sábado

Empire State of Mind" Jay-Z | Alicia Keys [OFFICIAL VIDEO]

Este excesso de rap inicial era bem dispensável, danifica até o que vem depois - com algum golpe de génio, grandeza e majestade sonora. Sugira-se ao rapper de serviço que reduza a sua intervenção nesta performance.

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Janita Salomé - Redondo Vocábulo

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Sondagem dá vitória folgada a Cavaco à primeira volta

Barómetro TSF/Diário Económico dá 67 por cento ao actual Presidente da República.
Sondagem dá vitória folgada a Cavaco à primeira volta. Público
Caso as eleições presidenciais se realizassem agora, Cavaco Silva venceria à primeira volta, segundo uma sondagem da TSF/Diário Económico.
Apesar de o actual Presidente da República ainda não ter anunciado a candidatura, o mesmo estudo revela que Cavaco Silva recolheria 67 por cento dos votos, contra 20 por cento de Manuel Alegre, o segundo candidato com mais intenções de votos.
A sondagem TSF/Diário Económico revela ainda um elevado número de indecisos, com 40 por cento do universo de inquiridos ainda sem uma escolha definida para as presidenciais de 2011.
O médico Fernando Nobre recebe dez por cento dos votos e o antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo Defensor de Moura recolhe 0,7 por cento, segundo esta sondagem.
Obs: Não se compreende como o PS aceitou ser chantageado pelo poeta Alegre e, no final, ter capitulado à sua imposição recolhendo o apoio formal do partido do Largo do Rato. Tanto mais que Cavaco tem feito um mau mandato, salvo pela sua campanha de Angola. Só o PS parece não ter percebido caminhar para uma derrota à 1ª volta. Arrisco mesmo a dizer que caso se tratasse dum concurso de poesia Alegre também perderia para Cavaco, e sabemos como este é mau em letras.
Nobre, que não faz parte deste filme, é um homem de carácter mas com fracas chances. O país arrisca-se a ter mais do mesmo ante o deserto de candidatos credíveis e de verdadeiras elites políticas renovadas em Portugal.
Na prática, o país virou um imenso eucalipt(al) e é pena. É como se o país regressasse à velha inventona das escutas de S. Bento a Belém que o país-real percebeu ter-se tratado duma tentativa de golpe de Estado ao pior estilo do cavaquismo com um jornalista amanuense - F. lima - a servir de operacional num filme de 7ª categoria da Guerra Fria.
É nisso que se irá transformar as eleições presidenciais de 2011.

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A verdadeira crise - por Paulo Baldaia -

A verdadeira crise, jn
Este pobre país vai-se enterrando cada vez mais no lamaçal da justiça e não se vislumbra alguém que possa dar por encerrado este triste espectáculo. Vivemos numa república de investigadores incompetentes e juízes que fazem o que querem. Gente que manda na classe política que elegemos para nos representar a todos, mas que nada fazem para nos garantir uma Democracia séria porque têm medo dos procuradores e dos juízes.
Nem vale a pena perder muito tempo com a novela Freeport que, seis anos depois de começar, pariu dois ratos, dois ratitos. A investigação foi tão bem feita que eles perderam o rasto a milhões, mas conseguiram inventar o foguetório de que queriam ouvir o primeiro-ministro, mas não tiveram tempo. Balelas. Tretas para disfarçar uma investigação que deu em nada.
O sindicato aproveita e atira-se ao procurador-geral da República, insinuando que as coisas são o que são por causa dele. E Pinto Monteiro sem conseguir transmitir o mínimo de confiança na justiça.
Na mesma semana em que a leitura da sentença da Casa Pia voltou a ser adiada. Os anos passam, as crianças vítimas são adultos com vida feita e a justiça perde-se em questões processuais.
A verdadeira crise não é económico-financeira, é uma crise grave na justiça e isso exige do poder político, aquele em quem votamos para gerir o país em nosso nome, uma tomada de posição firme. Os agentes da justiça - investigadores e juízes - não são donos do sector, são trabalhadores a quem pagamos para fazerem um bom trabalho e eles não o estão a fazer.
Obs: A crise da justiça é lamentável e agrava ainda mais a crise económica, social e financeira de Portugal, por isso não é correcto desvalorizar-se uma crise em função de outras, elas têm uma existência simultaneamente autónoma e interdependente porque se intersectam. Seria útil que o jornalista Paulo Baldaia percebesse esta nuance que é relevante e altera o sentido do que disse.
Uma justiça errática, tardia e incompetente só pode agravar a vida às pessoas, às empresas e aos investidores em geral atrasando a modernidade e o desenvolvimento do país. A incompetência, a anarquia e o neofeudalismo existente na majistratura são as ervas daninhas da justiça em Portugal, e para agravar este contexto os problemas ocorridos no âmbito de actuação deste sofrível ministério da Justiça com a bagunça da divulgação dos dados da criminalidade em Portugal também danificam a imagem institucional da justiça em Portugal. Notou-se a impreparação de Alberto Martins para explicar tamanha incompetência no tratamento dessa delicada informação como foi patente na comissão especializada da AR.
E aqui temos tido azar, pois a um péssimo ministro da Justiça do Governo deBlockquote maioria absoluta de Sócrates parece ter-lhe sucedido um mau ministro da pasta no segundo Governo de maioria relativa. Ou seja, em incompetência Alberto Costa está na razão directa do desempenho de Alberto Martins, e eles sabem-no.
Em rigor, a verdadeira crise remete para os valores e para os princípios que defendemos em sociedade, e quando eles são nefastos para a colectividade é natural que os resultados se traduzam em mais Freeports.

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António Feio um imenso talento na arte de representar

Apesar da doença que o assolava há mais de um ano, mesmo nas últimas semanas de vida, António Feio não deixou de ter um olhar crítico sobre a sociedade, como demonstra a sua última mensagem na sua página do Facebook, no dia 17: "Esqueçam a minha doença! Parem para pensar! Eu sou português, agora já sou Comendador, mesmo que não fosse (LOL), devo, gostava e devia defender a imagem de Portugal tanto cá como no mundo... mas não consigo! Será que não há ninguém que saiba gerir este País com seriedade, competência, rigor financeiro, justiça e respeito por todos nós?" (...) dn
Obs: Apreciei sempre António Feio, dizia sempre o que pensava duma forma não rancorosa nem ressentida, e a dupla com Zé Pedro Gomes funcionou como a chave para aquela fechadura. Vai fazer muita falta ao teatro nacional e ao gozo e bem-estar emocional dos portugueses. Devia ser crime morrer-se tão novo, mas ao ritmo a que flui o cancro da justiça em Portugal - que há muito deveria ter-se sentado no banco dos réus, de nada valeria criminalizar-se esta angústia. António Feio fica pelo exemplo de profissionalismo e de carácter que partilhou connosco. Foi um grande português que engrandeceu o país, pela via do teatro e da arte de representar em geral.

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sexta-feira

Identificada raiz do cancro da próstata

Investigadores do Jonsson Comprehensive Cancer Center da UCLA (universidade da Califórnia) identificaram pela primeira vez o tipo de células que estão na origem do cancro da próstata e afirmam que a sua descoberta pode dar origem a meios de diagnóstico da doença mais eficazes, bem como a novos tratamentos.dn
Ver Aqui
Publicado na edição de hoje da revista Science, o estudo que foi realizado pela equipa coordenada pelo médico e investigador Owen Witte, demonstrou que as células basais que existem no tecido da próstata podem tornar-se cancerosas em ratos aos quais a actividade do sistema imunitário foi suprimida.
A descoberta foi surpreendente, uma vez que se pensava até agora que as células em que se originava este tipo de cancro eram outras: as células luminais, que fazem parte do revestimento da próstata. Os tumores malignos naquele órgão tinham semelhanças com esse tipo de células.
"A ideia dominante é que o cancro da próstata surge destas células luminais, porque estes tumores têm padrões que fazem lembrar essas células", explicou o coordenador da equipa. Mas sublinhou, "conseguimos produzir cancros a partir de células basais e isso permite-nos agora investigar a sequência dos acontecimentos genéticos que dão origem à doença, descobrir os sinais nas células que estão implicados nelas e assim identificar potenciais alvos para novas terapias".
O estudo, segundo afirma a própria equipa, "diz que as células basais desempenham um papel importante no processo de desenvolvimento dos tumores malignos da próstata e por isso devem passar a ser um foco adicional para o desenvolvimento de novas terapias".
Obs: Felicite-se a equipa de investigadores que esteve na origem desta descoberta, um marco para o progresso da humanidade, sobretudo requalificando a vida dos homens mais afectados com esse problema.

