e da ajuda externa da Comissão Europeia. Fernando Frutuoso de Melo tem um longo currículo na Comissão Europeia, tendo desempenhado funções de relevo no Diretório Geral para o Desenvolvimento, onde chegou a chefe de unidade em 1993, no Direção Geral (DG) de Recursos Humanos e na DG das Pescas, antes de se juntar, em 2004 ao gabinete privado do comissário Olli Rehn, então responsável pelo alargamento.
Em 2006 foi nomeado diretor do Secretariado Geral para a Comissão, sendo responsável sobretudo pelas relações com o Parlamento Europeu. Em 2009 juntou-se ao gabinete privado do Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, como chefe adjunto. E em maio de 2012 foi nomeado vice-diretor-geral da DG Recursos Humanos e Segurança .
Em julho de 2013 , foi nomeado Diretor Geral da Cooperação para o Desenvolvimento DG - EUROPAID ,assumindo as novas funções em novembro. Antes de entrar para a Comissão trabalhou na função pública em Portugal e no setor privado. É licenciado em Direito.
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sábado

Marcelo surpreende sempre...

Qual cavaquistão! Marcelo quer (e precisa) de um país maior que o PSD
Extrai esta imagem aqui. 


Mas ontem, o doutor Marcelo Rebelo de Sousa, em jeito de gratidão à alocução benévola de CR7, qual apoio velado (ou explícito!!) por aquele ter visitado o seu Museu na Madeira, referiu que uma das suas primeiras palavras uma vez eleito para Belém - seria - pasme-se (!!!) - para Cristiano Ronaldo... 

Deve ser por que o rapaz é um deserdado da vida e se encontra em grandes dificuldades sociais, e, por essa razão (e só por ela), mais do que ninguém em Portugal, o craque carece da palavra e do apoio do novel PR.

Isto diz muito do candidato à  PR. Especialmente, se compulsarmos a imagem com a narrativa do candidato...

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terça-feira

Um Marcelo matizado

Imagem picada aqui.
Só falta uma refª ao Belenenses e outra ao Sporting de Braga...

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domingo

Os media andam com Marcelo ao colo


O papel dos media é cada mais hegemonizante na sensibilização e formação da vontade das massas na escolha dos seus dirigentes e representantes políticos. 


Passámos do trágico para o fenómeno da "carnavalização" de todas as experiências e atitudes humanas, como diria Eduardo Lourenço. E para muitos dos que integram esse fenómeno de massas, i.é, o homem-médio (a)crítico, que olha mas não vê, ouve mas não compreende, ele assiste passivamente ao que as tvs lhes servem frente ao écran, e como não tem filtros acaba por consumir o "produto mediático" que as tvs repetem nas peças que divulgam na sua grelha noticiosa. E nessa agenda, naturalmente, uns são sempre mais iguais do que outros, e MRS é e tem sido um privilegiado nessa "sponsorização" mediática. E é-o há décadas...

Razão tinha o saudoso Emídio Rangel, um dos fundadores da TSF e da SIC, quando defendeu que uma televisão é capaz de fabricar um PR como vende um sabonete. Ou seja, hoje não persiste a dúvida de que o espaço próprio da civilização a que pertencemos se chama televisão. Ela converteu-se nesse instrumento de divertissement que, curiosamente, acaba por difundir uma cultura do esquecimento ou de fabricar uma cultura do esquecimento sobre o próprio esquecimento.

E nesse processo há, seguramente, candidatos que os media tendem mais facilmente a esquecer do que outros. E isso também será motivo para que uns vençam mais facilmente estas eleições presidenciais comparativamente a outros candidatos, que também não são "famosos" nessa prova da visibilidade e da fama...

