sábado

Pub. à BlackBerry (BB). Um mimo de Catroga

NARRATIVAS DESESPERADAS NUMA LISBOA DOENTE, DECADENTE E SUBMERSA
Enquanto Lisboa está submersa e à procura do "chefe da tribo" que manda nos destinos da capital, Catroga, chefe da delegação do PSD junto do Governo para negociar a viabilização do OE2011 - resolveu selar o momento do acordo em sua casa através duma foto com o seu BB. É bonito!! Resta saber se foi o Pedrinho, que estava escondido na dispensa a conferir as vantagens partidárias do acordo, quem tirou a foto. Seja como for, nestas coisas em que estão envolvidas marcas e empresas multinacionais há que ter algumas cautelas, pois já corre a ideia de que o importante não foi fixar o momento do acordo, mas promover aquela marca de aparelhos de comunicação, ficando também a ideia que Catroga é agora uma espécie de delegado de propaganda da marca em Lisboa que, como sabemos, está submersa porque choveu durante umas horas. A concorrente TMN já encetou conversações com Catroga a fim de saber se este quer também fazer a promoção aos novos telemóveis que a empresa de Picoas vai lançar no Natal.
PS: A Voda-voda e a Optimus-Sonae já dirigiram um convite promocional a Catroga com a finalidade deste assegurar as promoções dos aparelhos no Carnaval de 2011 - em tempo de vésperas da queda do Governo, já com Cavaco reeleito à 1ª volta.

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Lisboa submersa entrega aos bombeiros e à protecção civil

A chuva que começou a cair com força ao final da manhã de hoje em Lisboa já provocou várias inundações na capital, com as zonas baixas da cidade a serem neste momento as mais afectadas.(...) Público
Obs:
Coitados dos Bombeiros, esses soldados da paz, que no Verão têm de apagar fogos com escassos meios, no Inverno assumir o comando da maior autarquia do país para procurar minimizar os estragos causados pelas cheias que submergem a cidade, paralizando o seu normal funcionamento.
Do vereador da protecção civil não se espera muito nem pouco, ou melhor, não se espera nada, salvo ser porta-voz da protecção civil que faz o que pode. Mas o "chefe da tribo", o António costa era expectável algo mais do que, pura e simplesmente, primar a sua presença pela ausência, ainda que fosse simbólica.
A sensação que fica nos lisboetas é que foram todos de férias para as Caraíbas e deixaram, once again, a capital entregue às secretárias, aos assessores dos copos e aos caciques que só aparecem nas festas populares a comer sardinha pelas ruelas de Alfama.
Lamentavelmente, apenas porque choveu umas horas de forma ininterrupta, Lisboa sucumbe à vergonhosa falta de planeamento no sector das infra-estruturas subterrâneas, ignorando os conselhos dos técnicos que sabem da arte e têm trabalho publicado na área.

Governar é mais do que por a República histérica e aos saltos a dançar sobre um palanque no 5 de Outubro - aproveitando a festarola do centenário; governar é pilotar uma sociedade - à tona e, por vezes, debaixo d' água.

Infelizmente, há quem não pense assim e empurre com a barriga para a frente: os moradores, os comerciantes, os empresários em geral que paguem os prejuízos por esta falta de políticas municipais - de solos e de construção, de ordenamento do território em Lisboa. Os turistas até acham bonito "esta Veneza em Lisboa" (a expressão é nossa) e o spin que tiram das fotos tiradas desta capital encharcada só encontra paralelo na ideia tontinha de que devem ter ido todos feriar para as Caraíbas.

É nestes momentos que Lisboa se converte no no man´s land, mas com muita água, ou melhor, a meter água, as usual!!!

Se as toupeiras e as ratazanas votassem, a Lisboa subterrânea terceiro-mundista já teria sido modernizada, se é que me faço entender?!

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O Valor da Ingenuidade - por Almada Negreiros.

O Valor da Ingenuidade
O maior perigo que corre o ingénuo: o de querer ser esperto. Tão ingénuo que cuida, coitado, de que alguma vez no mundo o conhecimento valeu mais do que a ingenuidade de cada um. A ingenuidade é o legítimo segredo de cada qual, é a sua verdadeira idade, é o seu próprio sentimento livre, é a alma do nosso corpo, é a própria luz de toda a nossa resistência moral.
Mas os ingénuos são os primeiros que ignoram a força criadora da ingenuidade, e na ânsia de crescer compram vantagens imediatas ao preço da sua própria ingenuidade.
Raríssimos foram e são os ingénuos que se comprometeram um dia para consigo próprios a não competir neste mundo senão consigo mesmos. A grande maioria dos ingénuos desanima logo de entrada e prefere tricher no jogo de honra, do mérito e do valor. São eles as próprias vítimas de si mesmos, os suicidas dos seus legítimos poetas, os grotescos espantalhos da sua própria esperteza saloia.
Bem haja o povo que encontrou para o seu idioma esta denunciante expressão da pessoa que é vítima de si mesma: a esperteza saloia. A esperteza saloia representa bem a lição que sofre aquele que não confiou afinal em si mesmo, que desconfiou de si próprio, que se permitiu servir de malícia, a qual como toda a espécie de malícia não perdoa exactamente ao próprio que a foi buscar. Em português a malícia diz-se exactamente por estas palavras: esperteza saloia.
Parecendo tão insignificante, a malícia contudo fere a individualidade humana no mais profundo da integridade do próprio que a usa, porque o distrai da dignidade e da atenção que ele se deve a si mesmo, distrai-o do seu próprio caso pessoal, da sua simpatia ou repulsa, da sua bondade ou da sua maldade, legítimas ambas no seu segredo emocional.
Porque na ingenuidade tudo é de ordem emocional. Tudo. O que não acontece com as outras espécies de conhecimento onde tudo é de ordem intelectual. Na ordem intelectual é possível reatar um caminho que se rompeu. Na ordem emocional, uma vez roto o caminho, já nunca mais se encontrará sequer aquela ponta por onde se rompeu.
O conhecimento é exclusivamente de ordem emocional, embora também lhe sirvam todas as pontas da meada intelectual.
Almada Negreiros, in "Ensaios"
Obs: Dedicada aos corruptos que conheço do meu país, e, sobretudo, aos que desconheço, seguramente em maior número!!!

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Novela à portuguesa numa semana dramática e alguma água

Deixo aqui umas notas leves sobre este acordo que, antes de o ser, já era. É um acordo que faz lembrar a forma como alguns trolhas constroem edifícios: começam pelo telhado, depois pelos alicerces. Isto significa que em breve o edifício estará no chão, com o FMI a colar os cacos e a mandar na economia nacional, impondo as medidas draconianas que agora adiámos. António Borges, agora alto funcionário da organização, tudo fará nesse sentido, pois será a única forma que tem para castigar o PM.
Em termos práticos, as cedências do governo ao PSD atenuam a carga fiscal aos cidadãos, era o que PPCoelho desejava: ganha estatuto de líder e ganha também mais alguns votos para esmagar Sócrates nas próximas eleições, ante a intransigência de Teixeira dos Santos que depois de ter deixado Catroga a penar no Parlamento foi beber conhaque a casa dele.
Cavaco também já tem cabelos brancos, não por causa das acções do BPN, mas porque se revelou um excelso árbitro após a partida, o que também jogará a seu favor contra Alegre nas eleições presidenciais que se avizinham. Embora para ganhar a Alegre até o chefe da Casa Civil de Belém bastaria. Também se constata que não foram apenas as delegações do ps e do psd a representar, Cavaco revelou uma notável vocação para o dramatismo cuja peça tem sido escrita e reescrita a várias mãos, entre o Largo da Rata e a Lapa, via Travessa do Possolo..., com a Europa/Alemanha a ditar o ponto-final Parágrafo na fantochada lusitana!
Creio, no final, que os portugueses terão que agradecer a Angela Merkel, porque foi ela e a sua posição de hegemonia na economia europeia, que pressionou no sentido da convergência política em Portugal, sob pena de pesadas multas e perda do direito de voto de Portugal nas instituições da UE. Pelo caminho criou-se o fundo de emergência financeira para acudir a dramas como o nosso. Foi a nota positiva ante a necessidade de se rever o famoso Tratado de Lisboa, que ainda gatinha!!
Tudo numa semana em que quando chove 3 horas seguidas Lisboa fica submersa, o que é bem revelador do nível de incompetência do vereador que tutela a Protecção Civil que ao não saber fazer o trabalho de casa, especialmente no Verão - que é quando faz sol - permite que as mesmas desgraças naturais, com prejuízos enormes para os comerciantes e moradores, se repitam anualmente. O sr. Brito é, naturalmente, um vereador submerso que mais parece o porta-voz da protecção civil e não um vereador competente duma capital do 1º Mundo.
O que não é de estranhar, já que aquele vereandor percebe tanto de infra-estruturas subterrâneas, qualidade e gestão de solos, ordenamento do território e impermeabilização de solos como eu de lagares de azeite.
Mas tudo isto funciona em linha com o teatro lusitano que os portugueses gramaram a semana que passou, que funcionou à medida que havia dinheiro para mandar o realizador produzir mais um episódio.
Em rigor, isto mais pareceu uma novela mexicana neste "Portugal dos caninos".
Numa palavra: esta foi uma semana em que me envergonhei de ser português e de dizer que o era só porque isso está escrito no B.I.

