sexta-feira

Schäuble oferece a Grécia aos EUA em troca de Porto Rico

Nota prévia: Um espermatozóide atrofiado com o ADN do cabo Adolfo gerou uma anormalidade pública que paralisou a Europa. Juntamente com Lagarde - foi uma das várias cabeças da serpente ultra-liberal que hoje tornou a Europa numa ditadura dos mercados, num serviço especulativo e de agiotagem institucionalizada (que agravou o serviço da dívida) e engordou a banca alemã e francesa, enquanto as periferias da Europa vegetam na pobreza decorrente da austeridade imposta por células malignas que nunca deveriam ter-se desenvolvido. 

Schäuble oferece a Grécia aos EUA em troca de Porto Rico

Wolfgang Schäuble
EPA/VALDA KALNINA
  Dinheiro Vivo
"Num dia destes fiz uma oferta ao meu amigo Jack Lew [o seu homólogo norte-americano, secretário de Estado do Tesouro do governo Obama], poderíamos ficar com Porto Rico na zona euro se os Estados Unidos estivessem dispostos a ficar com a Grécia na união do dólar", atirou Schäuble, um dos ministros mais duros e inflexíveis nesta crise histórica da moeda única. A citação foi retirada da Bloomberg, que acompanhou a conferência em Frankfurt.
Jack Lew "julgou que era uma piada", acrescentou ainda o membro do Executivo de Angela Merkel, para espanto de muitos.
Seria com certeza uma piada, ainda que o racional financeiro do responsável alemão possa ter algum peso aqui. É que a dívida pública total da Grécia ascenderá a 313 mil milhões de euros ou cerca de 175% do PIB (valores de final de março apurados pela agência da dívida helénica).
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domingo

19-1≠18 - por Pedro Adão e Silva


Via CC
in Expresso

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sábado

Um cartoon que vale mil palavras - por António -

Esta locomotiva podia designar-se sinistralidade política europeia.

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domingo

DA DIGNIDADE DO ESTADO - por Luís Meneses leitão -

Há uma coisa que há muito se perdeu em Portugal que é o sentido da dignidade do Estado. Mesmo antes do memorando, quando Sócrates foi chamado a despacho a Berlim por Angela Merkel devido à subida dos juros da dívida portuguesa, fui de opinião que um primeiro-ministro de Portugal não se deveria sujeitar a esse tipo de tratamento. E muito menos me pareceu aceitável que quando Sócrates foi derrubado — a meu ver já tarde porque Passos Coelho insistia obstinadamente em mantê-lo no cargo — a chanceler alemã tivesse o descaramento de ir criticar a decisão do parlamento português no parlamento alemão. Estou por isso muito à vontade para achar inaceitável que, entre duas reuniões do Eurogrupo, a Ministra das Finanças vá prestar vassalagem a Berlim, aceitando que o país seja exibido carinhosamente por Schäuble como exemplo a seguir. O governo pode naturalmente tomar as decisões que entender nas reuniões do Eurogrupo, contra ou a favor da Grécia. Mas já não me parece que o Ministro das Finanças de um Estado soberano deva contribuir para uma clara operação de spin do Ministro das Finanças alemão, na altura em que ele é contestado no seu próprio governo, precisamente pela sua instransigência em relação à Grécia.

Portugal segue com absoluto fanatismo uma estratégia que está completamente errada e que só pode trazer o desastre. O Syriza é um partido radical de esquerda, que em caso algum deveria estar à frente de um governo europeu. Se o está, é precisamente devido às constantes humilhações a que foram sujeitos os gregos pela troika, humilhações igualmente praticadas em Portugal, como agora Juncker veio reconhecer, para desgosto dos fanáticos que acham que ainda nos submetemos o suficiente. E nesse aspecto, se esta deriva não for invertida, a situação só pode ficar muito pior. As pessoas que hoje festejam a "hollandização" de Tsipras, devem pensar que a seguir a Hollande virá inevitavelmente Marine Le Pen, assim como um falhanço do Syriza na Grécia atirará o país para as mãos do Aurora Dourada. Numa altura em que a Rússia adopta uma nova atitude expansionista, que ameaça redesenhar o mapa da Europa, continuo a achar que os dirigentes europeus estão a brincar com o fogo.
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Obs: O Direito Internacional Público recebe aqui um novo "contributo" para o reforço da figura do Estado-vassalo na contemporaneidade.
É lamentável, para não dizer abjecto. 
Mas são episódios deste teor que revelam a correlação de forças nas relações internacionais.  A força sobrepõe-se sempre ao direito, e este raramente tem a ver com a justiça dos povos, sobretudo dos mais espoliados, como tem sido o povo português, facto reconhecido por J.C. Juncker recentemente. 
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quarta-feira

Declarações fantasmas do sr. Silva

Nota prévia: Declarações FANTASMAS:

- Em matéria de BPN, BES e Grécia - o sr. Silva tende a misturar "alhos com bugalhos" e a fazer grandes concessões à mentira, à perfídia, ao interesse próprio em nome duma carreira feita à custa do Estado - de tudo resultando uma congénita falta de seriedade.
- De facto, os portugueses mereciam melhor. Muito melhor!!!
- Pior do que isto, só isto em versão reincidente, ou seja, em versão cavaco.
- Os contributos - modestos - de Portugal para o "bolo" comunitário (e para a Grécia em particular!!) resultam do seu magro PIB e da sua população, cada vez menor por força da emigração compulsiva pressionada pelo incompetente XIX Governo (in)Constitucional - activamente apoiado pelo ainda locatário de Belém. 

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Cavaco diz que Portugal é um dos países que fez e fará maiores doações à Grécia

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sexta-feira

RAZÃO E EMOÇÃO - por Luís Meneses Leitão -

Como bem se demonstra neste artigo a única decisão racional possível implicaria o Eurogrupo chegar a acordo com a Grécia, atribuindo-lhe condições mais favoráveis de pagamento da dívida para poder permanecer na zona euro. Essa situação evitaria que a Grécia se aproximasse da esfera de influência russa, o que é essencial numa altura em que estamos a um passo da guerra total na Ucrânia.

Não me parece, porém, que tal vá acontecer, especialmente porque as decisões políticas nem sempre são racionais, podendo ser ditadas por uma forte carga emocional. Foi assim, por exemplo, que os Estados Unidos encararam a revolução cubana, onde um grupo de guerrilheiros derrubou o regime pró-americano de Fulgêncio Baptista, visto internamente como um simples capataz dos EUA. Desde o início, os EUA adoptaram uma política de total intransigência em relação a Fidel Castro, o que teve como único resultado que Cuba se atirou para a esfera de influência soviética, passando os EUA a ter um regime pró-soviético a 120 km das suas costas. Cuba quase atirou os EUA para uma guerra nuclear e só agora, passados mais de 60 anos, os dois países voltaram a ter uma aproximação.

Mas a revolução cubana teve também um efeito altamente pernicioso no ocidente, devido à grande influência que teve na sua juventude.   Che Guevara e Fidel Castro transformaram-se em ícones mundiais da juventude, levando a uma contestação sem precedentes nas democracias ocidentais. Nos EUA assistiu-se às gigantescas manifestações contra a guerra no Vietname e na Europa culminou com o Maio de 68, que até provocou a renúncia de De Gaulle no ano seguinte. Curiosamente, enquanto toda a juventude europeia olhava fascinada para Cuba, a URSS esmagava tranquilamente a primavera de Praga. Na altura dizia-se que o ocidente atravessava uma época de depressão nervosa, da qual só sairia com o governo de Thatcher no Reino Unido e com a presidência de Reagan nos EUA, essenciais para a vitória na guerra fria.

A Europa atravessa um período semelhante de emoções à flor da pele. Há muito tempo que costumo ver em viagens à Alemanha cartazes a dizer: "os gregos que paguem sozinhos as suas dívidas" ou "os resgates do euro põem em causa as nossas pensões", num país que deveria estar a cantar loas aos ganhos líquidos que está a ter com o euro. Em Portugal Passos Coelho também se pôs a criticar as propostas gregas, porque sabe que, se forem satisfeitas, ele será posto em causa por não ter feito exigências semelhantes. E agora até Cavaco Silva saiu da sua torre de marfim para falar dos muitos milhões que Portugal emprestou à Grécia, numa atitude totalmente imprópria de um Chefe de Estado.

Curiosamente, não me parece que o governo grego esteja minimamente preocupado com esta falta de acordo. Dá-me aliás a ideia que as constantes viagens de Tsipras e Varoufakis não se destinam minimamente a influenciar os seus inimigos europeus, perdão, os seus parceiros europeus para que cheguem a acordo com a Grécia. A ideia parece-me ser antes a de influenciar a opinião pública europeia, que se tem multiplicado em manifestações de apoio aos gregos. As declarações públicas de Schäuble e agora de Cavaco Silva parecem-me assim uma tentativa frustrada para combater a simpatia com que a iniciativa grega está a ser vista pelas populações europeias. Neste enquadramento, a estratégia de Tsipras parece clara: o homem que chamou Ernesto ao seu filho, em homenagem a Che Guevara, quer realizar o velho sonho de Otelo e ser o Fidel Castro da Europa. Já esteve mais longe de o conseguir.
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segunda-feira

