quinta-feira

A insustentabilidade de Passos Coelho está na razão directa da sua incompetência

- Bem prega Passos Coelho que a economia portuguesa não é a grega, diz que está a crescer e que se recomenda à Europa e ao mundo. Tamanha falsidade. A comprová-lo está a declaração da CE ao sinalizar que a dívida pública nacional está acima dos 100% do PIB, e que será assim até 2030. Uma eternidade. Adiando o futuro de gerações de portugueses que, assim, são forçados a emigrar.

- Na prática, o que significa isto?! Mais crise e recessão, logo mais desequilíbrios na economia portuguesa, que não cresce à medida que gera dívida. Em 2008, a dívida pública portuguesa era 66%, após a crise mundial disparou para mais do dobro. 
- Por outro lado, estes valores demonstram que estes últimos 4 anos de esforços brutais de consolidação orçamental - pagos exclusivamente pelos contribuintes - não têm resultado. Ou seja, pagámos a carga fiscal draconiana que nos foi imposta e, em contrapartida, recebemos mais pobreza estrutural, mais endividamento, mais desemprego, mais impostos, mais insolvências e mais emigração compulsiva de portugueses para o exterior - em busca de melhores condições de vida que não encontram em Portugal. 
- Passos Coelho, e a sua entourage, obrigaram os portugueses a empobrecer, capacitaram a Autoridade Tributária de poderes verdadeiramente pidescos escravizando o contribuinte a pagar o que tem e não tem ao fisco e aos bancos (alguns perdendo as suas casas por dívidas de valor insignificante), no final da legislatura, e ao contrário da propaganda passista, Portugal e os portugueses empobreceram brutalmente. 
- Este entrangulamento da dívida pública, agravado por uma ausência verdadeira de reformas estruturais ao nível do Estado, vem ditar uma sentença demasiado pesada aos portugueses. É como se estes estivessem no fundo do poço, e esperando que alguém apareça para os salvar, o que ocorre é  que o Estado lhes atira terra para cima, soterrando-os definitivamente. 
- É assim que se saldam 4 anos de impreparação e incompetência do XIX Governo (in)Constitucional em Portugal. Uma "bela" legislatura. Talvez a "mais eficiente" para escavacar Portugal. 
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sexta-feira

Evocação de Chateubriand: a Incompetência é crime: Cavaco e Durão Barroso

Nota prévia:

- O dr. Cavaco tem pautado a sua acção a partir do farol de Belém pelo desrespeito continuado pela CRP (que jurou defender!!), cumplicidade criminosa com o Governo (que governa contra a lei e contra o TC) - com quem "anda ao colo" e pretende, tão somente, conquistar a glória e um lugar proeminente na prateleira dourada na história;

- O dr. Barroso, por seu turno, que foi um DESERTOR político e desencadeou uma guerra ilegítima contra o Iraque (um crime contra a Humanidade!!!), pautou a sua acção por ter fragilizado  a Europa, ter desvalorizado e enfraquecido as suas instituições e revelou uma subserviente relação à Alemanha de Merkel - que nos impôs esta miserável "AUSTERIDADE" com base na qual empobrecemos, mesmo depois da troika ter deixado de tutelar a economia portuguesa.

Daqui decorre, legitimamente, a evocação de Chateaubriand.



A ambição de quem não tem capacidade é um crime.
Chateaubriand








Cavaco Silva e Durão Barros durante uma cimeira europeia em Bruxelas, em junho de 2013

Cavaco Silva e Durão Barros durante uma cimeira europeia em Bruxelas, em junho de 2013 /  JOHN THYS/AFP/Getty Images
O Presidente da República vai condecorar o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, com o Grande Colar da Ordem do Infante D. Henrique, por serviços "de extraordinária relevância" para Portugal e União Europeia.

Cavaco distingue Barroso com galardão reservado a chefes de Estado


Presidente da República atribui a condecoração ao presidente de saída da Comissão Europeia, por ter exercido o "mais alto cargo internacional alguma vez assumido por um português" e realizado "serviços de extraordinária relevância" a Portugal e à União Europeia. (...)