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Mário Lino investigado por suspeitas de corrupção e abuso de poder. Never say, never again

Mário Lino investigado por suspeitas de corrupção e abuso de poder. (...)bola
Obs: Nem sempre o que parece é. Todavia, os media terão que usar de alguma cautela e benevolência para não incriminar pessoas na praça pública, ou seja, se houver fundamento nas alegadas acusações os media estão sempre sobre o acontecimento, caso contrário também não justificam as suas "bombinhas" mediáticas.
Aguardemos as investigações para ajuizar melhor, embora me pergunte se quando Hugo Chavez perguntou pelo estado de saúde de Lino algo de premonitório povoava este lusitano reino da Dinamarca!?
A realidade nunca é feita de sim ou de "jamais", preto ou branco, tem sempre matizes.
Como diria James Bond, 007, Never say, never again...

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sexta-feira

O dinheiro é belo porque...

... é uma libertação, daí a extrema importância do OE2011.

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quinta-feira

Cinismo político reforçado em Portugal. Evocação de Diógenes

Nunca como hoje a vida política esteve tão radicalizada, não no sentido do PREC em que os actores políticos se ameaçavam de pancadaria, dentro e fora do parlamento, mas no sentido de observarem a regra de conduta do vita mea, mort tua. Ou seja, os actores políticos procuram agir de tal forma que o resultado da sa acção consista na eliminação política do adversário. É assim entre séniores como entre players idosos, já com muitos de cabelos brancos.

Esta conduta redunda na institucionalização do cinismo político. Que, incialmente, pela mão de Diógenes consistia numa corrente de pensamento que advogava o desapego às riquezas, à gula de poder, aos privilégios e ao mando. Com o tempo a doutrina matricial de Diógenes foi-se perdendo e deteriorando, como em tudo na vida, e esse mesmo cinismo passou a significar outra coisa: indiferença ao pensar e necessidade do outro, indiferença pelo sofrimento alheio e um profundo desprezo pela arte do compromisso que é a essência da democracia. Ou seja, nada que religasse com o significado do cinismo na sua origem, tal qual foi pensado e praticado por Diógenes.
Portugal hoje precisa - como de pão para a boca - de um compromisso político para viabilizar o OE-2011, e pelo facto de ele não se conseguir o país, todos nós mediante os impostos que pagamos, liquidamos uns milhões de euros extra por dia para pagar os juros da dívida soberana que Portugal contraíu no exterior para se financiar. Dívida resultante, na sua origem, das adiposidades do Estado gordo que não se consegue ver livre de institutos e de fundações que tem de sustentar e de que não consegue abdicar por razões ligadas ao chamado clientelismo político que atravessa o sistema de partidos, mas que afecta sobremaneira os partidos do arco da governação: PSD e PS.
É neste quadro que se recriam as condições sociopolíticas da política cínica que permite a quem exerce o poder ir manipulando as ilusões juntamente com as consequências que elas implicam; e às oposições - incapazes de contrariar essa tendência - ir alimentando esse fogo que arde sem se ver. O resultado dessa incapacidade do sistema político é uma real perversão presente na acção dos actores políticos, ainda que venda uma imagem de inocência e de compaixão pelos problemas que criaram à polis e aos eleitorados - cada vez mais esmagados pela tenaz dos impostos.
Esta opacidade e patologia política comporta ainda uma outra perversão, que consiste em escavacar os mecanismos reguladores da democracia, já que impede uma avaliação objectiva dos governantes - e até dos players da oposição - na medida em que todos hiper-representam guiões distintos na peça geral, dificultando a vida aos eleitorados quando estes são confrontados com o acto eleitoral.
Daí a dificuldade da escolha política que hoje se coloca em Portugal: escolher entre um governo sem prestígio e sem crédito e uma oposição que ainda não se afirmou verdadeiramente como alternativa à governação.
Este impasse na mente dos eleitorados aumentará, porventura, as condições do exercício da política cínica em Portugal, e promove, perversamente, as condições em que as ilusões e a mentira política são penetradas no espaço social que já não dispõe de ferramentas para as identificar e prevenir. O que significa que quando o povo as detecta já a economia está cancerosa e o número de falências, a taxa de desemprego e de desinvestimento na economia nacional revelam uma verdadeira miséria.
Tanta que agora é a República Popular da China, uma "democracia sem democracia", profundamente violadora dos direitos humanos que até mantém prémios nóbeis na cadeia por mero delito de opinião (tal como faz Cuba do lagarto de Havana!!!), que goza dum capitalismo de Estado que se propõe comprar-nos a dívida soberana.
E assim flui Portugal, negociando com os "grandes" senhores deste mundo: Hugo Chavez, Kadafi, Zé Dú (Eduardo dos Santos), o que reforça ainda mais a percepção - na frente externa da nossa diplomacia - de que as condições da política cínica existente nos afasta ainda mais dos ideais genuinamente democráticos e livres com que fundámos as sociedades abertas e criámos as civilizações do nosso tempo.
Afinal, para que nos serve a Europa?!
Pelos vistos, é para ouvir o "Cherne-barroso", esse traidor à pátria fazer advertências bacocas de fora para dentro, e logo dele que abandonou o lugar de PM numa deserção pura pelo poder, i.é, de cinismo degenerado e que é, talvez, o expoente desse paradigma negativo do político cínico contemporâneo.
deep forrest sweet lullaby

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China diz-se disponível para ajudar Portugal

