segunda-feira

Ovnis: lá se vai o mistério...


Nota prévia: Finda a Guerra Fria, agora retomada sob outras vestes por causa da emergente política expansionista de Moscovo sobre a Crimeia e a Ucrânia, a CIA resolve brincar ao Yes, we can - com o mundo dito civilizado e "vender" esta peta. Uma peta que revela, acima de tudo, falta de imaginação e alguma decadência tecnológica, mau sinal, especialmente numa fase em que urge bater a Rússia na cena internacional e, ao mesmo tempo, restaurar e revigorar a NATO, outra relíquia da Guerra Fria. 

Fomos nós, diz a CIA!!! 

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A CIA resumiu de uma forma muito lacónica e clara a sua responsabilidade, quando, via Twitter, se referiu ao relatório "The CIA and the U-2 Program, 1954-1974": «fomos nós».
Wikipedia
Óvnis? A CIA assume: «fomos nós»
Mais de metade desses avistamentos tinham a ver com o avião-espião U-2.
Óvnis? A CIA assume: «fomos nós»
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quinta-feira

Ovnis, again. O segundo maior enigma, depois da morte



Giordano Bruno no séc. XVI afirmou que tolos são aqueles que não acreditam que há planetas iguais à Terra e habitados por seres vivos. Por isso a Inquisição queimou-o na fogueira. O enigma repete-se porque a 31 de Maio (1 de Junho) de 2004 os céus de Portugal registaram fenómenos inexplicáveis. Já não os podemos atribuir aos monstros nem aos deuses, nem à recessão a serpentear na recessão psicadélica da atmosfera alentejana.

O que terá sido, então? Um flash ou rolamentos esféricos de satélite? Balões bactereológicos, alucinações, rodas de fogo, metal resplandecente, como diria o profeta Ezequiel: Olhei e vi.. (Ez 1, 4-6). Mas o que mais impressiona é a velocidade, a mutação brusca de direcção, como pratos saltitando na água, qual máquina voadora cujos meios de sustentação e propulsão ultrapassam os nossos conhecimentos. Razão tinha J. Haldane quando dizia que o Universo é mais estranho não só do que pensamos, como do que podemos imaginar.

E porquê a eleição de Portugal para tais manifestações? Gostarão os marcianos de rock e de futebol? Considero que além da morte, a explicação dos Objectos Voadores Não Identificados (OVNIS) é o 2º enigma da Humanidade. Então, como é que a civilização que envia veículos interplanetários consegue vencer as barreiras de ordem técnica que a travessia do Universo suscita? Sendo que a maior é a distância, pois são necessários anos-luz, à velocidade de 300.000 Km/s., para percorrer a distância que nos separa das estrelas mais próximas da nossa Via Láctea (VL).

Se os terrestres pudessem voar a essas velocidades, uma viagem de uma extremidade à outra da VL, levariam 60.000 anos. Com a vantagem de o tempo passar mais lentamente, segundo a teoria da relatividade de Einstein. Os relógios congelariam os ponteiros a par da diminuição do ritmo cardíaco, pelo que essa viagem se faria no período duma vida a bordo duma nave espacial.

Esta especulação sugere que os nossos actuais sistemas de propulsão atingiam a velocidade da luz. Contudo, foi sugerido que o próprio Universo poderá fornecer uma saída àquela limitação de espaço e tempo. Carl Sagan discute a hipótese no seu livro Cosmic Connection admitindo a existência duma rede de buracos negros do Universo que funcionariam como um “sistema de vias rápidas” intergaláctico. Tais buracos resultam da morte de estrelas. Assim, um objecto que mergulhe num buraco negro pode viajar através do espaço e do tempo numa federação de sociedades na Galáxia. Imagine-se o que será amanhã a nossa classe política saber disto...

Agora é na Albufeira de Monte Novo (entre Reguengos de Monsaraz e Évora) que “eles” aparecem. Não sendo por causa do vinho, os ovnis podem ser reais, mesmo que a sua origem não seja extraterrestre. Poderão ser visitantes do espaço interior, uma leitura que intrigou o investigador J. Vallée que em - Passaporte para Magonia - explorou a possibilidade de encontros imediatos e mitos referindo contactos entre seres humanos e duendes, anjos e demónios. Defende que os ovnis através dum sistema de controle manipulam a consciência humana (nela imprimindo imagens) desafiando as leis da física e da aerodinâmica (cujas naves pairam sem esforço e aceleram a grande velocidade). Quem sabe se não é por isso que, por vezes, nos sentimos acelerados, outras mais pregado ao chão.

