quarta-feira

Paulo Portas está "aflito" com uma cólica submarina e desculpa-se com Guterres.

Paulo Portas, ex-ministro da Defesa e deputado do CDS, garantiu ter tomado a sua decisão sobre a compra de dois submarinos com base em seis critérios definidos por um Governo de António Guterres. (...) Público
Obs:
Pensava-se que Portas tinha governado segundo critérios próprios, segundo o seu (e de barroso, dado tratar-se dum governo de coligação de pouca dura) programa de governo, ideologia e praxis governativa. Nem seria de esperar outra coisa dele. Porém, o país fica a saber que a coligação portas/Barroso (cds/psd) que então (des)governou Portugal, fê-lo segundo os critérios do governo anterior liderado por António Guterres, sendo, assim, um governo sem autonomia nem capacidade de decisão.
Por esta ordem de ideias, seguindo a lógica da batata "portiana", Guterres governou segundo os critérios de Cavaco Silva, este, por sua vez, segundo os critérios do seu antecessor, até chegarmos à fundação da nacionalidade e ao grande Afonso Henriques que batia na Mãe para salvaguardar a identidade nacional emergente e a futura independência do então reino nascente do Condado Portucalense.
Ou seja, não quero nem devo fazer juízos de valor acerca da eventual imputabilidade de responsabilidades a Paulo Portas nesta estranha negociata de aquisição de submarinos para equipar a marinha nacional, isso cabe à justiça, mas o "nível" do seu argumentário é verdadeiramente capcioso, desresponsabilizante, medricas e, por isso, verdadeiramente inaceitável
.
De resto, é precisamente porque Portas desenvolve esse argumentário tão idiota quanto desresponsabilizante que as investigações devem prosseguir a fim de se apurar toda a verdade, sobretudo ao nível dos processos de negociação no âmbito do Ministério da Defesa Nacional então liderado por paulo Portas com Durão barroso ao leme do governo, embora já a pensar na Europa.

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Pinturas rupestres descobertas em Alegrete, Portalegre

"Do ponto de vista patrimonial (igreja, gruta e pinturas rupestres) é de uma importância extrema este achado", disse esta sexta-feira à agência Lusa Jorge Oliveira, professor responsável pelos trabalhos de arqueologia da UE.sic
"Este achado é importante porque traz consigo uma memória de cinco mil anos de história e de devoção naquele espaço", sublinhou.
O acesso à gruta, onde foram descobertas as pinturas rupestres esquemáticas de cor avermelhada, faz-se através de uma pequena porta oculta sob o altar da Ermida de Nossa Senhora da Lapa, espaço de culto erguido nos campos circundantes à vila de Alegrete.
De acordo com Jorge Oliveira, as pinturas rupestres, com mais de cinco mil anos, pertencem ao período do "Neolítico e Calcolítico".
Ainda que parcialmente cobertas por cal, estas pinturas revelam, segundo os especialistas, uma continuada sacralização do espaço, ao qual está associada uma antiquíssima lenda relacionada com um cavaleiro medieval.
"As pessoas visitam aquele espaço todos os anos, principalmente quando se realiza a romaria em honra de Nossa Senhora da Lapa, mas a comunidade não sabia bem o que ia visitar, nem tinha conhecimento daquelas pinturas", relatou.
Jorge Oliveira, que considera aquela ermida construída entre os séculos XVI e XVII de "elevado interesse religioso", apelidou também de "elevado interesse etnográfico" o culto desenvolvido pelos populares em redor de uma lenda relacionada com um cavaleiro medieval.
A equipa da Licenciatura e do Mestrado de Arqueologia da UE vai iniciar, na segunda feira, os primeiros trabalhos de estudo daquele sítio histórico, no âmbito de um protocolo estabelecido entre a Junta de Freguesia de Alegrete e a EU.
Numa primeira fase, além da elaboração do levantamento topográfico do local proceder-se-á à fotografia e decalque das pinturas já visíveis e a prospeções arqueológicas na área envolvente da ermida.
A continuação dos trabalhos está prevista para o próximo verão, prevendo-se a limpeza da cal que cobre grande parte das pinturas.
"Vai ser complicado trabalhar naquele espaço pela ausência de luz e a cal que cobre algumas das pinturas também não vai facilitar o nosso trabalho", disse.
A equipa de trabalho da UE está ainda a equacionar a possibilidade de sondagens arqueológicas no interior da gruta.
Os trabalhos arqueológicos foram recentemente aprovados pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e autorizados pela Diocese de Portalegre e Castelo Branco, que tutela aquela ermida.
"A gruta tem um potencial arqueológico interessante que nos vai possibilitar uma escavação que nos poderá levar à identificação de que tipo de vivencias ou depósitos arqueológicos é que estão no chão desta gruta", concluiu.
Lusa
Obs: Aqui está mais um achado histórico de enorme valia cultural e arquitectónica que pode - e deve - ser potenciado no âmbito das estratégias de afirmação do turismo cultural e religioso em Portugal, e no Alentejo em particular.

