domingo

Obama diz que ama Meryl Streep

Obama ama Meryl Streep. E o mundo também
É uma paixão global que acabou com um tabu: as atrizes com mais de 60 anos têm lugar de honra nos grandes papéis. A reboque do charme de Streep, atrizes como Annette Bening, Julianne Moore ou Cate Blanchett também ganham.
Medalhas, estatuetas, estátuas, distinções e todos os tipos de prémios. Condecorações é com Meryl Streep, porventura uma das figuras públicas mais premiados no mundo inteiro. Na semana passada a atriz recebeu do presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração civil da América. Na cerimónia, Obama, confesso fã de Streep, foi mais longe e disse: "Eu amo a Meryl Streep. O marido dela sabe que a amo. A Michelle sabe que a amo. Não há nada que possam fazer em relação a isso."
O presidente disse, derretido, que fica fascinado com a empatia que a atriz consegue junto dos espectadores e lembrou que alguém que é capaz de cantar Abba no grande ecrã é capaz de tudo...
E tem razão, Meryl Streep é um tesouro nacional que desperta em todos um sentimento de amor. Sim, há muita gente apaixonada por Meryl, fazendo que vá por água abaixo aquela ideia feita de que em Hollywood senhoras depois dos 60 anos não têm lugar. Além desse consenso quase sagrado, a atriz abre filmes com o seu nome no poster e faz dinheiro para os produtores. Um caso em que prestígio coincide com valor de mercado. Dezoito nomeações e três Óscares ao longo de quatro décadas atestam também uma aura intemporal, ainda que tenham sido nos últimos anos os seus maiores sucessos comerciais, nomeadamente Mamma Mia!, de Phyllida Lloyd,Amar... É Complicado!, de Nancy Myers, e O Diabo Veste Prada, de David Frankel.
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Obs: Digamos que Obama, à semelhança de um seu predecessor, Ronald Reagan, também daria um excelente actor na 7ª arte. 

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segunda-feira

Obama fala com o novo Nicolau I da Rússia

Link - Barack Obama na sala oval ao telefone conversa com Vladimir Putin sobre a situação na Ucrânia, EUA PETE SOUZA/REUTERS



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Obs: Obama tenta perceber se está a lidar com o Nicolau I do 1º quartel do séc. XXI; ou se Putin é mesmo o bárbaro do novo tempo que tenta integrar à força um território - a República autónoma da Crimeia - que já não é parte integrante da Federação russa. 


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quarta-feira

Dear Obama: Funerals Are No Place for Selfies

Dear Obama: Funerals Are No Place for Selfies, link



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segunda-feira

Lady Gaga tem mais seguidores que Obama. [+] Um factóide globalitário

Cantora atingiu a marca dos dez milhões de seguidores na rede social Facebook, enquanto Barack Obama tem 9,5 milhões.dn
A cantora norte-americana Lady Gaga conseguiu superar o número de seguidores do Presidente dos EUA, Barack Obama, no Facebook, refere o jornal espanhol El País. Gaga já ultrapassa os dez milhões, enquanto o presidente dos EUA conta com 9,5 milhões de seguidores no Facebook.
À frente de Lady Gaga só se encontram outros cinco perfis do Facebook, mas nenhum pertencente a uma pessoa viva. Michael Jackson, falecido em 2009, tem mais seguidores nesta rede social do que a cantora, tal como a série de animação Family Guy, e os jogos online Mafia Wars e Texas Hold'em Poker.
Lady Gaga agradeceu aos admiradores pela marca dos dez milhões com uma mensagem na sua página oficial do Facebook: "Estou em digressão pelos EUA e ando muito entusiasmada. Muito obrigada pelo vosso amor e pelo vosso apoio."
Recentemente, a cantora foi a primeira artista no patamar de mil milhões de vídeos vistos em serviços online como o YouTube, Vevo ou DailyMotion.
O último ano tem sido de grande azáfama para a cantora, que conseguiu chegar a um patamar de sucesso que a iguala a outras artistas pop como Beyoncé (com quem já colaborou) ou Britney Spears (para quem já escreveu temas). Recentemente, Gaga estreou-se mesmo no top 5 das celebridades mais poderosas da actualidade, lista elaborada anualmente pela revista Forbes. A cantora encontra-se no quarto lugar, à frente de Madonna e dos U2.
Este ano, Lady Gaga vai ainda estrear-se em palcos portugueses, tendo já uma actuação marcada para o Pavilhão Atlântico, em Lisboa, no dia 10 de Dezembro. Preço dos bilhetes, dos 50 aos 85 euros.

