terça-feira

Paul Randolph - Believer e don´t take it personal

Paul Randolph, Don´t take it personal

Paul Randolph - Believer (Jazzanova remix)

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Fernando Pessoa jogando xadrez e analisando a sociedade do [seu] tempo, do nosso tempo

Fernando Pessoa, right, and Aleister Crowley playing chess. The pair struck up an unlikely friendship

Nós na sombra, entre os moços de fretes e os barbeiros, constituímos a humanidade. De um lado estão os reis, com o seu prestígio, os imperadores, com a sua glória, os génios, com a sua aura, os santos, com a sua auréola, os chefes do povo, com o seu domínio, as prostitutas, os profetas e os ricos... Do outro estamos nós - o moço de fretes da esquina, o dramaturgo atabalhoado W. Shakespeare, o barbeiro das anedotas, o mestre-escola J. Milton, o marçano da tenda, o vadio Dante Alighieri, os que a morte esquece ou consagra, e (a) vida esqueceu sem consagrar.

Notas sobre o maior poeta-filósofo do séc. XX universal portugugês. Veremos se não estrago nada:

Fernando António Nogueira Pessoa, foi um pensador e um escritor prolixo, em cada fragmento criava um pedaço de filosofia, dum estilhaço de vidro partido emergia uma tonelada de metafísica. Era um criador de conceitos nato. Percorreu práticamente todos os temas da sociedade, da política e da economia, foi até um inovador da Pub. em Portugal com a campanha da Coca-Cola, por isso teve o Salazar à perna, mas soube sempre fintá-lo. Criou um método criativo ímpar: o da assembleia de heterónimos fazendo de cada homem múltiplos dele próprio, com o tempo descobrimos que essa é a nossa essência e, sem querer, todos somos forçados a rever-nos no pensamento de Pessoa, todos usamos máscara, mas nem sempre da forma mais criativa e fecunda, como fez Pessoa. De par com Camões, Vieira e Eça - Pessoa - integra os quatro maiores e mais geniais escritores portugueses de sempre. Até apetece dizer que depois de Pessoa o resto é paisagem.

Pessoa sabia, tal como Oscar Wilde, que a maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. A maioria da gente é outra gente, como sublinhou Wilde, por onde também "bebeu" Pessoa. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.

Cfr. o seu Banqueiro anarquista, aqui.

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Litania - por Fernando Pessoa -

Nós nunca nos realizamos.
Somos dois abismos - um poço fitando o céu.

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A grande metáfora (gastronómica) da conjuntura portuguesa na antecâmara do Natal

Portugueses substituem bacalhau com batatas por frango e arroz Por Ana Fernandes, Público
«Frango com arroz e muito molho acompanhado de uma cervejinha. Eis uma típica refeição portuguesa. Onde já imperou o bacalhau ou a feijoada, reina agora a carne e a gordura. Os hábitos alimentares dos portugueses têm vindo a piorar e, segundo o Instituto Nacional de Estatística, a tendência tem-se agravado nos últimos anos».(...)
Obs: Identifiquem-se os verdadeiros responsáveis pelo facto de os portugueses substituírem na suas ementas o bacalhau pelo frango. Convide-se os responsáveis a comer a franga à passarinha.

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Clube da bancarrota: risco dos PIGS agrava-se. Por JNR -

[...] A Ilusão da Linha Maginot, Jorge Nascimento Rodrigues, Expresso
Os políticos europeus e muitos analistas sofrem do que Peter Boone e Simon Johnson, do blogue The Baseline Scenario, alcunharam de "a ilusão da Linha Maginot".
A cada programa de intervenção de Bruxelas e do FMI, políticos e analistas acham que os mercados financeiros se acalmarão, que a especulação sobre os riscos de defaults em série na zona euro não passará uma imaginária "Linha Maginot". Primeiro seria o programa de intervenção sobre a Grécia que pararia o processo, agora deseja-se que o programa em relação à Irlanda o faça.
Mas, na realidade, esta linha recua cada vez mais. Portugal e Espanha estão, agora, na mira dos mercados da dívida e o monitor de muitas agências financeiras já começou a incluir a Itália e a Bélgica no rastreio diário. Aliás, ontem, o risco destes dois países foi dos que mais cresceu à escala mundial.
Uma conclusão do relatório das Previsões de Outono da Comissão Europeia é mortal. É assumido claramente que o futuro da economia europeia tem "um alto grau de incerteza" e que o aspeto negativo mais crítico é o comportamento dos mercados financeiros.
Obs: Jorge Nascimento Rodrigues foi talvez o 1º homem a introduzir as grandes teorias de gestão em Portugal, já lá vai 1/4 de século, e muitos de nós tiveram contacto com essas obras, de que destaco o imenso legado de Peter Drucker, pelos seus trabalhos publicados nos suplementos temáticos do semanário de balsemão. E isto foi, sem dúvida, um mérito de JNR aqui lúcido, como vemos.

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Sylvian e Sakamoto: músicos que criaram duas obras d' arte

Sylvian e Sakamoto - músicos que criaram duas d' arte que nos acordam da letargia em que estamos. Vale a pena revisitá-los com ouvidos de abelha.
Ryuichi Sakamoto Feat Holly Johnson - Love And Hate

Sylvian & Sakamoto - Forbidden Colours

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Cavaco Silva: "Podemos voltar a ser um país respeitado"

Imagem é nossa
Cavaco ataca as cunhas por "filiação partidária" e lembra os seus tempos de "bom aluno". i Cavaco Silva apresentou ontem a sua moção de candidatura, no Porto, afirmando-se o melhor candidato para "os tempos de crise e de angústia que o país atravessa". Cavaco fez questão de lembrar que nestas eleições "o que estará em causa será o futuro dos filhos e dos netos dos portugueses". Para o actual chefe de Estado, estes não são tempos "para fantasias e experimentalismos na Presidência da República". (...)
Obs: O Sr. PR tem "razão", bastaria apurar a responsabilidade de meia dúzia de ex-ministros e de ex-secretários de Estado do cavaquismo (1985/95) e, em conformidade com a lei, metê-los na cadeia, por causa do BPN, por exemplo, para se resgatar o "respeito" de que fala.
Lembro também que não houve um único conselho económico, social, tecnológico dado por Cavaco ao Gov ou à sociedade dita civil - que tenha permito à economia nacional criar um posto de trabalho, crescer, modernizar-se ou inovar.
Cavaco, enquanto institucionalista, preocupa-se em não cometer erros e em guardar o convento do Palácio Rosa, mas, temos de confessar, que sempre é uma menos má opção do que aquela que o PS "escolheu" (ou melhor, foi-lhe imposta!!) para Belém. Estou até convencido que nas próximas eleições presidenciais haverá até algum eleitorado do pcp que fará voto útil em Cavaco, no fundo é isso que todo o cds/pp e muito PS irão fazer.
Assim sendo, Cavaco irá fazer o seu passeio triunfal e ganhará estas eleições logo à 1ª volta, com uma maioria sociológica expressiva, nunca inferior a 60%. Will see...
Enfim, é o temos, também sinal do que somos!!!

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Passagens de Fernando Pessoa - 75 anos passados da sua morte

Que mau conjunto! Que falta de humanidade e de dor! Eram reais e portanto incríveis. Ninguém faria com eles um quadro de romance, um cenário de descrição. Decorriam como lixo num rio, no rio da vida. Tive sono de vê-los, nauseado e supremo.
Obs: Podia ser uma lente clínica de Pessoa sobre a generalidade do nosso [falhado] escol dirigente. Podia ser o retrato mais idiota, deprimente, crísico e recessivo de Portugal das últimas décadas. Podia ser, se calhar, é. Mas não deveria ser. Quase um século após a sua morte, Pessoa tem sempre razão. E é pena.

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Duas pérolas nas malhas do tempo: Marvin Gaye - Sexual Healing e Commodores - Nightshift

Marvin Gaye - Sexual Healing (live on Grammy Awards)

Commodores - Nightshift

À MM e ao Marley.