NOTA PRÉVIA:
AS VOLTAS QUE A HISTÓRIA DÁ, OU PODE DAR, VER HOJE O VELHO IMPÉRIO DO MEIO SER O "SEBASTIÃO" DE PORTUGAL, TIRANDO-NOS DO LODO EM QUE MERGULHÁMOS E DANDO-NOS, DE NOVO, A POSSIBILIDADE DE SONHAR. É A CHINA QUE SE PERFILA PARA DAR A MÃO A PORTUGAL. ORA ISTO É MAIS DO QUE UMA CURIOSIDADE ETNOGRÁFICA NA HISTÓRIA DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS, ISTO É, SEGURAMENTE, UMA REVOLUÇÃO POLÍTICA E CIVILIZACIONAL. PONDO O ORGULHO DE LADO, APROVEITEMO-LA E MAIS, VALORIZEMOS A NOSSA LIGAÇÃO A MACAU RECUPERANDO A HISTÓRIA ADORMECIDA QUE AINDA ESTÁ POR CONHECER, RECUPERAR E PUBLICAR.
A China manifestou-se hoje disponível para comprar títulos do Tesouro português e "participar no esforço de recuperação económica e financeira" de Portugal. A garantia foi dada aos jornalistas, em Pequim, por uma alta responsável do ministério chinês dos Negócios estrangeiros, a uma semana da visita que o Presidente Hu Jintao deverá fazer ao nosso país.RTP
Ao ser questionada pela agência Lusa sobre a possibilidade de a China adquirir parte da dívida portuguesa, a vice-ministra dos Negócios Estrangeiras chinesa, Fu Ying, usou de linguagem diplomática mas admitiu que é uma possibilidade:
"A situação económica e financeira em Portugal tem sido sempre o centro das nossas atenções", disse Fu Ying, "a Europa tem sido sempre um dos principais mercados para o investimento das reservas da China em divisas" precisou.
A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros, que já foi embaixadora da China em Londres e responsável pelas relações com a Europa, disse na mesma ocasião os Chineses estão a seguir com muita atenção a crise da dívida pública que afecta vários países da União Europeia.
"Temos vontade de participar nos esforços dos países europeus para recuperar da crise", afirmou.
Portugal conseguirá ultrapassar a crise
Referindo-se concretamente a Portugal, a vice-ministra chinesa dos Negócios Estrangeiros manifestou-se confiante que o nosso país conseguirá ultrapassar a actual crise.
"Acreditamos que as medidas tomadas pelo Governo português conduzirão à recuperação dos sectores económico e financeiro de Portugal", disse.
A responsável chinesa falava num encontro com os jornalistas sobre a anunciada visita do Presidente chinês, a França e a Portugal.
Presidente da China em Lisboa na próxima semana
Hu Jintao chega a Lisboa no próximo dia 6 a convite de Cavaco Silva, a primeira visita de um Chefe de Estado da China a Portugal em mais de uma década. O último Presidente chinês recebido em Lisboa tinha sido Jiang Zemin, em Outubro de 1999.
O périplo do Presidente da China inclui também uma visita a França, alguns dias antes do país assumir a presidência do G20.
De registar que a disponibilidade chinesa em comprar títulos de divida dos países europeus em dificuldades orçamentais já começou a materializar-se.
Grécia também está na mira dos chineses
A caminho da Cimeira UE-China, que se realizou em Bruxelas, o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao fez uma escala na capital grega, para manifestar disponibilidade da China em adquirir obrigações do Tesouro grego. Em contrapartida Pequim quer garantir a participação nos grandes projectos de infra-estruturas que a Grécia tem planeados.
"A China vai fazer um grande esforço para apoiar os países da Zona Euro e a Grécia, a fim de ultrapassarem a crise económica, ", afirmou o chefe do governo chinês.
Neste momento a China é já o principal credor dos EUA, sendo que as reservas de divisas chinesas são as maiores do mundo. Segundo o banco central chinês ascendiam em Setembro desde ano a mil novecentos e vinte milhões de euros.
Obs: Reforce-se os laços com a RPC e com o seu capitalismo de Estado para resolver os graves problemas dos desequilíbrios das finanças públicas nacionais.

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PSD garante vantagem de 17 pontos para PS, diz Barómetro

O PSD garantiria 42 por cento das intenções de voto caso as eleições legislativas se realizassem agora, indica o Barómtero TSF/Diário Económico realizado pela Marktest.
Ainda de acordo com este estudo, o PS ficaria com 17 pontos a menos que os social-democratas que beneficiam do início das negociações do Orçamento com os socialistas na altura em que esta sondagem foi feita, entre 19 e 24 de Outubro.
Com este resultado, o PSD sobe quatro pontos percentuais em relação a Setembro, aproximando-se assim dos valores registados no Verão, nos primeiros dias da direcção de Pedro Passos Coelho.
Por seu lado, o PS perdeu 11 pontos relativamente ao último mês, ao convencer 25 por cento dos 807 inquiridos pela Marktest neste estudo.
Já o Bloco de Esquerda assume o terceiro lugar entre as forças políticas portuguesas ao subir três pontos para os 10 por cento, cerca de dois mais pontos que PCP e CDS-PP, que se encontram na casa dos oito por cento, com os comunistas a surgirem ligeiramente à frente do partido de Paulo Portas.
Relativamente à popularidade dos políticas, só a imagem de Cavaco Silva se mantém positiva, ao passo que a popularidade de José Sócrates está no pior de sempre desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro.
Segundo o Barómetro, 72 por cento dos inquiridos dá nota negativa à actuação de José Sócrates, ao passo que apenas 18 por cento considera que a sua actuação é positiva.
Desta forma, o primeiro-ministro ficou com menos nove pontos em opiniões positivas e mais 13 pontos nas negativas, o que dá a José Sócrates um resultado negativo de 60 pontos.
Por outro lado, o líder social-democrata agrada agora a 31 por cento dos inquiridos, mas aumentou nas opiniões negativas para 39 por cento, o que dá a Pedro Passos Coelho 12 pontos negativos, menos cinco que há um mês.
Já Paulo Portas passa a ter dois pontos negativos em termos de índice de imagem, enquanto que Francisco Louçã passa para os oito pontos negativos e Jerónimo de Sousa para os 18 pontos negativos.
Apenas, o Presidente da República, Cavaco Silva, se mantém em terreno positivo, ao conseguiu 32 pontos positivos em termos de índice de imagem, resultado conseguido antes do anúncio da sua recandidatura presidencial.
Barómetro bloco de esquerda Cavaco Silva CDS-PP Francisco Louçã Jerónimo de Sousa José Sócrates Paulo Portas PCP Pedro Passos Coelho Política Portugal PS PSD.
Obs: Parece que só Sócrates e o seu ministro das Finanças não entenderam qual tem sido o pulsar do Portugal-profundo. Com isto não pretendo significar que um Executivo governe em função da popularidade, isso é até contraproducente, mas também será desejável que não governe contra o povo que seria suposto proteger e promover.
A equação é simples: Sócrates deveria ter mandatado Teixeira dos Santos a reformar o Estado de uma penada, cortando em centenas de institutos e fundações que replicam funções verdadeiramente inúteis que só carregam o Estado de gordura paga com os impostos daqueles a quem agora o Executivo pede sacrifícios extraordinários.
É aqui que reside o pecado original da bandalheira das finanças públicas, e também é aqui que radica o clientelismo de Estado que se foi formando e consolidando com o cavaquismo e reforçando com os sucessivos governos até ao presente. Mexer no redesenho orgânico do Estado é abater a "vaca sagrada" em quem ninguém ousa mexer, sobretudo para quem está no poder e não o quer perder.
Custa-me dizer isto porque temos aqui apoiado muitas das políticas públicas do actual governo, com relevância para as áreas da C & T e das energias renováveis onde o país tem feito progressos notáveis. E porque, apesar de tudo, este governo teve uma linha de rumo desenvolvimentista que visava apostar na educação, nas energias renováveis e noutras áreas, como a reforma da segurança social, o problema é que algumas dessas reformas não colam hoje à realidade, dado que o enunciado do poder é um e a realidade que lhe corresponde é outra, e é nesse gap que as pessoas percebem a distância que medeia a intenção da realidade.
Este fosso, agravado com a brutal carga fiscal às empresas e às famílias, que as inibirá de produzir de forma competitiva, gera uma dissonância no país, criando uma dualidade perigosa: Sócrates fala, mas o país já desistiu de o ouvir e o tecido conjuntivo da sociedade e da economia portuguesa estão a empobrecer a olhos vistos. Empobrecer comparativamente aos nossos parceiros europeus, e a empobrecer intra-muros, onde as assimetrias de desenvolvimento regional afectam desigualmente as pessoas do litoral e do interior, do norte e do sul, e em função dos sectores de actividade, das idades e formações e qualificações, naturalmente.
O que me surpreende é que nem o PM nem o seu inner cirle, nem os seus assessores mais directos lhe conseguem explicar esta realidade tão comezinha que hoje se passa no país real. Foi também esta rigidez intelectual e política que levou Teixeira dos Santos a não ceder nuns milhões, mas foi cúmplice em gastos e desperdícios no funcionamento da máquina do Estado que ultrapassam muito a soma que foi objecto, aparentemente, da discórdia entre as duas delegações.
Mais logo, a poderosa Alemanha de Angela Merkel lembrará isso mesmo a Sócrates no CE, embaraçando-o.
O zé povinho, por seu turno, apesar de não ter uma grande cultura política, já entendeu isso, e agora Teixeira terá de ceder na sua rigidez e no braço-de-ferro que Sócrates mantém há muito PPCoelho.
Esta sondagem, confesso, produz resultados - ainda que momentâneos - que poderiam ser mais negativos para o poder em funõçes, e se Sócrates não sai pior na "fotografia" tal não se deve a mérito seu, mas a um demérito de PPCoelho pelos zig-zagues que tem feito nos últimos meses no seu taticismo com o governo.
Cavaco, dentro da sua habitual normalidade, sai por cima, revela-se, novamente, o referencial de estabilidade para quem o zé povinho olha quando tudo arde em seu redor.
Sócrates deverá tirar uma ilação séria desta sondagem, não para ser populista ou demagogo e governar em função das sondagens, mas para apurar o seu sentido reformista relativamente ao Estado que ajudou a engordar, e em relação ao qual tudo deverá fazer para o emagrecer nesta derradeira fase, e não punir a classe média e média-baixa como tem feito com inúmeras políticas fiscais que terão como efeito (i)mediato matar o resto da economia que ainda mexe.
Se Sócrates não tiver a humildade de alterar a sua perspectiva sobre o país e as políticas públicas que deverá rápidamente implementar, arrisca-se sériamente a ser esmagado pelas circunstâncias e crucificado pela história.
Malgré tout, confesso que os resultados da sondagem ainda seriam mais negativos para Sócrates e para o PS!!!
A essa luz, a sondagem até se revela "amiga" do poder em funções.