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Chris Rea : On The Beach

(caso dos submarinos) Justiça alemã diz que cônsul abriu portas a Barroso

DN - por MANUEL CARLOS FREIRE
Revista alemã revela dados do processo aberto pelo Ministério Público de Munique, que terá identificado "mais de uma dúzia de contratos suspeitos" para influenciar a decisão final através de subornos.DN
A investigação do Ministério Público alemão à alegada prática criminosa de responsáveis do grupo Ferrostaal, a quem Portugal comprou dois submarinos em 2003, teve novos desenvolvimentos nos últimos dias com a prisão de dois quadros da empresa alemã.
Os novos dados, noticiados ontem pela revista Der Spiegel, abrangem a acção do Governo português, então liderado pelo primeiro-ministro Durão Barroso e tendo Paulo Portas na pasta da Defesa.
Segundo a Der Spiegel, a investigação aponta dados concretos. "Um cônsul honorário português [alegadamente, o alemão Jürgen Adolff] aproximou-se de um dos membros da direcção da Ferrostaal em 1999 [ainda no Governo de António Guterres]. O homem terá alegadamente garantido que podia ser útil na iniciação do acordo dos submarinos." De acordo com a mesma fonte, "o diplomata honorário demonstrou a sua influência ao organizar um encontro directo no Verão de 2002 com o então primeiro-ministro José Manuel Barroso".
A revista adianta que a Ferrostaal assinou depois, em Janeiro de 2003, um acordo de consultoria com o referido cônsul onde se comprometia a pagar-lhe "0,3% do montante total do contrato, se o negócio se concretizasse" - o que deu "1,6 milhões de euros".
O DN tentou, sem sucesso, ouvir Durão Barroso. A Ferrostaal, através do responsável pelas relações com os media, Hubert Kogel, respondeu: "No âmbito de um processo de investigação criminal em relação a determinados indivíduos", o Ministério Público de Munique "emitiu um mandato de busca e apreensão nas instalações da Ferrostaal AG em Essen e Geisenheim. O alvo da suspeita não é a empresa".
Kogel acrescentou ainda ao DN: "A empresa foi informada de que se trata de acusações de suborno em alguns projectos específicos. A Ferrostaal irá colaborar estreitamente com o Ministério Público para acelerar o apuramento dos factos. Até isso se verificar, a empresa não prestará qualquer declaração sobre o assunto."
O dossier dos submarinos vendidos a Portugal é um dos cinco que os investigadores alemães estão a analisar - num "valor total aproximado de mil milhões de euros -, que se crê que o grupo [Ferrostaal] tenha celebrado através de subornos", sublinha a revista.
No caso português, o grupo Ferrostaal "ganhou o contrato de 880 milhões de euros em Novembro de 2003 - com a ajuda de subornos e vários contratos de consultoria falsos". A Der Spiegel garante que "os procuradores já identificaram mais de uma dúzia de contratos suspeitos" relacionados com a venda dos dois submarinos. "De acordo com os documentos da investigação, todos esses acordos foram feitos 'para ofuscar os rastos do dinheiro'", que serviu para pagar "a decisores no Governo português, ministérios ou Marinha".
Segundo a Der Spiegel, "acredita-se que [também] foi concluído um contrato de consultoria entre a Ferrostaal e um parceiro, por um lado, e um contra-almirante da Marinha portuguesa, por outro. O acordo, muito recentemente, valeu um milhão de euros".
Entre outros beneficiários estarão alegadamente, além do referido cônsul, uma firma portuguesa de advogados que contribuiu para "garantir que o contrato fosse atribuído à Ferrostaal". Os investigadores acreditam que "muito dinheiro de subornos foi pago em compensação" a esse escritório.
Possíveis visados são os escritórios de Sérvulo Correia (pelo Estado), Vasco Vieira de Almeida (pelos alemães) e José Miguel Júdice (PLMJ, pelo concorrente francês), que o DN tentou contactar sem sucesso, a exemplo do ex-ministro Paulo Portas. A Armada escusou--se a fazer qualquer comentário.
Obs: a foto que o DN foi buscar ao seu bau não é ingénua. Mas a justiça deve prosseguir o seu caminho, apurar os factos, despistar as dúvidas para não fazer falsas acusações e manchar o bom nome das pessoas envolvidas. Veremos se o MP e a justiça alemã funciona à portuguesa ou à germânica. Se for à portuguesa, a culpa morrerá solteira, como é hábito; se for à alemã poderemos todos ter a esperança de que a verdade é apurada e os corruptos - activos e passivos - são identificados, punidos e, caso haja necessidade, o Estado português indemnizado. Aguardemos pelo apuramento dos factos relativos a um processo que játem quase uma década. Será isto justiça a 10 anos...

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Retro-flash in time & space

America - Horse With No Name [First UK Broadcast]

Thomas Crown (1968) The Windmills of Your Mind

Joe Dassin - À toi

Canção de Lisboa

Obs: Dedicada aos agentes políticos autárquicos que fazem bons e maus orçamentos, na certeza de que Lisboa merece sempre mais e melhor.

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Lisboa vê chumbado o orçamento da autarquia

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As grandes opções do plano e do orçamento para 2010, de 666 milhões de euros, foram chumbadas com os votos contra de PSD, PCP, PEV, BE, CDS, PPM e MPT, tendo votado favoravelmente os deputados eleitos pelo PS. tsf
Obs: Começa a ser preocupante quando o autarca da capital não consegue concitar um único elemento da oposição para defender o "seu" orçamento. Será que Costa está certo e todos os outros estão errados???!! Entre o despesismo da situação e o eventual populismo da oposição a capital deve ser governada com os mesmos critérios de racionalidade política, económica e financeira a que o país se sujeita.

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Um factóide: Ricky Martin renova-se e sai do armário

Obs: Ora aqui está uma notícia "corajosa" que nada tem a ver com submarinos...O Macro, de quando em vez, também publica factóides ou pseudo-notícias.

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Cônsul honorário de Portugal terá recebido suborno, diz Der Spiegel

Um cônsul honorário de Portugal terá recebido 1,6 milhões de euros da Ferrostaal para ajudar na compra de dois submarinos pelo Estado português em 2004, segundo a revista Der Spiegel. tsf (...)

Obs: Solicite-se um comentário ao dr. Portas do cds/pp. De caminho uma 2ª questão para saber se as milhares de fotocópias pagas pelo erário público no âmbito do MDN tem alguma relação com esta questão que nunca foi efectivamente esclarecida.

