sábado

Ministro das Finanças alemão admite demitir-se por divergências com Merkel

Nota prévia: Schaüble é uma pessoa frustrada por razões óbvias, a que acrescem motivações de natureza ideológica, partidária e até económico-financeira que fazem dele um falcão, de linha dura, e que, como tal, quer impor à Grécia termos, condições e imposições que só podem conduzir a economia e a sociedade gregas a mais pobreza, miséria e suicídios (replicando o ciclo anterior). Ao invés de Merkel, que lidera uma outra linha política no seio do Governo que chefia: mais dialogante, mais flexível, mais construtiva e compreensiva do problema financeiro, económico e político que a Grécia representa para a Europa, da qual não se deverá apartar. Assim, temos uma linha de tensão dentro do próprio Governo alemão que lidera a (des)construção e a integração europeia contemporânea, e que conduziu à implosão da regra da solidariedade no espaço intra-comunitário. Além de que Schaüble tem interesses financeiros imediatos na gestão do dinheiro e dos juros dos empréstimos à Grécia, razão que o faz ser um elemento inflexível no quadro das negociações com a Grécia. É neste contexto que a política coloca um problema à própria Ciência Política, já que conflituam dois princípios na esfera de decisão política: o princípio da racionalidade política vs o princípio da popularidade política. Consta que Schaüble tem mais popularidade doméstica do que Merkel; mas é a chancelerina quem mais e melhor representa a racionalidade política dessas negociações europeias, as quais visam evitar que a Grécia integra o bloco geopolítico liderado pela Rússia e abra uma caixa de pandora de efeitos e resultados políticos verdadeiramente imprevisíveis para o Velho Continente. Dito isto: e não podendo eclipsar-se, talvez o melhor que Schaüble poderia fazer pelo seu país, pela construção europeia e pela preservação da União Económica e Monetária (hoje em perigo!!!) seria demitir-se imediatamente. 

Todos os governos têm um "Paulinho Portas" oportunista e parasitário, que vive politicamente à custa de quem, de facto e de iure, conquistou as maiorias sociológicas em urna, na Alemanha de Merkel - esse Paulinho Portas é representado esplendorosamente por esse ser macabro e diabólico cuja imagem, comportamentos e declarações suscitam o mais vivo repúdio europeu e mundial. 
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Ministro das Finanças alemão admite demitir-se por divergências com Merkel


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