(o) Ser português - por Eça de Queiroz -
[...] Os fogachos e entusiasmos, que acabam logo em fumo, e juntamente muita persistência, muito aferro quando se fila à sua ideia... A generosidade, o desleixo, a constante trapalhada nos negócios, e sentimentos de muita honra, uns escrupúlos, quase pueris, não é verdade?... A imaginação que o leva sempre a exagerar até à mentira e ao mesmo tempo um espírito prático, sempre atento à realidade útil. [..] A vaidade, o gosto de se arrebicar, de luzir, e uma simplicidade tão grande, que dá na rua o braço a um mendigo... Um fundo de melancolia, apesar de tão palrador, tão sociável. A desconfiança terrível de si mesmo, que o acobarda, o encolhe, até que um dia se decide, e aparece um herói, que tudo arrasa...
- Dedicamos este post ao "Sr. Ikea" promotor de bons investimentos em Portugal. Esperemos que pague bem e, já agora, que as camas não partam, senão os portugueses logo aí vêm uma razão de monta para explicar ao país, e à economia, a fraca taxa de natalidade que Portugal regista.
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