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Tributo a Ernest Hemingway

Remake de 2006. Adap.
TRIBUTO A ERNEST HEMINGWAY:
O peso das tradições e dos costumes mantém-se em Monsaraz: não os critico nem os censuro. Provavelmente, faria o mesmo. Até porque a questão da morte do touro violar o direito dos animais é, quanto a mim, uma falsa questão.
Aqui a questão maior é, a nosso ver, a própria evidência trágica com que o homem sempre se debate desde que nasce: seja diante de um touro, ante a queda dum avião desgovernado, diante um homem enfurecido que ceifa a vida a outro.
Creio que o genial Ernest Hemingway soube capturar essa essência, aceitou-a e recriou-a a ponto de a universalizar na sua Obra, e bem. No fundo, - se pensarmos bem, e esta é uma "directa" para os "pacifistas da tanga" que passam a vida a defender os direitos dos animais e depois ingerem carne de vaca (até) ao pequeno-almoço, alguns vão para a tv dizer que são vegetarianos, e defendem o indenfensável - se isso lhes trouxer alguma ocupação ao cérebro ou alguns subsídios de Bruxelas.
O Homem, desde que nasce, passa toda a sua vida num jogo com a morte, e foi isso que, infelizmente, sucedeu ao próprio Hemingway.
Muito provavelmente, os catalãos que hoje pugnam por abolir as touradas, terminando com uma tradição secular que marca a própria identidade de Espanha, são capazes de sentir mais compaixão, ternura e afecto por um boi do que pela morte do escritor E. Hemingway. Em tudo isto há uma tremenda hipocrisia, e as touradas (ou a sua abolição na Catalunha) nada mais são do que pretextos para evidenciar uma pretensa diferença cultural e civilizacional do resto de Espanha, dando a entender que os catalãos são pessoas civilizadas porque defendem uma vida digna para os bois, e os habitantes das demais províncias e regiões espanholas são uns bárbaros porque continuam a defender, e bem, as touradas. Esta dicotomia é falsa, estéril e só leva Espanha para um beco que não aproveita a ninguém. Creio que o Reino de Espanha tem problemas bem mais graves e prementes, como o desemprego situado nos 20% (o dobro da taxa de desemprego verificada em Portugal) para resolver.
Pela minha parte, confesso que lamento mais este suicídio de Hemingway do que a morte de todos os touros do mundo. O homem é que é o valor central em roda do qual tudo gira, e se se respeitar isto tudo o resto se respeita - até (saber) apreciar um espectáculo destes que é uma tentativa do homem se encontrar consigo próprio diante dos seus medos, como decorre de enfrentar um touro de 500 kilos que tem a força de um comboio. E aqui a luta é desigual, pois se o touro pode matar o homem na arena, este também tem o direito de o pode matar na sua lide.
E por vezes correr à frente dum touro nada é do que fugir à frente duma mulher. Depende..., tudo é relativo, afinal! Fugimos de quê? Talvez da morte, e "o touro é que as paga". E o próprio escritor.., qual é a associação de admiradores de Hemingway que aparece por aí declarando que se opõe à morte do escritor??? Que tomou a decisão de se suicidar com um tiro na cabeça em 1961, acto esse que nenhuma relação teve com as touradas de Pamplona, mas contribuíu muito para as celebrizar e universalizar.
O "touro", na filosofia oriental, é um obstáculo, um pequeno problema que temos de resolver, e os forcados que o digam, que também oferecem a sua vida aos cornos do touro. Aqui também não aparece nenhuma ONG pró-vida dos forcados!!!. É pena, mas desta omissão resulta uma terrível hipocrisia que já está instutucionalizada e que tende para o agravamento e ampliação nos períodos de Verão em que ocorrem as festas tradicionais. Essa gente tem é falta de projecto de vida e tende a arranjar umas causas em tudo aquilo que der jeito, for mediático e gere polémica. São, em rigor, uns pobres de espírito.
E se desse recontro do homem com a quase-morte - que o touro representa - ele sai quase sempre por cima, então eu digo - pois que a tradição se mantenha e, se possível, se reforce, e Monsaraz está de parabéns e Évora também. Viva a tradição, apesar de ela já não ser o que era..., nem os touros, creio.. (...)
Quanto aos pacifistas que osquestram estas campanhas verónicas daqui os convido a ler alguma coisa séria sobre a relação do homem consigo mesmo, com o touro que, afinal, acabam por comer num pratinho lá de casa. Embora admita que nem todas as pessoas tenham a cultura, a sensibilidade para saber apreciar uma boa tourada.

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Touradas...

Bull Terrier
Dog Stops Bull From Killing Man
Porque mulher não pode ser Toureira !!!
stupid bullfighter

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quinta-feira

Tributo a Sandokan, um herói do meu tempo

Na imagem o actor Kabir Bedi...quando ainda esfolava tigres por aventura e amor. E nós, espectadores, acreditávamos nisso. Este personagem integrou a minha meninice, entre bilas, cromos e peões, os jogos da época. Mas hoje, ao recordar o Sandokan, esse pirata fictício criado pelo autor Emilio Salgari para protagonizar romances de aventura, de que destaco o Tigre da Malásia, não posso deixar de o correlacionar, nos tempos actuais, a Zeinal Bava, o jovem Sandokan da Pt, não já para lutar contra tigres, contra ingleses ou holandeses, mas para enfrentar os espanhóis na luta que confrontou Pt e Telefonica pela posse da Vivo no Brasil, e em que o Governo fez a sua parte, racionalizando a Golden share até ao limite, e a administração da Pt fez a sua outra parte - com a restante plateia da estrutura accionista a assistir de bancada vendo engordar os dividendos que hoje vão repartir.
Não ficaria nada mal a Ricardo Salgado Esprit du Saint que enviasse uma caixinha de doce d'ovos a Sócrates, por este ter inflacionado os ganhos do grupo Bes (e de outros accionistas de referência da Pt) em 15 dias. Ou seja, uma tomada de posição do Estado no negócio fez aquilo que os mercados não fazem. Ainda dizem que o Estado está em crise. Agora não, pfv!!!
Bava portou-se como o Sandokan dos tempos modernos. E Sócrates fez aqui o role-playing de Emílio Salgari, seu autor.
Granadeiro produz vinho e faz de speaker. Uma troika eficaz, estão de parabéns.
Sandokan Tribute

sandokan - tigrul din malaezia

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Operação histórica: venda da Vivo e entrada na Oi

Portugal Telecom vai receber 7,5 mil milhões de euros pela posição na Vivo, um valor superior à capitalização bolsista de todo o grupo PT. A entrada no capital Oi custará 3,7 mil milhões de euros.dn
"A maior operação financeira da história de Portugal." A frase foi utilizada pelo presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, para classificar o negócio ontem aprovado da venda da Vivo à Telefónica por 7,5 mil milhões de euros e a aquisição, em simultâneo, de uma participação de 22,4% do capital da Oi, por 3,7 mil milhões de euros.
O encaixe dos 7,5 mil milhões de euros pela participação de 29% na Brasilcel irá dividir-se em três fases: 4,5 mil milhões de euros serão pagos no prazo máximo de dois meses, devendo a operadora portuguesa receber mais mil milhões de euros até ao final do ano. O valor restante - dois mil milhões de euros - será pago pela Telefónica até ao fim de Outubro de 2011.
A conclusão da operação, 12 dias após a retirada da oferta da Telefónica - exactamente o período de alargamento pedido pela PT e rejeitado pelos espanhóis -, permite à operadora encaixar uma verba "superior à capitalização bolsista de todo o grupo PT", adiantou Granadeiro. Em conferência de imprensa, o presidente da PT referiu ainda que "o conselho de administração da PT conseguiu o que muitos consideravam impossível: arranjar uma solução que fosse ao encontro da vontade de todos". Ou seja, a Telefónica atinge a liderança do mercado de telecomunicações brasileiro; a PT encaixa mais dinheiro e mantém-se no Brasil; e o Governo português, que classificou de "interesse nacional" a sua presença naquele mercado, salva a face.
Embora o memorando de entendimento com os accionistas da Oi deva ser assinado já nos próximos dias, o negócio só será concretizado quando estiver completa a venda da Vivo, adiantou Zeinal Bava. Segundo as contas do CEO da PT, se tudo correr como previsto (ver caixa em baixo), a operadora portuguesa poderá assumir a sua posição na Oi já no primeiro trimestre de 2011.
Na sua intervenção, Zeinal Bava, que fez questão de afirmar que "a Vivo é o passado e a Oi é o futuro", explicou que dois terços do valor pago pelos 22,38% da operadora brasileira "para ficar na empresa de forma a fortalecer o balanço e potenciar a expansão da Oi".
A aquisição da posição na maior operadora do mercado fixo no Brasil será feita através da compra de uma participação minoritária de 35% na Andrade Gutierrez e da La Fonte (as maiores accionistas da Oi) e de 10% no capital da Telemar Participações, que controla a operadora. A PT vai ainda subscrever um aumento de capital da Telemar Participações no valor de 1,8 mil milhões de euros. O acordo alcançado prevê igualmente a nomeação de dois membros da PT no conselho de administração da Telemar Participações, e de dois administradores na Telemar Norte Leste (outra das empresas do grupo).
Zeinal Bava não escondeu "a nostalgia que envolve a venda da Vivo" (faz hoje 12 anos que a PT iniciou este projecto), mas desvalorizou a perda de controlo das operações no Brasil com esta participação minoritária. "Vamos estabelecer uma nova parceria com uma empresa que oferece condições extraordinárias no futuro", realçou Bava, que disse que "as metas estabelecidas pela PT vão manter-se inalteradas, podendo, quando muito, ser revistas com números mais ambiciosos. Vamos transformar a Oi num caso de sucesso".
Obs: Tudo acaba bem quanto jorra dinheiro a potes. O interesse nacional é, consabidamente, uma variável plástica, moldável, ajustável. Nessa medida, paira no ar a ideia de que o Governo sacou da sua bomba atómica/Golden share para fazer subir a parada da Telefonica sobre a posição da PT na Vivo. Se assim foi, o Governo defendeu bem o seu interesse nacional fazendo um encaixe de mais de 300 milhões, se foi só para afirmar um prestígio e uma autoridade face ao empresariado que comanda a estrutura accionista da Pt, pois este terá de saber agradecer ao Governo que agora terá um bolo maior para redistribuir dividendos pelos accionistas. O importante, contudo, é saber se o know-how da Pt no Brasil consegue traduzir-se em mais-valias na cadeia de valor da Pt - integrado agora por uma estratégia de desenvolvimento que a empresa de Picoas tem vindo a desenvolver ao longo destes últimos 12 anos na nossa ex-jóia da coroa. Mas não me surpreenderia que entre Governo e accionistas houvesse sempre uma hot-line - ao estilo da Guerra Fria - para ir controlando os danos, neste caso, as vantagens e o brutal encaixe financeiro com a venda desta posição da Pt na Vivo. Tudo acaba bem quando todos ficam mais ricos, veremos se mais desenvolvidos...

