quinta-feira

Passos Coelho: um nado-morto e um PSD à deriva


Passos fez o papel do polícia que fingiu que não viu o assalto para não ter problemas...

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Ocorreu hoje o debate do OE/17 no Parlamento. Foi um debate activo e intenso por parte de todas as bancadas parlamentares e em que cada partido enviou o seu melhor orador para combater o oponente e convencer o país de que os partidos são sérios, competentes e, uma vez no poder, se preocupam verdadeiramente em defender e promover os interesses do povo, e na oposição fazem o mesmo. 

Só mesmo os parvos e os parvinhos, que são parvos a dobrar, acreditam nessa versão. Adiante.

Mas há um  aspecto que aqui sublinho, porque ele é sintomático do que virá depois na vida pública nacional, ou seja, no intenso debate que se desenvolveu Passos Coelho, ainda que presente, não abriu a boca, nem por acção nem por omissão. Foram os deputados do costume, o imberbe Miguel Morgado e o orquestrador Montenegro que falaram pelo chefe, que, aliás, não chefia coisa nenhuma num PSD moribundo. 

Passos foi um verdadeiro nado-morto, não dando sinais de vida. Apenas batia palmas aos seus parlamentares, como quem se demite da liderança do partido, do combate político na casa da democracia e, no limite, em partilhar com o país uma visão alternativa do desenvolvimento e do futuro de Portugal, se a tivesse. 

No fundo, o nado-morto Passos estava alí com um único propósito: anunciar ao país que já não é líder de coisa nenhuma, e que o seu delfim é, doravante, Luís Montenegro, que revelou uma especial aptidão para contar estórias e embrulhá-las com um certo papel pardo muito utilizado nas mercearias para embrulhar enchidos. Foi, aliás, nisso que consistiu o seu número em directo para o país. 


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sexta-feira

Pedro santana lopes é um nado-morto da política portuguesa

O trajecto de Santana é conhecido: instável, está apenas onde pode ser catapultado para as elevadas esferas do poder, demonstrou escasso serviço de missão pública, é imaturo, confunde trabalho com lazer e divertimento, rodeia-se de pessoas com pouco valor técnico, cultural e político. A sua passagem pela autarquia de Lisboa e pelo governo do país, após um erro de casting de Durão Barroso, ilustram aqueles defeitos políticos.
De Santana guardo a memória de na década de 80 o dito fazer comícios, incendiar plateias e pouco mais. É, pois, um líder emocional de tipo primal, ou seja, tem uma "liderança" de tipo emocional que ele julga ser irresistível. Só que santana esquece-se de que as pessoas buscam num líder um sentimento de segurança, estabilidade e credibilidade, ser autor dum projecto, o que faz com que diminuam as sensações de incerteza e de ameaça e risco perante o governo da cidade e o governo da república, ora santana falhou nas duas frentes.
Portanto, o verdadeiro líder funciona como um guia emocional que conduz grupos. Santana hoje conduz apenas santanetes, umas dezenas de ressentidos do sampaísmo e do socratismo que busca na capital uma escapatória para as suas frustrações políticas e, naturalmente, para o seu desemprego político. De nada lhe vale o António Mexia, que no passado recente o convidou para consultor da EDP, quiça para rebentar o quadro da energia da empresa e tornar a energia mais cara aos consumidores. Mal empregues 2 mil cts mês que a empresa estourou com quadro tão pouco valioso. Na CML, depois no Governo, antes pelo Sporting - o Club dos Azuleijos de mau gosto da 2ª Circular que já se podia ter inspirado no Glorioso, em todas essas instâncias Santana não foi senão o líder primal, emocional, que sussurava, que agitava, que polarizava emoções tóxicas. E hoje, enquanto candidato à CML, Santana também não é diferente, e aquela ideia estapafúrdia de querer instalar a Feira Popular no local onde António Costa propôs a construção do novo IPO é bem sintomático dessa toxicidade santanista que demandou novamente a cidade.
E a explicação que encontro para este desatino crónico de Santana decorre do seu desemprego político, da sua desmedida ambição e, naturalmente, do rancor e da ansiedade que alimentou face à esquerda que governa o País e a capital. Resta a Santana duas coisas: a desorientação e a paralisia. Seja nos gastos supérfluos que fez com arquitectos, seja na exuberância e excentricidade das suas pseudo-propostas para a cidade, designadamente em matéria de opções urbanísticas.
É a esta luz que santana aparece como um actor dissonante da realidade, um polarizador de energias negativas. E por essa razão é um candidato desfasado do tempo, da função e da cidade a que se propõe concorrer. Tudo razões que fazem dele um mau líder e, à priori, um candidato perdedor.
Não compreendo, por isso, a razão por que alguns amigos vêm em Lopes uma ameaça, quando ele representa apenas um risco e um perigo para ele próprio. Ou são os meus amigos que estão desfocados da realidade ou sou eu que vivo em Marte...

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