10 de Julho de 2011

O falar de Marvão - pronúncia, vocabulário, alcunhas, ditados e provérbios populares - por Teresa Simão -

Nota prévia:
Um trabalho de Teresa Simão, que aqui está condensado numa feliz citação de Leite de Vasconcelos na qual vale a pena meditar. O livro em causa representa uma recuperação dos costumes e falares de raia hoje em vias de extinção, mas, acima de tudo, um crédito no presente e um voto de esperança no futuro - já que a Obra aposta na manutenção e no avivar das especificidades e características do modo de falar de Marvão e também na preservação dum património mais abrangente relacionado com a identidade, as memórias e as tradições - e a forma como elas se perpetuam na longa linha do tempo.
“Acudamos a tudo enquanto é tempo! De ano para ano extinguem-se ou transformam-se muitas cousas e surgem outras de novo em vez delas.”
Leite de Vasconcelos
Resumo:

Nesta obra, é estudado o Falar de Marvão, um concelho de raia, do Alto Alentejo, com baixa densidade demográfica, população muito envelhecida e uma taxa de analfabetismo acima da média nacional e regional. O presente estudo é composto por cinco capítulos.

Nos dois primeiros, são apresentados os estudos dialectológicos realizados no distrito de Portalegre e é caracterizado o concelho de Marvão. O estudo do falar desenrola-se ao longo dos três capítulos principais, dedicados aos aspectos fonético-fonológicos e morfo-sintácticos, bem como ao léxico relacionado com o Homem.

O Falar de Marvão está integrado nos dialectos portugueses centro-meridionais, mais especificamente na variedade da Beira Baixa e Alto Alentejo.

Assim, apresenta a maior parte das características identificadas pelos linguistas do século XX sobre esta região dialectal, demarcando-se, contudo, por algumas particularidades que o distinguem dos falares dos concelhos circundantes, essencialmente ao nível de alguns aspectos fonético-fonológicos e do léxico.

Palavras-chave: dialectologia; falares; variação linguística; linguística; identidade regional; Marvão; Alto Alentejo; património imaterial.

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3 de Julho de 2011

A Europa ainda não se convenceu de que corre o risco de ser empurrada para a irrelevância"

"A Europa ainda não se convenceu de que corre o risco de ser empurrada para a irrelevância"
Por Teresa de Sousa
Se a Europa quer ser levada a sério tem de provar que há uma responsabilidade solidária em relação à dívida dos países periféricos, diz António Vitorino. E isso ainda não aconteceu porque a Alemanha avança devagar. Entretanto, em Portugal, a democracia não fica suspensa com o memorando da troika. (..)
Obs: Cooperação, solidariedade e mais entreajuda precisa-se ao nível da UE - como aqui saliente, e bem, António Vitorino. Para atar essas pontas, perguntamo-nos o que tem feito Durão barroso?! Nada. E é pena que o mais alto responsável da UE em exercício não tenha um pensamento próprio, uma práxis, uma política e uma estratégia que influencie o conjunto e que empreste uma visão à Europa de modo a ajudar-nos a todos a sair do lodo em que caímos com a perda de estatuto, de força e de prestígio da Europa.

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