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quarta-feira

A Gaja - e o estado a que nuno crato deixou a Educação em Portugal




A Gaja, link [via FB]
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Caro Nuno,


Acho que, depois do que temos passado juntos, já posso tratar-te por tu. Não é, pá?



Desculpa lá estar a chatear-te, ainda por cima nesta altura, em que estás a tentar dar uma de bombeiro. Acabei de ler a tua mais recente pérola, “temos aqui um fogo e vou ter que ser eu a apagá-lo”. Só te ficam bem esses sentimentos, mas permite-me que atire mais umas achas para a tua fogueira, Nuno.

Há 15 anos que a minha casa é a minha mala de viagem. Há 15 anos que salto de quarto alugado em quarto alugado. Há 15 anos que vivo sem poiso, sem certezas, sem futuro. Há 15 anos que sou professor (não sei se já tinhas percebido…)

Eu sei que deve ser difícil para ti imaginar, enquanto estás aí sentado na tua cadeira adquirida num qualquer antiquário, na tua casa provavelmente já paga, com o teu trabalho (este ou outro qualquer) certamente assegurado. Mas deixa-me dar-te umas luzes do que é a minha vida. 

Eu sou apenas um entre as largas centenas de gajos e gajas responsáveis por educar os futuros cidadãos deste país. É em nós que os papás que não têm dinheiro para por os seus filhotes em colégios privados depositam as suas esperanças de transformar os seus bezerros em seres pensantes, socialmente e laboralmente produtivos.

Num país civilizado, eu pertenceria a uma das classes profissionais mais respeitadas. Mas não. Eu sou um nómada, um marginal. Não tenho casa, tenho um carro a cair de podre. Não posso casar, não posso ter filhos. Não posso ter uma vida normal. Não ganho para isso e, mesmo que ganhasse, quem é que quer ter uma relação com um gajo que passa um ano em Bragança e o seguinte no algarve? Quem é que quer sequer namorar com uma pessoa que não sabe onde é que vai viver daqui a seis meses?

Eu e os meus colegas, caro Nuno, somos um exército de zombies com diploma. Parecemos vivos mas, na verdade, estamos mortos. Fomos condenados a prisão perpétua por termos escolhido a profissão que amamos. “Emigrem!”, podes estar a pensar para com os teus botões, embora saibas que não o podes dizer em voz alta. E se eu não quiser emigrar, Nuno? E se eu quiser ajudar o meu país? E se eu ainda acreditar que posso ajudar a educar os filhos dos poucos que ainda se atrevem a tê-los, nesta terra que rejeita os seus mas depois exige tudo de quem cá fica?

Havias de visitar uma sala de professores, Nuno. Havias de ver com os teus próprios olhos. Os corpos cansados, a angústia, a raiva. A frustração. A corrida contra um tempo que teima em fugir, porque as 24 horas do dia não chegam para cumprir objetivos ridículos, metas inalcançáveis, tabelas, gráficos, percentagens impossíveis. Tudo para que tu e os teus comparsas possam apresentar os números redondinhos de sucesso escolar. Como se tu tivesses feito alguma coisa para que isso acontecesse!

Somos nós, Nuno. Nós, que acreditamos. Nós, que renunciámos involuntariamente à família, à terra, aos amigos, ao amor, para entrar todos os dias antes que dê o segundo toque, munidos de fichas, apontamentos, cálculos. Somos nós, Nuno, a escola somos nós. Não és tu. Não são os teus números. Não é o teu programazinho de computador que tem achaques e desata a transformar a nossa vida num inferno.

A culpa é tua, Nuno. Mas não peças desculpa. Vai-te embora. E fecha a porta.

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Obs: Óh Crato - ouviste, pá!!! GET LOST..

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Crato é já um cadáver político adiado

Crato é um sujeito político sem carácter: muda de palavra como quem muda de camisa; e só perante o seu enforcamento político na AR - é que decide, in extremis, declarar que constituirá uma comissão independente para avaliar as compensações pecuniárias aos professores lesados por estas colocações mirabulantes e miseráveis, em linha com a conduta daquele cadáver político que tem sistematicamente destruído a Escola pública em Portugal.

