quinta-feira

Um testemunho de Manuel Monteiro a convite de Medina Carreira

Manuel Monteiro é, seguramente, um homem íntegro, esteve na vida pública com lisura, dela não se aproveitou, como fazem centenas de políticos medianos, dentro e fora do parlamento e dos partidos. Só é pena não se ter apercebido dos defeitos do escol dirigente quando exercia o poder como líder do CDS/PP, ou imediatamente após a sua saída, quando perdeu o partido para Paulo Portas. Fazê-lo agora tem alguma validade, mas não o vigor da sua denúncia quando exercia o poder ou após a sua retirada da vida política activa, pois nessa fase a sua influência para alterar aspectos que alimentam essa podridão geral da vida pública nacional - era muito maior do que o é hoje. Sem retirar ética e moral ao seu capital de queixa, a eficiência e eficácia da sua denúncia cai hoje em saco roto. De fora do sistema jamais conseguirá alterar um só aspecto das centenas de disfunções que o sistema político comporta. Mas valeu o esforço. 


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domingo

O Ministério das Finanças já não merece crédito"- entrevista a Medina Carreira -

(COM VÍDEO) Gente Que Conta - entrevista com Henrique Medina Carreira. Apesar de considerar que Sócrates "não tem crédito" e que "o Governo merecia uma sapatada", o ex-ministro diz que não há outro remédio senão deixar passar o OE de 2011, para acalmar os mercados. Mandatário de Cavaco nas últimas presidenciais, não apoiará agora nenhum candidato porque, diz, o Presidente "não fez o que devia". dn
Medina Carreira foi ministro das Finanças há mais de 30 anos, num Governo de Mário Soares, mas ganhou notoriedade pública mais recentemente, fazendo a denúncia do crescente endividamento do País. Durante muito tempo foi apontado como um "catastrofista", alguém que se esgotava em alertas sem sentido. O tempo, no entanto, deu razão a este português de 79 anos, que nesta entrevista defende - apesar das sempre contundentes críticas ao Governo de José Sócrates - a importância de o País ter um Orçamento aprovado para acalmar os mercados que nos emprestam dinheiro. Passos Coelho deve abster-se explicando as razões ao País, afirma, ao mesmo tempo que revela que desta vez não vai apoiar nenhum candidato às presidenciais. Porquê? Porque este ex-militante do PS, ex--mandatário de Cavaco Silva, acha que o Presidente podia ter feito mais pelo esclarecimento dos cidadãos. "E não fez." (...)
Obs:
Catastrofista ou não, Medina Carreira é igual a si próprio, ou seja, revelou-se coerente nas suas análises e tomadas de posição nos últimos anos, por isso merece respeito. Ainda que na qualidade de governante não tenha feito obra de registo, pelo que será sempre recordado mais como analista das catástrofes presentes e futuras - do que como governante que fez crescer a economia portuguesa. É pena, pois como português desejaria lembrar-me dele mais como um desenvolvimentista do que como um analista convidado desse jornalista do abismo que é Mário crespo.
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Ivone Silva e Camilo de Oliveira "Ai Agostinho,Ai Agostinha" (sugestão de IC)

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