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sábado

O Ano Velho e o Ano Novo - por Vasco Pulido Valente -

Nota prévia: A minha questão, que é ridícula - como o tempo, é duvidar seriamente daquilo que Marcelo diz que come. Na qualidade e no conteúdo. A sua - alegada - dieta é tão crível, ou credível, como os livros que diz ter lido para consumo da plebe que o via e ouvia na estação de Queluz nas missas de Domingo. A ser assim, não me admiro que, amanhã, o Palácio Rosa se converta numa espécie de sub-delegação da estação de Queluz que é, consabidamente, propriedade do grupo Prisa integrado no colosso do banco SantanderToTT. 
- Espero, contudo, que a CMVM avalie essas ligações dangereuses e mande repor a legalidade na operação que, em princípio, terá sido grosseiramente violada na desvalorização deliberada das acções do Banif com o fito de o banco desvalorizado passar a não valer nada, que foi o desiderato do banco adquirente e que assim o absorveu por 150M€. Uma pechincha. Recordo que o Banif perdeu 900M€ após a notícia da Tvi. 
- Veremos, pois, para retomar o diálogo queirosinao de VPV, se o Ano Novo está do lado da legalidade, da transparência e da ética ou se, as usual, come da mesma palha viciada imposta pelas práticas ilícitas e as regras promíscuas do Ano Velho, a ponto de ter como método de referência mandar chamar a polícia...

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O Ano Velho e o Ano Novo



A. Novo — Vamos começar pela política. O que é isto aqui?
A. Velho — Eles dizem que é uma democracia. Mas, pelo que vi, não me parece: é um país muito pobre em que ninguém se entende e toda a gente protesta com imensa razão.
A. Novo — De qualquer maneira, quem manda?
A. Velho — Agora que o dr. Salgado não manda, manda o dr. António Costa.
A. Novo — E ele o que quer?
A. Velho — Quer o Estado Social, uma coisa que acabou por volta de 1964-65, mas não chegou cá a notícia. Entretanto dá umas migalhas por aqui e por ali e assusta os desgraçados que pensam em investir um tostão nesta balbúrdia. É por isso que as pessoas o acham de esquerda.
A. Novo — E mais nada?
A. Velho — Engordou, o que não lhe fica bem. Devia almoçar, dia sim, dia não, com o Marcelo: uma sanduíche de queijo e uma bolacha Maria. Vivia mais tempo.
A. Novo — E o país gosta dele?
A. Velho — Não houve tempo para perceber. O PC gosta porque não quer morrer; o Bloco gosta porque já se acha crescido — uma pura ilusão. O célebre português da rua ainda não se decidiu.
A. Novo — E esse “novo ciclo” de que se fala tanto?
A. Velho — Entraram uns, saíram outros: e os que entraram continuam a obedecer à Europa. É como o ditado: quem não tem dinheiro, não tem vícios.
A. Novo — Consta que está marcada a eleição do Presidente para o fim do mês. Quem irá ganhar?
A. Velho — Olhe que me ia esquecendo. Apareceram dúzias de candidatos, que se dão importância com esses festejos. E um candidato que come bolachas Maria, porque julga que Belém é um convento.
A. Novo — Que conselho é que o sr. me dá ?
A. Velho — Não fale seja com quem for em vias de ser arguido, ou acusado, ou a dois passos da cadeia. Cada vez que ouvir a frase “tenho a consciência tranquila”, fuja e chame a polícia.
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domingo

Marcelo tem um grave problema com a verdade: falsidade e fingimento

Enquanto Marcelo apoiava as políticas públicas no sector da Saúde do governo pafioso (PSD-cds), segurado por Belém vezes sem conta, e morriam pessoas nos hospitais por falta de médicos a quem o governo de Passos & Portas não queria pagar uma remuneração justa, por causa da tal política contabilística de austeridade que levou a cortes cegos na saúde, - aparece agora o mesmo Marcelo, travestido de candidato presidencial, a mendigar uns votinhos à porta do Hospital S. José. 

Ora, isto, no plano cívico, é obsceno, mas é revelador da duplicidade do carácter do candidato.

A sua duplicidade é, talvez, a particularidade que lhe assenta melhor: uns dias apoia as políticas cegas nos cortes da saúde que conduzem à morte de pacientes que poderiam ser evitadas, noutros dias, o candidato finge que não tem esse passado e sempre defendeu o Sistema Nacional de Saúde (SNS). É uma comédia com sabor a tragédia, especialmente para as famílias enlutadas. 

Ou seja, temos aqui uma ilustração lamentável do que é Marcelo, a sua forma mentis e o seu modus operandi. Isto para quem só o conhece agora, o problema é que ele sempre foi assim, e já não será na velhice que muda(rá).