Não o fez para, genuinamente, compensar docentes altamente lesados; fê-lo para se salvar politicamente. Uma conduta inominável, lamentável, EXECRÁVEL. 




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terça-feira

Nuno crato e a maldade


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Nessa mega-extensão do Terreiro do Paço em que se converteu o ministério da 5 de Outubro, há já quem pense e defenda que o caos instalado na Educação em Portugal, específicamente ao nível da colocação de professores, não foi mais um erro grosseiro inconsciente de Crato mas integrou, deliberadamente, um plano para dificultar a vida a umas largas centenas de professores, com eles cessando contratos unilateralmente e após estes já terem dado início às aulas no arranque do ano escolar. 

Ou seja, em bom português este caos, que Crato deseja fazer crer tratar-se de mais um engano na lista de ordenação e de colocação de docentes no âmbito das bolsas de contratação, decorre, afinal, duma intenção planeada e cirúrgica em atrasar a colocação definitiva de centenas de docentes e, com isso, "poupar" umas dezenas de milhar de €uros ao orçamento do ME em salários que Crato deixaria de pagar aos docentes. 

Por outro lado, as mentiras sistemáticas (patentes nas declarações) do ministro Crato no Parlamento - assumem tamanha gravidade que, nos EUA, por exemplo, este sujeito já há muito teria sido demitido do governo por PERJÚRIO (continuado).

Por cá, ao invés da boa norma e da boa ética, o perjúrio rende politicamente ou, pelo menos, vai adiando a queda desse cadáver adiado que é o XIX Governo (in)Constitucional. 

Se esta leitura, mais maquiavélica, porventura menos distante da realidade dos factos, colher - será também de admitir que esta barbárie na Educação não foi planeada e executada apenas com o pessoal político da 5 de Outubro, mas foi orquestrada por S. Bento, ou seja, com a cumplicidade activa do próprio PM e o apoio logístico do Terreiro do Paço, que é verdadeiramente o ministério que manda na Educação e nos demais sectores em Portugal.

Neste caso, impõe-se a  questão: para quê e porquê tudo isto? Por que se montou este caos organizado para "lixar" a vida a umas dezenas de milhar de docentes e a muitos mais milhares de alunos?

A origem da maldade parece residir na ideologia, no programa de governo e na tentativa de diminuir o défice, e para o efeito todas as poupanças são escassas, mas nunca se hesita em sacrificar os fins aos meios; trucidam-se as pessoas em nome do equilíbrio orçamental, que irá derrapar (teme-se!!) acima dos 4%.

Estas são as principais paixões deste governo: a INCOMPETÊNCIA, a DESUMANIDADE, a CRUELDADE, a OBSESSÃO PELO EQUILÍBRIO DAS CONTAS PÚBLICAS.

Esta é, em rigor, a filosofia que anima a conduta miserável deste governo, que também poderia ser apresentada, segundo a afirmação de Dante: Superbia, invidia e avarizia sono/le tre faville ch´anno e cuori accesi".

Um pouco ao estilo dos três flagelos da Humanidade (guerra, fome e peste), estas paixões básicas alimentam-se umas às outras. O hábito de considerá-las indissociáveis reforçou-se com o facto de se oporem em bloco aos ditames da razão.

Em suma: sabemos que quer Passos coelho quer N. crato têm apetites e paixões, o problema aqui reside no facto de a promoção dessas paixões se tornarem em verdadeiros crimes contra as pessoas, certas pessoas, e contra a sociedade no seu conjunto. Crimes que irão, novamente, ficar IMPUNES.

Ainda que se admita que as paixões podem conduzir os homens à ideia de serem "maus", têm, porém, interesse em não o ser. Mas também aqui, pela substância (incompetência), forma (arrogante e sobranceria) e estilo (frio, distante e cruel), quiça para ocultar toneladas de erros grosseiros e de incompetência na colocação de docentes no arranque deste ano lectivo, Nuno crato é a encarnação desta VIL governação que tem literalmente destruído a vida a milhares de pessoas e, por essa razão, é a encarnação do diabo no XIX Governo dirigido ainda por Passos Colho, de quem é o principal cúmplice. 

