quinta-feira

Nas eleições de 1958, em Portugal...



... O velho "botas" também declarou ter ganho por maioria absurda. 

A Angola da família Dos santos, de que joão loureiro é o herdeiro político, também afinou pelo mesmo diapasão. 

No fundo, a escola política não diverge muito: afinal, qual é a diferença duma ditadura de direita (Salazar) para uma ditadura (marxista-leninista)?!

Pobres angolanos!!!


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terça-feira

Telegrama da Ditadura de Angola


- A prova provada de que Angola é uma ditadura - ainda que disfarçada de democracia musculada - é que estaria determinada a deixar morrer à fome o rapper luso-angolano - Luaty Beirão - que hoje terminou a sua greve de fome.

Uma democracia não faria isto. 

Facto que me envergonha como português, é por isso que neste capítulo talvez prefira ser catalão. 

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segunda-feira

Um fenómeno emergente em Portugal: alegada corrupção + mentira política

Via Paulo de Morais (FB)




"Rui Moreira, Presidente da Câmara do Porto, vai atribuir a medalha de ouro da Cidade a Sindika Dokolo, acusado de traficar diamantes pela revista Forbes e genro do presidente angolano Eduardo dos Santos. A vereadora socialista Carla Miranda diz que a atribuição é uma violação do regulamento. Apesar disso, votou a favor (!?). O vereador comunista, Pedro Carvalho, diz que Dokolo nunca fez nada pelo Porto. No entanto, também votou... favoravelmente (!?).  Um triste episódio na vida da Cidade (Invicta?)."


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Obs: (alegada) Corrupção e mentira política em Portugal 


Este episódio descrito por Paulo de Morais, que é um autorizado estudioso do fenómeno da corrupção em Portugal, revela bem o modo de fazer política (local e nacional) hoje  entre nós. Os actores políticos pensam duma maneira (quando pensam algo!!), mas depois votam noutro sentido. 

Isto entronca com um fenómeno mais banal entre nós, a mentira política - que se institucionalizou em Portugal nos últimos anos, designadamente com Passos Coelho - que foi eleito com base num Programa Eleitoral comunicado à sociedade, mas uma vez alçado a S. Bento rasgou integralmente esse programa e tem governado como sabemos: impostos, cortes e desmantelamento do Estado social. A ordem é aleatória. Mas nada disso, da forma como ocorreu, constava do seu Programa eleitoral demonstrando total desprezo pelo eleitorado e até pelas instituições que zelam pela salvaguarda das normas da Constituição, como é o Tribunal Constitucional. 

No plano local, direi que os governos de proximidade hoje fazem tudo para estar de bem com o capital, mesmo que a sua origem, os seus players estejam comprometidos em processos obscuros de contornos preocupantes. Mas esta parece ter sido a forma mais eficiente de fazer política local de grande proximidade a Norte de Coimbra. 

O que importa, seja a que título for, é angariar uns milhões, ou identificar o mensageiro que identifique esse processo de capitalização cultural legitimado pelo revestimento do verniz autárquico. Um mau presságio, portanto. 

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quarta-feira

Dois factos "interessantes": Portugal tem os melhores campos de Golfe e a Pobreza a subir. A sombra de Angola

O GOLFE, OS POBRES PORTUGUESES E ANGOLANOS... E A CORRUPÇÃO


Com efeito, o XIX Governo (in)Constitucional poderá "orgulhar-se" de algumas das suas boas políticas e práticas viradas para o lazer, sendo que uma dela é a de criar condições para que tenhamos os melhores campos de golfe da Europa, uma tarefa dinamizada pelo sector do Turismo (tutelado pela Economia) e que vê nisso uma fonte valiosa de receita. Em si, a notícia é positiva. 

Portugal tem 9 dos 100 melhores campos de golfe da Europa, de acordo com um ranking do conceituado sitewww.top100golfcourses.co.uk. A nível nacional, o Monte Rei foi considerado o melhor campo do País, sendo seguido do Oitavos Dunes, no 2º lugar, e do Oceânico Old, no 3º.

Espanha e Portugal continuam a ser os destinos de eleição para os praticantes de golfe que procuram climas mais quentes”, pode ler-se, na explicação que acompanha o ranking.