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Portugal entre a contabilidade e o sonho

Portugal está hoje entre o sonho e o abismo, mediado por pessoas que apesar de serem eminentes financeiros não fazem senão discutir contabilidade e economia de merceeiros num país quase milenar e que deu(s) novos mundos ao Mundo. Se é dramático percebermos que o país é hoje regulado por entre umas folhas dispersas de contabilidade e o dom de sonhar, trágico é reconhecer que o tempo e os recursos que gastámos diáriamente neste impasse jamais será recuperado. É tempo e recursos que nunca mais veremos. É um vazio empobrecedor, com a agravante de vermos homens respeitáveis e de cabelos brancos a apelidarem-se de mentirosos com o país a assistir. É um péssimo exemplo, até para as crianças, loucos e alcoólicos.

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quarta-feira

O "appeasement" do PSD, o patriotismo de Pedro Passos Coelho

Quando em 1939 Neville Chamberlain adoptou a doutrina do appeasement (apaziguamento) na esperança de Adolfo Hitler não atacar a Europa no âmbito da II Guerra Mundial (1939-45) - ainda alimentou a expectativa de que essa guerra fosse evitada e se poupassem milhares de vidas e a destruiçao dos países do chamado Velho Continente. O resultado foi desastroso, Hitler marimbou-se para Chamberlain e o seu apaziguamento e prosseguiu o seu plano de conquista imperialista da Europa que acabou por destruir, o resto da história é conhecida.
Invoco aqui este contexto histórico a título meramente analógico, para situar um pouco a posição relativa do Governo - que representa aqui o papel do "bombardeiro fiscal" com esta brutal carga de impostos sobre as populações; e do PSD - que faz aqui o papel, mais ou menos ingénuo, de Neville Chamberlain.
Na prática, as coisas são diversas, porque quer o Governo quer o PSD são muito pouco ingénuos e ambos estão a jogar o póker da política pura e dura com finalidades múltiplas: políticas, partidárias, eleitorais, pessoais e o mais. Não hà volta a dar a estas posições, pois antes das instituições estão as pessoas a dirigir essas mesmas instituições, as quais têm ambições, interesses, orgulhos, planos que tentam levar a cabo, sob pena de perderem a face diante dos eleitorados e das direcções partidárias de que estão, mais ou menos, reféns.
A questão que aqui se (re)coloca é saber por que razão PPCoelho se pôs em bicos de pés no Verão, na festa do Pontal, quando em vez de se abster e ser mais discreto, passou a negociar com o governo vários pacotes de restrição orçamental no âmbito do PEC.
Coelho meteu a cabeça para obter algum prazer e protagonismo, agora é difícil não deixar de ser o "pai" deste menino em co-autoria com o Governo, ou seja, não consegue sair da alhada em que se meteu, ante a inevitabilidade de deixar passar o OE para 2011, sob pena de poder vir a ser tão responsabilizado quanto o governo pela situação macro-económica gerada com os reflexos conhecidos na economia nacional, seja no plano da dívida privada, seja no plano da dívida soberana, com os juros a subirem desde que se tornou conhecido o rompimento das negociações entre Governo e PSD, lideradas por Teixeira dos Santos e Eduardo Catroga.
Ainda que, para sermos sérios e justos, a responsabilidade maior seja naturalmente por parte de quem governa, porque é ele o autor das políticas económicas, sociais e financeiras que nos trouxeram até aqui.
Pelo que o trilho normal que Pedro Passos Coelho deveria seguir era o da abstenção simples, sem negociações, mas isso não dispensaria que o PSD apresentasse um projecto alternativo de governo para Portugal e o apresentasse no Parlamento e o comunicasse à sociedade. Ora, era isto que o PSD de PPCoelho deveria fazer e, na prática, não fez. Esse foi o seu maior erro político até ao momento.
E como PPCoelho não se apresentou aos portugueses como uma verdadeira alternativa de governo, preferindo fazer a sua habitual política de jotinha empedernido, agora com tiques séniores, esbarrou com um Sócrates duro a negociar - através de um Teixeira dos Santos pouco flexível. Pelo que o Governo está em condições políticas objectivas para repartir as culpas com o PSD pelos falhanços que têm entre mãos.
Mau grado a comparação, é como se ambos, PS e PSD, tivessem tido relações sexuais com a mesma mulher numa noite de copos, sem que ambos soubessem que ela era portadora de sida. Agora, terão ambos que assumir não apenas a paternidade do problema, como também gerir a infecção desse síndrome para o qual ainda não existe antídoto 100% eficaz.
Tudo isto com o FMI à espreita, ainda por cima com António Borges a dirigir um seu importante departamento. Tal significa que o PSD de PPCoelho quis marcar o ritmo político em Portugal, e agora está em vias de ser cilindrado perante o governo que, em rigor, tem sido o responsável pelos desequilíbrios orçamentais geradores dum déficite monstruoso na economia nacional, comprometendo o futuro das novas gerações e carregando de impostos as pessoas que hoje tentam sobreviver em Portugal.
Ninguém agradecerá a PPCoelho este seu voluntarismo bacoco, e se amanhã houver eleições legislativas também não será liquido que este PSD seja governo, ou que o seja, pelo menos, com condições de governabilidade a médio e longo prazos capaz de apresentar a Portugal um projecto alternativo àquele que o Governo de Sócrates tem em curso, bem ou mal.
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Uma metáfora do que foram as negociações entre as delegações do Governo e do PSD no quadro do OE para 2011. Só ainda não percebi muito bem quem fez o papel de baterista e o de vocalista?!!
Muppet Show Moreno and Animal

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Governo aceitou algumas propostas e acusa o PSD de não querer manter o objectivo do défice

Obs: A bola está agora nas mãos do Candidato-Presidente, Cavaco Silva, que terá a oportunidade nesta crise política, económica, social e financeira grave de por em execução aquilo que designou a sua magistratura activa.
Veremos agora o que vale politicamente Cavaco, ante a realidade de vermos dois homens de cabelos brancos, com a elevada responsabilidade que têm, a cunharem-se de mentirosos com o país a assistir em directo.
Confesso que nunca esperei ver isto em Portugal, sobretudo através de dois homens respeitáveis e de cabelos brancos.
Se ainda estivéssemos no tempo do PREC!!
Foi pior a emenda que o soneto, ou seja, Cavaco não deveria ter metido Catroga nisto.
Moby - Extreme Ways (the bourne identity version)

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Ana Paula Vitorino implica Mário Lino no 'Face Oculta'

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António Borges - manda agora no Portugal-político

António Borges, distinto economista e ex-vice presidente do psd de Ferreira Leite, tentou ser ministro da Economia ou das Finanças dum governo que não chegou a existir. Agora, nomeado para liderar o departamento europeu do FMI (Económico).
Para aqueles que querem ver Sócrates vergar-se ao exterior, terão aqui um belo pretexto para dar uma gargalhada; para aqueles que olham para a história de forma mais desapaixonada e menos mesquinha, não deixam de olhar para os casuísmos da vida (ou talvez não!!), como uma coincidência digna avaliação política mais fina.
Ou seja, Borges está conseguindo fazer lá fora o que lhe foi vetado fazer intra-muros.
Veremos, doravante, qual será o contributo deste economista para a economia do seu país.