Obs: Pergunto-me por que razão o Papa não aparece nesta lista de notoriedade virtual à escala planetária, o que prefigura, numa leitura bruta, que a música é uma "forma de religião" mais eficaz e sedutora do que a religião administrada pela igreja que procura unir o homem a Deus, essa entidade invisível, não tem telemóvel e, segunda consta, o seu filho, Jesus Cristo, também não tem biblioteca nem percebe nada de finanças.

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sexta-feira

Promessas cumpridas - por António Vitorino -

No espaço de escassas semanas, o Presidente americano Barack Obama averbou duas importantes vitórias, uma na frente interna e outra na cena internacional.dn
A conclusão da reforma da saúde constitui, sem dúvida, um marco deste primeiro mandato do Presidente americano. Em larga medida nesta reforma Obama jogava a credibilidade de todo o seu programa político. Quer por se tratar de um objectivo há muito almejado pelos democratas, num terreno onde a Administração Clinton havia jogado forte e… havia perdido! Quer porque a sua adopção teria sempre em impacto horizontal nas políticas da Administração Obama, no que toca à concepção de justiça social que a anima.
Mesmo que alguns sectores do Partido Democrata tenham ficado desiludidos pelo resultado final da reforma, a verdade é que ela sempre teria de incorporar uma componente de negociação bipartidária, onde os republicanos moderados desempenhariam, como sucedeu, um papel moderador do alcance da reforma em causa.
A reacção dos sectores mais radicais do Partido Republicano, a retórica usada e a ferocidade dos ataques ao próprio Presidente deveriam, contudo, ser motivos bastantes para que todos os democratas percebessem o alcance histórico da decisão ora tomada.
Mas do lado democrata deveria também ser atentamente ponderada a reacção negativa de sectores das classes médias americanas, muitos deles, aliás, apoiantes dos próprios democratas, contra esta reforma da saúde. Não tanto por negarem um direito geral à assistência na saúde por parte do Estado mas mais por entenderem que o novo sistema os desfavorece em termos relativos, uma vez que, pelos seus rendimentos, tiveram de encontrar soluções de protecção na saúde à custa do seu próprio esforço pessoal e familiar.
Este debate lança luz sobre as nuvens que pairam sobre a coesão social nos Estados Unidos da América, questão que decerto não deixará de estar presente no espírito dos eleitores quando forem às urnas em Novembro para recomporem uma parte da Câmara dos Representantes e do Senado. É que este voto será determinante para a criação de condições que levem à recandidatura do actual Presidente americano.
Com menor impacto interno, mas com igual relevo no plano político, o acordo START II, assinado por Obama e Medvedev, sobre a redução entre 30% e 35% dos arsenais nucleares americano e russo constitui, sem dúvida, mais uma promessa cumprida pela Administração americana. Por enquanto talvez seja possível falar ainda e apenas de uma meia vitória, na medida em que o Acordo terá ainda de ser aprovado pelo Congresso americano e pela Duma russa, mas o facto de terem chegado a uma plataforma de entendimento, cujas negociações se arrastavam há vários anos, e tendente a substituir um Tratado que datava de 1991, constitui um factor de contentamento e de esperança para a comunidade internacional no seu todo.
A questão não é tanto a de olhar ainda para o que falta fazer, pois os arsenais nucleares que subsistirão são ainda uma ameaça potencial, mas sem este acordo e sem esta redução seria muito mais difícil encarar a negociação do Tratado de Não Proliferação, que há mais de um ano se encontra num impasse. Acresce que este acordo entre russos e americanos permitirá relançar o debate da questão nuclear norte-coreana e iraniana noutras bases, sendo legítimo esperar um envolvimento mais decisivo da Federação Russa em ambos os temas.
O START II foi assinado em Praga, mas com os olhos postos em Pequim. Com efeito, nas questões da proliferação nuclear em geral, e do Irão e da Coreia do Norte em particular, russos e americanos não podem dispensar o envolvimento directo da China. Resta saber se este START II também viabiliza uma acção conjunta russa e americana de pressão sobre as autoridades chinesas nos próximos meses.
Nos tempos que correm, quando os dirigentes políticos cumprem as promessas que fizeram perante os seus eleitores e a comunidade internacional, estamos perante factos que não devem passar sem a necessária nota de congratulação e apreço.
Estas duas semanas reconfortam aqueles que depositaram tantas esperanças na eleição de Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos.
Obs: Quando há mais igualdade - viabilizado pelo acesso mais generalizado pela reforma da saúde - há também mais liberdade, dois termos duma equação que levaram Alexis de Tocqueville à América para aí estudar as tradições, as leis e as instituições que hoje, com Obama, se presta um forte tributo a esse legado. No plano da redução dos armamentos o sinal também é positivo, a caminho dum mundo mais pacífico, ainda que tudo isto seja conjuntural, como a própria vida.

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