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Queremos invasão portuguesa - Ignacio Sánchez Amor

Ignacio Sánchez Amor, Vice-presidente da Junta da Estremadura, falou ao CM da boa relação que aquela região espanhola mantém com os autarcas portugueses do Alentejo e da Beira Interior, dos projectos comuns e da presença de empresas lusas na comunidade estremenha.CM
Correio da Manhã – Há um grande investimento português na Estremadura?
Ignacio Sánchez Amor – Nós estamos felizes com a ‘invasão’ portuguesa. Temos já uma grande representação do grupo Sonae, que para nós foi um exemplo de como as empresas portuguesas podem utilizar a Estremadura como uma ponte para o mercado espanhol. Para muitas empresas pequenas ou médias ir directamente para Madrid ou Barcelona pode ser complicado, mas entrando no mercado espanhol por uma região onde há uma grande sensibilidade em relação a Portugal, em que há um clima social muito bom para Portugal, pode ser uma forma de entrar no mercado espanhol de forma mais barata e simples.
Mas as empresas portuguesas têm de lidar com algumas dificuldades em Espanha...
– Há uma questão que se fala muito em Portugal que é a das pretensas dificuldades que têm as empresas de obras públicas portuguesas para entrar em concursos públicos em Espanha e devo dizer que isso é falso. Praticamente não há interesse de empresas portuguesas de participar em concursos das comunidades autónomas. Não fazemos auto-estradas, não fazemos hospitais, fazemos pontes, barragens... Mas não há interesse. Creio que as empresas portuguesas pensam só nas grandes obras do Estado. Mas há um enorme mercado de obras públicas nas comunidades autónomas e eu aconselharia as empresas portuguesas a explorar este mercado.
Já alguma empresa portuguesa ganhou um desses concursos?
– Houve agora um concurso importante ganho por uma equipa portuguesa de arquitectos. Trata-se da construção do novo edifício do Governo Regional da Estremadura que tem um custo previsto de 30 milhões de euros.
E empresas estremenhas em Portugal?
– Não há uma presença muito significa, porque há algumas dificuldades que Portugal deve resolver, principalmente na área da burocracia. Em Portugal há uma cultura muito burocrática difícil de entender pelas empresas espanholas.
Como é a relação com os autarcas portugueses das zonas fronteiriças à Estremadura?
– Desde 1989 que trabalhamos com Portugal e temos uma relação muito boa com os autarcas do Alentejo e da Beira Interior. Há muitos projectos comuns, como o plano do Alqueva e a sua utilização como recurso turístico, de lazer e de desenvolvimento económico para o Alentejo. Estamos, também, a trabalhar muito com Castelo Branco em vários projectos em diferentes áreas.
Que projectos são esses?
– Há muitos, mas gostava de salientar a projecção de uma auto-estrada entre Castelo Branco e Madrid. É uma segunda entrada da Estremadura em Portugal, que é muito importante para o desenvolvimento da Beira Interior, porque será a ligação mais directa entre Madrid e Lisboa.
AUTO-ESTRADA E TGV PARA MADRID
A auto-estrada Castelo Branco-Madrid já começou a ser construída?
– Em Espanha vamos concluir o primeiro troço este ano, mas só continuaremos se houver uma garantia de Portugal de que vai avançar com o troço de Castelo Branco até à fronteira. Para nós não tem sentido fazer uma auto-estrada que termine na fronteira, portanto vamos falar com o novo Governo português para ver se o projecto avança.
E em relação ao TGV?
– Em Espanha está tudo a caminhar bem. É muito importante para nós tê-lo concluído até 2010, de acordo com o definido na Cimeira Ibérica da Figueira da Foz. Em Portugal, há cerca de um mês o ministro António Mexia garantiu-nos que estava tudo bem encaminhado.
Obs: Uma entrevista estimulante para as nossas duas economias.

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Corrupção: Portugal é dos que menos cumpre recomendações da OCDE

Corrupção: Portugal é dos que menos cumpre recomendações da OCDE.
Relatório da Transparência Internacional diz que crise não é desculpa para Estados-membros da OCDE ignorarem compromisso com fim da corrupção internacional.
No que toca à corrupção, Portugal faz má figura perante a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico. Está mesmo entre os Estados-membros que «pouco ou nada» ligam às recomendações da OCDE sobre corrupção internacional, aponta um relatório da Transparência Internacional (TI) divulgado esta quinta-feira.
Mas nem só Portugal é alvo de críticas. A OCDE apontou o dedo a mais de metade dos 36 integrantes da OCDE.
Os países visados, que representam 15 por cento das exportações mundiais, são África do Sul, Áustria, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Eslováquia e Eslovénia. Mas também a Estónia, Grécia, Hungria, Irlanda, Israel, México, Nova Zelândia, Polónia, Portugal, República Checa e Turquia.
No seu relatório sobre a aplicação da convenção da OCDE para combater a corrupção de funcionários estrangeiros nas transações comerciais internacionais, a TI destaca o aparecimento do Canadá neste primeiro grupo.
Um segundo grupo de países, que representam 21% das exportações mundiais, inclui nove Estados que aplicam a convenção da OCDE de forma «moderada». Entre eles, figuram a Argentina, Bélgica, Coreia do Sul, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Japão e Suécia.
Itália, Dinamarca e Reino Unido sobem
A Transparência Internacional situa num terceiro grupo os sete Estados que, na sua análise, «aplicam activamente» as indicações da OCDE. São países que valem 30% das exportações: Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos, Itália, Noruega, Reino Unido e Suíça.
Dinamarqueses, italianos e britânicos subiram na classificação, já que vinham do grupo dos «moderados».
Desde que a TI começou a vigiar a aplicação da convenção da OCDE, o número de países que cumprem razoavelmente duplicou dos oito iniciais para 16, o total dos integrantes dos segundo e terceiro grupos.
Crise não é desculpa
A crise financeira internacional não pode servir de desculpa para os governos da OCDE ignorarem o seu compromisso com o fim da corrupção internacional, alerta a TI.
«Muito pelo contrário, a limpeza da corrupção no estrangeiro deve ser considerada como parte importante das reformas necessárias para superar a crise internacional».
A TI sugere ainda que o alargamento da OCDE, uma vez que um terço das exportações mundiais são feitas por países que não integram a organização.
«O papel crescente da China, da Rússia e da Índia não pode ser ignorado», há que «a sua parte nas exportações mundiais está a crescer» e «é essencial que estes países joguem com as mesmas regras do que os outros países exportadores».

Obs: Ainda não percebi se estas observações da OCDE são mais para mostrar serviço através de relatórios e recomendações ou para combater efectivamente a corrupção no sistema internacional. Estou em crer que a organização trabalha mais para as suas próprias estatísticas do que para a causa que é, de facto, nacional e compete aos governos e respetivas sociedades civis combatê-la. Ainda que as suas consequências sejam transnacionais e globais.