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A perfídia analítica de Marcelo

Nota prévia: Sob aparente neutralidade analítica, Marcelo desloca-se ao Seixal para tentar fazer o pleno, e arrebatar mais alguns votinhos para a sua ainda não confessada candidatura a Belém. Para isso, o comentador da linha do Estoril ou da Costa do Sol, que sempre foi um elemento elitista na sociedade portuguesa (antes e depois de 1974!!), tenta disfarçar a sua origem a fim de, oportunisticamente, se plebeizar e, assim, de forma dissimulada, procurar entrar no conservador eleitorado comunista e potenciar a força da sua proto-candidatura. 
- O comentador diz ainda que Costa está refém da vontade de Sócrates (para as eleições legislativas), recém-saído da cadeia de Évora. Pode haver alguma verdade nesta perigosa associação, mas também não deixará de ter (algum) fundamento, ainda que a natureza e a lógica da eleição presidencial seja unipessoal e distinta das eleições legislativas, que Marcelo esteja igualmente refém da vontade do PSD e, em especial, de Passos Coelho - que prefere Rui Rio àquele. 
- Veremos, no final, e também no decurso da luta eleitoral que se avizinha, quem está mais dependente de quem e que resultados irão ser alcançados pelos principais candidatos. 
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Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Marcelo diz que campanha de Costa "está nas mãos" de Sócrates
Marcelo rebelo de Sousa
Em visita à 39.ª Festa do "Avante!", no Seixal, o jurista dividiu a sua análise sobre a recente decisão relativa ao processo judicial que envolve o antigo primeiro-ministro socialista entre a "decisão judicial" e a sua "repercussão política", confessando ter tido "forte convicção" de que o juiz decidisse "um bocadinho mais cedo", "não em cima da campanha e dos debates", como aconteceu.
"Do ponto de vista político, vai depender de muita coisa, de haver acusação até às eleições ou não. Se houver, é evidente que o teor da acusação vai estar na cabeça dos portugueses", disse, simplificando depois: "se ele disser qualquer que tem a ver com a campanha imediatamente passa a ser um assunto de campanha. Está nas mãos de José Sócrates facilitar ou dificultar vida de António Costa".
Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a postura dos atuais secretário-gerais de PS e PCP, respetivamente António Costa e Jerónimo de Sousa, por terem afirmado que não vão misturar política com justiça, tal como a coligação PSD/CDS-PP.
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quarta-feira

Quando o chefe silva fala, os pupilos bem comportados respondem



Marcelo e Santana comentaram texto de Cavaco, Durão, ao centro, não

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Obs: Cavaco falou e os seus pupilos, que hoje desdenham o lugar de Belém, responderam pavlovianamente como quem responde a um reflexo condicionado. O que revela que de tanto desejarem ser diferentes do chefe de fila acabam, perversamente, por ser ainda mais cavaquistas do que cavaco. Um péssimo sinal para quem quer ocupar o lugar de mais alto magistrado da nação. 

O próximo teste será sobre animais...

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quinta-feira

Marcelo não desiste de Belém...

Ronaldo explica-nos como nos vê. A nós, portugueses (e tem umas recomendações para o pessimismo)


  • imagem picada no rizoma

São dezasseis minutos e 35 segundos: Marcelo Rebelo de Sousa está à direita, como convém, Ronaldo à esquerda. E começa assim: "Boa tarde, Cristiano Ronaldo. Então vamos aqui falar um bocadinho de coisas diferentes, que não são nem o futebol, nem a política". Ronaldo agita-se na cadeira, sorri e Marcelo prossegue: "Vamos falar de Portugal". São as "FootballTalks", saídas da Federação Portuguesa de Futebol.

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Obs: Tudo para Marcelo, de forma ostensiva ou subliminar, serve para fazer "política", desta vez à boleia do craque que já é considerado um deus do Olimpo. Marcelo como que se cristianiza - procurando parasitar o mais possível - a fama do jogador de projecção global. 

Por este andar - estima-se que o comentador, para a próxima incursão, vá para o Alentejo entrevistar os agricultores acerca das condições precárias em que vivem (e vive o sector!!!) e que medidas podem ser encaradas para o melhorar. 

Este efeito de colagem a que Marcelo recorre - e usa e abusa (a fim de potenciar ainda mais a sua notoriedade com base no perfil e nos valores em que o português "médio-baixo" se revê) - diz muito acerca dele; mais do que diz o craque acerca do país, pois com o devido respeito - o CR7 tem sérias limitações "culturais" - na tentativa de enquadrar Portugal nas suas várias dimensões. E uma couve nunca deu rosas, apesar de se tratar de um jogador de futebol de excepção. 

