segunda-feira

Centeno em Belém


Resultado de imagem para mário centeno e marcelo rebelo de sousa

Da série: tricas da República:
- Presume-se que o teor da conversa entre Centeno e Marcelo tenha sido o impacto negativo que a aquisição fraudulenta de submarinos à Alemanha - conduzida pelo então ministro da Defesa Nacional, paulo Portas, - teve nas finanças públicas em Portugal.

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quarta-feira

Lula e a "legalidade" amiga de Dilma - prestes a ser destituída -


- Em Portugal, quando um/a ministro/a - no exercício das suas funções - beneficia uma financeira, uma empresa ou um grupo delas é convidada para integrar o seu "board" ou concelho de administração, onde dá uns bitaites duas vezes per week e leva para casa 10 mil €uros mês; ou servindo-se do Estado e envolto em negócios obscuros na aquisição de submarinos, que na Alemanha levou à prisão alguns corruptos envolvidos nesse negócio de luvas que envolveu o BES de Ricardo Salgado, é igualmente convidado a trabalhar nas empresas do sector, com isto relevando o conúbio de interesses entre Estado e empresas - que ligam interesses corporativos para tramar o interesse comum das populações. 
- Lula devia explicar algum do seu património e não ser convidado para ministro, circunstância em que irá intervir directamente no processo legislativo, além de gozar de imunidade política (de que hoje não dispõe e de que precisa como de pão para a boca!!); em Portugal alguns dos players que hoje se passeiam na esfera pública e choram lágrimas de corcodilo nos congressos também deviam explicar inúmeros aspectos da sua ruinosa governação no sector da Defesa - e não serem promovidos para lugares de gestão de topo nos concelhos de administração de grandes empresas, que agora lhes pagam os favores que prestaram enquanto aqueles mesmos agentes públicos estavam - alegadamente - ao serviço do Estado e do bem comum. 
- A política, como diria o nosso Rafael Bordalo Pinheiro, é uma grande porca... 
- Vivemos hoje, um pouco por todo o mundo, um processo progressivo de legalização da corrupção, e esse branqueamento não só secundariza a Justiça como dá uma indicação clara ao povo que há duas justiças: uma para políticos corruptos, que escapam às malhas da justiça; e outra para aqueles que não têm acesso aos esquemas de branqueamento que lhes permitem escapar às malhar da lei e, por essa razão, acabam por ser os bodes expiatórios daqueles. 