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Maior acelerador de partículas começou a fazer física a sério

À terceira tentativa feita esta manhã, Large Hadron Collider (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, em Genebra, registou as primeiras colisões de partículas a sete teraelectrões-volt. Os seus dois feixes de protões – cada um com 3,5 teraelectrões-volt , ou TeV – encontraram-se finalmente no acelerador de partículas, um túnel em forma de circunferência com 27 quilómetros, e fizeram as primeiras colisões por volta do meio-dia (hora de Lisboa) a altas energias.Público
“Agora estamos em colisão. Os detectores estão a recolher dados continuamente”, disse Steve Myers, director de aceleradores e tecnologia do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), em Genebra. “Estamos todos muito emocionados e felizes.”
O LHC já tinha atingido um recorde de energia a 19 de Março, quando chegou aos sete teraelectrões-volt, ou TeV (3,5 TeV por cada feixe de protões). Até agora, esta é a maior concentração de energia jamais alcançada pelo homem, mas ainda fica a metade da potencialidade final da máquina.
Até Dezembro de 2011, o LHC estará a funcionar a metade da sua potencialidade, recriando no entanto já as condições de temperatura e densidade de energia no início do Universo, nos primeiros milionésimos de segundo após o Big Bang, há 13.700 milhões de anos. Depois, irá parar por 13 meses, para ser preparado para passar dos sete para os 14 TeV.
No Pavilhão do Conhecimento, ao longo do dia de hoje, a transmissão em directo da experiência está a ser comentada por vários físicos, como Gaspar Barreira (LIP - Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas), Jorge Dias de Deus, Jorge Romão ou Gustavo Castelo Branco (todos do Instituto Superior Técnico). E, a partir do CERN, participam os cientistas Ana Henriques e André David por videoconferência.
Todos responderão às perguntas do público sobre os mistérios da matéria e do Universo e como o LHC, que é um túnel de 27 quilómetros, em forma de circunferência, a 100 metros de profundidade, poderá ajudar a desvendá-los. Em discussão estarão a matéria escura, buracos negros, antimatéria ou o bosão de Higgs, a partícula que se espera vir finalmente a encontrar no LHC e que explicará por que todas as outras têm massa.
Obs: Conhecer melhor a forma como o universo se formou permite conhecer melhor como vamos todos morrer, e nessa trajectória percorremos um caminho mais feliz. Portanto, invista-se em C&T.

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terça-feira

Conclusões do 1º Congresso de Turismo do Alentejo


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Conclusões do 1º Congresso de Turismo do Alentejo
Reunidos em Beja durante os dias 26 e 27, os participantes do 1º Congresso de Turismo do Alentejo aprovaram as seguintes conclusões finais que transcrevemos na íntegra.
Conclusões:
1.Este é um momento histórico de que os congressistas, na mesa e na plateia, são protagonistas: o primeiro congresso de turismo na região do Alentejo.
2.O congresso reflecte a tomada de consciência:
a.Que o Alentejo se apresenta, no início do século XXI, como um Destino emergente no panorama do turismo de Portugal, com peso crescente na economia e na vida social da região, sendo um factor importante de desenvolvimento regional;
b. Que o turismo pode (e deve) desempenhar um papel relevante na promoção da identidade do Alentejo, da sua cultura, das suas paisagens, do modo de vida das suas gentes…;
c.Que os agentes institucionais, os sectores empresariais, o tecido associativo, as comunidades locais alentejanas necessitam de discutir o tema do turismo em conjunto, pois só dessa discussão colectiva podem surgir novos caminhos para o desenvolvimento turístico desta região.
3.Mas o congresso reflecte também a ambição:
a. De afirmar um Destino e uma Marca forte a nível nacional, mas também internacional;
b. De identificar esse Destino com o território e com os seus valores, promovendo afinidades crescentes entre a região e os mercados turísticos;
c. De mobilizar todos os alentejanos e as suas instituições na afirmação do Destino, condição necessária para obter um desenvolvimento turístico mais sustentado e mais sustentável;
4.Esta ambição é fundamental para concretizar uma agenda de desenvolvimento turístico do Alentejo para os próximos anos, que assenta nas seguintes linhas de actuação principais:
1.A afirmação da notoriedade interna e externa do Destino “Alentejo”, alicerçado nos factores distintivos e autênticos que constituem a sua identidade. A Toscânia mostra-nos que é possível inovar, modernizar e competir à escala internacional sem abdicar de valores, antes pelo contrário, colocando a identidade regional ao serviço do desenvolvimento sustentável do turismo.
2.O desenvolvimento e a consolidação de produtos turísticos à escala da região com o envolvimento colectivo dos agentes públicos e privados do turismo e sectores afins. Por isso, está já a trabalhar-se na Grande Rota da Gastronomia e Vinhos do Alentejo, projecto que vai na linha do exemplo que nos trouxe La Rioja; na Grande Rota Alentejo - Património do Tempo; mas também na estruturação da Rota dos Mármores e do Turismo Industrial;
3. O aumento das competências de gestão do Destino, destacando-se a criação do Observatório de Turismo do Alentejo, que iniciará a sua actividade a partir de Maio, que é um bom exemplo do trabalho em rede entre a Entidade Regional de Turismo, as instituições de ensino superior e as associações empresariais;
4. A criação de uma rede de apoio ao investimento e à iniciativa turística, que estimule a captação de investimento adequado ao território e contribua para agilizar a concretização de projectos;
5.A gestão integrada da rede de postos de turismo do Alentejo pela ERT e Pólos, instrumento imprescindível à melhoria da qualidade do acolhimento do Destino;
6.Como plataforma de integração destas actuações, e respondendo aos novos paradigmas sociais e comerciais do turismo, criar uma Organização de Gestão do Destino (DMO), aproveitando a janela de oportunidade criada pelas novas tecnologias para agilizar a gestão da oferta desde a criação até à venda;
5.Para concretizar estas linhas de actuação, importa também capacitar as ERT e os Pólos para:
1. Uma intervenção consequente ao nível dos instrumentos de gestão territorial, em estreita articulação com as entidades sectoriais e territoriais competentes;
2. Uma participação efectiva no processo de licenciamento e classificação dos empreendimentos turísticos, o que só será possível pela atribuição de novas competências, por exemplo através do mecanismo legal da delegação;
3. Uma articulação estreita com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, na explicitação da componente turística das Estratégias de Eficiência Colectiva reconhecidas no Alentejo para dar coerência e organização às iniciativas de marketing territorial que estão a avançar na região;
4. Reivindicar, junto da administração central do turismo, o reforço do financiamento da actividade das ERT e dos Pólos, com base em critérios de mérito que reconheçam o trabalho realizado no melhoramento do produto e na promoção dos destinos regionais.
O Congresso verificou ainda com agrado que o PENT irá ser revisto, o que constituirá uma excelente oportunidade para este documento estratégico acolher a nova ambição prosseguida para o turismo alentejano, nomeadamente a inclusão do turismo de natureza como produto estratégico para o turismo no alentejo.
6. É nestes desafios globais que devemos concentrar a nossa atenção e os nossos esforços colectivos, agindo de forma estruturada e persistente para a obtenção de resultados concretos. Para isso, contamos com um instrumento transversal e congregador do Turismo do Alentejo, o Plano Operacional de Turismo do Alentejo, 2010-2019.
Obs: Sendo o turismo uma actividade complexa e multisectorial, formada por uma multiplicidade de agentes económicos, sociais e culturais, pode servir de plataforma e de motor do desenvolvimento nacional - que teima em fazer o seu take-of. Além de que todos os cidadãos já interiorizaram o papel de que estamos em face dum sector especial com enorme potencial de crescimento e de bem-estar. Por isso o Governo e o empresariado, naturalmente, têm um papel fundamental nesta alavancagem, desde logo na produção de informação e sensibilização das suas acções e campanhas, depois pela formação dos homens e das mulheres que operam no sector, na valorização das empresas, de tudo resultando um reconhecimento e uma importância estratégica para este negócio de enorme valia para o País e para os portugueses.