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O Silêncio dos Cobardes - p'lo Jumento -

"Foram muitos os jornalistas deste país que usaram o caso Freeport para tentarem condenar Sócrates muito antes de haver qualquer prova, a louraça do SOL, a Dona Moniz e mais umas quantas figuras menores do nosso jornalismo difamaram Sócrates em nome da verdade ao longo de mais de dois anos.
Aproveitaram-se de Sócrates para abrirem telejornais, produzirem primeiras páginas, disputarem audiências e asseguraram aumentos salariais graças ao trabalho sujo de gente oculta que lhes deu as "armas" para promoverem o golpe de estado. Agora ficaram em silêncio, até deram mais destaque à notícia da ida a tribunal de ex-administradores do BCP do que à conclusão do caso Freeport, depois de difamarem optam agora por um silêncio que além de cobarde é criminoso, insinuaram a acusação e agora querem silenciar a notícia da inocência.
Fez-se silêncio, um silêncio tão cobarde como o dos que destruíram a confiança dos portugueses na justiça para ajudarem a direita a convencer os portugueses a votarem nela. Um silêncio igualmente tão cobarde como o de algumas personalidades que ao contrário do que diz o poema confirmaram que há sempre alguém que se cala. Alguns até tomaram posição, mas só quando perceberam o óbvio, quando concluíram que lhes ficava bem serem solidários e isso até seria bom para os seus projectos pessoais.
Quando o Presidente da República chamou o senhor Palma a Belém para discutir as supostas pressões sobre os investigadores não estava preocupado com o funcionamento da justiça, se assim fosse o destacado sindicalista dos operários dos tribunais teria que ter gabinete no palácio presidencial. Chamou-o porque o suposto instigador ou beneficiado por tais pressões seria o primeiro-ministro. Seria interessante que o Presidente da República viesse agora manifestar-se feliz porque se provou que o primeiro-ministro não se tinha corrompido e que, portanto, não precisava de pressionar os investigadores. Parece que Cavaco gosta mais de intervir quando os acontecimentos parecem estar-lhe de feição.
Para além daqueles que se aproveitaram das falsas acusações foram muitos os que não se abstiveram de tirar proveitos políticos, foi o caso do PSD e do BE que promoveram a comissão parlamentar de inquérito cuja origem está na acusação a Sócrates de tentar silenciar uma jornalista que o difamava com recurso ao caso Freeport. Se o CDS e o PCP tiveram uma postura de distância em relação ao caso, o mesmo não se pode dizer do BE do PSD que agora optam, como era de esperar, pelo silêncio cobardes. Quem nasce cobarde tarde ou nunca ganha coragem.
Uma das formas mais sinistras de oportunismo foi não assumir qualquer acusação mas dizer que Sócrates esteve envolvido em muitas trapalhadas, não sujaram as mãos mas aproveitaram-se das suspeições para as transformar em condenações. Um dos muitos que vi recorrer a esta estratégia manhosa e cobarde foi Marques Mendes no seu tempo de antena da SIC Notícias. Nenhum destes comentadores apareceu agora, estão todos de férias. Mais subtis foram os que deixaram o golpe prosseguir impunemente com o argumento da confiança na justiça, isto é, na mesma justiça que facultou peças do processo cirurgicamente escolhidas para manipular a opinião pública.
Não quero deixar de fora muitos dos que optaram por prescindir dos mais elementares princípios de justiça, estavam com esperança de que seriam os magistrados a fazerem aquilo que não tinham conseguido com os seus argumentos. Estão neste rol muitos políticos, mas também muitos alguns visitantes deste blogue que nos seus comentários têm usado e abusado da calúnia como arma política.
Onde estarão os que tanto protestaram em nome do mercado contra a utilização da golden share para impedir o negócio da Vivo mas que no caso da compra da TVI pela PT já não se preocuparam com o mercado?
Hoje é um dia de silêncios cobardes, um dia em que muita gente vai tentar esquecer o que fez, o que escreveram ou disseram, os mails caluniosos que enviaram, os comentários oportunistas que escreveram, as opiniões manhosas que produziram, as intervenções políticas que protagonizaram, nenhum deles vai assumir culpas ou responsabilidades. Os políticos que se aproveitaram, os magistrados que tentaram dar um golpe de estado, os jornalistas que promoveram um linchamento na praça pública e muitos outros cobardes vão ficar calados, provavelmente a pensar noutro golpe".
Obs: Este caso é apenas mais um caso revelador de como a democracia, ao abrigo da liberdade de expressão, comporta canalhices maiores do que aquelas cometidas em ditadura, ainda que umas e outras devam ser criminalizadas e repudiadas. Lembro-me que quando João de Deus Pinheiro foi acusado de ter roubado uma manta no avião pelo jornalinho de paulo Portas, o famoso Indy, foi aviltado na praça pública, o visado pôs um processo ao jornalinho em causa e ganhou o processo, mas os jornais que fizeram manchetes dando eco dessa tramóia foram exactamente os mesmos que depois fizeram tímidos desmentidos nas páginas de dentro, a perder de vista. Numa palavra, os cobardes são comuns às democracias e às ditaduras, apenas naquelas têm a faculdade de fazerem linchamentos na praça pública com maior facilidade e em tempo real, uma outra prerrogativa da sociedade virtual globalizada em que vivemos.

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Ben Southall foi o vencedor do concurso para "o melhor emprego do mundo". Recordar é viver...

Voilá, Ben Southall, o inglês de 35 anos que deixou para trás cerca de 35.000 outros candidatos ao melhor emprego do mundo, que consiste em gerir e promover a ilha Hamilton, parte integrante das ilhas Whitsunday. Esta iniciativa desencadeou uma atenção mediática à escala global, encantando os funcionários do Turismo que incluíram este trabalho no âmbito duma campanha a fim de divulgar as maravilhas e os encantos do Nordeste do Estado de Queensland, na Austrália.
Milhões de pessoas visionaram estas iniciativas via televisão e também através da internet e da imprensa escrita, o mesmo é dizer que se arrecadaram milhões de dólares em Pub., o que dá, folgadamente, para pagar os 150.000d. mês a Ben.
A importância desta campanha de recrutamento foi tal que até no famoso Festival de Cannes de Pub., a campanha The best job in the world arrecadou seis leões no primeiro dia. Esta situação inesperada levou o presidente do Turismo de Queensland, Don Morris, a afirmar que o Turismo de Queensland tem sido reconhecido como a melhor organização do género na Austrália, mas com o surpreendente sucesso desta campanha somos identificados (também) como a organização de turismo mais criativa do Mundo!
Ben Southall chegou até a ser convidado, através de video-conferência, do famoso programa popular norte-americano realizado pela negra mais influente da actualidade, depois de Obama, Ophrah Winfrey, visto em quase todos os países do mundo e com uma audiência diária brutal.
No fundo, tratou-se duma vitória em toda a linha, e o mais curioso é que ninguém conseguiu prever o impacto de tudo isto.
Portugal precisava duma campanha de promoção turística desta envergadura, nem que para isso tivesse de privatizar as Berlengas e fazer algo fora do molde, como diria Umberto Eco...

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quarta-feira

O falar de Marvão na Universidade de Évora - uma Tese de Teresa Simão -

Aproveito daqui para felicitar a autora pela defesa da sua tese de mestrado relevante para a recuperação, defesa e promoção de aspectos essenciais do nosso património imaterial, preocupação central da UNESCO. Para mais desenvolvimento ver: Aqui e aqui

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terça-feira

Evocação de Chaka Khan

CHAKA KHAN AINT NOBODY BEST VERSION EVER

Chaka Khan "I feel for You" live

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Pilar del Río requereu nacionalidade portuguesa. Uma mulher com bom senso

A viúva do único Nobel de Literatura português, a espanhola Pilar del Río, solicitou a nacionalidade portuguesa. Pilar del Rio confirmou ao PÚBLICO a sua iniciativa e explicou porquê. “Fi-lo para continuar o meu marido, porque o meu corpo mo pedia”, disse. A espanhola anunciou ontem em entrevista ao jornal “O Globo” a sua intenção, poucos dias antes de uma homenagem ao escritor português na Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP), a 7 de Agosto.[...]Público

Obs: Apoie-se a viúva nessa intenção. Esta frase de Pilar revela bem o seu common sense. "Foi tudo feito como devia”, rematou. Na entrevista ao jornal brasileiro, a espanhola esclareceu que “mais do que isso teria sido uma farsa indigna do momento”.

Tenho para mim que Saramago também não iria ao funeral de Cavaco, caso as circunstâncias se invertessem. Nem o editor mandaria... Cavaco ainda mandou lá alguém da Casa Civil.