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domingo

Só vejo aldrabões à nossa volta" - por José Pacheco Pereira -


Só queriam explicações sobre por que é que não era mais, sabendo que outros tinham ficado pelo caminho, nos intermediários de baixo e no “alguém” que não é nomeado. A voz da ganância perguntava: “como é que aqueles três tipos receberam 15 milhões” e eles só cinco? Quando as perguntas começaram a querer ir mais longe, Salgado manda que não "[remexessem] mais no assunto”.
E saindo dali, da sala sumptuosa de madeiras vagamente cheirando a fragâncias naturais, o que é da natureza das boas madeiras, do couro nobre das cadeiras, dos cristais dos copos de água e dos quadros naturalistas nas paredes, dedicaram-se à esforçada tarefa de manter o seu milhão bem longe dos impostos fora de Portugal, e só o “importaram” quando o Governo permitiu o chamado "Regime Excepcional de Regularização Tributária" (RERT). O dinheiro, algum dinheiro, voltou, e foi um segundo excelente negócio, visto que pela fuga ao fisco pagaram menos impostos do que todos nós pagamos. Menos? Muito menos. Este regime do RERT foi um excepcional presente governamental para os Espírito Santo e para todos os que estiveram envolvidos nestes negócios.
De onde veio o dinheiro? Do bolso dos portugueses, os tais que estavam a “viver acima das suas posses” e que o pagaram quando compraram os submarinos mais caros devido ao rastro de corrupção que eles deixaram atrás. Sabem quando estas frases foram ditas? Há um ano, em Novembro de 2013, estavam os portugueses no seu quinto ano de empobrecimento.
A frase, pausada e grave de Ricardo Salgado merece ser ouvida na sua integralidade, visto que ela representa para todos nós uma vergonha colectiva pela impunidade dos nomeados – o autor da frase, os recebedores dos milhões, os “tipos” que ficaram com os 15 milhões, e o “alguém” – nesta semana em que o processo dos submarinos foi arquivado:
“E vocês têm todo o direito de perguntar: mas como é que aqueles três tipos receberam 15 milhões? A informação que temos é que há uma parte que não é para eles. Não sei se é ou não é. Como hoje em dia só vejo aldrabões à nossa volta... Os tipos garantem que há uma parte que teve de ser entregue a alguém em determinado dia.”  
Sim, os distintos membros do conselho superior do GES, tinham todo o “direito de perguntar” como é que “aqueles três tipos” receberam o que receberam, como nós temos todo o direito de perguntar como é que, com o arquivamento da investigação judicial, todos ficaram impunes dos seus crimes, porque estes “prescreveram”. Mas, mesmo que não seja possível perseguir na Justiça esses crimes, que estão escritos a néon nos céus de Portugal na frase de Ricardo Salgado, será que não é possível outro tipo de sanções?
Não é preciso ir mais longe do que ler o despacho de arquivamento do Ministério Público, para que se compreenda que em termos de responsabilidade, em particular de responsabilidade política, as investigações apontaram para ilegalidades, mesmo que precisem que a “prática de ilegalidade não tem, necessariamente, de configurar a prática de crime”. Muito bem, deixemos de falar em crime, passemos a falar de responsabilidades, porque, se o crime já não pode ser perseguido, pelo menos podemos exigir que um governo e políticos decentes exijam uma sanção pelas responsabilidades, por aquilo que custou muitos milhões aos portugueses.
Aliás, se há matéria que, se os portugueses conhecessem em detalhe, ainda endureceriam muito mais a sua crítica aos desmandos do poder, é a longa saga das compras de material militar e das chamadas “contrapartidas”, um dos negócios mais fraudulentos das últimas décadas. Juntem-no, se fazem favor, às PPP, porque são da mesma natureza: contratos leoninos, com cláusulas ficcionais, que estavam lá para aumentar o preço a pagar pelo Estado por aquilo que comprava e que ninguém contava vir a cumprir.
A coisa era tão escandalosa e o terreno tão pantanoso que mesmo os distintos membros do conselho superior do GES são aconselhados por Ricardo Salgado a não se meterem nestes negócios, “porque eles estavam-se a preparar para fazer o mesmo com carros blindados”. E na sala ouviu-se “e em metralhadoras e fragatas”. Quem conheça as encomendas previstas de material militar da última década, sabe muito bem do que eles estavam a falar.
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Obs: Alguém há dias afirmava que em Portugal não há corruptos... Seria como tentar demonstrar a inexistência de areia nos desertos!!!
À superior atenção do juiz Alexandrino, e dos drs. Paulinho Portas e Durão Barroso.
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A SORTE DO SORTUDO. DA FAMA NÃO SE LIVRA... HÁ ANOS!!!
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Portas exigiu que BES integrasse consórcio que financiou compra dos submarinos




O ex-ministro da Defesa Paulo Portas, que ocupa o cargo de vice--primeiro-ministro no actual Governo, exigiu que o Banco Espírito Santo (BES) integrasse o consórcio bancário que financiou a compra de dois submarinos pelo Estado Português, um contrato assinado a 4 de Junho de 2004. O governante permitiu ainda que a proposta de financiamento do consórcio Crédit Suisse First Boston (CSFB)/ BES fosse revista em alta (após a sua apresentação), tendo as margens de lucro dos bancos aumentado de 0,19% para 0,25%.

A informação consta no despacho de arquivamento do inquérito à compra dos submergíveis, onde os procuradores Josefina Fernandes e Júlio Braga apelidam de “obscura” a forma como foi adjudicada a operação de financiamento dos submarinos. Os magistrados salientam que não foram localizados vários documentos relacionados com este processo, nomeadamente as cartas convite enviadas às instituições de crédito para se candidatarem ao financiamento, o documento contendo as reservas do CSFB/BES quando ao spread da operação e a decisão do então ministro da Defesa a permitir a revisão da proposta deste consórcio bancário.

Por isso, os procuradores concluem que “não foi possível obter elementos que permitissem percepcionar, com clareza, o modo como se desenrolou o processo concursal que culminou com a celebração dos contratos de financiamento”.

A exigência de que o BES participasse na operação de financiamento foi uma das questões feitas a Paulo Portas, ouvido no processo na qualidade de testemunha. “Nas declarações prestadas o Dr. Paulo Portas referiu que a decisão tomada quanto à necessidade de inclusão do BES no financiamento teve por base a defesa da soberania do Estado português a quem competia a escolha do financiador, sem que tal se reflectisse numa ruptura do processo negocial”, escrevem os procuradores sobre a justificação apresentada pelo líder do CDS. No despacho transcrevem-se também vários emails entre os advogados que assessoravam o Estado e representantes do consórcio alemão que vendeu os submarinos, onde está escrito taxativamente que a integração do BES no consórcio bancário foi um pedido de Portas.