O relato de Villas Boas (1957) diz que foi levado por 3 seres para bordo duma nave e despido. Depois tiraram-lhe sangue do queixo e colocaram-no no aposento duma mulher nua com 1,30 m. de altura e grandes olhos azuis oblíquos com quem teve um encontro mais imediato. O médico confirmou depois que este agricultor brasileiro foi sujeito a fortes radiações.

Muitos de nós já tiveram (Encontros Imediatos/EI) EI-I, II e III grau. Uma perseguição, um cartão de visita ou mesmo efeitos devastadores arrancando árvores pela raiz ou fundindo talheres no asfalto. Tudo isto já foi relatado sob os céus. Os carros param, as baterias queimam-se, as comunicações interrompem-se. Até um desgraçado norte-americano que acorda às 3 da madrugada - com fome e se dirige à cozinha de sua casa para aí manjar uma bela perna de frango e vê esse prazer intersectado por um raio lazer que, com uma precisão cirúrgica, lhe tirou a perna do animal das mãos. Gostarão eles de frango??? Enfim, tudo isto intriga o homem-médio... Evidentemente, que o americano nessa noite já não teve vontade de comer o que quer que fosse.

Será que esses seres representam uma espécie de realidade paranormal na Terra? Todos se admiram com os ovnis, mas ninguém o faz com as pedras. 

Talvez seja no conhecido (e não no desconhecido) que está o enigma. Será que não temos dentro de nós - um espécie de mecanismo de defesa (inserido no cérebro) que só se revela em épocas de extrema tensão social? e uma das suas manifestações poderá ser o fenómeno ovni?


Talvez o maior mistério esteja em nós, daí a dificuldade de fazer(mos) com que uma pedra descubra o mistério de outra...

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terça-feira

Interrogações problemáticas na incerteza dos tempos

A vida comporta, entre muitas coisas, dois tipos de questões: as fáceis e as complexas. Aquelas são lineares e têm, por regra, respostas simples e objectivas; estas empurram-nos para o lado mais problemático da existência.
Agora também é moda elencar o top das 20, das 15 ou das 10 questões mais complexas do mundo, que é a maneira mais simples de fazer interessar o homem pelo sentido da vida, até mesmo para aqueles para quem a reflexão organizada e metódica é um exercício estranho.
Vejamos uma pequena tabela de questões que podem traduzir essa preocupação: por quanto tempo vamos viver? Deus existe? Os OVNIS existem? Como encontrar a felicidade absoluta? [se Deus existe] Jesus, seu filho, já deveria ter dado à costa, porque razão ainda não o fez?! Por quanto mais tempo vamos viver? Vamos ficar ricos? Como envelhecemos?
Eis, no fundo, algumas questões mais metafísicas enquanto que o Estado tem a despesa corrente descontrolada, a receita é cada vez menor, apesar de pagarmos mais impostos, o défice público e o desemprego são brutais e as perspectivas de toda essa tendência negativa se inverter é débil. Se calhar, é por isso que será mais útil regressar aos enigmas de todos os tempos e tentar procurar Deus na praia de Carcavelos e um Ovni alí na Guia, soprado pelos ventos da Serra da Malveira.
Quanto à morte..., é certa e os impostos também.
De resto, os impostos em Portugal, que ganham uma especial cor no mês de Setembro (na despedida do Verão!!) são a forma mais parecida com a morte, de tal modo que já se tornaram indistintos.
E com um Estado destes, que nos asfixia com impostos, sem que daí decorram contrapartidas em linha com aquilo que pagamos por bens que até já são nossos, não nos será difícil adivinhar como iremos todos morrer à praia, com as ilusões do costume, pintando a paisagem com Ovnis multicolores em movimentos acelerados e atribuindo a Deus a função do polícia sinaleiro que existia na capital há umas décadas para tentar regular todo aquele tráfego aéreo por entre as dúvidas e as grandes questões do nosso tempo.
Afinal, questões de todos os tempos.

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