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segunda-feira

É nobre o desígnio de Diogo Freitas do Amaral: descobrir os assassinos de Sá Carneiro

“Tem que haver uma nona comissão, que eu espero que seja a última.” O ex-presidente do CDS e antigo ministro Freitas do Amaral aproveitou esta segunda-feira o lançamento do seu novo livro “Camarate: Um Caso Ainda em Aberto”, em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, para “apelar” ao Parlamento que avance com uma nova comissão de inquérito a propósito da morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa. Público [...]

Obs: Freitas do Amaral há anos que persegue este desígnio, que deveria ser partilhado pela generalidade dos actores políticos que se orgulham da história política contemporânea de Portugal. Os filhos de Portugal não podem ser assassinados e os seus autores morais e executantes andarem por aí impunes, como se fossem sacerdotes duma igreja de bairro.

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Alguém é capaz de arranjar um super-tradutor para este "bruxelo-crata"...

... Measures, measures, measures, measures, budjetsss, budjetsss, goals, goals, goals, goals, targets, targets, targets, targets, targets, substancials, substancials, substancials, Portugal, Portugal, Portugal, Portugal, deficits, deficits, deficits, deficits, increases, increases, increases, increases, incomes, incomes, incomes, incomes, incomes, incomes, structural, structural, structural.
Estas narrativas escapam à minha modesta compreensão, além de serem mais limitadas do que a famosa cassete do pcp, mesmo em matéria de Europa. Pergunto-me se não haverá na Europa uma escolhinha de línguas, ou, como escape, sugiram ao sujeito que fale na língua dele, talvez se torne mais perceptível.
Alguém está a ver este cérebro a dar formação profissional numa escola da Amadora a meninos desprotegidos através do Magalhães!? Tantas vezes me pergunto quais são os grandes castigos da Europa a ponto dela ter de suportar as coisas mais idiotas que a terra dá testemunho. Aflige-me ver Teixeira dos Santos falar com este sujeito como se estivesse no confessionário da basílica da Estrela a pedir 500 paus emprestados ao padre de serviço para ir comer um Jesuíta (bolo!!) a Campo d' Ourique.
Como português, confesso que isto me magoa.

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Mais uma fuga trazeira da "Wikilegs". Narrativas desesperadas no Portugal dos pequeninos

Na sequência de múltiplas fugas de informação da diplomacia norte-americana denunciada pela tal organização que pretende ganhar o prémio nobel da coscuvelhice, soube-se que em Portugal também ocorreram fugas semelhantes ligados à futura composição do próximo governo de coligação centro-direita: é que o futuro secretário de Estado da Cultura desse hipotético governo será Castel branco, sendo que a sua 1ª medida será legalizar todos os prostíbulos da capital e arredores, apoiar mais os espectáculos gay, travestis e conexos e ainda criar o 3º andar no Maria Matos para permitir aumentar a lotação do público cultor do teatro e das artes performativas em geral.

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Wikileaks: esqueceu-se do segredo mais importante

Casa Branca condena fuga de informação Um embaraço diplomático para Obama?
Público
Wikileaks: 722 telegramas tiveram origem na embaixada dos EUA em Lisboa.
Na lista dos 250 mil documentos classificados que foram divulgados domingo à noite no site Wikileaks, 722 são telegramas com origem na embaixada norte-americana em Lisboa, considerados confidenciais e enviados durante os últimos quatro anos.
Segundo avança a edição online do Público, o conteúdo destes telegramas ainda não é conhecido, mas deverá começar a ser divulgado nos próximos dias no site fundado por Julian Assange.
Sobre os telegramas com origem na capital portuguesa, 415 são de informação não classificada, 292 são documentos confidenciais e 15 são classificados como «secretos». O primeiro documento data de 24 de Maio de 2006, tendo como temas genéricos “Fronteiras entre Estados, Territórios e Soberania”, “Relações Políticas Externas”, “Questões de Política Interna”, “Portugal” e “OSCE”. Já o último é de 25 de Fevereiro deste ano, com referência a “Terroristas e Terrorismo”, “Comunicações e Sistemas de Correios”, “Condições Económicas” e “Relações Políticas Externas”.
A referência ao Iraque aparece por 12 vezes na correspondência que partiu de Lisboa. Já o Afeganistão aparece em 33 telegramas. 11:22 - 29-11-2010.
Obs: Já sobre a Morte e os Ovnis nem um único telegrama, e talvez não fosse marginal dado tratar-se dos maiores segredos da humanidade depois, naturalmente, de conhecermos as verdadeiras motivações de cavaco ter montado a cilada a S. Bento - quando alegou que o PM, ou alguém proximo dele, andou a "auditar" Belém, que é a coisa mais desinteressante da polis nacional. Estas são, no fundo, as manifestações emergentes da coscuvelhice globalitária com que temos de nos defrontar neste 1º quartel do séc. XXI.

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Bruno Bozzetto - Neuro - Uma peça d´arte

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domingo

Documentos do Wikileaks revelados

Os documentos colocam a descoberto alguns segredos de vários líderes mundiais. E acusam Hillary Clinton de ter dado ordens para "espiar" aos diplomatas americanos na ONU.
dn Segundo os documentos divulgados pela Wikileaks, citados pelo alemão Der Spiegel, a secretária de Estado Hillary Clinton terá dado instruções aos diplomatas norte-americanos nas Nações Unidas (ONU) para que "espiassem" os diplomatas de outros países, recolhendo informação sobre as suas contas de e-mail e outros dados de acesso à Internet, cartões de crédito e até material genético. Através dos seus diplomatas na ONU e das suas embaixadas no estrangeiro, os Estados Unidos criaram uma "rede de espionagem" internacional.
As instruções terão sido dadas formalmente através de uma directiva assinada por Hillary Clinton, que terá entrado em vigor a 31 de Julho de 2009, mas que terá sido iniciada pela secretária de Estado de George W. Bush, Condoleeza Rice. O site Wikileaks divulgou hoje 251.287 mensagens de correio diplomático norte-americano, que cobrem um período até Fevereiro de 2010 e põem a descoberto a política externa norte-americana.
Leia aqui o que é escrito sobre alguns dos principais líderes mundiais:
Muamar Kadafi (líder da Libia) - Usa botox e é um verdadeiro hipocondríaco que filma todos os exames médicos que realiza. Anda sempre acompanhado de uma vistosa enfermeira loira ucraniana.
Vladimir Putin (primeiro-ministro russo) - É descrito como machista e autoritário.
Nicolas Sarkozy (presidente francês) - A diplomacia norte-americana não mostra grande apreço pelo líder francês, que é seguido com atenção com receio de qualquer movimento para desautorizar a política exterior americana.
Silvio Berlusconi (primeiro-ministro italiano) - Nos relatórios são descritas as "festas selvagens" do líder italiano, algo que desperta uma profunda desconfiança em Washington.
Mahmoud Ahmadinejad (presidente do irão) - O líder iraniano é comparado a Adolf Hitler.
Angela Merkel (chanceler alemã) - A dama de ferro germânica é descrita com uma pessoa que "evita os riscos e raramente é realista".
De acordo com alguns sites de jornais internacionais que tiveram acesso aos documentos, a publicação destes ficheiros secretos pode colocar seriamente em causa as relações dos Estados Unidos com alguns dos seus principais aliados.Em outros casos são colocados em dúvida alguns projectos importantes de política exterior, como a proximidade entre os EUA e a Rússia e o apoio a certos governos árabes.
Obs: Nenhum destes comentários (de pura coscuvelhice) surpreende, ficam até aquém da realidade que observamos. Talvez amanhã apareça uma fuga que informe o mundo que Angela Merkel, afinal, é homem e mantém uma relação oculta com o multimilionário italiano. Enfim, este é o nosso admirável mundo novo, em que a realidade já há muito ultrapassou a ficção.
Não me surpreenderia que amanhã, numa tentativa de desacreditar ainda mais os actores políticos, esta sui generis organização, revele algumas das conversas que João Jardim terá alegadamente mantido com a administração norte-americana, no sentido de integrar a 51ª estrela na bandeira da República Imperial, como forma de sacar mais dinheiro ao erário público de quem esteja disposto a financiar a gula financeira de Alberto e gorada a tentativa de integrar a OUA - que, consabidamente, não tem dinheiro nem para comprar os sifões ao empresário-deputado que é ou já foi o tesoureiro local/regional.