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Música portuguesa

A Naifa - Monotone

Vício De Ti

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Há cada vez mais notas falsas produzidas em casa

No ano passado registaram-se 11 546 participações de passagem e contrafacção de moeda falsa, mais 2171 que em 2008. Imitações caseiras são mais difíceis de investigar. dn
Há cada vez mais notas falsas produzidas em impressoras caseiras e a entrar em circulação sem que as autoridades cheguem ao seu autor. A conclusão é do Relatório Anual de Segurança Interna que constatou um aumento do crime de passagem e contrafacção de moeda falsa. Só no ano passado as autoridades receberam 11 546 participações, mais 2171 que no ano anterior.(...)

Obs: Espero que não haja relação entre estes dados e o aumento e qualidade da oferta das impressores no mercado.

Bancada do PSD desconhece quem vai fazer frente-a-frente com Sócrates no Parlamento

Obs: Uma vez que Passos Coelho queria Ferreira leite na 1ª linha do combate político, não surpreenderia que convidasse o seu afilhado, António preto, para líder da bancada parlamentar. Neste momento, na política portuguesa, tudo é possível.

Lisa Shaw CHERRY e Usher-Seduction (Legendado)

Lisa Shaw CHERRY Matter Of Time

Usher-Seduction Legendado em PT-BR

segunda-feira

O cinismo em política e os limites da cortesia

Pedro Passos Coelho ganhou o psd com mais de 60% dos votos, e logo se apressou a ser inclusivo e a manifestar intenção de integrar os seus oponentes internos, Rangel e Aguiar-Branco. Facto que só lhe fica bem, até para mostrar uma imagem de unidade e de coesão que a sua antecessora nunca soube cultivar. O que não se compreende nesta estória são as declarações do mesmo Passos Coelho quando afirma querer contar com a intervenção de Ferreira Leite na 1ª linha do combate político.
Será que que Pedro Passos Coelho quer converter a srª Leite no novo bobo da corte do partido e pedir-lhe que ela vá para a porta da Assembleia da República de megafone na mão defender que as reformas democráticas se fazem congelando a democracia por seis meses e, no entretanto, aplicar a ditadaura para reformar (compulsivamente) este nosso querido Portugal?!
Será isto a 1ª linha do combate político a que Coelho se reporta por referência à srª Ferreira Leite?!
Creio que este querer parecer bem, a todo o transe, revela um cinismo político que é pernicioso não apenas para o psd, mas para o país e para a formação da personalidade dos jovens que - não sendo completamente anémicos - conseguem distinguir um elogio de mérito duma bajulação dispensável nociva à república.

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Goethe: importa recordar os grandes para não ficarmos tão pequenos

A Falácia da Comparação Os homens não se conhecem uns aos outros com facilidade, ainda que ponham nisso o melhor da sua vontade e das suas intenções. Porque há que contar sempre com a má vontade que tudo distorce. Conhecer-nos-íamos melhor uns aos outros se não estivéssemos sempre a querer comparar-nos uns com os outros. Decorre daí que as pessoas fora do vulgar ficam em pior situação, porque, como as outras não chegam a poder comparar-se com elas, tornam-se alvo de demasiada atenção.
Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'

Boy George, Do You Really Want To Hurt Me Live

Reunião entre Passos e Manuela terminou sem declarações

A reunião de hoje entre o presidente eleito do PSD, Pedro Passos Coelho, e a ex-presidente do partido, Manuela Ferreira Leite, na sede nacional social democrata demorou cerca de meia hora e terminou sem declarações.
Pedro Passos Coelho chegou à sede da São Caetano à Lapa, em Lisboa, cerca das 11:30, acompanhado pelo ex-deputado Miguel Relvas, que foi o coordenador da comissão política da sua candidatura às directas desta sexta feira.
Manuela Ferreira Leite chegou pouco depois, sozinha.
Cerca de meia hora mais tarde, a ex-presidente do PSD sairia da sede nacional social democrata também sozinha, ao volante do seu automóvel pessoal, sorrindo para os jornalistas que se encontravam no exterior da sede.
O gabinete de imprensa informou em seguida os jornalistas de que não haveria igualmente declarações por parte de Pedro Passos Coelho sobre este encontro.

Obs: A srª Ferreira sempre foi muito séria e impoluta, e soube realçar essa imagem púbica precisamente no dia da passagem do testemunho a Passos Coelho, ainda que contrariada. Chegou sózinha e partiu sózinha, mas, em rigor, nestes últimos dois anos foi assim que o PSD fez política: de forma isolada, sem critério, sem conteúdo e, para agravar as coisas, com declarações verdadeiramente anti-democráticas pela srª Ferreira de que a narrativa no American Club foi o epifenómeno mais desastroso. Mas apesar de toda esta aridez, a senhora leite soube cultivar uma imagem de pessoa séria e impoluta ao chegar no seu carrinho particular, dando a entender que não contribui para gastos supérfluos no Estado, como faz abusivamente Jaime gamas. No fundo, leite quis dizer: olhem bem para mim - cá estou, sem ideias, sem projecto, sem uma única ideia sustentada para fazer sair Portugal da mediocridade em que vegeta, mas sou séria e impoluta. Uma espécie de Cavaco de saias. Esperemos é não descobrir que a senhora Ferreira também transacionou acções da SLN à margem dos mecanismos oficiais de bolsa para obter mais-valias que são, objectivamente, ilegais.