Sobre a alteração da margem de lucro dos bancos, os procuradores reproduzem o testemunho de Bernardo Carnall, na altura secretário-geral do Ministério da Defesa. Ouvido duas vezes no âmbito do inquérito, Carnall disse que a adjudicação ao CSFB/BES em detrimento do Deutsche Bank foi tomada por Paulo Portas. O antigo dirigente daquele ministério admite que já depois de decidido que o financiamento seria assegurado pelo CSFB/BES “apercebeu-se que nos anexos à proposta ganhadora se encontrava uma fórmula que conduzia a um spread muito superior ao proposto (que era de 0,196%)”, superior ao proposto pelo Deutsche Bank (entre 0,22% e 0,26%). Em data não apurada, lê-se no despacho, foi realizada uma reunião com representantes do consórcio alemão, sem a presença de Portas. “Foi por si [Carnall] transmitido ao consórcio que a alteração do spread era inaceitável”, resumem os procuradores. E completam: “A reunião foi interrompida tendo os representantes do consórcio feito diversos telefonemas, aparentemente para altos responsáveis do BES, designadamente, os drs. Morais Pires e Ricardo Salgado. Recebeu, na ocasião, um telefonema do Dr. Paulo Portas que manifestou preocupação (…). Informou o ministro que, do ponto de vista jurídico, não existia enquadramento que permitisse a adjudicação por um valor superior ao constante da proposta do Deutsche Bank e que fazê-lo seria ilegal”. Segundo o relato feito no despacho, “o ministro voltou a contactar a testemunha poucos minutos depois, dando a entender que acordara com o Dr.Ricardo Salgado uma taxa de spread de 25 pontos base, valor que considera inferior ao Deutsche Bank e perante a decisão do ministro, este foi o valor contratualizado”.  

Os procuradores notam, contudo, que Carnall mandara averiguar a possibilidade de o Deutsche Bank se associar ao melhor banco português, referido como sendo o BES - um facto que os leva a comentar que se ignora o critério definido para esta qualificação – mas acaba por escrever pelo seu punho, em Fevereiro de 2004, que a proposta CSFB/BES era a que “melhor defende os interesses do Estado português”. Portas no testemunho rejeitou que se tivesse a intenção de beneficiar alguém não teria lançado um leilão de propostas, quando não estava obrigado a lançar qualquer concurso para o financiamento.

A eurodeputada Ana Gomes disse esta sexta-feira à Lusa que vai recorrer da decisão de arquivamento do processo dos submarinos. Após uma primeira leitura do despacho do Ministério Público, Ana Gomes diz de forma irónica que afinal cometeu mais um erro “não foi a Escom que foi contratada pelo Ministério da Defesa, foi o Ministério da Defesa e o [então] ministro da Defesa [Paulo Portas] que foram contratados pela Escom, porque estiveram ao serviço da Escom e do BES".

Notícia corrigida às 14h54 Os valores dos spreads estavam errados. É, por exemplo, 0,19% e não 1,9%, assim como o valor correcto é 0,25% e não 2,5%.

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Obs: Medite-se nestes estranhos factos..., os quais reforçam mais a suposição de que algo está podre no reino da Dinamarca do que os visados são, de facto, inocentes, ainda que o MP tenha arquivado o processo por falta de prova concludente. O que corrobora a tese em Portugal, já antiga, de que a justiça entre nós não passa duma imensa roleta russa. O resto são luvas!!!

Veremos o que resulta da acção da eurodeputada Ana Gomes NA PROMOÇÃO PELA DESCOBERTA DA VERDADE EFECTIVA... 

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terça-feira

Combate à economia paralela das PPPs, Submarinos, BPNs e Banifs...