Espero que amanhã não coloquem Marcelo a jogar futebol, sob pena de se extrair o mesmo resultado. 

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segunda-feira

O falso perfil de Marcelo no Facebook




Take I


O dr. Rebelo de Sousa entende que enquanto estiver num estado de serenidade mental não adere ao FBook. 
- Não surpreende, pois em 2004/2005 - o comentador-mor do regime ainda não sabia enviar e-mails. 
- Não lhe faria mal ler algumas coisas sobre a sociedade do conhecimento, redes sociais e, essencialmente, conhecer as ferramentas tecnológicas ao dispor para que o Homem comunique mais e melhor com o seu semelhante. Pelo menos, não faria a figura de ignorante-passivo - deixando-se representar no FB por um alegado anónimo que assumiu, contra a sua vontade, o seu perfil e anda a formular convites em seu nome.
- Terá Marcelo passado alguma PROCURAÇÃO a alguém?!


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Take II


Agora que se sabe - pela boca do próprio - que alguém anda a abusar do direito de imagem do analista MRS no FBook - é natural que o mesmo analista responda aos que lhe telefonam, nem que seja para saber se ele é o verdadeiro autor do perfil e, de caminho, por que razão não aceita os convites.

- Ou será que o (alegado falso) perfil do comentador criado no FB serve já para a rampa de lançamento virtual a Belém...

- Enfim, mais um factóide que assinala o fim de Agosto, o que é verdadeiramente dramático.


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terça-feira

Marcelo integra o banco-bom...




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domingo

Só Marcelo consegue ver e dizer coisas indizíveis na crise do GES-BES

DUPLO ESQUECIMENTO:


- Marcelo "historiou" (à sua maneira, é claro) a crise no GES-BES, mas esqueceu-se de revelar a conduta recalcitrante do seu amigo Ricardo relativamente ao deliberado esquecimento de declaração de impostos; a forma como as empresas do Grupo se emprestavam dinheiro entre si (dinheiro dos clientes - particulares e empresas - sem o conhecimento e/ou consentimento destes); e, acima de tudo, o que esteve na origem do estranho empréstimo de quase 900 ME da PT ao BES, pela mão amiga de Granadeiro.

Marcelo, como eficiente ilusionista que é, só conta uma parte da história, poupando literalmente o seu amigo de sempre, Ricardo Salgado; a parte restante, deixa que seja o espectador do circo a adivinhar neste jogo do "gato e do rato", e sem que se perceba os "fundamentos" das declarações do Governador do BdP relativamente à tranquilidade dos capitais do BES, sendo que, ao mesmo tempo, a nova administração - liderada por Vítor Bento - não descarta a possibilidade de mandar fazer uma auditoria verdadeiramente independente à situação do Grupo e do BES.

Nesse caso, qual a CREDIBILIDADE das declarações de Carlos Costa?!

Numa palavra: algumas considerações de Marcelo acerca da amizade ao banqueiro devem ser entendidas com a mesma credibilidade patente nas declarações do governador do BdP, Carlos Costa - que apenas têm o fito de fazer subir o valor das acções cotadas em bolsa, ou, no limite, impedir abruptamente a sua queda. 

Vivemos, pois, num verdadeiro labirinto digno de uma cena à David Copperfield.  

Só que neste caso, são os desgraçados dos depositantes, particulares e empresas, que ficam pendurados, porque o BES não lhes devolve os capitais aplicados. 

Perante tanto ilusionismo (leia-se, deliberadas omissões), pergunto-me se amanhã Marcelo será capaz de fazer desaparecer, simultaneamente, o Presidente da República e o alegado PM?!

Aquele deixa vago o lugar que o Conselheiro de Estado cobiça; e este, constitui o principal obstáculo que permite ao analista beneficiar do apoio do partido da Lapa na corrida a Belém - contra Guterres. 