Ataque suicida no metro de Moscovo causa 36 mortos

(Alexander Natruskin/Reuters)
O Presidente russo, Dmitri Medvedev, asseverou já que a luta contra o terrorismo vai prosseguir “até ao fim”, dando ordem pronta para reforçar a segurança em todos os sistemas de transporte do país. “A política de repressão do terror e a luta contra o terrorismo vão continuar. Vamos manter as operações contra os terroristas sem compromissos, sem hesitações, até ao fim”, afirmou à saída de uma reunião de emergência, de acordo com a agência noticiosa RIA Novosti.
O atentado ocorreu na hora de ponta da capital russa, com a primeira explosão a dar-se às 7h57 (hora local, menos quatro horas em Portugal) quando o comboio subterrâneo se encontrava parado na estação de Lubianka, uma das de maior afluência, bem perto do quartel-general dos Serviços Federais de Segurança (FSB, agência sucessora do KGB).
Cerca de 50 minutos mais tarde, pelas 8h36 locais, dava-se a segunda explosão, numa outra composição parada, mas na estação do Parque de Kulturi.
“Foram duas bombistas suicidas que levaram a cabo estes ataques”, garantiu o presidente da câmara de Moscovo, Iuri Luzhkov. A mesma tese foi reiterada em comunicado emitido pelos FSB.
Medvedev mantém-se em linha de contacto de urgência com o chefe dos FSB, Alexandre Bortnikov, assim como com o ministro das Situações de Emergência, Serguei Choiguou. O primeiro-ministro, Vladimir Putin, que se encontra numa visita oficial à Sibéria, está igualmente a ser mantido ao correr dos desenvolvimentos, informavam as agências noticiosas russas.
O atentado não foi ainda reivindicado por qualquer grupo, mas as autoridades apontam como suspeitos mais prováveis os rebeldes oriundos do norte do Cáucaso, onde a Rússia continua a combater uma cada vez mais forte rebelião islamista. A procuradoria-geral abriu desde já um inquérito com o estatuto de investigação de terrorismo, logo após os peritos forenses terem encontrado o cadáver de um das bombistas suicidas.
No topo da lista de suspeitos está mais que seguramente o líder rebelde Doku Umarov – cuja rebelião quer impor um emirado islâmico na região do Norte do Cáucaso. Umarov ameaçou levar o combate dos insurgentes até às cidades russas, numa entrevista divulgada a 15 de Fevereiro passado ao website islamista www.kavkazcenter.com. “O derramamento de sangue não se limitará mais às nossas cidades e vilas [no Cáucaso]. A guerra vai até às cidades deles”, disse então.
Os líderes russos declararam com pompa e circunstância há cerca de ano e meio a vitória na batalha contra a rebelião separatista tchetchena – retirando do território a maior parte do seu contingente militar.
Mas, apesar de a violência ter diminuído significativamente naquela república da Federação Russa, os ataques dos rebeldes intensificaram-se desde então nas regiões vizinhas do Daguestão e Inguchétia, onde uma série de clãs rivais mantém uma arreigada luta pelo controlo e poder com grupos criminosos e militantes islamistas.
Passageiros em debandada de pânico
As câmaras de segurança – e cujas filmagens estão disponíveis na internet – mostram os cadáveres das vítimas na estação de Lubianka, assim como o azáfama das equipas de socorro em volta dos feridos, muitos com gravidade. As autoridades calculam que tenham morrido aqui 22 pessoas, e mais outras 14 em Kulturi.
“Estava a subir para as escadas rolantes quando ouvi a explosão, enorme. Uma porta junto à passagem ficou destruída, foi arrancada da parede e uma nuvem de pó varreu o ar”, descreveu um dos passageiros ao canal de televisão local Rossia 24. “As pessoas desataram a correr em todas as direcções, em pânico, caindo umas sobre as outras”, prosseguiu.
Todas as passagens de acesso àquela linha metropolitana foram bloqueadas pela polícia, mas as restantes linhas do enorme sistema de comboios subterrâneos da capital – por onde circulam uns 8,5 milhões de passageiros por dia – continuam a funcionar. As autoridades da aviação deram, por seu lado, ordem para um aumento dos protocolos de segurança nos aeroportos, temendo novos ataques.
O balanço actual de vítimas é o mais grave num atentado em Moscovo desde 6 de Fevereiro de 2004, quando um bombista suicida tomou por alvo também a rede de metropolitano da capital russa, fazendo-se explodir numa composição em circulação entre as estações de Avtozavodskaia e de Paveletskaia: causou a morte de 41 pessoas e deixou mais de 250 feridas. As autoridades atribuíram então a responsabilidade a rebeldes tchetchenos.
Obs: Não há hoje Estados seguros.

