quarta-feira

Cavaco e o discurso anti-miserabilista


Cavaco, dentro e fora do 10 de Junho, tem criticado severamente aqueles que julga serem miserabilistas e apoucam a capacidade nacional de o país, e em especial a sua economia, se reerguer do nada e crescer para assegurar a necessária modernização e desenvolvimento. Condições essas que por terem faltado nos últimos 4 anos produziram 2 milhões de pobres, 1 milhão de desempregados, meio milhão de emigrantes económicos, milhares de insolvências e uma ausência total de rumo do país salgada por uma desesperança a toda a prova. 
- E é neste clima de quase recessão que Cavaco critica aqueles que, no seu entender (mesquinho), criticam os poderes públicos e este miserável Governo em concreto. Cavaco afirma-se, assim, como arauto do desenvolvimento, mas, curiosa e paradoxalmente, é o mesmo player que defende a privatização da TAP ao preço da uva mijona, amputando, assim, ao país cerca de 20% do PIB - que voa para as mãos sabe-se lá de quem. 

- É, pois, este tipo de contradições gritantes que fazem de Cavaco o elemento mais pernicioso do sistema político português, e um elemento de bloqueio do próprio desenvolvimento económico nacional, pois ao subscrever os crimes económicos de lesa-pátria que o XIX Governo (in)Constitucional quer levar por diante, mesmo com oposição de decisões dos tribunais, Cavaco julga-se por quem não é e, afinal, julga que os portugueses (por serem tolinhos!!) o tomam por quem ele desejaria ser - neste jogo de espelhos que tem sido a sua vida, na já longa carreira de mais de 30 anos (ininterruptos) em lugares cimeiros no aparelho de Estado. 
- E com que vantagem para Portugal, será lícito perguntar (?!)
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