O poder negativo: Portugal, Grécia, França, Espanha

A dissolução dos conflitos e das grandes rupturas sociais das últimas décadas foi em larga medida explicada pela emergência duma sociedade industrial geradora de bens de consumo que satisfez largas camadas das populações. A satisfação destas necessidades conduziu ao declínio político do refluxo dos conflitos sociais, já que as pessoas eram integradas no sistema social. Este modelo hiper-consumista estruturou sociedades do consenso, onde praticamente inexistiu o conflito social, já que a grande maioria da população estava satisfeita e integrada. Havia emprego, havia capacidade aquisitiva, as pessoas tinham projectos, tinham filhos, compravam casas, viajavam, renovavam o seu stock de roupas e assim viveram felizes durante décadas. As pessoas sonhavam. Quando este modelo económico deixou de assegurar estes bens e segurança às pessoas tudo mudou: as pessoas começam a entregar as casas aos bancos (que as hipotecaram para efeitos de concessão dos empréstimos), perdem os empregos e deixam de ter projecto de vida. 

O Poder político na Europa tem assistido a esta mudança de paradigma sem nada poder fazer, o que é um reconhecimento objectivo da sua paralisia e incapacidade. Em Portugal, na Grécia, em Espanha, em França - todos esses países enfrentam problemas mais ou menos comuns, embora com especificidades que são inerentes a cada sociedade. A França, por exemplo, tem uma grande comunidade de pessoas oriundas do Magreb por razões históricas. 

Mas o ponto que aqui procuro evidenciar é o seguinte, e faço-o de forma grosseira para abreviar: Em Espanha, em Portugal, em França, na Grécia quem, verdadeiramente, ganhou as eleições? 

Em minha opinião, não foram as oposições quem as ganhou, mas foram os vários poderes em funções quem as perdeu: Passos Coelho (manifestamente impreparado), em Portugal, só foi para o poder porque os portugueses já estavam fartos das mentiras de Sócrates, assim votaram pela negativa (e os resultados estão à vista); em Espanha assistiu-se à debacle económica, e também por erosão do partido socialista de Zapatero é que Rajoy demandou o poder (um país campeão do desemprego na Europa); na Grécia - país com a mais elevada taxa de suicídios e de Sida na Europa - ganhou a "coligação" granular que odeia as medidas impostas pela Troika; e, agora, em França também não foi Hollande que ganhou as eleições, mas foi Sarko quem as perdeu. 

Isto significa que os povos europeus exerceram o seu poder negativo para punir os governos que estavam em exercício, as pessoas votaram com ódio dos seus representantes, e serviram-se da democracia para os castigar. Curiosamente, só a justiça em Portugal é que é incapaz de castigar os malfeitores que saquearam o BPN - levando-os à justiça para os julgar, para os meter na cadeia e devolver o dinheiro que literalmente roubaram à instituição e aos clientes que confiaram nesse banco fundado por ex-cavaquistas e que serviu, inicialmente, para financiar as campanhas eleitorais do PSD. 

Neste exercício democrático todos nos esquecemos que não há nenhum plano ou mapa que mostre o novo caminho, as pessoas apenas sabem que querem mudar, só não sabem como e para onde se encaminham os seus destinos. 

Também isto é sintomático na vida comum da Europa, pois é revelador da falência da política e da constatação de que ela, apesar de ser a actividade mais nobre de todas, hoje já não está em condições de estruturar linhas de crescimento, de modernidade e de desenvolvimento no interior das sociedades e, assim, oferecer modelos de coesão social, de competitividade e de bem-estar as populações. 

Numa palavra: o poder político deixou de servir para edificar sociedades, serve apenas para dar às populações o poder negativo de que elas precisam para castigar aqueles que não cumpriram as promessas feitas em sede eleitoral. A esta luz, o poder político deixou de ser um poder positivo, criador e gerador de crescimento e de coesão social, mas um poder negativo, punitivo e castigador. 

Um poder sob a forma de martelo que, pela natureza das coisas, também não será o instrumento mais adequado para enfrentar os delicados e complexos desafios que a Europa tem pela frente. 



