quarta-feira

O PS em ebulição pós-europeias e pré-legislativas

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Dividido entre duas legitimidades, a instituída - ocupada por Seguro; e a da oposição interna, corporizada por António Costa. Ambas desafiam o PS e a generalidade dos simpatizantes - a repensar ideias que consubstanciam um programa de governo para disputar eleições em 2015 à coligação ultra-liberal e confiscatória actualmente no poder e apenas "segurada" pelo balão de oxigénio permitida por Belém, patrono desta medíocre coligação que tanto mal tem feito ao país e aos portugueses.

Com efeito, é neste colete-de-forças que se coloca a questão de saber quem melhor, na área do PS, poderá disputar as eleições legislativas em 2015. Quem melhor bate a dupla-maravilha de Passos Coelho e Portas em 2015: Seguro ou António Costa?

O aparelho do partido, com as suas federações e concelhias entende que é aquele; a sociedade civil pensa que Costa oferece mais garantias para bater esta direita com tique fascistas e imposteiras. Esta dualidade de opiniões conduz necessariamente a uma luta política interna dirimida num Congresso extraordinário. 

Por outro lado, há também uma questão de natureza pessoal (porque a política faz-se com pessoas!!) que divide os dois candidatos a PM pelo PS, ou seja, António Costa é mais velho e goza duma larga experiência governativa, tendo já ocupado várias pastas ministeriais e desempenha agora a função de edil da capital do país; ao invés, Seguro foi secretário de Estado da Juventude e ocupou outros cargos de menor responsabilidade, oferecendo no quadro das inevitáveis comparações um menor currículo e também menor projecção no plano nacional.

Veremos, doravante, como Seguro resiste ao cerco de Costa e debita ideias mobilizadoras em Congresso a fim de convencer os militantes, a sociedade e os media de que tem duas asas para voar; e, ao mesmo tempo, como Costa se diferencia do seu competidor para tentar conquistar os militantes e a sociedade - debitando um plano de governo para Portugal - simultaneamente diferenciador de Seguro e do actual governo - que tem enterrado Portugal e os portugueses vivos, tamanha é a carga fiscal e as erradas políticas públicas deste XIX Governo (in)Constitucional.

Sendo certo que do lado do poder, PSD-CDS, esta contra-natura coligação deverá olhar duma maneira para o PS liderado por Costa e doutra para o PS dirigido por Seguro, e do cômputo das duas ser-lhe-á talvez mais penoso enfrentar o PS de Costa, caso este venha a ganhar o congresso, a sociedade e os media.

Seja como for, ninguém se esquece daquele episódio melindroso espelhado na imagem supra em que Costa, dizendo desconhecer Seguro foi por este interrompido numa entrevista à SIC - por ocasião da realização de um congresso em que o edil fazia o seu comentário à estação de Carnaxide.

A reacção de Costa àquela "invasão" de Seguro no estúdio aberto foi sintomática:  abandonou a entrevista em pleno directo. Ora isto reflecte uma realidade pessoal, geracional e institucional que nunca poderá ser apagada da consciência de ambos e de todos aqueles que apoiam activamente um e outro candidato agora à  liderança do PS para conquistar o poder em 2015. 

Há memórias que o tempo nunca apaga, e elas são também o carburante necessário para dinamizar o futuro a fim de construirmos um presente mais promissor neste conturbado jogo do tempo. 



  • PS: Se atendermos ao miserável cv do actual PM, podemos supor que qualquer pessoa pode chegar ao vértice do aparelho de Estado, desde que seja persistente e tenha uma férrea obsessão pelo poder. 

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