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"Onde é que se corta" despesa pública no Estado: a reforma do Estado segundo Marques Mendes. O precoce e o retardado

O dr. Marques Mendes é, consabidamente, um mouro de trabalho, foi até considerado o "laranja-mecânica" no tempo longo das "vacas gordas" do cavaquismo, onde distribuía quase todo o jogo parlamentar, por vezes até mesmo ajudando o próprio Cavaco a definir os objectivos políticos nas comunicações parlamentares, dadas as dificuldades do então PM em comunicar a sua mensagem. As aulas de dicção e de colocação de vox - não - bastavam. Com toda esta experiência político-parlamentar, com todo o seu manancial de conhecimento do aparelho de Estado, que dirigiu em inúmeras vezes em vários ministério, é lamentável que o famoso "Ganda Nóia" venha, em 2010, apresentar a sua sistemática reforma do Estado que conhece há décadas.
Em si, a reforma é boa, porque eficiente, racional e benevolente para o erário público e os contribuintes e até para a eficácia de funcionamento do Estado, que é o que se pretende com libertação de recursos para a economia privada, que gera riqueza e cria empregos. Só lamentamos que Marques mendes não tenha feito essas propostas quando foi ministro dos Assuntos Parlamentares, teria tido outra autoridade moral e eficiência política, fazê-lo agora, é, não só ineficaz como também revela cinismo e hipocrisia política, até para o seu próprio partido, o PSD, e um desgaste suplementar para o líder, Pedro Passos Coelho - que "amanhã" ao desejar implementar algumas dessas propostas - porque são racionais - a turba perguntar-se-á porque não foi Marques mendes a apresentá-las e a implementá-las quando podia (e devia).
Em suma: em inúmeras circunstâncias políticas dos últimos 25 da nossa vida pública, Marques Mendes revelou-se um actor político precoce, antecipado, mas noutras é, manifestamente, um retardado a perceber o óbvio.
Onde é que se corta despesa publica Portugal

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Cavaco e a grande mobilidade mental. Super-ego

Como todo o indivíduo com "grande mobilidade mental", Cavaco elogiou o seu trabalho, elogiou-se a si próprio, sugeriu que aqueles que não o fizeram - no quadro dos poderes de Estado - o façam o quanto antes, enfim, o PR revelou um amor excepcional, orgânico e fisiológico à rotina.
Abomina o que é diferente e uma vida nova, odeia o desconhecido, razão por que se candidata.
Cavaco já conhece bem o caminho que vai da Travessa do Possolo à Junqueira. Porquê mudar o trajecto!?
Para certas pessoas, o mundo não é mais do que um sem número de viagens entre o Terreiro do Passo e Cacilhas. Isto, sim, são grandes e surpreendentes continentes.
O que importa é viver a vida em absoluta normalidade, o difícil é entrarmos no universo da banalidade - e olhar para ela de fora com tons de excepcionalidade, e depois convencer os outros de que todos são especiais.

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terça-feira

Temos Cavaco por mais 5 anos. Uma "surpresa previsível" e um candidato ao Nóbel da economia

Cavaco acha que tem imensa experiência e muitos conhecimentos na gestão das coisas do Estado, razão por que se recandidata a Belém. De resto, os portugueses sentiram bem na pele a partilha desses conhecimentos e dessa experiência, por isso o PR "ajudou" o Governo na governança económica cujos resultados o povo português "bem" conhece. Ainda que ao Presidente não caiba governar, mas arbitrar o funcionamento das instituições democráticas.
Entretanto, o país empobrece a olhos vistos, talvez por isso Cavaco tomou uma medida de marketing adequada e generosa para o erário público: não afixar outdoors, assim o país fica a saber que os milhões não são esbanjados na corrupção, nas derrapagens das obras públicas e nas representações de Estado, as grandes despesas que afectam a governança estão nuclearizadas nos outdoors.
Doravante, as empresas de comunicação que se cuidem, pois Cavaco vai passar a comunicar através do "cachimbo da paz" e por via digital, os interessados que se limitem a saber interpretar os sinais e as cores dos fumos emitidos pela chaminé de Belém e da Travessa do Possolo e passem a aceder mais à Net.
Confesso, contudo, que a ideia de inibir os outdoors é útil à Mãe-Natureza, na medida em que previne muita da poluição visual que estraga as vistas às cidades e serras de Portugal. Reforça-se, pois, a ideia de contenção e de que Cavaco é um ambientalista não assumido.
Ou seja, temos um Cavaco mais normalizado, mais poupadinho, mais previsível animado da promessa de ser o PR de todos os portugueses, apesar de ter tentado fazer eleger a sua amiga Manuela Ferreira Leite para S. Bento, a coisa deu para o torto e o episódio das "escutas" foi tão lamentável que lhe fez perder quase 10 pontos percentuais nas intenções de voto. Mas como o seu principal adversário na corrida a Belém é o poeta Alegre, Cavaco só poderia recuperar e de forma rápida essa perda de que o país não percebeu bem a dimensão.
Agora, renova igual promessa política, portanto, é de admitir, segundo o léxico e em obediência à sua praxeologia política, que ajude PPCoelho no Verão de 2011 a ganhar as eleições legislativas a Sócrates.
Talvez Pedro venha, verdadeiramente, a poder beneficiar dos grandes conhecimentos económicos e da valiosa experiência de Estado de Cavaco e Silva, como diz o zé povinho!!!
Com sorte, além de Portugal ter um PR renovado na doutrina de "mais do mesmo", terá também um potencial Prémio Nóbel da Economia.
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UMA PÉROLA DE 1979...
Fischer-Z - The Worker

Fischer Z - The Worker (6 sept '79)

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Grandes mestres em apreensão histórica de quadros falsos - por Luís Fontes -

Polícia Judiciária já apreendeu este ano cerca de 300 quadros falsos. Portugal está na rota dos falsificadores de obras de arte.dn/Luís Fontes
Uma mulher luso-norueguesa, de cerca de 40 anos, foi detida pela Polícia Judiciária (PJ) na posse de 130 quadros falsificados que tinha guardados na sua casa em Birre, Cascais. Os quadros da alegada comerciante de falsificações, apreendidos na semana passada, impressionam pelas assinaturas que ostentam. Lá estão grandes mestres da pintura como Leonardo da Vinci, Kandinsky, Picasso, Modigliani, Miro, Chagall, Matisse, Monet e até a pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva.
"Trata-se da maior apreensão de obras de arte falsas em Portugal e uma das maiores da Europa. Se estes quadros entrassem no mercado como sendo verdadeiros estaríamos perante uma burla de centenas de milhares de euros", contas feitas por João Oliveira, inspector responsável pela Brigada de Obras de Arte da Polícia Judiciária. [...]
Obs: Esta enorme apetência pela arte a que está exposto o ventre mole deste nosso querido Portugal, que também alberga mafiosos italianos (que dizem operar no sector do peixe congelado!!!), revela bem como Portugal, por contraste, é depósito de actividade ilícitas, criminosas, porventura, potenciadas pelo aumento dos fluxos de pessoas e bens que, com gostos mais cosmopolitas, desejam rechear a sua colecção d´arte.
Só é pena que nessa "atracção" de Investimento Directo Estrangeiro não aporte à economia nacional projectos de qualidade empresarial, de preferência lícitos e geradores de riqueza, bem-estar e emprego.
Também este é um sinal dos tempos eficientemente publicado por Luís Fontes.

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Portugal em estado comatoso

O impasse presente nas negociações do OE para 2011 meteu Portugal em coma induzido: sem oxigénio a circular no cérebro da economia as empresas, as famílias e as pessoas paralisam, o sangue tende a parar nas veias e vamos à vida. O ideal, nestas circunstâncias, era podermos hibernar, como os ursos, viver da godura do salmão e do seu Omega3, mas não podemos fazer como o urso. Urso já somos todos nós mas é ao pagar impostos brutais para alimentar um Estado adiposo e incapaz de se reformar e adaptar às necessidades do país.
No xadrez institucional, Belém quer um acordo antes das 20h para Cavaco brilhar e aparecer, once again, na tela mediática como o sebastião da pátria; PPCoelho perpetua as birras pelo telemóvel, demonstrando aquilo que sempre foi: um eterno adolescente na política, convertendo o PSD numa imensa jotinha partidária repleta de tática, mas sem visão de futuro para Portugal; o governo, por seu turno, tem um elevado défice de credibilidade pelos erros cometidos ao nível da política económica e financeira dos últimos tempos, além de que os tugas não lhe perdoarão este esbulho fiscal.
Neste quadro clínico Portugal parece aquele tipo em estado comatoso, rodeado de enfermeiras (ou freiras, ou freiras enfermeiras!!) que lhe encomendam a alma para o despachar para o Alto de São João, em vez de o recuperar para a vida. A imagem carrega um tónus de década de 70, até parece que o FMI espreita e Portugal vai ser governado de fora para dentro, porque os de dentro não se deixam governar.
No fundo, somos pequenos, pobres, rezingões e, ainda por cima, ingovernáveis.
Talvez não fosse marginal pedir aos indianos, aos chineses, ao kadafi ou mesmo a Hugo Chavez, que está mais à mão de semear, que comprem a nossa dívida privada mais a dívida soberana, colocando nós sob penhor para garantir essa transação, por exemplo, o Centro Cultural de Belém ou, como garantia adicional, o Mosteiro dos Jerónimos - a fim de tranquilizar os nossos financiadores externos e pacificar os mercados.
Quando a realidade começa a ultrapassar a ficção, começo a perceber que estamos todos na antecâmara de mais um filme de Ettore Scola ou de Kusturica!!!
É triste assistir a tudo isto fora da tela da 7ª arte. Ou seja, a m.... bateu-nos à porta.
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Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra - Unza Unza Time