Em rigor, isto são crimes de Estado (em grosseira violação da CRP) - que este pratica contra as pessoas e a sociedade. Amanhã, a História irá registar este período criminoso da nossa vida colectiva numa nota de pé-de-página - escrita a carvão e com inúmeras cruzes. 


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Nuno crato: o cúmulo da anormalidade na Educação em Portugal



Numa escola em Benfica, na Pedro Santarém, "só" faltam 20 professores, o número de vezes que o Crato e companhia devia ter sido demitido. Tanto adiamento é lesivo da escola publica, dos alunos e representa o total desprestígio das instituições em Portugal. Pior do que o Crato só mesmo o governo que precariamente o segura neste cadáver adiado chamado Portugal.

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Obs: Portugal tem como ministro da Educação um matemático e um estatístico mas que não sabe fazer contas e calibrar os cálculos na seriação dos professores que concorreram para dar aulas nesta abertura do ano escolar/2014; é um divulgador científico mas a sua acção tem-se pautado pela continuada incompetência que tem lesado os interesses legítimos dos docentes, dos alunos e da sociedade no seu conjunto. Talvez fosse desejável mandar nuno crato para a escola, quiça pudesse voltar a aprender a fazer contas. Ou então, mandá-lo para o Plano Inclinado da Sic N. debitar aquelas baboseiras de pseudo-divulgação científica que lhe tem sido atribuída, e com base na qual ganhou fama e popularidade. 

O CDS de Paulinho Portas lembrou-se deste nome para a pasta da Educação, que o Passos coelho aceitou, tamanho o cancro que alastra hoje pelo país, com o país, hoje, um mês volvido da abertura do ano escolar, com inúmeras escolas (ainda) sem professores.

Crato e os seus colaboradores são um verdadeiro traste, e por terem especiais qualificações na área das ciências exactas - integram o maior cúmulo da anormalidade política em Portugal. Pior do que isto só voltando ao tempo do (des)governo de Santana lopes. 

Crato evoca aquele talhante que um dia sonhou ser cirurgião, e no dia a seguir ao sonho vê-se no Hospital de Sta. Maria a operar...

Neste caso, os doentes são os próprios alunos. 

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O descalabro - por Luís Meneses Leitão -

O descalabro



É evidente o descalabro em que caiu o governo desde o início de Setembro. A ministra da Justiça eclipsou-se depois de ter causado o caos em todos os tribunais do país. O ministro do Ambiente cedeu às pressões para terminar com a reforma do arrendamento, uma das poucas que o governo tinha feito. O ministro da Educação não conseguiu colocar correctamente os professores. E agora ficou à vista de todos o desastre que foi a solução encontrada para o BES, sendo imprevisível o impacto que a mesma pode ter nas contas públicas. Mas o primeiro-ministro lava as mãos destes assuntos e o Presidente parece mais preocupado em explicar anteriores declarações suas do que em assegurar o regular funcionamento das instituições. O governo vai viver assim o seu último ano em estado vegetativo sem que ninguém lhe dê o golpe de misericórdia. 





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Obs: Nesta coisa que alguns ainda teimam em designar de Governo, mas que não passa dum cadáver adiado, nem os "ajudantes" escapam. Este Governo, na sua inteira e terrível globalidade, não vale o O2 que respira, e é o povo que paga esta desbunda mediante impostos sem justificação, tamanho o esbulho à colectividade. O inverno já começou.