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Passos Coelho avisa "espertalhões" - aqueles que o viam e ouviam. Coelho foi cruel com os seus, humilhando-os em directo

O líder do PSD avisou hoje, em Coimbra, que "os espertalhões que sabem colocar-se, na hora certa", ao lado de quem "vai ganhar" que "não terão guarida, nem complacência" por parte do partido que lidera.
Obs: PPCoelho foi hoje cruel com os jovens que alí estavam a ouvir aquelas banalidades, devem ter-se sentido humilhados pelo seu próprio líder ao cunhá-los de "espertalhões". Lamentavelmente, a esmagadora maioria dos jovens que procuram as juventudes partidárias fazem-no para obter redes de contacto, capacidade de influência e, assim, estarem mais próximos do poder e integrar os gabinetes ministeriais, autárquicos e parlamentares. As excepções a esta regra geral, que também é transponível para as demais juventudes partidárias, são diminutas, e aquela massa de jovens é treinada para se especializar em traficar influências e tratar dos seus próprios interesses e carreiras.
Pela vida fora acedem a cargos para os quais não têm competências nem formação, pondo fora de jogo as pessoas que, efectivamente, se prepararam para o desempenho dessas tarefas. Daí o cinismo e hipocrisia de PPCoelho quando proferia aqueles lugares comuns diante dos jovens que também sabem o que fazem alí.
Esperam, bajulam, esperam e voltam a bajular até que o sino da chamada toque para entrarem para qualquer gabinete.
Todos alí sabem o que cada um tem de fazer, e até se esfolam vivos uns aos outros para atingir os seus objectivo(zinhos) particulares. Coelho sabe que é assim, os jotinhas também, mas les uns et les autres tentaram mostrar à opinião pública que são quadros ultra-qualificados mais competentes que as jotinhas dos outros partidos numa mentira que irá replicar os mesmíssimos mecanismos de violência simbólica para o futuro.
Não há pior exercício de corrupção ética, moral e política do aquele ensaio de hipocrisia pelo jovem mais velho do psd, que demorou quase 20 anos para demandar a liderança.
E o mais grave é que esta filosofia de tratar de vida através da parasitagem politico-partidária, de que as juventudes partidárias são escolas de cinismo e de maus exemplos, está fortemente institucionalizada na vida pública em Portugal.

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Pedro Passos Coelho: o usurpador de legitimidade é o PM antecipado do Portugal dos pequeninos

Pedro passos Coelho tem uma certa piada política. Vejamos: é bem-comportado, alinhado, é um beto sui generis porque aproxima-se mais do padrão e way of life dos adolescentes da Av. de Roma e EUA da década de 80 do séc. XX, mas mora nos arrebaldes de Lisboa, em Massamá. Tem uma vox bem colocada, é telegénico, logo passa bem em televisão, revela grande preocupação com o penteado. No fundo, eleva ao cubo aquilo que já conhecemos de Sócrates. Digamos, de forma tosca e apressada, que Coelho está para Brad Pitt como o Socas para o George Clooney, sem ofensa para estes últimos actores.
Que ideias Coelho apresentou à nação? Privatizar a CGD. Amazing. Quanto ao mais, traduz numa versão mais liberal todo o esquema económico socialista - que até tem governado à direita, como também fez Guterres.
Ontem, para hilariar a sua performance, e denotando uma concepção usurpadora da democracia e da legitimidade popular que lhe está associada, Coelho disse logo, urbi et orbi, que está preparado para governar com o FMI. À 1ª vista, pensei que ele queria ser o assessor de António Borges no departamento das estatísticas do FMI para Portugal, mas numa leitura mais fina percebi que o dito PPCoelho queria ser o verdadeiro carrasco da economia nacional. Uma espécie de delegado sindical do FMI em Lisboa que fiscaliza a execução das medidas draconianas impostas pelo maldito FMI - que deu cabo de muitas economias em vários continentes onde se propôs aplicar as suas ultra-liberais receitas.
Passos Coelho ainda nunca se apresentou as eleições populares e democráticas, perdão, passou pelo teste chumbado da Amadora e perdeu para um cacique socialista, e, doravante, em vez de ser mais prudente com as suas declarações como que se quer antecipar aos resultados eleitorais e à vontade dos portugueses para concluir, como um adolescente que roubou as chaves do carro ao pai, que vai ser eleito PM, sentar-se no cadeirão de S. Bento e, sonho dos sonhos, passar a governar o burgo em conluio com essa ovelha negra e cobrador-do-fraque que é o FMI. E de quem Joseph Stiglitz, nobel da Economia, em tempos fez um diagnóstico tão realista quanto censurável, na medida em que as receitas de política económica impostas pela organização obrigam a apertar o cinto, mas nenhuma prosperidade e projecto de sociedade se desenha para o futuro.
Dito isto, tenho pena que PPCoelho, de quem apenas se conhece uma ideia, privatizar a CGD se fosse PM (ainda por cima, má!!!), o resto são receitas da treta que ele encomendou aos amiguinhos do FB, não seja mais ponderado nas suas declarações e aparições públicas. Pois se ele colhe bem em termos formais, nenhuma das suas propostas de solução para Portugal conseguem tirar Portugal do buraco em que está, muito menos com declarações de "Primeiro-Ministro prematuro do Portugal dos pequeninos" antes desses actos ocorrerem. Pois com o PSD nunca se sabe, pode sempre aparecer um jovem turco que tritura o líder que está e posicionar-se na luta pelo poder a S. Bento.
Até porque quando Coelho fala aquilo que ouvimos, especialmente em matéria económica, é o alter-ego de Nogueira Leite a falar baixinho através do IC-19.
Razão por que aqui temos defendido que entre um PM em funções e outro que agora se quer parcerizar com o FMI para afundar o resto que sobra de Portugal, talvez seja preferível esperarmos por um outro D. Sebastião que pode irromper alí da Sierra de Mafra a fazer Asa delta sobrevoando a linha de costa do Guinco, em direcção à Guia.
Esperemos, naturalmente, é que não seja Marcelo a nadar croll de costas...

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Fischer Z - The Worker

À memória do Luís Miguel Moreira - com quem aprendi a apreciar vinil e boa música, ou boa música feita em vinil. Se ele ouvir, é para ele nas malhas do tempo.

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O Rio de Janeiro está em vias de conhecer o paraíso. Recuperação de Baby Consuelo

[...] iol
A polícia que já conseguiu ocupar todo o Complexo do Alemão garante que «não tem hora para sair» e vai «revistar as casas uma a uma». Segundo o jornal Estadão, foram detidos dois importantes chefes dos narcotraficantes e apreendidas armas e drogas. [...]
Obs: Ainda veremos Ricardo salgado Esprit du Santo abrir uma delegação no Complexo do Alemão, seguido de iguais investimentos da CGD, BPI, Milhéniu (como diria big Joe Berardo) e outros. Com o grupo Pestana a lá construir uma cadeia de hotéis de 6 estrelas com águas correntes, para começar. Seria até um excelente pólo de negócios para um ex-secretário de Estado de cavaco, Oliveira e Costa, retomar as suas actividades banco-burocráticas com incursões pelo negro mundo fiscal.
Vejo aqui, perdoe-se-me a ironia, o grande e excepcional prenúncio para um novo ciclo de cooperação luso-brasileira, nem que seja para dar uma lição de diplomacia económica ao - ainda - titular da pasta das Necessidades. O Brasil promete com a eliminação gradual dos clãs que mantéem o tráfico de drogas e fomentam a violência e o terror no Rio.
Baby Consuelo - Menino Do Rio

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Moradores do Morro do Alemão gritam frases de apoio à Polícia durante invasão

Moradores do Morro do Alemão gritam frases de apoio à Polícia durante invasão., Globo
RIO - Após a passagem de um comboio de quatro caminhões do Batalhão de Operações Especiais (Bope) pela Estrada do Itararé, em Ramos, vários moradores do Complexo do Alemão vibraram e gritaram: "Agora, bicho vai pegar !", trecho da música do filme Tropa de Elite. No caminhão, os policiais do Bope gritavam palavras de guerra, com o punho para cima, enquanto seguiam em direção à Favela da Grota.
Obs: Até que enfim que a aplicação da lei no Rio começa a ter algum significado.