Seja como for, o país perdeu um escritor que reflectia sobre temas de interesse contemporâneo; Cavaco, em certo aspectos do seu mandato, tem apoucado a PR e tem sido parcial na forma como tem pautado a sua conduta política, de que a inventona das escutas de S. Bento a Belém ficará para sempre como uma mancha na sua comportamentologia política.

Já agora, alguém sabe onde anda e o que faz Fernando Lima (!?), o operacional de serviço que se rebaixou a tão vil papel...

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Salgado defende que grupo do BES foi prejudicado nos ‘stress test’

O grupo que consolida o BES obteve o pior resultado de entre os bancos portugueses testados.Económico
O presidente do BES defendeu ontem que o grupo que consolida o banco foi penalizado pelos critérios utilizados pelo CEBS para fazer os testes de stress à banca europeia. O Espírito Santo Financial Group (ESFG) obteve o pior resultado nos testes de stress de entre os quatro grupos portugueses analisados, tendo sido o único que, nos cenários adversos, ficaria com um Tier 1 abaixo dos 8%.
Questionado sobre os testes durante a conferência de apresentação de resultados semestrais do BES, Ricardo Salgado considerou que o grupo foi penalizado. O responsável considera que o ESFG, pela política que possui, por exemplo, em termos de provisionamento de crédito e de contabilização da exposição à dívida soberana, que diz ser acertada, acabou por ser prejudicado nos resultados finais.
"Não estou a recriminar ninguém mas fruto destas circunstâncias, o grupo foi penalizado por isso", disse ainda. Ainda assim defendeu que resultados são "até bastante confortáveis; não me parece que seja mau numa ‘holding' financeira". E descartou, para já, a necessidade de reforços de capital.
Obs: Lá terá D. Ricardo Salgado de contratar mais uma campanha com Cristiano Ronaldo a dar uns toques na bola (calado, de preferência) - o egoísta que faz tudo sózinho (até o filho) - para calibrar a corporate image do seu banco, que é tão especial que pratica taxas para tudo e mais alguma coisa. Mais facilmente seria adepto do FCP do que cliente bes, embora ache que jamais faria uma coisa ou outra. Uma questão de princípios.

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domingo

Uma baleia distraída a precisar de óculos...

HISTÓRIAS DO MAR Baleia cai sobre veleiro na África do Sul
Publicado by Alexandre da Rocha Surpresa de peso: baleia franca salta em cima de veleiro.
Uma baleia franca de cerca de 40 toneladas atingiu no último domingo (18) um veleiro de 10 metros após saltar do mar na África do Sul.
Ralph Mothes, 59 anos, e Paloma Werner, 50, apreciavam o domingo de mar calmo ao largo da Cidade do Cabo quando foram surpreendidos pelo salto do cetáceo, que atingiu o mastro da embarcação em que estavam.
Um pouco antes do acidente, o casal havia visto a baleia, de cerca de 12 metros de comprimento, a uns 100 metros do barco, e pensaram que nada mais aconteceria.
“De repente”, disse Paloma, “ela estava bem ao nosso lado. Pensei que ela passaria por baixo mas, em vez disso ela saltou do mar.”
O barco sul-africano teve o mastro e o velame destruídos
Pedaços de pele e gordura encontrados a bordo sugerem que a baleia saiu ferida do encontro, ao passo que o barco teve o mastro e o velame destruídos no impacto. Para Paloma, sua sobrevivência se deve ao fato de que o casco do veleiro é de aço, e não de fibra de vidro. ”Foi incrível, mas muito assustador.”
O casal, que dirige uma escola de iatismo na região, conseguiu retornar à terra usando o motor.
Obs: Pergunte-se à seguradora do barco se está solidária com a baleia.

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License To Kill (Main Title Designed by Maurice Binder)

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sábado

Triangle sun - Beautiful e John Legend -

John Legend Used To Love You

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Lula chora ao fazer avaliação de governo em entrevista exclusiva ao Jornal da Record

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sexta-feira

Para pior basta assim! - por ANTÓNIO VITORINO -

  • Sublinhado é nosso.
Ao longo dos anos fui aprendendo que não é possível obter uma boa resposta se não se souber colocar a pergunta certa. O ensinamento é pertinente quando se trata de analisar as propostas de revisão constitucional avançadas pelo PSD quanto à organização do poder político. É que não se consegue perceber a que problema do funcionamento da nossa democracia é que tais propostas visam de facto responder. dn
Já foi sublinhado que as soluções avançadas, entre si, são contraditórias, como seja o caso de simultaneamente limitar o poder do Presidente da República de dissolução do Parlamento ao mesmo tempo que se confere a uma coligação negativa dos partidos da oposição a faculdade de desencadearem uma ida antecipada às urnas. Noutro passo, visa-se repor uma solução abandonada na revisão constitucional de 1982, a saber, a de conferir um poder próprio ao Presidente da República de demitir o Governo por discordância política, recriando assim um sistema de dupla responsabilidade política do Governo perante o Chefe do Estado e o Parlamento em concorrência directa.
O Conselho Nacional do PSD extirpou do projecto o primeiro abcesso mas, ao que parece, manteve o segundo!
Ora, mais do que saber se das propostas avançadas resulta um reforço da componente presidencial ou da componente parlamentar do nosso sistema de Governo, o que importa verdadeiramente apurar é a concepção de funcionamento do sistema de governo semipresidencial a que correspondem as propostas feitas. E é essa concepção que não resulta clara nem perceptível, ficando-se antes com a sensação de que o PSD coligiu um vasto leque de soluções avulsas a que não corresponde nenhum fio condutor consequente.
Os sistemas de governo semi-presidenciais assentam na existência de dois órgãos de soberania cuja legitimidade decorre do sufrágio directo e universal: o Presidente da República e o Parlamento, deste dimanando o Governo. A sua força é simultaneamente a sua fraqueza: essas duas legitimidades são expressas autonomamente e podem não ser coincidentes no seu sentido político. Quando tal sucede, vivemos as chamadas situações de coabitação (como sucede, aliás, entre nós, presentemente). Situações que potenciam um conflito de orientação política entre os dois órgãos eleitos por sufrágio universal.
Para evitar tal conflitualidade, a revisão constitucional de 1982 reforçou a dependência política do Governo perante o Parlamento (ao qual cabe apoiar ou sancionar as orientações da política governativa) e construiu a figura do Presidente da República como um poder moderador e regulador do sistema de governo no seu conjunto, perante o qual o Executivo responde essencialmente no plano institucional e à luz dos mecanismos constitucionais postos à disposição do Presidente (em especial o direito de veto, a fiscalização preventiva da constitucionalidade e o poder de livre dissolução do Parlamento como razão última).
Como o provam estes 28 anos de vigência deste modelo, uma tal divisão de responsabilidades não eliminou totalmente as tensões potenciais entre legitimidades eleitorais não coincidentes, mas, pelo menos, delimitou as esferas de actuação de cada órgão de soberania e minimizou os campos de potencial afrontamento.
Logo, a pergunta impõe-se: que razão ponderosa leva o PSD a querer recolocar a relação entre os dois órgãos de soberania (Presidente e Parlamento) num terreno que amplia o potencial de discórdia e, assim, multiplica a probabilidade de afrontamentos de que resultará sempre acrescida instabilidade governativa?
Como se tal não bastasse em termos de condicionamento da acção governativa, a proposta do PSD consagra a moção de censura construtiva, mas apenas a título facultativo! O mesmo é dizer, aparenta reforçar a estabilidade governativa (designadamente de governos minoritários, como é o caso do actual), já que o seu derrube no Parlamento só seria possível se as oposições maioritariamente se pusessem de acordo no nome de um primeiro-ministro alternativo, mas, ao torná-la meramente facultativa e não obrigatória, como sucede na Alemanha ou em Espanha, tal traduz-se numa alteração inútil em termos práticos, já que em nada altera a situação presente.
Fica assim sem se perceber o que ganharia a nossa democracia com soluções que potenciam mais instabilidade governativa e maior risco de confronto entre órgãos de soberania. E não vale a pena virem acusar-me de conservador: é que para melhor está bem, mas para pior já basta assim!
Obs: Mais valia Pedro Passos Coelho ter conversado 5min. com Paulo Rangel, que sabe de Direito Constitucional, e todo aquele contentor de propostas avulsas sem fio condutor teria sido evitado, a bem da democracia e da república, e até da credibilidade da oposição que, em Portugal, ainda está pior do que a do governo. PPC quis, simplesmente, agradar a Cavaco para que este depois o ajudasse a si, no pior trade-of da política à portuguesa, mas, na prática, prejudicou-o queimando-se a si próprio diante do eleitorado sondajeiro que lhe vinha dando algum gás marketeiro, em boa parte retroalimentado pela presença e pela vox e dicção digna de S. Carlos.
A PPC aplicar-se-á a famosa lição da Rocha Tarpéia... entre a subida e a queda..., sem, com isso, que o funcionamento do sistema político ganhe algo, a democracia se reforce e a economia e a sociedade potenciem as suas sinergias.
Em rigor, aquilo que aqui avulta, com elevada dose de idiotia, é o próprio egoísmo de PPC e do actual psd, dinamizado por aquilo que Vilfredo Pareto designaria de sistema intelectual de justificação, no caso com recurso aquilo que menos falta actualmente faz ao país: uma revisão constitucional, que apenas espelhou um ataque à democracia e à república e, sobretudo, aos portugueses mais desfavorecidos.
Eis o grau zero de PPc em política.
Em termos marxistas, PPc nada mais é hoje do que a falsa consciência do eloquente Ângelo com um toque refinado pela exuberância conceptual de Paulo teixeira Pinto, que paira noutro mundo.