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O absurdo em política: as elites do Estado atingiram o seu grau ZERO do pensamento e decisão

PEDRO LOMBA

"É fundamental captar" novos imigrantes"

por Lusa, publicado por Marina Almeida
"É fundamental captar" novos imigrantes


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Obs: Julgava que o grande desafio para o Governo, e também para a economia nacional, de que este secretário atabalhoado faz parte, seria a captação de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) gerador de emprego, riqueza e bem-estar entre nós.
Mas não, aquilo que este secretário - que é o secretário do outro secretário que não sabe interpretar um acórdão do TC (na sua habitual má fé politico-constitucional), pensa - é que urge importar africanos, de preferência com baixas qualificações socioprofissionais que se prestem a fazer aquilo que os portugueses rejeitam e a salário infra-humano, a fim de nivelar por baixo os salários em Portugal. Que é, em rigor, um objectivo da política de (des)Concertação Social de Passos coelho em Portugal.

- Mas mais grave do um impreparado secretário debitar estas barbaridades, que não se coadunam com os padrões duma Economia e Sociedade que se pretende europeia, civilizada, moderna e desenvolvida - é a solenidade com o sujeito debita aquelas banalidades acerca da imigração..

- Numa oral de Sociologia - qualquer aluno do 1º Ano que defendesse os crimes económicos e humanos que este sujeito defende publicamente e, mais grave, em nome do Estado - nem sequer teria oportunidade de ir à 2ª Época em Setembro e nunca mais poderia falar em nome do Estado ou duma sua entidade.

- Mas em Portugal esta infra-gente, humana e intelectualmente desqualificada, sobe a secretário de Estado. O que é bem revelador da corrupção ética, moral e política das medíocres elites políticas que hoje infernizam a vida à sociedade e destroem o Estado.

- Na mente-ervilha deste secretário, deve continuar a expulsar-se os quadros qualificados portugueses, e, como contrapartida desse output, deverá apostar-se na sedução dos velhos ricos do Norte da Europa para cá estourarem as reformas e fazer os respectivos funerais.

Estamos certos de que as agências do ramo sempre poderiam agradecer ao sr. Lomba, quem sabe fazendo-lhe o próprio funeral (político) que, seguramente, está para breve. 

Pior do que isto, só mais do mesmo...
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sábado

João Galamba dá "tareia política" na Miss Swaps

Perguntas Deputado João Galamba e respostas Ministra das Finanças 





Vale a pena ouvir os argumentos de um e outro lado para aferir que a única tarefa da tarefeira instalada no Terreiro do Paço é, de facto, aumentar os impostos. Assim, até os anões governam. 

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sexta-feira

O direito à idiotice





A razão de ser deste figurante no governo parece ser a de provar à República que ainda consegue ser mais bizarro do que o dr. Relvas. Talvez seja por isso que aparece na televisão a revelar todo o esplendor da sua ignorância (jurídica) e a obrigar o governo, as usual, a desdizer-se no dia seguinte violando todas os valores, princípios e normas constitucionais. Vindo dum trolha, não admira. Mas d´alguém que (supostamente) conhece o Direito?!

Dizem que a TV mata o cinema. Em compensação, e à luz das aparições deste micro-projecto intelectual, urge dizer que a televisão também mata a televisão inaugurando, assim, o ciclo da IDIOTICE PURA em política em Portugal. 

O sr. Maduro vem demonstrar à saciedade entre nós que a melhor forma de olharmos para a televisão é com ela apagada. Até porque a TV, tal como a conhecemos hoje, é responsável pelo fracasso escolar. 

Maduro é, no fundo, a versão idiotizada e europeia de Relvas no XIX Governo (in)Constitucional. 

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quarta-feira

Amuo e queixinhas: facetas de Passos Coelho ante o chumbo do TC

Governo não exclui aumento de impostos, diz Passos

Fotografia © Miguel A. Lopes - EPA

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Obs: É suposto que um agente político, que ocupa lugar de destaque em representação do Estado, não apareça apenas em público para inaugurações, em situação de acariciar idosos em lares de 3ª Idade ou, no pólo oposto, para comunicar a recorrente chantagem do Governo, que consiste em anunciar um novo saque fiscal.
Espera-se um pouco mais de um primeiro-ministro, ainda que todos reconheçamos que Portugal não sabe o que é isso há, pelo menos, três anos. 
Para fazer isto, bastaria o Américo de Tomás... 
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sexta-feira

Um Primeiro-Ministro - por Pedro Adão e Silva -




Via Nuno Oliveira (fB)

  • Expresso, 18.04.2014.