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quarta-feira

Marcelo, Miguel, o BES e nós

Marcelo, Miguel, o BES e nós


A resposta é óbvia: porque a família Espírito Santo é demasiado grande e o país demasiado pequeno. Enquanto a família esteve unida, formou um bloco inexpugnável, pela simples razão de que o seu longo braço chegava a todo o lado, incluindo partidos (alguém já ouviu António José Seguro, sempre tão lesto a dar palpites sobre tudo, comentar o caso BES?), comunicação social (quem não se recorda do corte de relações com o grupo Impresa em 2005, na sequência de notícias sobre o envolvimento do BES no caso Mensalão?) e até aos próprios comentadores, por via das relações pessoais que Ricardo Salgado mantém com gente tão influente quanto Marcelo Rebelo de Sousa ou Miguel Sousa Tavares.
Ora, ninguém à face da terra possui uma independência inexpugnável. Isso não significa que todos tenhamos um preço – significa apenas que somos condicionados por relações de amizade ou de sangue e que nesse campo uma família de 300 membros, que há décadas se move na alta sociedade portuguesa como peixe na água, acaba por chegar a quase toda a gente que interessa. O próprio Sousa Tavares referiu essas ligações há um ano, numa entrevista à Sábado: “O Ricardo Salgado é sogro da minha filha e avô de netos meus. Além disso, somos amigos há muitos anos, porque eu fui casado com uma prima direita dele. Nunca o critiquei e nunca o elogiei, porque acho que não se fala da família em público.” Pode apontar-se a Miguel Sousa Tavares muita coisa – eu já o fiz –, mas não falta de independência ou coragem. Simplesmente, quando o caso BES atinge esta dimensão, o silêncio de alguém com a sua importância torna-se efectivamente um favor a Salgado. Não há como fugir a isso.
Mas se Sousa Tavares não fala sobre o tema e já justificou porquê, o mais influente comentador português – Marcelo Rebelo de Sousa – necessita urgentemente de aproveitar algum do seu tempo dominical para fazer a sua declaração de interesses em relação aos Espírito Santo. E essa declaração é tanto mais premente quanto nas últimas semanas tem vindo a defender a solução Morais Pires, considerando até que a impressionante queda das acções do BES na passada semana era coisa “inevitável”, visto estarmos perante “um novo ciclo”. Que essa queda tenha acontecido exactamente por não estarmos perante um novo ciclo parece não ter passado pela sua cabeça, habitualmente tão veloz e atenta.
Não admira, pois, que Nicolau Santos tenha chamado a atenção no Expressopara o facto de Marcelo e Ricardo Salgado já terem passado juntos “várias vezes férias no Mediterrâneo”. E já agora – acrescento eu – que Rita Amaral Cabral, há longuíssimos anos companheira de Marcelo, como é público, seja actualmente administradora não executiva do BES, e, entre 2008 e 2012, um dos três membros da comissão de vencimentos do banco. Marcelo, como todos sabemos, nunca teve quaisquer problemas em criticar aqueles que lhe são próximos. Mas há factos que devem ser verbalizados – porque é precisamente destes pequenos segredos que vive o regime que nos trouxe até aqui.
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Obs: Tenho para mim que Marcelo falará quando terminar a prova de natação que empreende há anos e que vai do Guincho ao Cabo Espichel; Miguel Sousa Tavares também falará do ex-sogro quando consumir o último cachimbo da pax; e Seguro só falará em Setembro, após as primárias...
Veremos quem rebenta primeiro até lá: o grupo BES, o PS ou a PT...

Ou será que é Portugal?!
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quinta-feira

A vida custa a todos


A vida custa a todos

(Picado no CC) - em que vale a pena ler até ao fim, nem que seja para compreender algumas das respostas e motivações demasiadamente oportunistas do doutor Rebelo de sousa. É assim há décadas, mas parece só agora dispor-se dessa evidência num tempo em que até os cegos acordam.