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quinta-feira

O experimentalismo político errático e primário de Pedro Passos Coelho.

Qualquer português atento ao fluir seródio da vida pública nacional percebe que aquilo que PPCoelho fez foi um ensaio geral para depor o PS e Sócrates do poder através desse grande teste concretizado mediante a famosa revisão constitucional, que, nos termos em que foi fixada por PPC não tem pés nem cabeça, é anti-social, desequilibra o sistema de poderes na arquitectura política vigente e apenas trás instabilidade ao relacionamento entre as instituições e aos players políticos.
É certo que não sendo jurista as possibilidades de PPC cometer erros e ventilar baboseiras são maiores, mas no seu caso tais erros revelam não apenas ignorância jurídica, mas uma gritante falta de consciência social e um desespero pela captura do poder, a ponto de pensar que aquilo que a sociedade e a economia nacionais precisam é de uma revisão constitucional para dar mais poderes a Cavaco, fortalecer a capacidade de as empresas despedirem os seus empregados e, no limite, implicar mais desemprego e mais pobreza no país.
Confesso que não esperava tanta tacanhez política daquele que há vinte anos se considera uma esperança política, pois nenhuma das suas pseudo-ideias de RC agiliza o decison-making process, conduz a mais competitividade na área da economia e a maior coesão na esfera social. Uma desgraça, portanto.
O psd de Relvas e PPCoelho, sequestrados ideológicamente pelo eloquente Ângelo e o sobredotado Paulo Teixeira Pito, tomou consciência dos erros cometidos, por isso pretende retocar o texto que informa o anteprojecto num experimentalismo político de trazer por casa. Ou seja, primeiro o líder do psd, que julgava ser um pouquinho melhor do que Manuela Ferreira leite, atira o barro à parede, os actores políticos, sindicais e sociais reagem negativamente - e aí o aparelho do psd retrai-se e manda retocar o documento. Faz lembrar aquele cliente que manda vir uma pizza, dá-lhe meia dúzia de dentadas, e quando constata que não gosta do que pediu manda vir outra seguindo o mesmo método, até acertar no sabor e no gosto.
Por estas e por outras é que o zé povinho se pergunta se não será preferível continuar com Sócrates no poder do que para lá enviar um inexperiente e errático beginner que ainda não percebeu por que razão é uma esperança na política portuguesa há 20 anos e cujas propostas oriundas do eloquente Ângelo e do sobredotado Paulo Teixeira Pinto só conduzem a um destino: à tragédia.
Por isso lhes dedicamos a música (ver vídeo abaixo) do mesmo nome do famoso grupo - os Bee Gees...
E o mais grave em todo este processo é constatar que nenhuma daquelas ideias, ainda que estapafúrdias, são de PPC.
Dele mesmo só a vox e a dicção, pois que lhe faça bom proveito..., mas é no S. Carlos))))

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Meninas do Gás - versão crise -

Menina do Gás - Versão Crise. Despediram a sueca e... admitiram esta pobre alimária que trabalha pela palha ... Manifesto sinal de que ...a crise já chegou à GALP !!!!!!!!!!!!!
Também aqui, como no artigo de opinião infra de DFA, se coloca a vexata quaestio de saber se valerá a pena o Estado nacionalizar as suas empresas estratégicas - cujo expediente hoje vai remediando recorrendo à Golden share...

A "estória" pode repetir-se, ainda que com novos contornos.

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Opinião de Freitas do Amaral: PT, EDP, Galp e TAP são "campeões nacionais" que é preciso proteger. Se necessário, nacionalizando...

Em artigo de opinião publicado hoje na revista "Visão", Freitas do Amaral critica Bruxelas, considerando "inexplicável que, numa óptica anglo-saxónica, a Comissão Europeia e o Tribunal do Luxemburgo queiram acabar com as 'golden shares', fazendo de conta que não percebam que estas constituem um 'veto jurídico' necessário aos países sem força económica bastante para usar e abusar do "veto político'. Dois pesos, duas medidas!", acusa. in JNegócios
Para Freitas do Amaral, "a PT, a EDP, a Galp (e a TAP!) estão entre os nossos 'campeões nacionais'." Aliás, prossegue, "se formos para o neoliberalismo apátrida, não faltam congéneres suas que as poderão adquirir como quem compra um maço de cigarros ou uma caixa de fósforos". Mas Portugal "não pode ficar sem elas, pois são para nós empresas estratégicas, são o melhor que fomos capazes de pôr de pé nas últimas décadas, em boa parte com o dinheiro dos nossos impostos."
Num artigo, em que começa por elogiar os artigos de opinião de Nicolau Santos, "o nosso melhor jornalista económico", Freitas do Amaral defende que Portugal precisa de investimento directo estrangeiro, mas ele deve ser "desencorajado se vier apenas para comprar o bife e deixar-nos os ossos".
Aliás, concretiza Freitas, se a UE acabar com as "golden shares", a Assembleia da República "não deve hesitar em estabelecer, por lei, os direitos de veto do Governo nas empresas consideradas estratégicas." E se isso falhar, "então haverá que caminhar sem receios para a nacionalização de 50,01% do capital das empresas que não estamos dispostos a perder".
Obs: O administrativista Diogo Freitas do Amaral tem razão, o regresso à nacionalização estratégica acaba por ser um mal menor, sob pena de vermos adquiridos os nossos melhores activos empresariais, já que Portugal não tem a dimensão de outros países e de outras economias com quem concorremos e competimos no espaço global. Acusa ainda os tecnocratas de Bruxelas por não compreenderem isto, ainda que seja uma posição que contraria o mercado livre, que agora aparecia fortemente regulado pelo Estado mediante a defesa duma figura nova: a nacionalização estratégica.
Freitas terá, porventura, que rever algumas referências acerca daquilo - ou de quem - considera - o melhor jornalista económico nacional, de resto um exercício tão fútil quanto estéril.
Mas basta-me fechar os olhos por uns segundos para perceber que um outro jornalista da Sic N., José Gomes Ferreira - está infinitamente melhor preparado do que aquele que é referência para Freitas, e isso é tão evidente que até alguém que não tenha formação avançada em economia compreende.
Mas isto é pouco relevante para o problema que o Estado português tem entre-mãos, que não se resolve através num concurso de jornalistas nem de pareceres de jurisconsultos conceituados, como é o caso de Diogo Freitas do Amaral, por isso estranhei aquela sua comezinha referência.
No fundo, uma referência papillon.

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quarta-feira

Paulo Teixeira Pinto: o homem que "tramou" PPCoelho

O problema dos homens excepcionalmente inteligentes é que criam mundos alternativos, muito próprios que não atendem às chamadas necessidades básicas das populações: educação, saúde, etc. É também apanágio destes homens muito inteligentes terem feito uma carreira socioprofissional que lhes permite ter acumulado altos rendimentos e daí extrair 7, 9, 12 mil contos mês, ou seja, aquilo que para estes homens mui dotados é uma mensalidade corresponde ao comum dos tugas o exercício de um ano - ou mais - de trabalho. Por isso, torna-se fácil fazer propostas, considerações sobre a "desestatização" do Leviatão daquelas áreas sociais em sede de revisão constitucional onde actualmente o Estado social tem uma intervenção regulatória de cariz fortemente social, praticando aí a tal equidade social que não existiria caso essa mão assistencial do Estado não tivesse lugar.