Cfr., também em CC

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A mentira política como forma de governar do XIX Governo (in)Constitucional. Serão os velhos destes países que farão cair a nódoa do governo




Um secretário de Estado, Leite Martins (abaixo na imagem), procurou fazer mais um teste para conhecer as reacções das pessoas e da opinião pública (e publicada) em geral. Fê-lo, seguramente, a coberto e a pedido da ministra das Finanças, a Miss Swaps, conhecida por cometer sucessivos actos de PERJÚRIO no Parlamento por causa dos contratos de risco que fizeram perder milhões de euros ao Estado, a todos nós que o alimentamos. 

Recorre, assim, a um expediente conhecido pela técnica de comunicação política: o proof-lies, um dispositivo que visa por em marcha na sociedade “mentiras experimentais”, que representam uma espécie de sondas que têm por finalidade colocar a primeira “carga de explosivos” (redução das pensões de reforma). 

Aqui o objectivo é duplo: ver como se comporta o “detonador” em termos sociais lançado por essa mentira experimental e, ao mesmo tempo, conhecer as reacções a ela e, desse modo, ir corrigindo a rota, ajustando o discurso tapa-buraco, como faz Paulinho Portas no Parlamento. Tem sido este o método de trabalho - pérfido e vil - de governo imposto por Passos Coelho.

O objectivo de fundo consiste nos cortes das pensões para corrigir o desequilíbrio das finanças públicas e agradar à troika, antes desta sair da "colónia". E fazer depender o valor daquelas ao comportamento do crescimento da economia e à taxa de natalidade, o que é um absurdo além de anti-constitucional e ilegítimo. 

Vivemos, assim, um período da nossa história colectiva em que os agentes políticos não são dignos de confiança, comportam-se como pessoas de má fé em nome do Estado para atingir os seus objectivos politico-partidários e iludem as pessoas cujos interesses deveriam acautelar e promover.

Pergunto-me como é que não morrem mais idosos em Portugal na sequência da instabilidade gerada neste sector, que compromete o planeamento diário de vida dos idosos em Portugal. 

Uma outra questão: onde é que se meteu o ministro Pedro Mota Soares, o ministro-lambreta, que supostamente deveria ter uma palavra a dizer numa área governamental directamente tutelada por si, e não esconder-se atrás das "saias políticas" do ministro dos submarinos, Paulinho Portas?!! Em Portugal está tudo invertido, não há rei nem roque.  Chegámos aos mais profundo achincalhamento das instituições do Estado que é manchado diariamente pelos estarolas que assaltaram S. Bento. 

Dito isto, urge perguntar: quem nos protege deste governo de mal feitores que recorre sistematicamente ao expediente da manha e da mentira política como forma de governar os assuntos da polis?!

Até quando Cavaco continua impávido e sereno a suportar este integral logro político?!


Polémica sobre pensões foi 'criada' por secretário de Estado
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quarta-feira

A exuberância da incompetência do XIX Governo (in)Constitucional



O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo pretende vender «a curto prazo» as obras de Miró herdadas do BPN e responsabilizou a leiloeira Christie's pela gestão deste processo, incluindo a saída dos quadros de Portugal. [..]

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Obs: É impressionante notar ao ponto a que pode chegar a incompetência de um governo. Coelho, e o seu ajudante na cultura, não asseguram os serviços mínimos de segurança e bom senso numa democracia dita civilizada. É um cadáver adiado. Talvez a tábua de salvação seja Joe Berardo... 