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segunda-feira

Cavaco Silva: o "rei" que amanhã se irá entronizar neste regime [cada vez mais] presidencialista. Corridinho algarvio

Até à manhã, disse ele aos jornalistas!!!
Cavaco evitou alargar-se em comentários, sobre as negociações entre Governo e PSD em torno do Orçamento do Estado para 2011, limitando-se a sublinhar a necessidade de os socialistas mostrarem “toda a abertura” perante as propostas da Oposição.
Cavaco, com cada vez mais poder, voltou a dizer o óbvio, ainda que manipule nos bastidores: este é o tempo da Assembleia da República e dos partidos nela representados.
Nisto Cavaco é um institucionalista puro, um formalista absoluto, deixando os tiques de criatividade mais aguda para o seu porta-voz não oficial, Marcelo de Sousa, o comentador da TVi e expert em criar factóides. Ele ainda não percebeu que o tempo do mergulho no rio Tejo já lá vai, hoje já não recria o mesmo spin do que há 20 anos.
Vejamos, doravante, algumas razões que levam Cavaco a querer suceder-se a Cavaco no Palácio Rosa por mais 5 anos.
Todavia, convém antes sublinhar que Cavaco é um actor político bafejado pela sorte das circunstâncias. Enquanto PM, a que corresponderam 10 anos de modernidade e de constução civil em Portugal de par com a emergência da classe média, só governou em tempo de "vacas gordas", beneficiando dos milhões de contos que jorravam Portugal a-dentro com a adesão do país à então C.E.E; em Belém, preside como um pequeno rei ao lado dum governo fraco e moribundo, porque minoritário e tolhido pela maior crise económica desde o crash bolsista de 1929.
Um governo que, por erros sucessivos no desenho e execução das suas políticas económicas e financeiras, não é capaz de fazer aprovar um OE sózinho, tem de o fazer parcerizado com o seu adversário político n.º 1 - que há uma década está arredado do poder.
A esta luz, Cavaco é um filho benemérito das circunstâncias socio-políticas da conjuntura e da própria correlação de forças em Portugal. Quer se apresente ex ante - como promotor de um modelo de modernidade e de desenvolvimento assente no betão, quer se apresente ex post como o frade que faz a apologia do diálogo partidário e da concórdia entre as alminhas em Portugal.
Não é certamente por acaso que o chefe da delegação ao Terreiro do Passo para negociar com Teixeira dos Santos o OE para 2011, é um homem da sua total e inteira confiança pessoal e política. Ainda que Catroga diga que formalmente tem um mandato de PPCoelho, Cavaco sabe sempre antes o que se passa nas negociações do que Coelho.
Cavaco aparece sempre no lado vencedor da história se a economia e a sociedade vivem momentos de grande dificuldade. Foi assim nas décadas de 80 e 90 do séc. XX, é hoje assim no 1º quartel do séc. XXI. Cavaco sobrevive bem à crise, ou melhor, alimenta-se dela, parasita-a até políticamente. Está sempre do lado certo e seguro das circunstâncias: quando a "vaca é gorda" e a conjuntura deixa, Cavaco governa com dinheiro a rodos; quando a "vaca é magra", Cavaco já não governa, preside como um pequeno rei sentado no cadeirão do Palácio Rosa a comer pastelinhos de nata, alí ao lado.
Esta tese simples encontra fundamento nos factos, senão vejamos: sempre que o governo em funções é minoritário ou está enfraquecido pelas condições de excepção económica em que tem de governar, ou ambas as coisas, Cavaco cresce políticamente, alargando a sua base de influência à sociedade civil, composta do empresariado, das elites mais dinâmicas descontentes com o socratismo. Por outro lado, Cavaco tem como adversário político principal na corrida presidencial um personagem cujo currículo foi ter sido membro fundador do PS, opositor ao ancien regime, que os jovens desconhecem, mas que não domina nenhum dossier em concreto, não tem experiência governamental ou autárquica, conhece mal a Europa e o mundo. Tem apenas a virtude ser poeta!!! Vá lá.., sabe declamar.
Ainda se as presidenciais fossem um concurso de poesia..., ou mesmo de combate ao salazarismo, o poeta Alegre teria algumas chances de ganhar, até porque cavaco não tem nenhum passado anti-fascista, emigrou para o RU a fim de fazer o doutoramento quando o clima político aqueceu em Portugal nesses anos quentes.
De modo que temos um Cavaco forte e revigorado em todas as frentes do combate político: perante um governo enfraquecido junto da opinião pública que jamais lhe perdoará os erros múltiplos cometidos em matéria de política económica, que hoje é compensado mediante uma brutal carga fiscal; perante uma oposição progressivamente difusa, ainda que predomine a influência do PSD em todo o espectro partidário; e perante um poeta Alegre sem perfil presidencial, um médico bem intencionado a quem os povos do 3 e 4º mundos muito devem, e um candidato do PCP que é de papel, pois nisto o partido de Cunhal não brinca, aproveita todos os tempos de antena para fazer a sua propaganda anti-capitalista conhecida da sua cassete pirata.
Neste quadro, Cavaco já não preside apenas, reina neste Portugal decadente muito parecido ao clima social, cultural e económico da "geração de 70" que foi pensada pelos vencidos da vida: Eça, Antero, Ramalho Ortigão e outros ilustres pensadores e escritores do nosso país que sempre souberam que um dos principais males do nosso país (no séc. XIX, como hoje) é, precisamente, o estado comatoso das finanças públicas.
Hoje com a agravante de não se saber que papel queremos para Portugal, e que função poderá desempenhar na Europa, no espaço da lusofonia e mundo em geral.
Ou seja, sabemos quem irá ser o próximo PR para o próximo quinquénio, mas isso não evita que continuemos perdidos nesta floresta de enganos em que nos metemos.
Voilá, o caldo cultural que irá envolver a declaração de recandidatura a Belém que Cavaco amanhã irá realizar no CCB, um ícon da sua governação de betão. Isto vai ao encontro da vontade dos inúmeros monárquicos que existem em Portugal, alguns com tanta especificidade que até se dizem "monárquicos republicanos", pois também para eles o momento será de conforto, porque o que vão ter nos próximos anos é um "rei" em Belém, ainda que continuemos a viver nesta decadente III República que agora comemora o seu centenário meio envergonhada.
Com a apresentação de Marcelo de Sousa, no CCB. Não falte!!!
PS: Amanhã o país irá assistir, alí para as bandas do Mosteiro dos Jerónimos, a mais um "corridinho algarvio" dançado pelo casal "Silva", como diria Alberto João da Madeira, e para grande frustração (dele próprio) e de Marcelo que, se espera, e na qualidade de porta-voz não oficial, possa estar presente para dar início aos trabalhos de apresentação dos ranchos pela seguinte ordem: primeiro, o corridinho algarvio; depois, Tia Anica de Loulé.
corridinho algarvio

tia Anica de Loulé - Madrigal

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O passeio triunfal de Cavaco no Palácio Rosa. Alegre fará o poema da derrota

Segundo a Renascença, está praticamente encerrada a lista de nomes dos mandatários distritais, que, em 2005, foram ocupados por Medina Carreira, em Lisboa, e por Valente de Oliveira, no Porto.
A fadista Kátia Guerreiro deverá manter-se como mandatária da juventude.
Obs: O milagre seria o poeta Alegre requisitar os serviços culturais do dr. Mário Soares para que este ajudasse o poeta a não ser esmagado eleitoralmente. Mas, para sermos realistas, será mais fácil ver Soares ao lado de Cavaco do que lançar um esgar para Alegre. É assim. E hoje, ante a recessão à vista, já ninguém se lembra da má prestação de Cavaco em Belém, de que o episódio lamentável das "escutas", foi o pico do pior que Boliqueime produziu na esfera pública nacional.
Aliás, para muita gente em Portugal, ainda persiste a convicção de que é Cavaco que é o PM, e Sócrates pagará uma factura muito cara em ter cedido à chantagem política de Alegre e do BE ante o deserto de candidatos presidenciais que se perfilavam na sua área política.
Mai valia ter apostado em jaime Gama, ao menos sempre emprestaria alguma densidade intelectual e política ao debate que se avizinha, ainda que fosse para perder na mesma. Mas, pelo menos, o PS teria a vantagem vantagem de se ver livre desse outro dinossaurus rex na AR por via da renovação da suas elites, hoje demasiado anquilosadas - à luz do que se passa também noutros partidos.