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domingo

"Se fosse apresentador de TV Herculano seria muito lido" dn

Para Rui Ramos, o esquecimento do historiador mostra o fracasso do sistema educativo.
Há 200 anos, Alexandre Herculano nascia em Lisboa no Pátio do Gil. 133 anos após a sua morte, não há memória dessa particularidade da sua biografia no referido pátio e o que se encontra ao visitar-se o local é um tapume que cobre a visão de destruição dessa Lisboa antiga.
A poucos metros do taipal amarelado fica a casa onde vivia a fadista Amália, mas, apesar da proximidade, ninguém ali sabe onde é o tal Pátio do Gil. Na taberna ao lado do pátio desaparecido a resposta revela o mesmo desconhecimento do ex-vizinho ali nascido. Alexandre Herculano já não mora ali, nem "existiu" naquele sítio para esta geração de lisboetas que dele conhecem melhor as avenidas com o seu nome e, talvez, o facto de ter morrido distante, só e longe do poder que o venerava, na ribatejana Quinta de Vale de Lobo. Esse ignorar da dimensão nacional da personalidade do historiador também se verifica com as autoridades da cultura oficial, situação remediada à última hora com o anúncio da realização avulsa de cerimónias para assinalar a data do bicentenário do nascimento de Alexandre Herculano.
Mas nem sempre foi assim, e à data do 1.º centenário as comemorações foram grandes e faustosas. À medida daquele português, que, segundo o historiador Rui Ramos, teve a data do seu nascimento assinalada como "um dos grandes acontecimentos do ano de 1910" (ver página ao lado). Nada que Alexandre Herculano estranhasse, pois, como escreve numa das suas Lendas e Narrativas, a memória é bastante dolorosa: "Boa cousa é a história quando nos recordamos do nosso passado, e não achamos lá para colher um único espinho."
Para Rui Ramos, existem várias questões a colocar perante o apagamento de Alexandre Herculano. Considera que não é só ele que está esquecido, mas toda a sua obra publicada, que tem a maioria dos títulos praticamente esgotados e não se prevêem reimpressões. Excepção é a recente reedição, sob o formato de bolso, dos volumes I e II das Lendas e Narrativas pela LeYa esta semana.
O historiador considera que o modo como Portugal está a tratar Herculano difere do que aconteceria "num país civilizado, onde seria lembrado". Quanto mais não seja porque "a nossa incultura e pobreza cultural exige que se aproveite o que de melhor temos". Como exemplo deste esbanjar, Rui Ramos dá o exemplo de nunca se ter feito uma edição completa dos Opúsculos de Alexandre Herculano. E, num alerta, assume que esta situação decorre do "fracasso do nosso sistema de ensino", que "não prepara as pessoas para determinado tipo de leituras. Se fosse um apresentador de televisão, Alexandre Herculano seria muito lido".
Na data em que se comemoram os 200 anos do nascimento de Herculano, o autor e coordenador da mais recente História de Portugal faz questão de apontar três factores sobre aquele que considera ser o "pai da História em Portugal". O primeiro é que é com Herculano que "começa a História moderna no nosso país e que o conhecimento do passado é realizado sob um ângulo científico". Realça o facto de ser pioneiro neste âmbito e de a sua obra "ter tido uma vida muito longa e ter causado uma boa impressão na Europa de então pelo valor científico".
Em seguida, Rui Ramos realça Herculano como um "grande construtor de cultura pública" por ter sido mais que um escritor e uma personalidade com grande intervenção no espaço público "com o objectivo de construir uma nova cultura para o país". Por essa razão, acrescenta, Herculano trabalhou várias áreas - romance, poesia, história -, dirige a revista Panorama e torna-se directamente "responsável pela nossa cultura actual". Por último, Rui Ramos refere a dimensão de Herculano enquanto ainda vivo: "Teve uma influência sem paralelo em Portugal devido à sua autoridade moral e intelectual. Ninguém teve poder público como ele, nem uma glorificação em vida como lhe sucedeu." Para o historiador, Alexandre Herculano "recebeu em vida a glória que Camões e Fernando Pessoa só tiveram após a morte".
Obs: Recordar Alexandre Herculano, um historiador "pesado" que exige paciente leitura, é recuar ao tempo de liceu e recuperar Eurico o Presbítero, revisitar a Hermengarda..., e reconhecer que se o autor fosse dado de forma mais imaginativa nos curricula talvez o autor fosse mais lido e reconhecido, mesmo sendo (já) o introdutor da narrativa histórica entre nós e um dos "pais" do Romantismo em Portugal. Rui Ramos, outro historiador, está, por essa razão, de parabéns ao ter evocado este vulto nacional. Sobretudo, porque não temos muitos...

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sábado

Pantera cor de Rosa: uma alegoria à vida interna do PSD

...A grande questão está em saber se Pedro Passos Coelho consegue inverter a tendência.

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Pedro Passos Coelho e o(s) futuro(s)...

Pedro Passos Coelho (PPC) tem presença, articula com facilidade, tem telegenia e passa bem em televisão e, portanto, concentra características pessoais e psico-políticas essenciais a um político moderno - que Sócrates também reúne - e que a pobre senhora Ferreira leite não tem. Isto, à priori, é uma mais-valia para o PSD e uma desvantagem para o PS e para o PM. Que agora tem alguém no PSD mais incisivo e não uma líder faz-de-conta sem capacidade de planificação política nem capacidade para comunicar uma única ideia ao país. O problema de PPC é outro, que, em certo sentido, também se coloca a Sócrates e remete para a definição do modelo de desenvolvimento socioeconómico do país. Desta feita, PPC, assim como Sócrates, têm que se preocupar com as estratégias de desenvolvimento do país, seleccionar as medidas correctivas para eliminar os desvios micro e macro-económicos, não governar em função da instabilidade do eleitorado e, por fim, aproveitar os recursos disponíveis do Estado e redistribui-los pelos portugueses com equidade e justiça social, será isso que fará dos dirigentes políticos homens de Estado. Ou seja, cada um à sua maneira, um no poder e outro na oposição, podem agora rivalizar e aprender um com o outro na arte e técnica da governação, e ambos terão que se preocupar com a orientação estratégica, o campo de possibilidades políticas, as suas correcções, os níveis de satisfação do povo, alimentar as suas expectativas e necessidades. Tudo para, no final, atingir um modelo de sustentabilidade de sociedade, que é o que Portugal hoje não tem, daí a desesperança. Diria, para concluir, que temos hoje dois homens à procura do poder em Portugal: Sócrates já o tem e quer mantê-lo; PPC tem o poder interno do partido mas ainda não ganhou a sociedade e o país. Mas esta competição saudável trará frutos aos portugueses, e se eles não vieram mais cedo deve-se ao adiar patológico de Ferreira leite que tem uma concepção anormal e incapacitante do poder e, por isso, deu uma péssima imagem não só do psd nestes últimos dois anos no país, como apoucou a condição feminina acerca dos que as mulheres conseguem ou não fazer na esfera política. PPC está, pois, confrontado com dois futuros: consolidar o poder no partido e ganhar o país. Terá um semestre para gerar uma dinâmica de vitória e mostrar o que vale na sociedade, depois disso, se não se conseguir impor, suceder-lhe-á o mesmo que sucedeu a Luís Filipe Meneses, Marques Mendes e a outros líderes do psd que foram literalmente abatidos internamente quando se percebeu que não atingiam o cadeirão de S. Bento. E é o que sucederá ao PS quando um dia Sócrates se reformar - ou for compulsivamente reformado. A política, como a lei do tempo, tem esse efeito de erosão: concede vida e energia, mas depois dá-nos um tiro na nuca.