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Uma boa notícia: Peso do turismo interno passa de 32 para 36% em dois anos - secretário de Estado do Turismo

Peso do turismo interno passa de 32 para 36% em dois anos. (...)
Obs: Uma boa nova, sobretudo quando os demais sectores da actividade económica estão em crise, paralisados ou na antecâmara da recessão. O Turismo funciona hoje como charneira da economia nacional. E isto merece uma reflexão mais aturada, e certamente tais resultados não se devem apenas ao sol e praia, até porque agora faz um frio que gela.

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sábado

A-ha - Hunting High And Low

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Idiotice elevada ao extremo: o PCP em acção

Cavaco Silva é o grande responsável da grave situação do país" - Francisco Lopes
Suraia Claudia Ferreira (LUSA)
O candidato à Presidência da República apoiado pelo Partido Comunista Português (PCP), Francisco Lopes, considerou hoje à Lusa que "o atual Presidente da República é um dos principais responsáveis pela crise que afeta Portugal".
Segundo Francisco Lopes, durante mais de uma década "Cavaco Silva tem seguido uma politica de abdicação dos interesses nacionais e destruição da produção nacional", por isso "o atual Presidente da República é um péssimo presidente para Portugal", até porque "o rumo do país é o reflexo de uma opção política de Cavaco Silva de servir grandes grupos económicos e financeiros, política essa que empobrece o povo e o país".
À semelhança da candidatura de Cavaco Silva, o candidato pelo PCP considera que "as outras candidaturas representam, da mesma forma, uma continuidade do afundamento do país".
Obs: O candidato do pcp em vez de julgar o candidato apoiado pelo Gov., o poeta Alegre, até porque é na esquerda que reside a sua base sociológica de apoio, endossa essa responsabilidade ao actual PR que, consabidamente, não governa, preside quase como uma rainha.
Seria, pois, natural que o candidato do pcp tentasse desenvolver a sua narrativa de campanha eleitoral, leia-se, a sua cassete pirata, contra Alegre, talvez alguns cidadãos/eleitores de esquerda fartos do PS e que também não se revêem em Alegre - transferissem o seu voto para este projecto falhado do pcp a Belém.Ou seja, rumassem à esquerda.
Na prática, aquilo que o candidato Lopes faz é a denegação da realidade, pois ao tentar distorcer a realidade para que esta se ajuste aos seus preconceitos e ideologia acaba por afastar ainda mais os potenciais votantes no seu projecto - que, aliás, ninguém conhece. Mas o pcp é assim, aproveita todos os tempos de antena para revelar todo o esplendor da sua idiotice.
Lopes denega a realidade, e Cavaco é responsável - sim - mas é pela conjuntura de 1985-95 - em que governou uma década e beneficiou de todos os fundos comunitários, hoje quem governa é o PS. Ninguém está a ver que o eleitor tradicional que costuma votar Cavaco, seja para Belém seja para S. Bento, vá, alguma vez na vida, votar no pcp. Nem arrastado e com promessas no paraíso comunista que bem sabemos em que se traduziu durante 80 anos de comunismo em toda a Europa Central e de Leste.
A idiotice que Lopes revela, leva-me a supor que se Cunhal fosse vivo este candidato escolhido pelo pcp a Belém não passaria nas primárias, nem serviria para a Junta de Freguesia das Olaias.

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Deus quando se distrai acerta. Esperemos...***

Uma sociedade composta por 20 madeirenses residentes nas freguesias de Santo António e S.Roque, no Funchal, alguns afectados pelo temporal de 20 de Fevereiro e com carências, venceu esta semana o "jackpot" do Euromilhões. (...)
Obs:
** Que o "cabo" da ilha não se lembre de sobre-taxar esta gente desafortunada a quem agora a sorte bateu à porta, sob pretexto de que o Governo regional está em dificuldades e que urge ter solidariedade activa com os "senhores do quintal" que governam a ilha como quem gere um quintal.

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António Marinho Pinto reeleito bastonário da Ordem dos Advogados

António Marinho Pinto foi reeleito como bastonário da Ordem dos Advogados conseguindo 9532 votos num universo de 20.521 votantes, revelou fonte ligada ao processo. Nas eleições para o triénio 2011-2013, Fernando Fragoso Marques terminou na segunda posição, com 5991 votos, seguido de Luís Filipe Carvalho, com 3666.Público
(...)
Obs:
Confesso que, dos trÊs candidatos, sempre apreciei mais o estilo frontal e até rebelde de Marinho Pinto. Ex-jornalista, frontal, sincero, destemido - Marinho "espuma" verdade em cada palavra, em cada poro da pele. Assumiu as guerras que tinha de assumir contra as corporações mais reaccionárias do sistema judicial português, a magistratura e os sindicatos do sector, que estão completamente descredibilizados e politizados, nas pessoas do sr. Palma e do sr. martins.
Marinho empreendeu algumas reformas - que terá agora oportunidade de concluir, como um maior acesso à justiça, mais transparência nas negociatas da formação feita pelos sindicatos - que deixa agora alguns advogados descontentes, na medida em que viviam dessas formações. Marinho irá também combater a massificação da classe em Portugal. Saliente-se que hoje existe quase tantos advogados como casos por dirimir, e isso gera uma luta fratricida dentro da classe dos advogados em Portugal.
Seria também útil que Marinho conseguisse regular a tarefa dos advogados estagiários que trabalham de borla para os seus patronos e que grandes escritórios de advogados - que todos conhecemos quais são - têm tirado partido disso de forma ilegal, indigna e selvagem. A institucionalização do exame nacional no acesso ao estágio também pode ser uma opção racional para disciplinar e requalificar o sector.
Mas, acima de tudo, e apesar do estilo estridente de Marinho, o facto de ele falar pondo o dedo na ferida e falar sem medo, constitui mais uma vantagem do que um handicap para a classe, para as pessoas que precisam de ter acesso à justiça em Portugal e, também, para com essa casta de magistrados que ainda pensa viver na idade medieval e que reclamam para si regalias, status e privilégios como se o tempo tivesse parado no séc. XIII.
A esta luz, Marinho é uma luz de verdade, de rebeldia, de forntalidade e de justicialismo que urge reintroduzir no débil sistema de justiça em Portugal, se queremos ter uma sociedade mais justa e uma economia mais moderna e competitiva.
É por este conjunto de razões que felicitamos daqui Marinho Pinto por mais esta sua vitória que, esperemos, seja também uma vitória da justiça em Portugal.

PS: GosteI de ver, recentemente, Marinho Pinto ter desmontado o jornalismo de cordel feito pela dona Manuela moura guedes em pleno directo na TVI. E isto nada tem a ver com as perseguições a Sócrates, remete apenas para o jornalismo isento, objectivo e rigoroso que Guedes nunca soube o que é, e Marinho, neste particular, prestou mais um serviço ao país. Se foi um "provedor da cidadania", como diria o advogado Filipe de Carvalho, que ficou em último lugar nesta eleição para a OA, pouco ou nada importa. O que importa é que Marinho é, a cada momento, a vox da verdade, e a verdade é, como diriam os filósofos da Grécia antiga, meio caminho para a boa consecução da JUSTIÇA - que, infelizmente, é (ainda) a excepção em Portugal.