Neste quadro, já se percebeu que PPcoelho pouco ou nada sabe de direito, é até um economista modesto licenciado aos trinta e tal anos, e o que veicula publicamente é-lhe soprado por homens de empresa - como o eloquente Ângelo Correia, PTP, agora poeta e livreiro (de qualidade, ao que parece!!), pouca coisa sobra ao candidato a PM que hoje anda a brincar às revisões constitucionais, enquanto que os portugueses de carne e osso enfrentam o problema do desemprego e a crise económica e financeira em todos os seus aspectos e dimensões.
Isto não significa que expressões anacrónicas - como a sociedade portuguesa deve caminhar para uma "sociedade socialista" não deva ser expurgada da CRP, é óbvio que sim, mas há que ter cautelas com as áreas da saúde e educação, onde o psd não pode - nem deve - brincar aos experimentalismos jurídico-constitucionais só porque o menino PPCoelho não sabe como depor Sócrates do poder e arranjou este expediente - que a generalidade dos portugueses não compreende - para tentar ganhar na secretaria o que não tem conseguido ganhar no terreno político.
Mexer no equilíbrio de poderes, conferindo mais poderes ao PR é má ideia e cheira a parcialidade para aproveitar a boleia de Cavaco, talvez não fosse má ideia PPCoelho ouvir alguns juristas, e aqui Santana Lopes poderia dar-lhe uma ajudinha para evitar repetir propostas de RC que são verdadeiros ensaios de demagogia política em vésperas de eleições presidenciais.
Com efeito, PPC quis demonstrar ter ideias originais aos portugueses, mas acabou por revelar toda a sua futilidade ao agendar uma questão que não é essencial nem necessária ao funcionamento do nosso sistema político, queimou o seu emergente capital político ao pretender abater as dimensões do Estado social - aniquililando a esperança, o optimismo e a mobilização dos portugueses mediante a promessa daqueles valores relativos à saúde, ao ensino...e, por fim, revelou ser um mero "papagaio" das intimidades que Ângelo e PTP veiculam no âmbito de conversas privadas cujo fito é, naturalmente, também servir interesses privados a que a generalidade dos portugueses são alheios.
Só por este negro contexto de experimentalismo pseudo-constitucional made in PPC o candidato ao poder revelou todo o esplendor da sua idiotia e, mais grave, revelou também que perante uma adversidade - como a que vivemos em termos colectivos - não está minímamente preparado para ser presidente de câmara quanto mais candidato a PM. Ainda que seja bem falante e tenha uma excelente dixão.
PPCoelho é um nado-morto, demorou duas décadas a ser candidato a candidato, por fim lá conseguiu bater a pior e mais sinistra chefe do economato do psd, Manuela Ferreira leite, e agora partilha com os portugueses ensaios de RV no pior estilo do experimentalismo pseudo-constitucional, para ver se pega e cavalgar uma boleia que não o irá levar a lado nenhum, senão à Tragédia...
Bee Gees - Tragedy (live, 1997)

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Cavaco: "cobrador do fraque" em Angola

Nota prévia: O cobrador do fraque é a melhor e a mais reconhecida Agência de Cobranças de Dívidas a nível nacional e internacional. The best and known Debt Collection Agency in Portugal.
Angola é um imenso mercado, os portugueses sabem disso, além de representar um enorme potencial económico para toda a África Austral. Nesta relação há, contudo, um problema, além da vantagem da língua e da história cujo complexo colonial já foi, em boa parte, ultrapassado: as empresas angolanas não pagam, ou pagam tarde e a más horas, é aí que entra Cavaco, assumindo a função de "cobrador do fraque". Era um papel que muito dificilmente veria no poeta Alegre que ainda não compreendeu que quanto mais se cola ao governo mais é socioeleitoralmente rejeitado. Ou seja, Cavaco vai a Angola ajudar as empresas nacionais que lá investem, faz um brilharete na sociedade civil angola, até porque sempre manteve boas relações com o MPLA e Zé Dú, e este é o caminho que garantirá a reeleição. Alegre, ao invés, prega a velha intriga intra-muros que já ninguém quer ouvir. Arrisco mesmo a dizer que a ida de Cavaco a Angola serve para justificar duas coisas: os múltiplos erros cometidos ao longo do mandato e, por outro lado, revela-se útil na cobrança das dívidas das empresas angolanas de que as empresas portuguesas são credoras. Por tudo isto Cavaco é aqui visto como o cobrador do fraque, aquele que nos funerais apresenta a factura, e nisso temos de convir, Cavaco é eficiente. Alguém está a ver o poeta Alegre reclamar uma dívida seja lá a quem for...
Cavaco, em rigor, vai a Angola para garantir a sua reeleição em Portugal. E está a conseguir. Hoje já ninguém se lembra da inventona das escutas de S. Bento a Belém, do Estatuto dos Açores e até da promulgação do casamento gay que deixou a igreja colérica.
A arte do poder é, no fundo, demonstrar não ter ideologia e governar, ou melhor presidir, à esquerda, ao centro e à direita.

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Presidente do Governo Regional contra proposta de revisão constitucional

Presidente do Governo Regional contra proposta de revisão constitucional.
Jardim: "Expulsem-me, que é um favor que me fazem. (..)Público

Esta não é a ideologia do meu PSD. Estou frontalmente contra e estou no direito de estar contra. Expulsem-me, que é um favor que me fazem”, disse o líder do PSD-Madeira aos jornalistas, em S. Vicente, à margem da cerimónia de entrega de duas viaturas aos bombeiros. (...)

Obs: Na verdade, o país ainda irá assistir ao funeral político de PPCoelho, e homens como Jardim, Teixeira Pinto e outros serão os seus coveiros. Jardim por estar frontalmente contra este neoliberalismo anti-conjuntura que é, de facto, um atentado contra direitos sociais adquiridos, e Teixeira Pinto porque foi o homem que Coelho escolheu para coordenar a dita revisão constitucional que faz hoje tanta falta como os submarinos comprados por Paulinho Portas em 2005. O psd da dona Ferreira Leite era idiota, o psd ultra-liberal de Coelho idiota é, apenas mudam os personagens, mas os conteúdos são cada vez mais aberrantes e anacrónicos. Por momentos Jardim tem razão...

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terça-feira

PSD retira «tendencialmente gratuito» na Saúde. PSD a caminho da catástrofe...

PSD retira «tendencialmente gratuito» na Saúde
O PSD pretende apagar da Constituição a expressão «tendencialmente gratuito» no capítulo da saúde e «sem justa causa» na proibição dos despedimentos.
Luis Gonçalves da Silva, especialista em Direito do Trabalho da Faculdade de Direito de Lisboa, diz que as novas razões para despedimento propostas pelo PSD podem incluir razões económicas da empresa, como as motivadas por uma crise.
Na opinião do politólogo, Carlos Jalali, professor da Universidade de Aveiro, estas propostas de revisão constitucional, reflectem o tom reformista e liberal assumido por Passos Coelho quando se apresentou à liderança do partido. Carlos Jalali considera que estamos perante uma proposta de revolução constitucional.
O anteprojecto social-democrata para a revisão constitucional será na quarta-feira sujeito a decisão por parte da Comissão Política e do Conselho Nacional do partido.
O PSD pretende apagar da Constituição as alíneas que atribuem ao Estado o dever de assegurar o acesso gratuito aos cuidados de saúde. O direito à protecção da saúde continua a ser assegurado através de «um serviço universal», mas onde se lia que o «direito à saúde era tendencialmente gratuito», no projecto do PSD é sublinhado que em caso algum o acesso pode ser recusado por insuficiência de meios económicos.
No Estado social as alterações passam também pela Educação. O PSD pretende que o Estado se mantenha responsável por «assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito», mas deixa, no entanto, de estar obrigado a «criar um sistema público» e a «estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino».
No que diz respeito aos direitos do trabalho o PSD quer alterar o artigo sobre a «segurança no emprego» que estabelece que são proibidos os despedimentos sem justa causa. É precisamente esta expressão que Passos Coelho quer substituir por «razão atendível».
No projecto de revisão constitucional pode ainda ler-se que os referendos passam a ser vinculativos independentemente da participação eleitoral. O projecto não foge à chamada moralização política.
Passos Coelho quer impedir que os políticos condenados se recandidatem e proibir os governos de nomearem dirigentes para a administração pública ou entidades controladas pelo Estado.
O PSD admite também a inexistência da comunicação social do Estado. No anteprojecto coordenado por Paulo Teixeira Pinto deixa de constar como desígnio do Estado português «a abolição do imperalismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado».
Entre outros pontos, desaparecem também a propriedade pública dos meios de produção e a incumbência do Estado de eliminar os latifúndios.
Onde se lia «economia mista» aparece agora «economia aberta» e são também eliminados os deveres do Estado de eliminar «progressivamente as diferenças económicas e sociais entre a cidade e o campo e entre o litoral e o interior» e de «desenvolver as relações económicas com todos os povos, salvaguardando sempre a independência nacional» e todas as normas sobre organizações de moradores.
De fora do projecto social-democrata não ficam as regiões autónomas - o partido propõe que a República passe a ter apenas um representante para os Açores e para a Madeira.
Obs: Olhando para esta revolução constitucional não se percebe o que é pensado pela cabeça de PPC e o que é resultado de Paulo T. Pinto, autor ou coordenador do projecto de RC, pensando ambos, mal, pelos vistos, que podem reformar a sociedade e a economia num puro exercício top-down. Alterando-se a CRP a sociedade e a economia passariam a ser automáticamente mais competitiva, justa e solidária. Tamanho erro. Ainda que as intençoes sejam as melhores do mundo, acolher aquelas propostas nas diversas áreas seria introduzir ainda mais injustiça social no sistema, só um "cego" é que não vê isso.

