quinta-feira

Conceito de Liberdade - por Manoel de Oliveira - (influenciado por Espinoza). O cinema e a saúde

Algumas reflexões do cineasta:

Hoje a liberdade é tida como um direito absoluto. Mas não há liberdade absoluta. A liberdade não é sequer um direito. A liberdade é um dever, um dever fortíssimo. A liberdade é o respeito pelo próximo. O Espinoza dizia: nós supomo-nos livres porque ignoramos as forças que impedem os nossos actos. De maneira que há forças que nos são estranhas, não somos nós. Eu sinto-me um joguete, uma marioneta. Sou conduzido por forças que ignoro. Eu sinto isso, eu pressinto isso

Notícias Magazine (DN) / 20040509

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O cinema só trata daquilo que existe, não daquilo que poderia existir. Mesmo quando mostra fantasia, o cinema agarra-se a coisas concretas. O realizador não é criador, é criatura


Notícias Magazine (DN) / 20040509


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É mais importante a saúde do que o dinheiro. Uma pessoa com saúde pode dormir na soleira de uma porta. E um ricalhaço doente pode não ter posição na cama.


Notícias Magazine (DN) / 20040509


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Arnaut. SNS "à beira do colapso" exige intervenção do Presidente da República




O antigo ministro dos Assuntos Sociais lamentou “os acontecimentos no sector da saúde nos últimos tempos, com sucessivas demissões, mortes evitáveis nas urgências e esperas de 20 horas”, situações “mais próprias de um país do terceiro mundo” que causam “muita preocupação a todos aqueles que se interessam pelo bem-estar e a dignidade” dos portugueses.

“Porque estão a ser perdidas vidas, estão a ser feitos atentados à dignidade dos cidadãos e estamos numa situação que envergonha o país, é altura de o senhor Presidente da República, que é o garante do regular funcionamento das instituições democráticas, ter uma palavra cumprindo o seu dever”, acentuou.

Essa intervenção pública de Cavaco Silva deve levar o executivo de Pedro Passos Coelho “a tomar algumas medidas necessárias em tempo, dando, por exemplo, aos conselhos administrativos das unidades do SNS autonomia” para contratar pessoal.

“Há equipas médicas que foram desfeitas, há serviços de urgência que têm menos de metade do pessoal e, portanto, estamos a entrar num colapso verdadeiramente”, alertou António Arnaut.

O SNS “está ligado à máquina com respiração assistida, mas o pior é que há pessoas que o querem desligar da máquina e provocar a sua morte”, disse, responsabilizando também o sector privado da saúde.

“Ainda recentemente o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (Artur Osório) veio ufanar-se de que há uma grande expansão no sector privado graças às reformas feitas no SNS”, afirmou.

Para o fundador do SNS, “a famigerada lei dos compromissos, os cortes sucessivos no Orçamento, as restrições impostas e a taxas moderadoras altas tornaram, muitas vezes, o SNS incapaz de responder às necessidades” dos portugueses.

“O espectáculo degradante de dezenas ou centenas de macas alinhadas pelos corredores e a transbordarem para o exterior dos hospitais é uma vergonha nacional”.

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Obs: Com especial legitimidade, António Arnaut adverte o PR a agir sobre o Governo, ou o que resta dele. O fundador do SNS já sabe, como Portugal inteiro, que este governo só tem uma prioridade: poupar recursos financeiros a todo o custo à Fazenda, mesmo que isso implique - conforme tem ocorrido - a morte de pessoas nos corredores dos hospitais. 

Apesar disso, Arnaut ainda tem a esperança, vã (certamente!!) de que Cavaco saia do "lugar do morto" onde permanece há anos - e procure actuar sobre o governo de modo a que este corrija a rota e capacite devidamente os hospitais - em médicos e demais recursos - para não deixar morrer pessoas como se estas vivessem no 3º Mundo ou a sua vida fosse comparada a uma simples mercadoria. 

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quarta-feira

Coimbra Organização critica falta de apoio estatal para missão nas Filipinas

"O Governo português ainda não deu qualquer resposta ao nosso pedido de ajuda", afirmou hoje Hernâni Caniço, presidente da Saúde em Português, durante a conferência de imprensa de apresentação da missão, realizada na Câmara de Coimbra.

Obs: Se se tratasse de enviar militares para o Iraque (em busca das armas químicas...), recordando o que se passou de 2004 em diante, ao tempo de Durão Barroso, Aznar, Bush e Blair - porventura - o governo seria mais diligente nessa cooperação para salvar a vida a milhares de pessoas e aliviar o sofrimento a dezenas de milhar de outras. Como se trata duma catástrofe natural há reservas e, claro, nunca existem apoios. É da natureza das coisas, é da pobreza estratégica dos homens que fingem que governam. Os mesmos que fingem existir através da ausência gritante de políticas de cooperação internacional. 

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segunda-feira

PJ investiga "médicos" que convencem doentes a filmar-se

Público

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