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sexta-feira

A Escola do Estado Novo




Aos poucos Portugal vai regredindo: há dois discursos, o do Governo inconstitucional que vê o take-of económico e a consolidação das contas públicas (pura ilusão); e depois há o Portugal real, desfasado daquela mentira ampliada pela propaganda baixa de passos coelho. Um Portugal que vive esbulhado por uma elite (sem qualidade moral e técnica) que assaltou o aparelho de Estado e o governa como se se tratasse duma empresa cujo fito é levar à falência. A Ciência e a Educação têm sido pilares progressivamente destruídos pela actual tutela que, sem competência, preparação e mérito está a cilindrar essas instituições em Portugal. O novo lema da 5 de Outubro já não é Deus, Pátria e Família, mas radica na economia bárbara guiada pela lógica neoliberal e pelo lema da austeridade em que o talhante corta cegamente os recursos afectos a uma área e canaliza-os - deliberadamente - para outras áreas mais do seu agrado e do grupo de amigos e negócios que resolveu patrocinar. Tudo contra o Estado e lesando o bem comum. Um crime sem nome que merece castigo. Crato é o fiel intérprete desta devastação.  

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quarta-feira

A melhor juventude - João Cardoso Rosas

João Cardoso Rosas

A melhor juventude




Em primeiro lugar, há um problema de revanchismo. O Governo actual e a FCT decidiram desmantelar o trabalho antes feito, sob a tutela do ministro Mariano Gago. Note-se que esse trabalho, embora não isento de problemas, permitiu a criação, pela primeira vez na nossa história, de uma verdadeira comunidade científica, com um bom número de doutorados e investigadores pós-doutorados. Mas a política actual quer acabar com isso porque os seus responsáveis consideram que todo o financiamento deve ir para "investigadores excepcionais" e não para a comunidade científica que temos (e podemos ter). Trata-se de um erro de palmatória já que, sem a massa crítica dos investigadores, nem os excepcionais conseguirão vingar.


Em segundo lugar, há um problema de incompetência técnica. A FCT decidiu mudar todos os procedimentos concursais para atribuição de bolsas e financiamento de projectos. Mas, indo contra as regras mais elementares de qualquer manual de políticas públicas, não acautelou a consolidação dos novos procedimentos nem o seu background tecnológico. A consequência de tudo isto tem sido um perfeito caos: atrasos sucessivos, incumprimento dos prazos, incongruências na avaliação de candidaturas, falta de transparência, etc. Presume-se que o dinheiro que deveria ter chegado à ciência terá em parte ficado perdido em todos estes processos.


Em terceiro lugar, há ainda um problema ideológico, especialmente grave nas áreas de ciências sociais e humanas. Estas têm sido ainda mais penalizadas do que as outras porque, segundo se diz no meio, a FCT consideraria que os investigadores em ciências sociais e humanidades são geralmente "de esquerda" e, portanto, lhes deveria ser retirado financiamento. Não sei se isto é verdade, mas há sinais preocupantes. Ora, por um lado é absurdo encostar toda uma área de investigação a um dos lados da dicotomia política (aliás, é simplesmente falso). Por outro lado, a ideologização da política de ciência - à direita ou à esquerda - produz sempre péssimos resultados e há muitos exemplos históricos disso mesmo.


Mas o problema maior de tudo isto é que o revanchismo, a incompetência e a ideologização estão a destruir a nossa melhor juventude. Muitos estão a desistir da ciência e a voltar-se para trabalhos não qualificados, outros estão a emigrar para os quatro cantos do mundo. O que está aqui em causa é a destruição de vidas e do futuro do país.

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Obs: João Cardoso Rosas - em três conceitos define com rigor o ambiente de roda livre e de nepotismo reinante na principal entidade de financiamento à I&D em Portugal: 1) revanchismo; 2) incompetência; 3) e sectarismo ideológico. 

Com crato na 5 de Outubro tudo isto era previsível. 

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sábado

O síndrome de Hubris do primeiro ministro Passos coelho



Na mensagem de Natal o ainda primeiro ministro português, Passos Coelho, de forma tão estranha quanto surpreendente manipula os números do emprego e afirma que, entre Janeiro e Setembro de 2013 foram criados 120 mil postos de trabalho, o que é falso e é evidenciado pelas estatísticas. Coelho, deliberadamente, omitiu a destruição de emprego que ocorreu no primeiro trimestre de 2013, i.é, esqueceu-se de referir a destruição de 100 mil postos de trabalho. 