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Rita Redshoes - CHOOSE LOVE - Official Video [High Definiton]

CHOOSE LOVE - Official Video [High Definiton]

The Beginning Song

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sexta-feira

O PSD vai ao exorcista

Temos aqui referido ao longo de inúmeras notas políticas que o PSD entrou num processo de ambivalência política que roça a patologia, e que se traduz, na prática, por afirmar certos valores e princípios e depois apoiar o PS em opções fundamentais que refuta. Os exemplos são múltiplos, variados e conhecidos, razão pela qual todo aquele grupo "para-lamentar" do psd sai directamente do hemiciclo, aprovado o OE/2011, para entrar directamente - uns no divã do psicanalista, outros para se submeterem a uma sessão intensiva do Exorcista de serviço. E aqui nem a Manela Ferreira leite os salva, porque até esta defendeu a receita. Desta esquizofrenia aguda sai bem na foto Paulo Portas e o cds/pp no seu conjunto - que já anda a trabalhar para uma coligação com o PSD para chegar ao poder. A entrevista d' ontem a dona Judite de Sousa foi a primeira pedra dessa longa e persistente construção, até porque o cds só se senta na cadeira do poder quando o PSD sabe que lhe toca a maior parte da tarte. Embora lhe custe muito dividir uma ou duas talhadas com o Paulinho das lavouras, das feiras e o mais...

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Belmiro recebe aqui o Prémio "coerência e honestidade intelectual" com muitas aspas...

Belmiro apoia Cavaco porque só ele tem as “competências certas” Público
O empresário Belmiro de Azevedo divulgou hoje o seu apoio à recandidatura do actual Presidente da República, Cavaco Silva. O próprio explica, num documento de duas páginas e meia que amanhã será divulgado no PÚBLICO, que há 25 anos que não tomava uma posição pública em eleições, depois de ter manifestado o seu apoio a Mário Soares em 1985.
(...)
Obs: Belmiro ainda há pouco tempo, e até duma forma muito pouco apropriada em democracia, chamou "ditador" e "pequeno Hitler" a Cavaco, hoje apoia-o. O que se terá passado, entretanto?!
Talvez não fosse marginal sugerir ao empresário que se fizesse representar nestas cambalhotas que o fazem perder toda a dignidade pessoal e política, assim ninguém o entenderá.
E como Belmiro tem ao seu dispor uma gama larga de contabilistas que o representam nos mais variados assuntos e fora, dentro e fora da Quadratura do Círculo na Sic-News - talvez fosse útil que se resguardasse mais e mandasse um dos seus peões de brega assumir publicamente essas cambalhotas.
Assim, até o empresariado, no seu conjunto, teria mais a ganhar, mesmo sabendo que esta classe dificilmente apoiaria um poeta velho e sem a mínima ideia do será presidir a um país chamado Portugal.

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Evocação de G.K. Chesterton

As pessoas parecem lutar por coisas pelas quais não vale a pena lutar.

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Struggle for Power nos partidos em Portugal

Nós, no Ocidente, somos educados para querermos ser os primeiros. Criámos o Euromundo, fizemos impérios, gerimos colónias, explorámos territórios, pessoas e recursos que não nos pertenciam. Fizé-mo-lo ao abrigo do tal direito histórico, quem chegasse primeiro ganhava, assentava arraiais e explorava tudo e todos. Esse tempo já lá vai, as lutas pelas independências levaram à queda dos impérios e as velhas metrópoles, antes capitais de grandes impérios, como foi Lisboa, regressaram às velhas fronteiras naturais, mas ficou-nos o modelo político de actuação, assente em ser o primeiro, em termos grandeza, poder, influência, dinheiro e até autoridade. É lógico que essas características foram alimentar ódios, invejas e ressentimentos por parte daqueles que nos serviram.
Se transpusermos esta lógica para a luta de poder no seio dos partidos, verificamos que os mecanismos de condicionamento do poder não são muito diversos. Há alguém que lidera, e há aqueles que seguem o líder, há, pois, leadership e followers, mas ocorre um momento em que essa confiança se quebra e a liderança é contestada, porque os que estão de fora entendem que o líder já não é líder, já não lidera, só empata e prejudica. Esse é o momento de afirmação feito de lutas internas, de lutas fratricidas, de que o PSD é, historicamente, um prodígio. O PS, por razões históricas, ideológicas e até geracionais, menos. Embora hoje possa estar mais exposto a essas ironias da história.
Ora, Portugal está hoje encalacrado em todos os aspectos. Seja pela conjuntura internacional, seja por erros crassos de políticas públicas. Com a agravante de que a Europa que integramos de pouco nos vale, temos de recorrer à China, a Timor (meu Deus!!), a África – através daquelas exportações maradas que a nossa diplomacia faz para o Magreb e também para a Venezuela, com sacrifícios da nossa civilização de valores e de princípios. Na prática, a nossa diplomacia económica é um anão. Isto causa vertigens na liderança e nos dirigentes partidários que não se revêem no líder. É assim que começa a contestação interna na vida dos partidos. É a época em que abre a caça...
Tó Zé Seguro perfila-se como potencial líder no PS, mas, de facto, as suas características pessoais dificilmente o impõem ao partido; César dos Açores será tanto aceite como líder como se um dia Alberto da Madeira tentasse ser líder nacional do PSD no “Contenente”. Estes dois comezinhos exemplos revelam a tremenda falta de líderes no PS que possam suceder a Sócrates. Temos, naturalmente, a reserva d’ ouro, António Costa, mas esse está afecto à capital, e se ele for de palavra terá de cumprir o seu mandato até ao seu termo. Apesar de sabemos o que tem sucedido com Sampaio, que jurou cumprir o mandato até ao fim, e depois arranjou uma justificação sobrenatural que foi ao encontro das suas ambições pessoais e políticas. Outros farão exactamente o mesmo, by the book.
Quer isto dizer que somos e fomos treinados para ganhar, para atingir a excelência num dado empreendimento, e isso implica vencer todos aqueles que – dentro e fora do partido – se opõem ao novo candidato a líder. Sendo que o prémio reside naquele que se destaca da multidão e recebe o prémio da vitória.
Esta tem sido a leitura ocidental dominante da ideia de captura do poder, até mesmo antes do momento em que Júlio César proferiu a sua famosa frase – Veni, vidi, vici (Cheguei, vi e venci).
Hoje, sejamos sérios, não existe ninguém com estaleca dentro do PS, livre de compromissos eleitorais, que consiga preencher esse modelo de vitória competitiva tão predominante na vida contemporânea. No PSD a escolha de PPCoelho foi um mal menor, pois ideias e projectos alternativos para o país – o actual psd também nada de novo apresenta, a não ser pequenas adaptações, mais privatizações e, claro, menos Estado – esquecendo-se que foi com Cavaco que o monstro do Estado e do défice começou a inchar desalmadamente. As clientelas políticas massificaram-se entre 1985/95, e os governos que se sucederam agravaram esse monstro que ajuda a ganhar eleições.
Queremos ser líderes, queremos ser os melhores, queremos dominar, reclamamos a excelência, mas quando se afere os projectos que subjazem a esses desejos e ambições sente-se um amargo de boca e só apetece fugir. O problema é que não sabemos para onde.
O melhor mesmo, se calhar, é arranjar um "BMW sem pneu sobressalente" e ser feliz à moda do chico esperto lusitano que, em tempos, conseguiu enganar uns papalvos. Ainda por cima, sem qualquer legitimidade popular para o exercício do cargo que manchou num semestre, e depois foi corrido por Belém.

Três rapazes sobrevivem 50 dias à deriva no Pacífico

Esperaram por eles, procuraram-nos, a seguir deram-nos como perdidos e até lhes fizeram o funeral depois de as buscas levadas a cabo pela Força Aérea da Nova Zelândia se terem revelado infrutíferas. Mas, afinal, os três rapazes que, a 5 de Outubro, tinham desaparecido a bordo de um pequeno barco de alumínio nas ilhas Tokelau, um território no Oceano Pacífico sob administração neozelandesa, estavam vivos. Após 50 dias à deriva, foram resgatados na quarta-feira por um barco de pesca ao largo das Fiji. Os rapazes foram encontrados ao largo das ilhas Fiji (Will Burgess/Reuters) Público. (...)
Obs:
Informe-se estes rapazes corajosos que em Portugal existe um conjunto de pessoas a quem o povo português já nada dá, até já fez o funeral, mas a cerimónia ainda não se realizou por causa da tal força anímica da rapaziada de S. Bento. Portanto, ponham os olhos em Portugal na medida em que somos um case-study de resiliência política que, seguramente, irá ser estudado nas maiores universidades de gestão do mundo. E um dos monitores desse curso, talvez via FMI, será o excelentíssimo António Borges. A diferença, é que estamos à deriva - não no Pacífico - mas na Europa, embora sejam alguns países do Pacífico que nos podem salvar.

