quarta-feira

Retrato da mediocridade intelectual e do rancor congénito...

Quem quiser perceber porque razão Zaramago é um retrato fiel da medíocridade intelectual e do rancor nobilizado basta ler o semanário Sol da última edição. Não valerá apena aqui escalpelizar isso, seria tempo perdido, deixamos ao critério de quem quiser ler. Exceptuando algumas ideias com que fácilmente se concorda (Santana, parte de economia) o homem julga-se um verdadeiro escritor, genial mesmo. Além de ser desprezivo para com os seus pares, milhões de vezes superiores. Só faltou ofender o país que o acolheu e o promoveu cá dentro e no exterior - especialmente num dia de embriaguês colectiva da academia sueca, que deveria há muito ser reciclada por falta de discernimento e lucidez. Zaramago não é só um escritor mediano, afirma e projecta um carácter que jamais é compatível com um homem bom que seria suposto ser. Tenho pena que assim seja, não por ele, mas pela nacionalidade de que o senhor é oriundo, apesar de passar a maior parte do tempo em Espanha. Zaramago é hoje um poço de rancor incorrigível e só polariza esse lixo tóxico em torno de si e polui o país, já com problemas ambientais... Deveria ler alguma coisa de psicanálise que o ajudasse a sair desse gheto mental donde não saíu desde que lhe vetaram o livro... Só ainda não percebi se o rancor que inala remonta a essa data de pleno cavaquismo, ou se, como parece, é algo contitutivo à sua personalidade e já vem de sempre...