domingo

A inversão de valores da srª Cristas e a distorção da realidade. Um problema com a verdade

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Assunção Cristas, que anda a inundar as caixas de correio dos lisboetas com lixo propagandístico e com o fito de conquistar alguns votinhos nas eleições autárquicas em Lisboa, vem a terreiro defender e elogiar a demissão do ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio - atribuindo ao dito "elevação de carácter" pelo suposto combate à fraude e evasão fiscais.

Todavia, o que os factos parecem querer demonstrar é exactamente o contrário, ou seja, foi pela conduta manhosa de Núncio (quer por acção quer por omissão) que aquelas maciças transferências de capital foram feitas sem o conhecimento do fisco, já que o então secretário de Estado - Núncio - manteve o despacho na gaveta a fim de permitir aos seus amigos (banca e grandes clientes) poderem realizar tamanhas transferências sem serem detectados pelas malhas do sistema informático da Autoridade Tributária e, desse modo, escaparem aos impostos. 

É a isto que a Cristas designa "elevação de carácter". 

Aquilo a que Assunção Cristas, de forma quase criminosa, adjectiva de "elevação de carácter" e de métodos no combate à fuga e evasão fiscais é, na prática, estender o biombo a que essas fugas se façam e sem que o Fisco possa avaliar essas transferências e, consequentemente, cobrar o respectivo imposto de capitais em benefício da fazenda pública.  

Este problema com a verdade de Cristas revela a inversão de valores que perfilha, e é com base nesses expedientes que esta pseudo-candidata se apresenta à Câmara Municipal de Lisboa. Ela tenta endireitar a sombra duma vara torta, e parece ser essa a sua doutrina da verdade, e espera que os lisboetas (incrédulos) - através desse modus operandi - votem nela. 

Ora, é esse excesso de desonestidade intelectual de Cristas, já que confunde deliberadamente a acção irresponsável de Paulo Núncio - vendo nela uma acção de transparência - quando se tratou, verdadeiramente, de omissão (dolosa) de informação a fim de paralisar a máquina fiscal para que esta, por seu turno, ficasse tecnicamente impedida de taxar aquela brutal transferência de capitais para os paraísos fiscais, e, assim, prestar favores à banca e a grandes clientes particulares que são, na verdade, clientes da sociedade de advogados (Morais leitão) onde o sr. Núncio é avençado. Que grande conflito de interesses que aqui graça...

Cristas, que aqui revela uma tremenda má fé, não deveria jogar poeira para os olhos dos portugueses, pois revela uma argumentação fraca e inconsistente com os factos e uma perfídia sem limites com o intuito de enganar os portugueses, assim como fez o seu correlegionário de partido e ex-secretário de Estado, Paulo Núncio, abusando dos poderes públicos que lhe estavam confiados no aparelho do Estado.

Cristas, que é uma política infantil, não devia confundir as suas opiniões e gostos pessoais com os factos, pois se assim prossegue tenderá a confundir a verdade com a mentira, a paz social com a guerra psicológica e isso não é bom para ela nem para o partido do táxi - a caminho do Smart - que hoje dirige. 

Deveria ler o 1984 de George Orwell - para evitar cair no mecanismo do duplipensar e da novilíngua de que abriu mão para safar o seu amiguinho agora em dificuldades - quando elogia aquilo que devia ser fortemente censurado, senão mesmo CRIMINALIZADO, pois por acção (e omissão) de Paulo Núncio o Estado deixou de poder cobrar impostos que em condições normais cobraria, e isso redunda num aumento de impostos globais sobre os portugueses e, no limite, um empobrecimento de Portugal e dos portugueses. 

Eis o que, em suma, Assunção Cristas, uma política infantil, doutrina e defende para o seu belo partido e para o país.

Deus nos livre de ter gente desta no aparelho de Estado. 

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