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Stéphane Garelli: "Portugal tem de ter uma estratégia económica" - Ana Brito -

Ver esta outra perspectiva sobre a(s) Europa(s)
Definir uma estratégia e reorientar as exportações para países de elevado crescimento é a única forma de "meter dinheiro em casa" e superar o problema da dívida pública, sustenta. Público
Defende que apesar da crise não devemos estar pessimistas, mas muitos países ainda não conseguem ver a luz ao fundo do túnel...
É a situação mais difícil que vivemos desde a II Grande Guerra, mas reagir só ficando pessimistas não é uma opção, os problemas estão aqui e têm de ser resolvidos e penso que na Europa temos muitos activos para poder ser bem sucedidos.
Mas na Europa há países a reagir a velocidades diferentes.
É verdade. Esta é a minha quinta recessão e quinta recuperação económica enquanto economista. Quando as coisas estão bem, as economias estão de alguma forma sincronizadas e quando passamos por uma recessão, normalmente sai-se com alguma desordem. Mas nunca vi uma situação em que tivéssemos tanta diversidade na recuperação económica; todos os modelos estão lá, há países que ainda estão em recessão, como a Espanha, outros estão sobreaquecidos e a ir demasiado depressa, como a China e Singapura, outros enfrentam riscos inflacionistas, como o Brasil, e outros deflacionistas, como o Japão.
E Portugal?
Portugal tem estado a sofrer de duas coisas; em primeiro lugar, o facto de muita da sua dívida ser detida por bancos estrangeiros, o que aumenta a pressão de fora para que haja medidas de austeridade. Depois, o facto de ter um défice da balança de conta corrente, o que significa que não há dinheiro fresco a entrar na economia.

Como podemos mudar isso?

Lembro-me que Portugal, a seguir à revolução, começou a religar-se ao resto da Europa e a querer tornar-se num destino de investimento directo estrangeiro. Mas quando a Europa central entrou no cenário, tornou-se mais atractiva, até porque estava mais próxima da Alemanha. Acho que Portugal perdeu a oportunidade de usar melhor as suas ligações a África e à América Latina para desenvolver o mercado de exportações. Penso que isso é absolutamente crítico. É bom ter negócios com o resto da Europa, mas hoje, o crescimento virá de outras regiões.
E ainda vamos a tempo de mudar isso?
Claro. Vocês têm bons contactos, boas empresas, bons bancos, boas companhias de telecomunicações e por isso penso que há algumas ligações naturais que deveriam ser mais bem exploradas. É melhor exportar para países que crescem dez por cento ao ano do que para países que crescem dois por cento.
Quando Portugal se juntou à União Europeia, a estratégia foi "somos o país mais low cost da Europa, nenhuma empresa fabricará mais barato do que em Portugal" e as empresas vieram. Mas depois apareceram a República Checa e a Hungria e a Polónia. Este foi provavelmente o maior erro: não ter usado aquela pequena janela de oportunidade para fazer qualquer outra coisa do que ter apenas a ambição de ser low cost. É importante ter uma estratégia. Têm de saber para onde vão e definir algo em que possam ser bons, que tenha a ver convosco, com aquilo em que vocês são bons.
As medidas de austeridade anunciadas são suficientes para alcançar o equilíbrio orçamental?
Penso que se fez algum bom trabalho e que é importante que se trabalhe também um bocadinho as mentalidades. As pessoas devem compreender que é preciso pôr ordem na economia. Alguns países perceberam isso mais depressa que outros. Os irlandeses perceberam antes, os portugueses estão a começar a compreender e os franceses, por exemplo, ainda não compreenderam de todo. Mas o que me preocupa é que até agora, sempre que precisávamos de dinheiro, encontrávamo-lo na Europa ou nos Estados Unidos. Doravante, vamos ter de ir procurá-lo na China ou na Índia. É revelador que os gregos agora, quando precisam de dinheiro, convidam os chineses.
Diz-se que os chineses também poderão comprar obrigações portuguesas...
Sim e eu penso que é uma boa compra. Se tivesse muito dinheiro, também faria esse investimento.
Não tem receio que Portugal entre em default?
Não. O pior que poderá acontecer é um reescalonamento da dívida, mas não penso que possa haver incumprimento. Porque se houver default, o risco para toda a Zona Euro será enorme. E mesmo quando se diz que a Alemanha está a fazer imposições é preciso ter em conta que a Alemanha vive das exportações e para as ter precisa de clientes, que também estão em Portugal.
O aumento de impostos era inevitável? Havia alguma outra coisa que o Governo pudesse ter feito?
No meu país fizemos uma coisa que pode dar uma ou duas ideias. Há alguns anos criámos uma lei que definia que nenhum gasto deve ser aprovado sem que ao mesmo tempo seja votada a criação de receitas. Não se pode ir ao Parlamento dizer que vamos gastar x ou y sem que ao mesmo tempo definir como vamos levantar o dinheiro. Este foi provavelmente uma boa ferramenta para obrigar o Governo a ser cauteloso e é uma coisa que talvez se pudesse tentar em Portugal.
O corte de salários e o aumento dos impostos terão um forte impacto no crescimento?
É uma coisa que pode ser muito perigosa. Mas, mais uma vez, o problema é que o país é como aquele indivíduo a quem o banco diz que não vai voltar a emprestar dinheiro a não ser que mude a maneira de viver. Esse é um problema de países como a Grécia e Portugal, cuja dívida está no exterior.
O IMD considera que Portugal só conseguirá reduzir a dívida pública para um nível de 60 por cento do PIB em 2037. Não é muito animador, pois não?
Isso é no caso de tudo se manter na mesma, mas acho que vocês vão ser proactivos e mudar isso. Da minha experiência, sei que uma recessão ocorre a cada oito ou nove anos, é o mesmo padrão e há por isso uma grande probabilidade de que algo aconteça antes do final década. Por isso vocês não podem ficar à espera, têm de estar preparados. Não podem deixar que algo aconteça para dizer: "Ah, agora não temos dinheiro nem podemos subir os impostos, porque eles já estão tão altos que vão matar as pessoas". Vão virar-se para Pequim ou para Nova Deli e dizer: "Vá lá, emprestem-me dinheiro", para eles responderem que não.
Pode uma economia ser competitiva com uma dívida pública tão elevada como a portuguesa?
Sim, porque o que conta realmente é quanto dinheiro é que vocês fazem. Se não se põe dinheiro em casa, o nível da dívida torna-se um problema. A Alemanha tem uma grande dívida, mas ninguém está preocupado porque sabem que eles podem pagar. O grande desafio é redireccionar as exportações para mercados de grande crescimento, concentrarem-se nas pequenas e médias empresas. Quando se ganha em competitividade, como a Alemanha, Holanda e Dinamarca, é quando se tem várias camadas de pequenas e médias empresas competitivas e orientadas para as exportações, com muita tecnologia.
Mas essas queixam-se que não têm acesso ao crédito...
Sim e é por isso que o Governo tem de ajudar, a forçar os bancos a darem crédito, dizendo que é uma prioridade, e a orientá-las para as exportações. Por exemplo, a Alemanha, depois da guerra, criou escolas de exportações, para ensinar as pequenas e médias empresas a exportarem. E este pode ser o segredo. Porque se houver duas ou três grandes no topo e uma falir, pode haver um problema, mas se houver várias pequenas empresas, mesmo que dez vão à falência as outras continuarão lá e a economia fica mais resiliente e diversificada.
Obs: Garelli dá uma entrevista eficiente, e chama-nos a atenção para o (históricamente) óbvio: Portugal não investiu o que devia nos mercados africanos, agora a Europa também não é tábua de salvação e, curiosamente, os grandes prestamistas de capital são a Índia e a China, outrora meros joguetes nas mãos do chamado Euromundo.
Como a história muda!!