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Como escapar à agiotagem dos mercados? Compre já a sua bolinha das nacionalidades e vaticine

E você, quer continuar ser português ou espanhol?! Escolha.
Timor já começou a ajudar-nos comprando a nossa dívida soberana, a seguir Olivença replicará o mesmo gesto de solidariedade activa.

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Boas intenções - por António Vitorino -

Esta foi a semana em que os irlandeses explicaram que não eram gregos, que os portugueses explicaram que não eram irlandeses, que os espanhóis proclamaram que não eram portugueses e que os italianos tentaram que ninguém lhes perguntasse se não eram espanhóis!dn
A semana acabou com a Irlanda a recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira e com a chanceler alemã a declarar o euro em sério risco face à hipótese de novos pedidos do mesmo tipo!
Choca que ninguém tenha lembrado que somos todos europeus e que só por essa via é possível evitar o terrível "efeito dominó" que coloca agora as duas economias ibéricas na primeira linha da mira dos famigerados mercados financeiros!
Com efeito, os casos grego e irlandês reportam-se a dois países que representam cerca de quatro ou cinco por cento da economia da Zona Euro, levando à mobilização de cerca de 200 mil milhões de euros do dito Fundo. Mas, se o efeito de contágio atingir Portugal e, sobretudo, a Espanha, estaremos já a falar de países que, no seu conjunto, se aproximam dos 20 por cento da economia da Zona Euro, e só a Espanha poderia exigir a mobilização da totalidade das verbas europeias alocadas para esse efeito em Maio passado...
A resposta titubeante e descoordenada dos governos europeus, a pressão dos mercados e a contínua erosão da posição dos países mais expostos já deveria neste momento ser mais do que suficiente para que se percebesse que o quadro de reacção definido em Maio se mostra insuficiente e desadequado.
Nesta conjuntura, persistir na questão do mecanismo de reestruturação das dívidas soberanas, em caso de impossibilidade de satisfação por parte de um dos Estados-membros do euro, sem caracterizar os fundamentos desse mecanismo para além do enunciado de um vago princípio de co-responsabilização dos privados detentores dessa dívida, só agrava a situação. Mesmo afirmando que tal co-responsabilização só operaria plenamente no caso de novas dívidas contraídas após 2013, tal não impede que, por antecipação, os investidores se desfaçam da dívida soberana dos países considerados em risco... com os efeitos que estão à vista de todos!
Alguns vêem nesta deriva uma tentativa de provocar a "purificação" do euro, alijando a carga dos países mais vulneráveis. Ainda me recuso a aceitar que se possa estar de tal forma a brincar com o fogo.
Por um lado, porque nesta lógica não se sabe nunca onde se poria a fasquia que separaria as águas, e, por outro, porque uma tal divisão não se confinaria apenas à esfera económica ou monetária e acabaria mesmo por atingir os próprios fundamentos da integração europeia em geral.
Prefiro, por ora, considerar que esta reacção desajeitada fica sobretudo a dever-se à falta de visão do interesse geral e a uma manifestação reforçada de egoísmos nacionais.
Com o paradoxo, por exemplo, de o Reino Unido, pretextando estar fora da Zona Euro, não ter contribuído para o Fundo Europeu no momento da sua aplicação à Grécia mas, desta feita, tratando-se da Irlanda, ter acordado uma facilidade paralela de natureza meramente bilateral no valor de oito mil milhões. Dificilmente este gesto britânico ajudará a Senhora Merkel a explicar aos contribuintes alemães que a "boa intenção" britânica neste caso se fica a dever ao facto de os bancos do Reino Unido apresentarem uma exposição à dívida irlandesa na ordem dos 150 mil milhões de euros... só equiparável à exposição dos próprios bancos alemães!
Obs:
Digamos que a Europa só o foi verdadeiramente no pós-IIGM, para se reconstruir e fazer face aos eventuais irredentismos duma Alemanha derrotada nos dois conflitos totais. O RU sempre olhou para a Europa como uma oportunidade para lá ir buscar algo, nunca para consolidar uma organização de países, logo Sua Majestade sempre olhou para o Velho Continente de forma sobranceira; a França e a Alemanha estão dentro mas querem ser os directores do convento, mandando na sua estrutura e decidindo da afectação de verbas aos demais países quando as dificuldades irrompem no horizonte. E os pequenos Estados-membros, como Portugal, estão sempre ao sabor das vicissitudes, mas como Portugal é, de facto, um pequeno país mas uma grande potência diplomática poderia, se a diplomacia tivesse sido inteligente, apostado noutros mercados, da África lusófona por ex., para hoje sentir menos a pressão das dificuldades financeiras e da exiguidade dos mercados e das exportações nacionais.
A Europa hoje e sempre, com excepção de períodos intermitentes no pós-IIGM e na fase Delors, assemelha-se a um baile de máscaras em que alguém terá de vir dizer aos países qual a identidade que temos de estampar ao rosto para dizermos quem somos em cada momento problemático. E Sócrates atrasou-se na definição dessa necessidade, dessa imagem, e como os mercados são agiotas e insensíveis às ideologias e cores partidárias e estão-se a marimbar para a treta do Estado-social, este governo está a ser queimado em lume brando no panelão do João Ratão desta Europa que temos e se está a desconjuntar através da parte mais sensível: a União Monetária.
Se hoje nos perguntassem quem somos, ou que identidade temos seria um mal menor, malgré tout, afirmarmos que somos espanhóis da parte da Mãe e espanholados da parte do Pai.

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Cooperação luso-brasileira: blindados por dívida pública

É sabido que estes carros blindados chegaram um pouco atrasados para o fim em vista: afastar as "moscas" na Cimeira da NATO.
É sabido também que a situação económico-financeira nacional está na antecâmara do colapso, daí a sugestão que aqui deixamos a um governo desnorteado, que até abre excepções às remunerações dos gestores das empresas públicas do Estado (ou de algumas delas, roçando a iniquidade e esfrangalhando o mínimo sentido de justiça e de equidade social).
Essa proposta passaria por sugerir ao Estado brasileiro o envio destes carros blindados, que agora já não fazem falta na meddia em que os terroristas redireccionaram as suas baterias para outros pontos do globo finda a Cimeira da NATO, para ajudar a combater a criminalidade nas favelas do Rio de Janeiro que alastraram às zonas comerciais e habitacionais dessa megapolis, tendo como contrapartida do Estado-irmão que fala a nossa língua de vogal aberta - a compra de dívida soberana portuguesa.
A vantagem seria dupla: reforçaríamos os nossos laços com o Brasil e, ao mesmo tempo, ficaríamos menos dependentes doutros parceiros, como a China, porventura mais hostis, que irão adquirir essa mesma dívida que permitirá a Portugal sair do buraco em que os erros de políticas públicas que o actual governo conduziu a economia nacional.
Ou seja, se pensarmos bem a instrumentalidade destes carros blindados pode encontrar aqui uma suprema finalidade económica e, ao mesmo tempo, ajudar a combater a criminalidade entre gangs nas favelas do Rio de Janeiro.

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quinta-feira

Gasta tudo após diagnóstico errado

Gasta tudo após diagnóstico errado. CM
Dave Ismay tem 64 anos e é um comediante britânico. Os médicos diagnosticaram-lhe uma cirrose hepática e deram-lhe três meses de vida.
Inspirado pelo filme ‘Nunca é Tarde Demais’, protagonizado por Morgan Freeman e Jack Nicholson, criou uma lista de coisas a fazer antes de morrer, e não olhou a despesas. Mas, após uma viagem à Austrália, a compra de um Mercedes de 30 mil euros e de um passe para um luxuoso clube de golfe na Irlanda, soube que o diagnóstico estava errado e que padece de uma doença curável.
Obs: Sugira-se ao paciente que processe o médico pelo erro no diagnóstico e reclame dele uma justa indemnização, ainda que o Mercedes de 30 mil euros não deva ser grande "espingarda", isso custa um Fiat moderno.