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Pedro Passos Coelho é o novo líder do PSD

Passos Coelho parece ter recolhido o maior número de votos no PSD, obtendo cerca de 60 a 70% dos votos dos militantes com quotas pagas, não sei se pelo António Preto e pela sua madrinha. Coelho era já uma promessa no psd na década de 80/90. Entretanto, o psd teve vários líderes, mais ou menos fracos. A líder cessante, ferreira leite, representou o grao zero da política em Portugal, portanto não se torna difícil a Coelho superar as expectativas na liderança interna, o nó górdio reside, de facto, na conquista do país e na sistematização de um conjunto de políticas, de estratégias e de medidas para renovar as políticas públicas em Portugal. Coelho terá os próximos seis meses para se afirmar no país e minar o caminho a Sócrates. Tudo depende, portanto, da capacidade da geração de ideias e de projectos alternativos ao PS que sirva Portugal. Por ora Sócrates começa a ter um opositor à sua medida. Veremos qual serve melhor Portugal e os portugueses (mesmo com a oposição de Al berto joão jardim) nesta conjuntura de crise para construir uma sociedade mais justa, mais moderna e mais desenvolvida.

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O CDS de Rangel e Seara é o grande derrotado do PSD de Pedro Passos Coelho

Paulo Rangel e fernando Seara, dois militantes do cds (ex), e rivais de Paulo Portas, são os dois grandes derrotados do psd de Passos Coelho. A grande incógnita é saber se Passos Coelho consegue ganhar o país - que ainda é de Sócrates. Quanto a Castanheiro de Barros - somos de parecer que daria um eficiente autarca em Sintra.

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quinta-feira

Evocar o génio de Nicolau Maquiavel

Tornamo-nos odiados tanto fazendo o bem como fazendo o mal

Nicolau Maquiavel

Jornalismo corporativo...ou

Temos aqui especulado acerca das relações do media com o Poder (e os poderes), o que permite colocar uma série de questões, algumas das quais sem resposta, mas deixam aferir pelo padrão de legitimidade emergente que se formou nas sociedades contemporâneas, e que vivem à sombra das sondagens, das manifestações, dos protesto e micromobilizações, das campanhas políticas, dos debates televisivos e da comunicação de um modo geral.
A campanha interna no PSD, a discussão de programas económicos importantes para o país, como é o PEC, a relação tensa do PM com os jornalistas, as campanhas negras que alguns deles lhe lançam, todo esse fluxo desordenado de informação potencia a conflitualidade política e social entre nós, e converte o espaço público, estudado por Jürgen Habermas, numa arena de pancadaria política em que hoje se converteu o Portugal político.
De resto, basta compreender a forma como hoje o Poder em funções e a democracia estão suspensos por aquelas duas miseráveis comissões de inquérito e de ética para se aferir da fragilidade do sistema político e da democracia representativa em Portugal. E digo miserável, porque essas duas comissões procuram fazer o papel que, num Estado de direito, competia aos tribunais e aos juízes, mas como este é o sector mais incompetente, inoperante e desprovido de eficácia no quadro do funcionamento global das nossas instituições, aquelas duas comissões têm de chamar a si esse miserável papel.
E assim lá vão transformando o Parlamento num tribunal de 6ª categoria, em que os deputados inquisidores ainda conseguem ser piores do que os juízes que atravancam a justiça em Portugal, com sérios prejuízos para as pessoas, para as famílias, para as empresas e, no seu conjunto, para a sociedade e a economia nacional. Nenhum investidor estrangeiro deseja investir em Portugal depois de conhecer o sistema de justiça que temos, já para não falar na carga fiscal, outro handicap.
Mas as tensões entre nós não se explicam apenas com base nas razões politico-institucionais, e duma luta primária de políticos contra jornalistas e destes contra aqueles, devidamente enquadrada pelos grupos económicos a que pertencem, evidentemente. Mas pela forma como os media (corporativos) encaram o mercado, e olham para as massas, vendo nelas apenas multidões de consumidores que estão ali para comprar os seus maus produtos. Esse consumismo manipulado pelos media é entendido como uma deriva anti-democrática, porque ao considerar cada pessoa um simples consumidor marginalizam as ideias alternativas e a massa crítica de cada cidadão.
Hoje não se pratica jornalismo de investigação, que faça a cobertura de grandes eventos internacionais e que exige alguns recursos. Prefere-se o jornalismo doméstico, mais imediato e fácil de editar, exigindo também poucos meios. Até lá muitos são os portugueses que têm de aturar os salamaleques desse grande e infinito jornalista que é o Mário crespo, o homem da T-shirt com o seu jornalismo de excelência e os conteúdos da CBS…

Carla Bruni dirige por uns dias 'Madame Figaro'