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quinta-feira

A demoesclerose grega

A Grécia é um país com paisagens fantásticas, mas com um regime e um sistema político altamente corrompidos, de alto a baixo do aparelho de Estado. Na classe política, na esfera económica e nas forças armadas. Todos se corrompem a grande velocidade, com a agravante de o Estado não saber e não conseguir cobrar impostos, daí a grande evasão fiscal e nada da máquina do Estado funciona em prol da sociedade.
Esta ideia extemporânea de Papandreo lançar um referendo - neste timing de encruzilhhada da Europa - pode ser tão suicida para ele, leia-se para a Grécia, como para a Europa, fragilizando a posição de toda a zona euro, o que é inadmissível. De resto, já houve baixas em todas as acções de empresas cotadas em bolsa gerada por mais este descrédito emitido por um líder tão corrupto quanto incompetente. Aliás, e em abono da verdade, na Grécia o poder político sempre governou contra a sociedade, mantendo descaradamente os seus privilégios, revelando total desprezo pelas necessidades e legítimas expectativas do seu povo.
Se fosse em Itália, os mafiosi já teriam limpo o sebo a meia dúzia de políticos gregos, mas estes são bois mansos, um pouco à boa maneira lusitana. No pior somos parecidos, até no modo como conduzimos.
Neste quadro político complexo e problemático, a Grécia apresenta-se assim como uma sociedade desorganizada, caótica que não se deixa mobilizar com facilidade, daí haver quem proponha como solução uma democracia directa (ou forte), ou seja, seria desejável que a presença dos cidadãos fosse tão presente na vida pública quanto o é a presença dos consumidores na economia. Desse modo, substituir-se-ia a ausência, incompetência e corrupção do escol dirigente por uma representação mais directa e imediata, através da omnipresença dos cidadãos na vida pública. Enfim, seria o retomar do afloramento de J.J.Rousseau no tempo das Luzes, e que também já verificámos não ser uma solução pacífica.

Seja como for, a vida pública grega tem uma péssima representação política e o momento deliberativo da democracia grega não é hoje senão uma expressão réles dos equilíbrios de forças interno aquele sistema partidário, sinal dum triste compromisso entre o velho ideal da democracia ateniense com a actual complexidade e banca-rota da economia grega.

A esta luz, pergunto-me se fará sentido devolver à sociedade a responsabilidade de empreender as grandes transformações sociais que era suposto esperarmos da política. Ora, é perante esta contradição que não faz nenhum sentido, tanto mais agora que foi aprovado mais um salvo-conduto financeiro à Grécia, submeter todo aquele miserável destino nacional a um referendo. Este serve apenas para o corrupto e incompetente papandreo se referendar a si próprio e perpetuar-se no poder, ou não - na sequência do resultado do referendo cuja pergunta ainda nem sequer foi calibrada.

Eis a situação estranha e incómoda para toda a Europa, em particular a zona euro, que faz hoje da Grécia um nado-morto, um ser esclerosado que não se sabe representar e agora pede ao seu povo que faça aquilo que o escol dirigente falhou de forma grosseira. De certo, isto este pseudo-referendo não é senão um passa-culpas dos políticos corruptos para o povo ingénuo, roubado e cansado.

Hoje, de facto, tudo é mau na Grécia, mas o pior talvez seja a forma como violaram a história da sua civilização, berço da democracia que meia dúzia de canalhas têm vindo a subverter com total impunidade, seja no interior da Grécia seja no plano europeu.

É a destruição desse precioso legado histórico, filosófico, cultural e civilizacional que a canalha grega tem vindo a destruir na vida pública daqueles kaos congénito.

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terça-feira

Joseph Stiglitz diz que o euro continua em risco depois da ajuda à Grécia

O economista Joseph Stiglitz considera que a crise financeira na Grécia colocou em perigo o futuro do euro e que as acções dos responsáveis europeus não foram suficientes para impedir o contágio a outros países no “Velho Continente. Público
A crise financeira pode significar “o fim do euro”, disse o vencedor do Prémio Nobel, em entrevista à Rádio BBC 4, citada pela Bloomberg. Se os “problemas institucionais fundamentais” da zona euro não forem resolvidos, “o futuro do euro pode ser limitado”, acrescentou.
Para o professor de Economia na Universidade de Columbia, a falta de uma política orçamental comum aos 16 países da zona euro é um dos problemas que foi posto a nu pela crise financeira na Grécia, e que levou a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional a aprovarem no domingo um empréstimo de 110 mil milhões de euros.
Joseph Stiglitz foi assessor de Bill Clinton quando este foi Presidente dos EUA e que é muito crítico da actual globalização comercial e financeira (particularmente do sistema financeiro). Em 2001 recebeu um prémio Nobel pelo seu trabalho sobre informação assimétrica nos mercados.
“A esperança de que [este empréstimo] vá acalmar as pressões especulativas é, provavelmente, deslocada”, afirmou o economista, argumentando que o plano de ajuda “pode funcionar temporariamente, mas a longo prazo os problemas institucionais fundamentais estão lá, os especuladores estão conscientes destes problemas, e à medida que estas fraquezas na Europa se vão tornando mais severas, isso abre espaço para um ‘dia em grande’ para os ataques especulativos”, concluiu.
Depois do anúncio da ajuda à Grécia, o preço que os investidores exigem para comprar dívida pública grega chegou aos 8,4 por cento, cerca de 540 pontos a mais do que exigem à Alemanha, o que representa uma descida considerável face aos 800 pontos-base que eram exigidos pelos investidores na semana passada, antes de o plano europeu e do FMI ter sido posto em prática.
Obs: Medite-se nas palavras avisadas de Stiglitz...

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