Sucede, porém, que este não é um caso isolado na comunicação pública do PM, pois desde que tomou posse, em Junho de 2011, já se repetiram inúmeros episódios de falseamento da realidade como expediente para esconder o fracasso da governação e, assim, manter um nível de aceitação popular que lhe permite continuar a arrastar-se pela desgovernação em S. Bento. Mas como estamos já perante um padrão comportamental, em que o recurso à mentira política se tornou num acto de gestão corrente do XIX Governo (in)Constitucional, este fenómeno psico-político pode indiciar algo mais profundo na estrutura da personalidade do agente político e do governo na sua globalidade. 



Na prática, constata-se que a incompetência mitigada com a impulsividade, a recusa em ouvir as oposições e as populações e a profunda insensibilidade social dos elos mais fracos da sociedade portuguesa, que é castigada com impostos sobre impostos, resultou num desastre da liderança do governo que tem causado estragos à economia nacional em larga escala. A perda de capacidade para fazer as escolhas políticas racionais prosseguindo o bem comum e evitar erros colossais, como os praticados (e reconhecidos) pelas políticas financeiras de Vitor Gaspar depois seguidas pela Miss Swap, tem reforçado a ideia da loucura que reina entre o governo. E para descrever tecnicamente esse conceito recorremos a Roy Porter que enquadra esse comportamento da seguinte forma:



‘The history of madness is the history of power. Because it imagines power, madness is both impotence and omnipotence. It requires power to control it. Threatening the normal structures of authority, insanity is engaged in an endless dialogue—a monomaniacal monologue sometimes—about power’.
Roy Porter
A Social History of Madness: Stories of the Insane, 1987.

Concomitantemente, o síndrome da hubris é formulada como um comportamento que coloca o seu agente numa situação de auto-glorificação através do poder que tem, e desenvolve toda a sua acção tendo por base o reforço da sua imagem pessoal e não o verdadeiro interesse nacional e o bem comum. Consequentemente, essa desproporção entre a imagem que o agente político procura dar de si mesmo e a realidade revela um fosso terrível, traduzido na devastação social hoje identificada em Portugal e que o actual PM procura sistematicamente desvalorizar, ou até falsear, como vimos acima através da manipulação grosseira dos números de emprego criados para continuar a iludir o eleitorado e lançar a confusão nas massas populares que têm sempre alguma dificuldade em destrinçar o essencial do acessório. 


Por outro lado, este flop da governação tende ainda a ser mitigado com o discurso da reforma do Estado - que foi o maior logro deste governo, e se traduz apenas pelo desmantelamento do Estado social e através dum processo inexplicável de privatizações, como os CTT, que irão diminuir a qualidade desses serviços à comunidade e, seguramente, agravando os preços praticados desses serviços.


Essa perda de contacto com a realidade, essa dissociação dos factos mais dramáticos que atingem as pessoas, as famílias e as empresas em Portugal revela uma desordem política e mental daqueles que decidem e se traduz num padrão global de incompetência das políticas públicas. 

A relevância deste síndrome na vida pública - que revela simultaneamente arrogância e incompetência, é um dos traços de personalidade que tem marcado as atitudes e os comportamentos do XIX Governo (in)Constitucional, e denuncia uma mudança de comportamento do líder que, por sua vez, se tem revelado um actor disfuncional em termos de poder e de serviço à comunidade, pois nem tudo pode ser respaldado pela exigências da troika. 

Aproveitando a intoxicação do poder de G.W.Bush e do seu apêndice atlântico, Tony Blair, no quadro da famosa invasão do Iraque pelas forças norte-americanas (e aliadas - que foi preparada pela não menos famosa Cimeira dos Açores que teve em Durão Barroso o mordomo-mor dessa desgraça) - David Owen, médico e ex-político, num livro interessante, The Hubris Syndrome, explica esse fenómeno de degenerescência e degradação do comportamento de alguns líderes que, naturalmente, ajuda a explicar os níveis de incompetência política e de desgraça social associada a esses desvios e patologias potenciados pela obsessão com o poder. 



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