No que diz respeito à pobreza - os dados são contrastantes com o sector do Turismo, pois temos mais pobres em Portugal, um fenómeno que afecta sobremaneira crianças e idosos, uma circunstância que, em larga medida, se fica a dever às erradas políticas públicas obsessivamente levadas a cabo por Passos Coelho e pela forma ultra-liberal como gere e organiza a economia e a sociedade. 

Mas não é por haver excelentes campos de golfe em Portugal que existem cada vez mais pobres, a pobreza radica na incapacidade de quem ainda exerce o poder e não consegue identificar outro modelo de desenvolvimento para a economia nacional. Um modelo que continue a garantir a existência daqueles campos de golfe mas, ao mesmo tempo, reduza substancialmente as causas geradoras da pobreza estrutural entre nós. 

O resultado está à vista e a OCDE, uma organização independente, certifica essa conclusão. 


No relatório de avaliação de Portugal, divulgado esta segunda-feira, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) refere que "Portugal tem uma distribuição de riqueza das mais desiguais da Europa e os níveis de pobreza são elevados", referindo que a atual crise económico-financeira veio interromper uma fase de declínio gradual tanto da pobreza, como das desigualdades.

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Um 3º elemento, para compor este brilhante "ramalhete desenvolvimentista", remete para a nota infra (Facebook), em que se explicita aquilo que 10 milhões de portugueses já sabem. São factos lamentáveis que desfilam nas sociedades contemporâneas, separadas por continentes onde, aliás, deixámos uma história e uma língua comuns, e, como se vê, também na depauperação dos respectivos povos (português e angolano) Portugal não se diferencia muito do seu país-irmão, Angola - um país onde a corrupção é quase uma regra de vida. 

Em Portugal, os indicadores da corrupção ainda são preocupantes:


O ideal seria pensarmos que vivemos hoje todos no melhor dos mundos possível, seguindo o optimismo do Cândido de Voltaire, e de como tudo isto não passa de contra-informação e dumas brincadeirinhas do FB. 




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Cavaco: "cobrador do fraque" em Angola

Nota prévia: O cobrador do fraque é a melhor e a mais reconhecida Agência de Cobranças de Dívidas a nível nacional e internacional. The best and known Debt Collection Agency in Portugal.
Angola é um imenso mercado, os portugueses sabem disso, além de representar um enorme potencial económico para toda a África Austral. Nesta relação há, contudo, um problema, além da vantagem da língua e da história cujo complexo colonial já foi, em boa parte, ultrapassado: as empresas angolanas não pagam, ou pagam tarde e a más horas, é aí que entra Cavaco, assumindo a função de "cobrador do fraque". Era um papel que muito dificilmente veria no poeta Alegre que ainda não compreendeu que quanto mais se cola ao governo mais é socioeleitoralmente rejeitado. Ou seja, Cavaco vai a Angola ajudar as empresas nacionais que lá investem, faz um brilharete na sociedade civil angola, até porque sempre manteve boas relações com o MPLA e Zé Dú, e este é o caminho que garantirá a reeleição. Alegre, ao invés, prega a velha intriga intra-muros que já ninguém quer ouvir. Arrisco mesmo a dizer que a ida de Cavaco a Angola serve para justificar duas coisas: os múltiplos erros cometidos ao longo do mandato e, por outro lado, revela-se útil na cobrança das dívidas das empresas angolanas de que as empresas portuguesas são credoras. Por tudo isto Cavaco é aqui visto como o cobrador do fraque, aquele que nos funerais apresenta a factura, e nisso temos de convir, Cavaco é eficiente. Alguém está a ver o poeta Alegre reclamar uma dívida seja lá a quem for...
Cavaco, em rigor, vai a Angola para garantir a sua reeleição em Portugal. E está a conseguir. Hoje já ninguém se lembra da inventona das escutas de S. Bento a Belém, do Estatuto dos Açores e até da promulgação do casamento gay que deixou a igreja colérica.
A arte do poder é, no fundo, demonstrar não ter ideologia e governar, ou melhor presidir, à esquerda, ao centro e à direita.

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