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quarta-feira

Os progressos da PT

PT cobre má execução fiscal e paga submarinos
Por PÚBLICO
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse hoje que a possível transferência do fundo de pensões da PT para o Estado irá permitir “cobrir a baixa execução das receitas não fiscais e os custos pela aquisição de dois submarinos contratados em 2009”. A receita gerada, de 2,6 mil milhões de euros, será inscrita na execução orçamental deste ano.(...)
Obs: No meu tempo, quando a PT detinha o monopólio dos telefones em Portugal, e todos pagávamos um balúrdio só de assinatura dos aparelhos, que mais pareciam uns esquentadores, como se apura, a PT, que não paga impostos sobre as mais-valias que realiza (como reclama o BE, e nisto têm razão!!!), ajuda o Estado a pagar os submarinos encomendados pelo Portas ao tempo do Governo Durão Barroso.
A isto, para não ser indelicado, designo de "grandes progressos" da PT. Portas deve estar "boqui-aberto", tal como no dia em que Pedro Santana Lopes (que até chegou a PM, embora niguém com juíxo se lembre do feito), no Palácio da Ajuda, o nomeou ministro do Mar, talvez para poder comprar os ditos brinquedos que hoje servem para fotografar moluscos na ZEE.
Se, porventura, este é o reflexo da pressão de apresentar um OE para 2001, sob a eminência duma crise política grave, pergunto-me se amanhã a PT, ou a Galp irão pagar os TGVs ou qualquer outra obra pública de investimentos avultados...

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sábado

Paulo Portas, o ex-ministro das Lavouras...

Paulo Portas, ainda que não esteja directa e pessoalmente envolvido na alegada corrupção da aquisição dos submarinos, já deve ter-se arrependido de ter sido ministro da Defesa Nacional, em cuja qualidade adquiriu os dois submarinos em condições mui duvidosas. Teria, talvez, preferido ser ministro da Agricultura, se assim fosse hoje teria muito menos a provar do que demonstrar que, como MDN nenhum envolvimento teve nesta névoa que arruina o Estado numa mega-operação de corrupção transnacional. Portas vive hoje com múltiplas cólicas subaquáticas..., e o país irá viver no regime de duodécimos das comissões de inquérito parlamentar.

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quarta-feira

Paulo Portas está "aflito" com uma cólica submarina e desculpa-se com Guterres.

Paulo Portas, ex-ministro da Defesa e deputado do CDS, garantiu ter tomado a sua decisão sobre a compra de dois submarinos com base em seis critérios definidos por um Governo de António Guterres. (...) Público
Obs:
Pensava-se que Portas tinha governado segundo critérios próprios, segundo o seu (e de barroso, dado tratar-se dum governo de coligação de pouca dura) programa de governo, ideologia e praxis governativa. Nem seria de esperar outra coisa dele. Porém, o país fica a saber que a coligação portas/Barroso (cds/psd) que então (des)governou Portugal, fê-lo segundo os critérios do governo anterior liderado por António Guterres, sendo, assim, um governo sem autonomia nem capacidade de decisão.
Por esta ordem de ideias, seguindo a lógica da batata "portiana", Guterres governou segundo os critérios de Cavaco Silva, este, por sua vez, segundo os critérios do seu antecessor, até chegarmos à fundação da nacionalidade e ao grande Afonso Henriques que batia na Mãe para salvaguardar a identidade nacional emergente e a futura independência do então reino nascente do Condado Portucalense.
Ou seja, não quero nem devo fazer juízos de valor acerca da eventual imputabilidade de responsabilidades a Paulo Portas nesta estranha negociata de aquisição de submarinos para equipar a marinha nacional, isso cabe à justiça, mas o "nível" do seu argumentário é verdadeiramente capcioso, desresponsabilizante, medricas e, por isso, verdadeiramente inaceitável
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De resto, é precisamente porque Portas desenvolve esse argumentário tão idiota quanto desresponsabilizante que as investigações devem prosseguir a fim de se apurar toda a verdade, sobretudo ao nível dos processos de negociação no âmbito do Ministério da Defesa Nacional então liderado por paulo Portas com Durão barroso ao leme do governo, embora já a pensar na Europa.

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(caso dos submarinos) Justiça alemã diz que cônsul abriu portas a Barroso