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Gel vaginal reduz risco de contágio da SIDA

O Centro de Pesquisas sobre SIDA da África do Sul descobriu, através de um estudo realizado nos últimos três anos, mais uma forma de combater o vírus da SIDA: um gel vaginal que reduz as possibilidades de contágio do vírus em 39 % nas mulheres que o aplicaram e em 54 % nas que o utilizaram de forma persistente.
O estudo, que foi revelado no segundo dia da Conferência Internacional sobre SIDA, que se está a realizar em Viena de Áustria, onde estão reunidos cerca de 20 mil especialistas. O estudo clínico do gel vaginal decorreu nos últimos três anos na África do Sul e envolveu 900 mulheres não contaminadas com o vírus, entre os 18 e os 40 anos e revelou resultados animadores.
O gel deve aplicar-se 12 horas antes da relação sexual ou 12 horas depois da mesma e atua tornando-se semi-sólido quando entra em contato com o sémen, impedindo que este chegue às células vaginais.
Para já, surgiram duas dificuldades no combate à SIDA através deste novo método: convencer as mulheres a usar o gel e o facto de a eficácia do mesmo parecer diminuir ao fim de 18 meses de utilização. O facto para que isto suceda ainda permanece uma incógnita para os cientistas.
Obs: Uma boa notícia para África e para o mundo.

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Pós-Iberismo: um Novo Paradigma nas Relações Espanha-Portugal

  • Também aqui Com um painel excepcional de participantes
Curso de Verão inédito debate novos contornos das relações ibéricas.
A Universidade Internacional Menéndez Pelayo (UIMP) vai realizar um curso de Verão dedicado ao diálogo ibérico, com o intuito de contribuir para aprofundar a reflexão sobre como as relações ibéricas mudaram de paradigma, lançando um olhar provocador sobre o tema. De 26 a 28 de Julho, em Santander, discute-se o “Pós-iberismo: um novo paradigma nas relações entre Espanha e Portugal”, um curso coordenado por Ignacio Sánchez Amor, também director do “Ágora, o debate peninsular”.
A apresentação deste curso de Verão teve ontem lugar na embaixada de Espanha em Portugal, com a presença do embaixador Alberto Navarro, entre outras personalidades. Segundo Ignacio Sánchez Amor, director do curso, a iniciativa surge com o objectivo de acabar com a assimetria na regularidade informativa e na atenção com que cada país segue o dia-a-dia no outro lado da fronteira. Se, em Portugal, é mais natural um acompanhamento informativo regular do que se passa em Espanha, já o contrário não se passa com a mesma regularidade. A escolha da Universidade Internacional Menéndez Pelayo, cujos cursos têm grande foco mediático no Verão, vem também ao encontro desta preocupação de colocar Portugal na mira da agenda mediática espanhola. Este curso pretende pensar e lançar um olhar sobre a relação entre os dois países, uma relação especial, que tem evoluído ao longo dos anos, explica Ignacio Sánchez Amor. “A qualidade, a interpenetração, a densidade das relações é tal que já não podemos, simplesmente, falar em bilateralismo em sentido clássico. A proximidade de Portugal e Espanha não é comparável à ligação de Espanha e França”, exemplifica. Da mesma forma, continua, “também não se pode falar em Iberismo tradicional”, algo que sempre “provoca algum receio entre os portugueses”. Por isso, hoje se fala em Pós-Iberismo, um novo paradigma, “que não é seguramente a ideia de reunificação, mas que vai além do Iberismo tradicional”.
Em cima da mesa vão estar temas como a cooperação transfronteiriça e os novos actores regionais, a assimetria informativa, a interdependência económica, Portugal e Espanha na Europa e no mundo, entre outros de interesse para situar esta relação na actualidade.
O painel de participantes neste curso vai permitir interessantes visões das perspectivas histórica, política, económica, ideológica e cultural. Contam-se nomes como o empresário Rui Nabeiro, o ensaísta e Prémio Extremadura a la Creación, Eduardo Lourenço, o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, o líder da oposição, Pedro Passos Coelho, a jornalista e comentadora Teresa de Sousa e a correspondente da RTP em Madrid, Rosa Veloso, Luís Paixão Martins, consultor de marketing político, Joaquim Pina Moura, presidente de Iberdrola Portugal e Enrique Santos, presidente da Câmara de Comércio Luso-Espanhola.
Participam ainda Ignacio Sánchez Amor, director do curso, o presidente da Junta de Extremadura, Guillermo Fernández Vara, o presidente da Galiza, Alberto Núñez Feijoo, Álvaro Mendonça e Moura, embaixador de Portugal em Espanha e Alberto Navarro, embaixador espanhol em Portugal. De Espanha, destaque ainda para a presença de Miguel Ángel Moratinos, ministro dos Assuntos Exteriores. As inscrições estão abertas a todos os interessados em www.uimp.es. PROGRAMA Segunda-feira, 26 de Julho 10h00. Sessão de abertura Miguel Ángel Moratinos, ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha Nuno Amado, presidente executivo do Banco Santander Totta e o comendador Rui Nabeiro, presidente Grupo Nabeiro/Delta Cafés (co-patrocinadores) 10h30. UM ENFOQUE INTELECTUAL Eduardo Lourenço, ensaísta e pensador, Prémio Camões e Europeu de Ensaio, Prémio Extremadura a la Creación, Doutor Honoris Causa pela Universidade de Bolonha 11h30. O MARCO HISTÓRICO DAS RELAÇÕES Fernando Rosas, historiador, deputado da Assembleia da República Portuguesa Hipólito de la Torre, catedrático de História Contemporânea. Especialista em história das relações entre Espanha e Portugal 13h30. O APROFUNDAMENTO DAS RELAÇÕES ENTRE OS NOVOS SÓCIOS EUROPEUS Leonardo Mathias, embaixador de Portugal em Espanha (1993-1999). Ignacio Sánchez Amor, director do seminário e responsável extremenho das relações com Portugal 1990-2007 17h00. A AGENDA BILATERAL ACTUAL Álvaro Mendonça e Moura, embaixador de Portugal em Espanha Alberto Navarro, embaixador de Espanha em Portugal Terça-feira, 27 de Julho 10h00. A COOPERAÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA E OS NOVOS ACTORES REGIONAIS Alberto Núñez Feijoo, presidente de Galiza Juan José Herrera Campo, presidente da Junta de Castela e Leão Guillermo Fernández Vara, presidente de Extremadura Francisco Nunes Correia, ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território (2005-2009) 12h00. A ASSIMETRIA INFORMATIVA Ángel Expósito, director do Diario ABC Rosa Veloso, correspondente da RTP em Madrid Miguel Gil, administrador executivo do Grupo Media Capital (Grupo PRISA Portugal). Emilio Crespo, da Agência EFE Lisboa 17h00. A INTERDEPENDÊNCIA ECONÓMICA Joaquim Pina Moura, presidente de Iberdrola Portugal. Ministro das Finanças (1999-2001) Enrique Santos, presidente da Câmara de Comércio Luso-Espanhola. Quarta-feira, 28 de Julho 10h00. PORTUGAL E ESPANHA NA EUROPA E NO MUNDO António Martins da Cruz, ministro dos Negócios Estrangeiros (2002-2003) e embaixador de Portugal em Espanha (1999-2002) Teresa de Sousa, jornalista e colunista especializada em temas europeus e internacionais Juan Carlos Jiménez Redondo, professor, historiador e politólogo, especialista em Relações Internacionais, comentador político 12h00. UMA VISÃO DESDE A OPOSIÇÃO Pedro Passos Coelho, economista e político, presidente do Partido Social Democrata (PSD) desde Março de 2010 17h00. SOCIEDADE E CULTURA Juan Carlos Rodríguez Ibarra, co-presidente do Foro Cívico Hispano-Luso, ex-presidente da Junta de Extremadura (1983-2007) João de Melo, escritor, conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal em Espanha (2001-2010) Luis Paixão Martins, empresário de comunicação (LPM Comunicação) e consultor de marketing político e empresarial 18h30. SESSÃO DE ENCERRAMENTO Jaime Gama, presidente da Assembleia da República Portuguesa, ministro dos Negócios Estrangeiros (1983-1985/1995-2002). Javier Rojo, presidente do Senado de Espanha 2010-07-08 10:41 aicep Portugal Global

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