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«Pai» da Internet critica redes sociais. Tim Berners-Lee dá um ar da sua graça mas erra no alvo

«Pai» da Internet critica redes sociais, JD
Londres - O britânico Tim Berners-Lee, considerado um dos «pais» da Internet, escreveu um artigo na revista Scientific American, onde critica as redes sociais.
Tim Berner-Lee defende que sites como o Facebook estão a contrariar o princípio de uma Internet aberta ao fomentarem a introdução de informação por parte dos utilizadores, para guardar e reutilizar, que não é partilhada com outros sites.
«As redes sociais estão a tornar-se uma plataforma central, um silo fechado de conteúdos que não nos dá um controlo sobre a nossa informação que está lá», realçou Berner-Lee.
O fundador da Web, classifica empresas como o Facebook ou a Apple como «inimigos da rede». «A estrutura aberta e democrática da rede está a ser ameaçada por forças que tentam alterar o funcionamento das coisas, esperando beneficiar das mudanças», defendeu Berners-Lee.
No artigo, em que assinala os 20 anos da WWW, o «pai» da Internet critica o formato do iTunes, a loja de música da Apple, que em vez de http é itunes, o que impede utilizadores que não usem o programa iTunes de aceder à loja.
Berners-Lee defende que «a Web é também vital para a democracia», «actualmente mais importante para a liberdade de expressão do que qualquer outro meio».
(c) PNN Portuguese News Network
Obs: Tim Berners-Lee parte do pressuposto que os produtores de conteúdos, os blogers, enfim, os utilizadores em geral do rizoma apenas acedem ao FB (e conexos) para postar fotografias tipo Caras, fazer cochichos, mostrar as pernocas e funcionar em circuíto fechado. De facto, há quem faça isso, mas daí não decorre nem informação nem análise útil ao rizoma.
Tamanho erro de avaliação, embora compreenda a frustração de um dos pais da WWW - a quem todos muito devemos. Se em certos casos milhares de utilizadores utilizam as redes sociais por mero lazer, outros fazem-nos como mera extensão de sites de índole social, política e económica que encontram no FB mais um armazém de informação onde acabam por interagir, daí a falácia do argumento aduzido para demonstrar que a rede das redes poderá ser ameaçada pelo FB e outras redes sociais.
Tim, ou melhor, os seus magros argumentos, evoca-me aquele génio que um dia descobriu uma lâmpada e conseguiu acendê-la num túnel muito escuro, mas depois não sabe lidar com aqueles outros geniozinhos que foram descobrindo outras lâmpadas que também vão iluminando outros túneis ao longo da vida.
Além de que Berners-Lee passa um atestado de estupidez aos milhões de utilizadores da Net, porque parte do pressuposto (errado!!) segundo o qual o navegador não tem vontade, não goza de autonomia na sua navegação, e isso também é redutor na sua estreita análise.
Pergunto-me até se esta idiotice pegada consiste nalgum ajuste de contas (intelectual, funcional, comercial ou outro) entre ele e alguns gurús das actuais redes sociais?!
Muitos de nós continuamos a aceder a páginas de informação política, económica, social, ambiental e o mais e, concomitantemente, acedemos também às chamadas redes sociais, e Tim em vez de ver nesta relação uma oportunidade feita de complementaridades e de sinergias, apenas vê perigos e ameaças. Erro crasso. É por isso que a sua análise está errada e padece de miopia intelectual, senão mesmo de algum ressentimento intelectual relativamente aos avanços virtuais realizados nos últimos 20 anos e que Tim, presumo, ainda não soube compreender.
Os factores de risco para a democracia são bem outros, conhecem outras causas, problemas e condicionamentos, sendo abstruso supor, como sugere este geniozinho de há 20 anos, que radicam nas redes sociais.
Ante isto, tenho pena ver Tim munir-se de argumentos tão idiotas para chegar a conclusões ainda mais idiotas.
Se ele se lembrar do que se passou na China em matéria de relação do poder político com a utilização da Net (com o Google), só para lhe dar um exemplo palpável, verá que o que acaba de defender é uma idiotice pegada e nem no Burundi encontrará fundamento.

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Júdice trucida Cavaco quando reflecte sobre o legado de Sá Carneiro

Cavaco "destruiu" o PSD de Sá Carneiro, aumentou o peso do Estado e foi autoritário. Público
Júdice descreve no livro o que falhou nas últimas três décadas (Nuno Ferreira Santos)
Ao longo dos últimos 30 anos, o pensamento político de Francisco Sá Carneiro desapareceu no PSD, apesar de as sucessivas lideranças invocarem constantemente o legado do fundador do partido. Mas terá sido nos governos de Cavaco Silva (1985/1995) que a mensagem política de Sá Carneiro foi completamente banida. Em 10 anos, assistiu-se à acentuada alteração da "matriz ideológica" do PSD, à "destruição do pensamento estratégico" do antigo primeiro-ministro da AD e à "mudança da natureza sociológica" do partido.
Um retrato muito pouco simpático de Cavaco Silva e do consulado cavaquista consta do livro O meu Sá Carneiro - Reflexões sobre o seu pensamento político (D. Quixote), do advogado José Miguel Júdice, que, à semelhança do que aconteceu nas últimas presidenciais, voltou a ser convidado para integrar a Comissão de Honra da recandidatura do Presidente da República. A obra chega às livrarias no fim-de-semana e será apresentada no dia 30, às 18h30, no El Corte Inglés, por Manuel Braga da Cruz, reitor da Universidade Católica.
Cavaco Silva, que "entrou na cena política como o verdadeiro herdeiro" de Sá Carneiro, "procurando assumir o seu estilo frontal e sem cedências", acabou por transformar o PSD num partido "feito à sua imagem e semelhança: um partido tecnocrático, um catch all party, ou seja, um partido sem fronteiras, onde todos poderiam vir plantar a sua tenda, desde que aceitassem a liderança indiscutida do então primeiro-ministro, e assim ajudassem a conquistar votos e a manter suseranias".
O livro, que também reproduz excertos de uma conferência dada por Júdice em 1981, quando se filiou no PSD, serviu para o autor reflectir sobre "o que falhou" nas últimas três décadas. E as falhas, que provocaram a "destruição do edifício" que Sá Carneiro tinha começado a construir, não são notórias apenas nos governos de Cavaco, mas também no Bloco Central, na governação de António Guterres e de Durão Barroso.
Contudo, Júdice dedica grande parte do capítulo A herança desbaratada a Cavaco, notando que, a partir de 85, as mudanças no PSD aproximaram-no do PS e dissiparam o legado de Sá Carneiro. Ao ponto de o PSD, nos dias de hoje, se apresentar como um partido "feudalizado, com militantes criados aos milhares para as trocas políticas". "Cavaco Silva fez um partido de consumidores e abdicou da bipolarização", afirma Júdice ao PÚBLICO, qualificando ainda o Presidente como "um grande político, que não é ideólogo, e que olha para a sociedade civil com uma certa suspeição". Entre 85 e 95, com duas maiorias absolutas, o então primeiro-ministro "aumentou o peso do Estado e apresentou-se como um líder autoritário, não permitindo a libertação da sociedade civil, como Sá Carneiro sempre defendera".
Ou seja, "desperdiçou" 10 anos: "Teve poder e tinha dinheiro a rodos. Se o Estado tivesse emagrecido, se ele tivesse alterado a lei laboral e libertasse a sociedade civil, hoje estaríamos melhor." "Com Cavaco teria podido ser diferente", lê-se no final do livro. Não foi.
Obs: Sempre apreciei mais o Júdice politólogo do que o Júdice-advogado, que apenas está onde está o dinheiro. Diz aqui toneladas de verdade acerca de cavaco e da sua perniciosa inBlockquotefluência na sociedade portuguesa. E só foi assim por causa dos milhões que afluiram a Portugal através dos Fundos Comunitários decorrente da nossa adesão à então C.E.E, em 1986. Cavaco é verdadeiramente o autor do monstro deste défice estatal, que depois os sucessivos governos PS e PSD agravarem, multiplicando institutos públicos, aumentado o sector empresarial do Estado para potenciar as clientelas políticas que, em momentos críticos, ajudam a ganhar eleições.
Veja-se a esse propósito as relações entre o então PM (1985/95) e Oliveira e Costa, e aqui foi pena que Júdice não tivesse dissertado mais e melhor. Talvez com receio de encontrar o que assustaria milhares de portugueses. Mas medite-se neste approach e, se possível, conheça-se o book deste super-advogado das múltiplas facetas socioprofissionais.
Nem que seja para prestar uma justa homenagem a Francisco Sá Carneiro - que foi completamente trucidado pela praxis cavaquista, e que excepcionando as estradas e pontes, com dinheiros da CEE, em nada mais valorizou a economia e a sociedades portuguesas.
Temos de agradecer a cavaco por ter sido o verdadeiro pai do monstro do défice do Leviatão que construíu e que depois outros agravaram.

