segunda-feira

Cavaco: os mercados, os investimentos e esquece as pessoas


Cavaco está em trânsito para a Bulgária e Roménia, a estourar os últimos cartuxos que a República lhe dá com o dinheiro dos nossos impostos e cujas vantagens são uma colossal incógnita. 

- Contudo, é legítimo levar consigo as famosas delegações empresariais, que representam os mais variados sectores da economia portuguesa: moldes, vinhos, azeite, energias renováveis, talvez bolo-rei... 

- Dito isto, e como o PR cessante valoriza muito as avaliações das vantagens de tais missões políticas com cunho empresarial, talvez não fosse de somenos que se fizesse um balanço rigoroso desta década em que cavaco foi PR, e que caminhos e alternativas às exportações portuguesas foram rasgados na sequência deste investimento que a República fez nessas missões empresariais pagas a peso de ouro com o dinheiro dos contribuintes. 

phpThumb- Não basta andar sempre com uma trintena de empresários (amigos) atrás, encher a boca com o conceito (vago) de interesse nacional, conceder honras militares e ofertar medalhas, dar conferências de imprensa, dialogar com as associações de comércio e indústria, debitar banalidades em fóruns empresariais e falar de MERCADOS, de INVESTIMENTOS e, por regra, como é típico em cavaco - já dos tempos em que foi Primeiro-Ministro durante uma década, ESQUECER AS PESSOAS.

-  A diplomacia económica é útil se bem utilizada, mas conhece limites. E esses decorrem da falta de visão estratégica, de conhecimentos e, acima de tudo, da desadaptação de Cavaco ao novo ambiente estratégico de globalização competitiva de que é feito a Europa e o mundo actuais. 

- Ouvir Cavaco a falar de economia e de relações empresariais capazes de potenciar o interesse das exportações nacionais é como ouvir Jerónimo de Sousa falar sobre as redes sociais ou o paradigma tecnológico em que todos hoje, directa ou indirectamente, estamos envolvidos. 

- Quer um quer outro, cada qual à sua maneira, são homens que já vivem fora do tempo. Do nosso tempo. E é pena e comporta custos brutais para todos e para cada um dos portugueses, que paga hoje caro essa desadequação política e ineficiência económica e social à nova envolvente estratégica. 

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