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Número de advogados e procuradores acima da média europeia

Juízes ganham quatro vezes mais que salário médio nacional, diferença superior à de países vizinhos, conclui relatório do Conselho da Europa i
Portugal é um dos países europeus com mais profissionais de justiça - particularmente advogados e procuradores. E os vencimentos de juízes no topo da carreira são, em comparação com os salários médios nacionais, mais elevados que em muitos dos 47 membros do Conselho da Europa, revela o quarto relatório da Comissão Europeia para a Eficácia da Justiça (CEPEJ).
Os dados utilizados no estudo, que será divulgado hoje na Eslovénia, referem-se a 2008 e mostram que um juiz conselheiro ganha, em Portugal, 4,2 vezes mais do que o salário médio bruto nacional. Essa diferença é mais baixa em países como a Bélgica, França, Alemanha, Áustria ou países nórdicos, em que a remuneração de um juiz nos tribunais superiores é cerca de duas vezes mais alta que o salário médio.
Revelados numa altura em que se discute o impacto das medidas orçamentais nos vencimentos dos juízes, os valores são reportados ao salário médio e não significam, por isso, que os juízes conselheiros ganham mais que os colegas europeus.
O discurso do bastonário da Ordem dos Advogados sobre o excesso de licenciados que todos os anos engrossam as inscrições na OA é confirmado pelas comparações internacionais. Portugal é o país da Europa com mais advogados por juiz (14,5) e o terceiro com mais procuradores (12,6 por 100 mil habitantes, atrás da Noruega e da Polónia). E apenas a Itália ultrapassa o número de profissionais de justiça portugueses por habitante - uma categoria que inclui magistrados, advogados e notários.
À semelhança do que demonstram os balanços anuais de movimentação processual feitos pelo Ministério da Justiça, o relatório da CEPEJ - apresentado em Paris à imprensa e citado pela agência Lusa - mostra que o sistema judicial português tem conseguido manter o equilíbrio entre o número de casos abertos e resolvidos, mas não consegue livrar-se da pendência. Ou seja, só aumentando o ritmo de decisões conseguirá reduzir os processos antigos que entopem os tribunais.
No indicador da capacidade de encerramento de casos pendentes, Portugal regista o segundo pior desempenho, só atrás da Itália. O chamado "tempo de disposição" é de 430 dias, quando Espanha consegue 296 dias.
Divórcios demorados. Outra marca de morosidade está nos processos de divórcio. Em média, uma separação litigiosa demora 325 dias. Casos de heranças e conflitos em torno do imobiliário são outros exemplos de processos "que estão por resolver durante anos e anos", explicou Jean-Paul Jean, presidente do grupo de trabalho para a avaliação dos sistemas judiciais.
Apesar de existir uma grande discrepância entre o número de casos recebidos e concluídos por procurador - respectivamente 406,2 e 56,3 - esse rácio é idêntico na generalidade dos países. Deve-se a queixas sem autor identificado ou sem fundamento para a acusação.
Obs: É bem conhecido carácter corporativo e quase neomedieval que esta casta - dos juízes - que vive sentado à manjedoura do OE - como diria o saudoso Francisco Sousa Tavares - representa em Portugal. Salvo raras excepções de competência e capacidade de trabalho e despacho dos processos, a regra é a lentidão - induzida ou processual - que a corporação impõe ao andamento dos processos. É assim por várias razões: falta de meios, desculpa mais frequente, mas também a entropia que esta casta imprime aos processos, que é a forma que encontraram de marcar o ritmo à justiça em Portugal e de exercerem poder e influência sobre a classe política.
Os salários que auferem são escandalosos para a qualidade do serviço prestado à comunidade, as regalias medievais - comparativamente a outras profissões - é igualmente escandalosa, e quando perdem alguns desses escandalosos apoios sociais e subsídios vários, aqui d´el rei, e alguns chefes de sindicato, como o sr. Martins - ainda se arrogam o direito de públicamente defender a aberração de que Sócrates lhes foi ao bolso por causa do caso Face Oculta. Juízes a ganharem 700 e 800 cts mês para serem meros burocratas.
Infelizmente, do caso casa Pia a muitos outros, sobretudo os mais mediatizados, a justiça acaba sempre na rua, e se isso sucede é também porque a justiça que temos tem pouca qualidade nas suas diversas fases, é muito politizável e raramente se faz.
Pergunto-me então qual a razão de existência desta casta num estado de direito que apenas serve para lhes pagar os salários escandalosos que auferem sem que a sociedade receba em troca devida contrapartida!?
Marinho e Pinto põe sempre o dedo na ferida. Neste sentido, a Ordem dos Advogados não está mal representada.

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Barriga cheia sem dignidade. Hugo Chavez em Portugal

A personalidade histriónica de Hugo Chavez faz com que a cada minuto, a cada segundo queira ser o centro das atenções, daí o exagero dos seus gestos e manifestações, nem que para isso tenha que falar alto, berrar, contar uma anedota a despropósito, carregar no botão da buzina do navio com meia dúzia de idiotas a rirem-se cínicamente daqueles gestos corrompidos, histriónicos.
No plano estritamente material, este pseudo-democrata vem fazer comprars a Portugal: adquire navios, casas pré-fabricadas e computadores, diz que o faz com as "duas mãos e o coração", tamanho o [neo]patrimonialismo que o petróleo do país, que ele trata por "tu", lhe permite.
Domésticamente criamos, ou seguramos algum emprego nos estaleiros de VC, mas por dentro sofremos uma humilhação terrível por ter de engolir este enorme sapo. Amanhã, será o ex-terrorista Kadafi que nos entra porta-a-dentro para comprar sapatos ou vinho do Porto, depois o Eduardo dos Santos para fazer uma fusão no sector bancário e por aí fora.
Naturalmente, a culpa não é do Sócrates que, coitado, tem de fazer como as velhas meretrizes de bairro, negociar com quem lhes paga, mas a escassa diversificação dos nossos grandes investidores externos tornou-nos altamente dependentes destes ditadorzecos sul-americanos e da bacia do Mediterrâneo que são tão democratas como o PC chinês ou monarca da Coreia do Norte elogiado pelo bernardino do pcp.
O mais triste é verificar que se o PM português fosse do PSD passar-se-ía exactamente a mesmíssima coisa, realismo de Estado oblige!!
Até apetece dizer que uns governam o mundo, outros são o mundo.
Ao ver Hugo a deambular por Viana, por entre a trupe que segue o PM, lembrei-me de que Portugal até poderia ser um moço de recados ou o barbeiro do milionário que conta anedotas, arrota, dá traques e, no final, deixa um cheque generoso onde endossa toda a sua fraternidade do mundo, e ainda deseja melhoras ao Lino. O tal do jamais...
Há qualquer coisa de trágico em toda esta palhaçada, e, isso, é, tão somente, o vil metal que faz rolar o mundo e, ao mesmo tempo, faz-nos perder aquilo que de mais precioso temos: a liberdade. O que revela que Portugal ainda não se cumpriu, ainda está por "Ser" o que deve ser sem condições.
Dito doutro modo: tornámo-nos esfinges, ainda que falsas, até chegarmos ao ponto de não sabermos quem somos, como diria o Pessoa. Ou então fazemos como o outro idiota: rimo-nos das buzinadelas de navio de Hugo no estaleiros de Viana do Castelo.
O que as pessoas têm de fazer para ganhar a vidinha no aparelho de Estado, já que o único modo de estarmos de acordo com a vida é estarmos em desacordo connosco próprios. Eis o absurdo que fomos criando neste Portugalório contemporâneo.

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domingo

Mouros de trabalho!!!

Trabalho, muito trabalho!!!

Esperemos que o erário público pague a estes dois players pelo facto de trabalharem ao fim de semana.

Um é responsável pela derrapagem do défice público no presente; o outro é responsável pelo crescimento adiposo do Estado ao tempo do cavaquismo.

No fundo, ambos são responsáveis pelo Estado das finanças públicas a que chegámos.

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