DN - por MANUEL CARLOS FREIRE
Revista alemã revela dados do processo aberto pelo Ministério Público de Munique, que terá identificado "mais de uma dúzia de contratos suspeitos" para influenciar a decisão final através de subornos.DN
A investigação do Ministério Público alemão à alegada prática criminosa de responsáveis do grupo Ferrostaal, a quem Portugal comprou dois submarinos em 2003, teve novos desenvolvimentos nos últimos dias com a prisão de dois quadros da empresa alemã.
Os novos dados, noticiados ontem pela revista Der Spiegel, abrangem a acção do Governo português, então liderado pelo primeiro-ministro Durão Barroso e tendo Paulo Portas na pasta da Defesa.
Segundo a Der Spiegel, a investigação aponta dados concretos. "Um cônsul honorário português [alegadamente, o alemão Jürgen Adolff] aproximou-se de um dos membros da direcção da Ferrostaal em 1999 [ainda no Governo de António Guterres]. O homem terá alegadamente garantido que podia ser útil na iniciação do acordo dos submarinos." De acordo com a mesma fonte, "o diplomata honorário demonstrou a sua influência ao organizar um encontro directo no Verão de 2002 com o então primeiro-ministro José Manuel Barroso".
A revista adianta que a Ferrostaal assinou depois, em Janeiro de 2003, um acordo de consultoria com o referido cônsul onde se comprometia a pagar-lhe "0,3% do montante total do contrato, se o negócio se concretizasse" - o que deu "1,6 milhões de euros".
O DN tentou, sem sucesso, ouvir Durão Barroso. A Ferrostaal, através do responsável pelas relações com os media, Hubert Kogel, respondeu: "No âmbito de um processo de investigação criminal em relação a determinados indivíduos", o Ministério Público de Munique "emitiu um mandato de busca e apreensão nas instalações da Ferrostaal AG em Essen e Geisenheim. O alvo da suspeita não é a empresa".
Kogel acrescentou ainda ao DN: "A empresa foi informada de que se trata de acusações de suborno em alguns projectos específicos. A Ferrostaal irá colaborar estreitamente com o Ministério Público para acelerar o apuramento dos factos. Até isso se verificar, a empresa não prestará qualquer declaração sobre o assunto."
O dossier dos submarinos vendidos a Portugal é um dos cinco que os investigadores alemães estão a analisar - num "valor total aproximado de mil milhões de euros -, que se crê que o grupo [Ferrostaal] tenha celebrado através de subornos", sublinha a revista.
No caso português, o grupo Ferrostaal "ganhou o contrato de 880 milhões de euros em Novembro de 2003 - com a ajuda de subornos e vários contratos de consultoria falsos". A Der Spiegel garante que "os procuradores já identificaram mais de uma dúzia de contratos suspeitos" relacionados com a venda dos dois submarinos. "De acordo com os documentos da investigação, todos esses acordos foram feitos 'para ofuscar os rastos do dinheiro'", que serviu para pagar "a decisores no Governo português, ministérios ou Marinha".
Segundo a Der Spiegel, "acredita-se que [também] foi concluído um contrato de consultoria entre a Ferrostaal e um parceiro, por um lado, e um contra-almirante da Marinha portuguesa, por outro. O acordo, muito recentemente, valeu um milhão de euros".
Entre outros beneficiários estarão alegadamente, além do referido cônsul, uma firma portuguesa de advogados que contribuiu para "garantir que o contrato fosse atribuído à Ferrostaal". Os investigadores acreditam que "muito dinheiro de subornos foi pago em compensação" a esse escritório.
Possíveis visados são os escritórios de Sérvulo Correia (pelo Estado), Vasco Vieira de Almeida (pelos alemães) e José Miguel Júdice (PLMJ, pelo concorrente francês), que o DN tentou contactar sem sucesso, a exemplo do ex-ministro Paulo Portas. A Armada escusou--se a fazer qualquer comentário.
Obs: a foto que o DN foi buscar ao seu bau não é ingénua. Mas a justiça deve prosseguir o seu caminho, apurar os factos, despistar as dúvidas para não fazer falsas acusações e manchar o bom nome das pessoas envolvidas. Veremos se o MP e a justiça alemã funciona à portuguesa ou à germânica. Se for à portuguesa, a culpa morrerá solteira, como é hábito; se for à alemã poderemos todos ter a esperança de que a verdade é apurada e os corruptos - activos e passivos - são identificados, punidos e, caso haja necessidade, o Estado português indemnizado. Aguardemos pelo apuramento dos factos relativos a um processo que játem quase uma década. Será isto justiça a 10 anos...

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Cônsul honorário de Portugal terá recebido suborno, diz Der Spiegel

Um cônsul honorário de Portugal terá recebido 1,6 milhões de euros da Ferrostaal para ajudar na compra de dois submarinos pelo Estado português em 2004, segundo a revista Der Spiegel. tsf (...)

Obs: Solicite-se um comentário ao dr. Portas do cds/pp. De caminho uma 2ª questão para saber se as milhares de fotocópias pagas pelo erário público no âmbito do MDN tem alguma relação com esta questão que nunca foi efectivamente esclarecida.

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