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domingo

Marcelo defende legislativas antes do verão de 2015

Marcelo Rebelo de Sousa está "cada vez mais convencido que é prudente ter eleições legislativas antes do verão" do próximo ano. Ao analisar o apelo a um entendimento partidário antes do Orçamento para 2015, que Cavaco Silva fez nas cerimónias do 10 de junho, o antigo líder do PSD notou que "esta insistência" do Presidente da República não é apenas para "memória futura", como sugeriu na véspera Marques Mendes.
No seu comentário na TVI, Marcelo entende que Cavaco "está preocupado" - "e com razão" - porque "no dia em que for eleito o líder do PS, começa a campanha eleitoral" para as eleições de 2015. E aí poderá haver a tentação "de parte a parte" de fazer "promessas". Por isso, Marcelo aconselha a que, em Belém, se ouçam os dois socialistas, António Costa e António José Seguro.
O também conselheiro de Estado insiste que o Presidente da República antecipe as eleições em 2015. Se forem em outubro, como previsto, será uma "misturada", com a discussão do Orçamento para 2016, as legislativas e a campanha para as eleições presidenciais, que serão em janeiro de 2016.
Ainda sobre a disputa no PS, Marcelo pegou na entrevista de Alberto Martins, o líder parlamentar e apoiante de Seguro, ao jornal i, que empurra o partido para a esquerda, para concluir que "não há nenhuma diferença ideológica entre os dois", Costa e Seguro.
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Obs: Só um PR mais preocupado com a sua carreira pessoal e política - e a do seu clã - deixa apodrecer a democracia por mais tempo em Portugal. Ainda que Cavaco alegue publicamente o contrário, ele pensa sempre mais nele do que na Nação e no lugar que pretende ocupar na história política contemporânea portuguesa - secundarizando os problemas sociais em Portugal. 

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segunda-feira

Segundo o Doutor Marcelo...

... esta é, hoje, definitivamente a INVERTEBRADA e GELATINOSA imagem duma Europa que perdeu força, status quo no mundo e profundamente dependente da Alemanha de Merkel. Isto não é bom para Portugal, nem para a Europa. 

- Se alguma dúvida houvesse acerca da intenção (mais recôndita) de Marcelo se candidatar a Belém - ela ficou hoje dissolvida. Como apresentada ficou a motivação oculta do mordomo da Europa que, um dia, DESERTOU  de Portugal por carreirismo e ambição pessoal. 

- Talvez nunca como agora Marcelo Rebelo de Sousa foi tão clarividente (e sincero). 

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Marcelo quer Belém, custe o que custar. Com o sponsor da Nike

Vimos ontem o douto Marcelo de Sousa, a pretexto d´algo sem importância murmurar a D. Judite uma coisa do outro mundo: oferecer-lhe uma T-shirt com o logo da Nike estampado. D. Judite, tão obediente quanto colaborante, logo teve o cuidado cirúrgico de referir que não podia publicitar a marca - e depois (re)verberou - Nike - pelo que se remetia à discrição. O que é facto, é que quer o douto Marcelo, candidato a candidato compulsivo a Belém, quer a dona Judite - ambos verberaram o nome da marca. A Nike agradece.., ou devia agradecer!!

Daqui não procede, necessáriamente, que a supra-citada marca seja a patrocinadora oficial do jurisconsulto a Belém; nem sponsorize uma imagem mais atleta e menos esquelética da pivot da estação de Queluz. O que estranha nisto tudo é o facto de o comentador não ter apresentado uma marca de fatos-de-banho, como a Arena, por exemplo, dado que semanalmente se dedica à natação nos intempestivos mares do Guincho. 

Seja como for, quer um quer outro deviam ater-se aos princípios editoriais do sério jornalismo - que proíbe a divulgação descontextualizada de marcas, até porque constitui uma terrível desigualdade para as marcas concorrentes não citadas. 

Todavia, por este andar, ainda veremos Marcelo anunciar as marcas de produtos La Redoute e Lanidor para mais facilmente conquistar o mercado (eleitoral) feminino; e quando se deslocar em campanha à província, evocar as salsichas Nobre, as motos Casal, Zundapp e afins - para atingir o mercado masculino.

Em rigor, este Marcelo é um artista impagável. A sua inexistência traduzir-se-ia numa maior tristeza colectiva. 

Vistas as coisas por este prisma, será mil vezes preferível Belém ter como locatário uma personalidade psicadélica desta natureza do que alimentar a imagem enjoativa e previsível do Américo de Tomás do séc. XXI. 



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domingo

Marcelo e Passos coelho no jogo de espelhos da política à portuguesa






















Coelho, o pior primeiro ministro português desde 1974, afirma não querer um "cata-vento (leia-se, Marcelo) para seu candidato a Belém; Marcelo, é previsível que venha a declarar não querer ser apoiado pelo PM mais impreparado e incompetente de que há memória em Portugal.

Assim sendo, só se estraga uma família política que, por natureza, é a imagem da podridão política em Portugal. 

Pior seria impossível. But the show must go on...

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