terça-feira

O teatro da nossa vida



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Na base do teatro estão as tragédias gregas. Mas o nosso mundo, desde há meio século, as tragédias ganharam lugar noutras narrativas: nas novelas, nos filmes, na vida política no interior das nossas sociedades, enfim, na história do nosso quotidiano. A marcar esse climax há sempre um herói ou uma heroína. 

Sem esforço, ilustramos nessa dramaturgia moderna e pós-moderna alguns personagens: Trump, Merkel, Putin..., só para citar os mais mediáticos.

São heróis, heroínas ou vilões, consoante quem os avalia e os interesses agrupados em torno dessas avaliações. O que é certo é que no seio desse mega-teatro estão "eles-e-nós", que, em nossas casas vamos ecoando aquilo que eles dizem e o que nós pensamos acerca do que dizem. Somos, simultaneamente, os destinatários e a plateia daquelas mensagens, mesmo que discordemos delas. 

Sem querer, acabamos por ser ampliadores das mensagens daqueles personagens que, não raro, estão do lado errado da história, das relações internacionais, da paz, da prosperidade e da economia de bem-estar que almejamos. 

Temos, pois, que deixar de ser essa caixinha de ressonância e quebrar esse coro de plateia que ainda fazemos, sobretudo na Europa. 

Temos, acima de tudo, e na esteira de Bertolt Brecht que romper essa relação de intermediário flácido entre aqueles personagens e as plateias que integramos. Resgatar essa nova condição do coro que teremos de passar a ser, constitui o novo teatro que temos o dever de (re)inventar. Essa nova circunstância requer, essencialmente, que deixemos de estar anestesiados. 

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