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Fernando Pessoa: simpatia, intuição, inteligência, compreensão e o Anjo da Guarda...

Mensagem Fernando Pessoa
Benedictus Dominus Deus noster qui dedit nobis signum
Nota Preliminar
O entendimento dos símbolos e dos rituais (simbólicos) exige do intérprete que possua cinco qualidades ou condições, sem as quais os símbolos serão para ele mortos, e ele um morto para eles.

A primeira é a simpatia; não direi a primeira em tempo, mas a primeira conforme vou citando, e cito por graus de simplicidade. Tem o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe interpretar.

A segunda é a intuição. A simpatia pode auxiliá-la, se ela já existe, porém não criá-la. Por intuição se entende aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.

A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstrói noutro nível o símbolo; tem, porém, que fazê-lo depois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia no exame dos símbolos, é o de relacionar no alto o que está de acordo com a relação que está embaixo. Não poderá fazer isto se a simpatia não tiver lembrado essa relação, se a intuição a não tiver estabelecido. Então a inteligência, de discursiva que naturalmente é, se tornará analógica, e o símbolo poderá ser interpretado.

A quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam que o símbolo seja iluminado por várias luzes, relacionado com vários outros símbolos, pois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia ter dito, pois a erudição é uma soma; nem direi cultura, pois a cultura é uma síntese; e a compreensão é uma vida. Assim certos símbolos não podem ser bem entendidos se não houver antes, ou no mesmo tempo, o entendimento de símbolos diferentes.

A quinta é a menos definível. Direi talvez, falando a uns, que é a graça, falando a outros, que é a mão do Superior Incógnito, falando a terceiros, que é o Conhecimento e a Conversação do Santo Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.
Remake.

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Imagens duma capital que já não via há muito

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Biografia - por Sofia de Mello Breyner Andresen -

Biografia
Tive amigos que morriam, amigos que partiam
Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.
Odiei o que era fácil
Procurei-te na luz, no mar, no vento.
"No Tempo Dividido e Mar Novo"

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O uso e abuso da EDP no esbulho aos clientes em regime de "monopólio"

Nota prévia Macro:

Zorrinho é um académico, e nessa qualidade sabe umas coisas de sociedade do conhecimento, em matéria de composição de taxas de energia, com o devido respeito, talvez não seja a pessoa mais habilitada para o fazer. Com isto não sugerimos aqui que o ideal seria chamarem o Jorge Vasconcelos, o tal da ERSE cujo desfecho todos, lamentavelmente, conhecemos. Aqui o que importa fazer notar ao sr. Zorrinho é que Portugal paga os factores de produção mais caros da Europa, e que isso, de per se, é um dos maiores handicaps para a modernização da nossa economia e para sermos competitivos, cá e no exterior. É pena que esta lenga-lenga não integre o discurso redondo do secretário de Estado.
Não podem nem devem ser os clientes a arcar nas suas facturas domésticas com o financiamento para a cacicagem autárquica se governar, acabando depois por encaminhar essas receitas (indevidas esbulhadas aos consumidores) para outras rúbricas, e para o financiamento das energias renováveis, o que a ser verdade é um outro esbulho encaputado de lógica desenvolvimentista.
As renováveis deverão valer-se a si próprias, e não ser desenvolvidas à custa das facturas pagas pelos clientes particulares, ainda por cima numa EDP que vive em Portugal num quase regime de monopólio, o que é ainda mais grosseiro e lamentável.
Ou seja, um dos graves problemas da economia nacional, mas isso o sr. Zorrinho não entende porque tem escassos conhecimentos de economia e padece de miopia intelectual, é a tremenda falta de CONCORRÊNCIA entre empresas de determinados sectores, e o caso da EDP (energia) é o escândalo mais lamentável em Portugal.
Um exe., comezinho: conheço casos em que numa habitação de uma só pessoa, com os electrodomésticos normais, os clientes pagam 60 a 80 euros de dois em dois meses. E não acredito que seja assim porque o sr. Zorrinho, ao lusco-fusco da madrugada, vai a casa das pessoas mascarado de Tarzan Taborda ou de Joãozinho Faísca com uma lanterna na cachimónia, uma chave Philips à cintura e um alicate nas mãozinhas adiantar os consumos domésticos de energia nos lares dos portugueses.
Numa palavra, ou melhor duas: a EDP tem de parar este esbulho aos consumidores, e começar a viver em regime de concorrência, daí a necessidade urgente de mais empresas entrarem neste mercado. Os espanhóis que venham e em força.
E, claro, sugerimos aqui ao sr. Zorrinho, para que faça algo de útil a esse propósito e não coloque mais pedras no caminho para tributar ainda mais os portugueses. Muito menos a pretexto do financiamento das energias renováveis.
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Carlos Zorrinho disse ainda que «o Governo também não identifica nenhum custo injustificado», mas está «aberto para o debate».
«Esta é uma boa oportunidade para debatermos como se forma o custo da electricidade em Portugal», defendeu, sublinhando que Portugal tem «custos abaixo da média europeia e de Espanha».
Carlos Zorrinho frisou, no entanto, que o Governo está disponível para estudar e acolher outras propostas da entidade reguladora.
Não há nenhuma parcela que não seja do interesse geral, mas se houver outras formas de cálculo ou de formação de preço mais benéficas para o consumidor, o Governo está disponível para debatê-las, reforçou.
Contactada pela TSF, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) não quis comentar a petição da DECO. A EDP remeteu uma resposta para a ERSE.
Entretanto, a DECO esclareceu que a ERSE regula 27 por cento da totalidade dos custos da luz. Os 42 por cento de interesse geral, que a DECO quer ver cortados, não são regulados.

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Portugal é hoje uma ladeira em direcção a um moinho..

... como diria Fernando Pessoa, com quem ainda aprendemos algo neste mar revolto em que (des)navegamos.
Vivemos numa tarde de outono, o céu tem um calor frio morto, e há nuvens que abafam a luz em cobertores de lentidão, como diria o maior filósofo-poeta português-universal do séc. XX.
Até dá vontade de dizer que com tanta coisa importante para fazer por Portugal, alguns dedicam-se a perder tempo com a contabilidade da adesão à greve, quando o Destino apenas nos fornece dois tipos de coisas: uns livrinhos de "contabilidade", na linha de Pessoa, e o dom de sonhar.
E o mais grave de tudo isto, mas as soit-disant elites funcionais do burgo ainda não perceberam, é que quando PPCoelho demandar o cadeirão de S. Bento, se conseguir, as medidas de austeridade na economia portuguesa irão agudizar-se.
Resta-nos, pois, seguir o exemplo de Pessoa e sonhar!!
Esperemos é que a ladeira que conduz ao moinho compense o esforço da subida.

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