sexta-feira

Silva Peneda. Receita da troika não corrigiu nenhum problema estrutural do país. A SÉRIO???







Afinal de contas, está tudo por fazer. A reforma do Estado, a regionalização, a mudança do modelo estrutural da economia nacional dos bens não transaccionáveis para os transaccionáveis. A afirmação veio do antigo ministro de Cavaco Silva e hoje presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda, que se escusou a dizer se é a favor ou contra o manifesto recentemente assinado por 70 personalidades sobre a dívida pública, porque considera que o problema deve ser resolvido no âmbito da União Europeia. Mas o político voltou a defender que deve haver uma redução da taxa de juro do empréstimo e o alargamento do prazo de pagamento. ...]

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Obs: Afinal, ninguém dá ouvidos ao dr. Peneda, e é uma pena. 

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domingo

"Reforma do Estado, neste momento, é muito mais difícil" - por Bagão Félix



Imagem picada na rede.

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[...] in TSF,DN


Sugere que o guião da reforma do Estado é "uma espécie de memorando de entendimento doméstico, interno", que PS, PSD e CDS deverão adotar no pós-troika, sublinhando que o futuro do País passará, certamente, por uma solução de Governo que inclua os três partidos.

Refere que o Tribunal Constitucional está numa posição difícil, mas não deve deixar de ter em conta as circunstâncias que o País vive. Sobre as presidenciais, coloca-se fora da corrida, mas afirma que Marcelo Rebelo de Sousa, à direita, e António Guterres, à esquerda, são "candidatos naturais" a Belém.


Obs: Bagão Félix é, consabidamente, uma vox técnica e politicamente autorizada a falar de qualquer assunto de Estado, especialmente naquele em que é manifestamente um conhecedor profundo: o Estado social. Nesta entrevista sublinho duas notas: 

1. Poupa em demasia Paulo Portas, já que o texto de guião por ele apresentado é uma vergonha, e Bagão, porventura em nome duma amizade antiga e afinidade ideológica, poupa-o dizendo o que diz abaixo e que nem sequer vou reproduzir (para não reproduzir uma outra vergonha). Excesso de diplomacia de Bagão, portanto. 

2. Por outro lado, Bagão defende que a actual base governamental seja alargada ao PS e, assim, sejam três partidos a governar o país na fase pós-troika. Ora, nos termos vergonhosos em que o Paulinho das feiras apresentou a sua cábula não se vê, a não ser que Bagão nos explique, como é que algum partido com responsabilidades pode governar tendo por base aquela cábula e o Portas como interlocutor. Basta de farsa. 

Por outro lado, em Maio de 2011 o prof. Teixeira dos Santos queixava-se da eminente ruptura financeira/tesouraria do Estado para assegurar o pagamento dos salários aos funcionários do Estado. Ou seja, Teixeira dos Santos admitiu que o Estado estava em situação de pré-falência. Nessa situação, o então PM convidou Passos Coelho a integrar o governo, este rejeitou e entendeu-se com o cds para mandarem o governo abaixo. Tudou rolou com a cumplicidade de Belém. Mesmo com o PEC-IV aprovado pela Europa que faria face aquela emergência e que pouparia o país ao protectorado a que foi submetido nestes dois últimos anos. 

Depois foi o que conhecemos. Dois anos de austeridade, gastaram-se os 80 mil milhões emprestados pela troika, a juros de luxo, e esbulharam-se fiscalmente os portugueses com uma carga fiscal draconiana. 

Afinal, dr. Bagão, para que serviram as políticas públicas do dr. Portas e Coelho?! Para o empobrecimento geral do país. Falências, desemprego e emigração compulsiva. Eis o retrato de Portugal. 

Naturalmente, com esta gente não se pode fazer coligações de conveniência. As eleições servem para separar o trigo do joio. Mas para que tal suceda urge que o PS de Seguro tenha uma proposta global para o país que, verdadeiramente, ainda não se conhece. O que nos conduz a uma outra questão delicada: será que Seguro é capaz de identificar e de protagonizar essa opção, ou terá de ser António Costa a estruturar essa resposta estratégica ao país?!


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quarta-feira

"Onde é que se corta" despesa pública no Estado: a reforma do Estado segundo Marques Mendes. O precoce e o retardado

O dr. Marques Mendes é, consabidamente, um mouro de trabalho, foi até considerado o "laranja-mecânica" no tempo longo das "vacas gordas" do cavaquismo, onde distribuía quase todo o jogo parlamentar, por vezes até mesmo ajudando o próprio Cavaco a definir os objectivos políticos nas comunicações parlamentares, dadas as dificuldades do então PM em comunicar a sua mensagem. As aulas de dicção e de colocação de vox - não - bastavam. Com toda esta experiência político-parlamentar, com todo o seu manancial de conhecimento do aparelho de Estado, que dirigiu em inúmeras vezes em vários ministério, é lamentável que o famoso "Ganda Nóia" venha, em 2010, apresentar a sua sistemática reforma do Estado que conhece há décadas.
Em si, a reforma é boa, porque eficiente, racional e benevolente para o erário público e os contribuintes e até para a eficácia de funcionamento do Estado, que é o que se pretende com libertação de recursos para a economia privada, que gera riqueza e cria empregos. Só lamentamos que Marques mendes não tenha feito essas propostas quando foi ministro dos Assuntos Parlamentares, teria tido outra autoridade moral e eficiência política, fazê-lo agora, é, não só ineficaz como também revela cinismo e hipocrisia política, até para o seu próprio partido, o PSD, e um desgaste suplementar para o líder, Pedro Passos Coelho - que "amanhã" ao desejar implementar algumas dessas propostas - porque são racionais - a turba perguntar-se-á porque não foi Marques mendes a apresentá-las e a implementá-las quando podia (e devia).
Em suma: em inúmeras circunstâncias políticas dos últimos 25 da nossa vida pública, Marques Mendes revelou-se um actor político precoce, antecipado, mas noutras é, manifestamente, um retardado a perceber o óbvio.
Onde é que se corta despesa publica Portugal

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