Revista do diário 'Le Figaro' escolheu a ex-modelo e actual primeira dama francesa para dirigir o seu próximo número.
Carla Bruni, casada com o Presidente francês Nicolas Sarkozy desde Fevereiro de 2008, será chefe de redacção por alguns dias da revista feminina do diário Le Figaro, intitulada Madame Figaro. A primeira dama francesa dirigirá o suplemento de publicação semanal e responderá, pela Internet, a questões dos leitores sobre a sua vida pessoal. As respostas estão a ser publicadas esta semana na versão online do jornal parisiense.
Entre os temas abordados nesta edição da revista, que será editada no sábado, dia 27, contar-se-á uma entrevista com Bono, líder do grupo irlandês U2, conduzida pela própria Carla Bruni, onde serão abordados temas de política mundial e filantropia, incluindo a luta contra o analfabetismo. Bono, que partilha com a primeira dama francesa a paixão pelo activismo e pelas causas sociais, comentando a entrevista, confessa que Carla Bruni "tem o dom da intimidade".
Anne Florence Schmitt, directora da Madame Figaro, declarou, em editorial, que "[Carla Bruni] não se cinge só ao seu estatuto", assegurando que a escolha da modelo se deve mais às suas qualidades como mulher do que ao facto de morar no Palácio do Eliseu.
Obs:
Já conhecíamos as "grandes" qualidades de Carla Bruni como cantora, agora vamos conhecer as suas virtudes enquanto redactora e editora do referido diário. Contudo, sugira-se aos leitores que não façam perguntas embaraçosas à modelo para não comprometer ainda mais a dignidade e a honra (que é uma paixão) do PR Sarkosy. Ainda bem que as esposas dos responsáveis políticos portugueses são mais modestas, o risco, assim, também é menor... Embora haja sempre o risco (adicional) de a moda pegar em Portugal, e amanhã algum empresário da comunicação, no afã de agradar ao Poder, escolher a srª dona Maria C. Silva a fazer a manchete do Público ou, na pior das hipóteses, assegurar a gestão do 24h durante 15 dias.

Galinhas ecológicas

Medida peculiar e interessante esta implementada numa cidade belga, onde as galinhas estão a desempenhar um papel crucial na redução de resíduos. Em Mouscron, na Bélgica, vai ser implementada uma campanha de distribuição de galinhas aos habitantes de moradias com jardins como alternativa natural para a redução dos resíduos produzidos.

Os habitantes a quem forem atribuídos os animais vão receber instruções básicas sobre como tomar conta dos mesmos e comprometem-se a não comer os animais durante dois anos.

Uma medida curiosa e naturalmente ecológica.

in Naturalmente

Manuela Ferreira leite regressa à origem: o bacalhau espiritual

A líder cessante disse que deixa PSD credibilizado, mas lamentou as derrotas.
A líder cessante do PSD ouviu ontem um ode de elogios, dos ex-presidentes do PSD aos candidatos à liderança. Manuela Ferreira Leite despediu-se "tranquila" por ter sempre falado "verdade aos portugueses". Não escondeu o "orgulho" de ter "credibilizado o partido nestes dois anos meio de liderança. Fez o balanço: perdeu duas eleições, as europeias e as autárquicas, perdeu as mais importantes, as legislativas. "Lamento por Portugal", disse. dn (...)
Obs: Que mais poderia a senhora dizer do partido que ajudou a apoucar, fragmentando a sua liderança e subtraindo alternativas sucessivas a Portugal. E o mais curioso é que a dita senhora aparece enquadrada pelo slogan "Pensar Portugal". Mas que estranha forma de escavacar o país. Regressa Santana lopes, estás perdoado.

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Karl Frierson

Karl Frierson ~ Ten minuts

Karl Frierson ~ Only You

Presidente eterno - Cómo el líder de la autonomía de Madeira mantiene el control de la isla desde hace 30 años

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FRANCESC RELEA 25/01/2009
Alberto João Jardim, 65 años, es un político fuera de lo común, que ostenta el récord mundial de permanencia en el poder por vía democrática. Nada menos que 30 años como presidente del Gobierno Regional de Madeira, entidad autónoma de soberanía portuguesa, ganando elección tras elección por mayoría absoluta. Sólo Muammar el Gaddafi acumula más tiempo como líder supremo de Libia (39 años), pero el coronel nunca se ha sometido al veredicto de las urnas.
El dinero de la UE y el fondo portugués de insularidad ayudan a Jardim a ganar una elección tras otra
Adorado y odiado, Jardim no deja indiferente a nadie. Su carácter histriónico y el talante caudillesco le llevan a despreciar, insultar e incomodar a sus adversarios políticos, y también a quienes están en su bando, el Partido Social Demócrata (PSD). Estas cualidades personales no son impedimento para que el presidente regional de Madeira sea miembro de las más altas instancias portuguesas, como el Consejo de Estado y el Consejo Superior de la Defensa Nacional.
Jardim es un producto genuinamente madeirense, catapultado a partes iguales por la Iglesia y el antiguo régimen. Durante la dictadura fue el protegido del hombre del salazarismo en Madeira, su tío Agostinho Cardoso, cuyo pensamiento derechista quedó reflejado en las columnas, a veces incendiarias, que publicaba en La Voz de Madeira, altavoz del dictador en la isla. Hoy, Jardim es el caudillo local del PSD, cuya versión madeirense poco tiene que ver con el primer partido de oposición a escala nacional en Portugal. En Madeira, son del PSD viejos cuadros del salazarismo que conservan cargos locales.
Treinta años en el poder y el pueblo le sigue votando. ¿Cuál es la clave del éxito? El dinero, en primer lugar. Madeira ha sido durante décadas la región portuguesa que, proporcionalmente, más se ha beneficiado de la solidaridad nacional y de la Unión Europea (UE). El régimen autonómico le permite recaudar íntegramente todos los impuestos que se pagan en el archipiélago, sin devolver nada a Lisboa; el Estado portugués aporta unos 300 millones de euros por año para compensar los efectos de la insularidad; y, durante décadas, la UE ha inyectado grandes sumas de dinero: 2.000 millones de euros en los fondos comunitarios de los últimos 15 años. Con este colchón, ¿quién no gana unas elecciones por mayoría absoluta? "En estas condiciones, ni el Papa sería capaz de derrotar a Jardim", dice el diputado socialista Carlos Pereira, uno de sus críticos más mordaces.
En medio del Atlántico, a 313 millas marinas de la tierra firme más próxima (la costa africana) y a dos horas de vuelo de Lisboa, está la isla de Madeira, con 200.000 habitantes. Otros 600.000 viven en el exterior como emigrantes, repartidos sobre todo entre Venezuela y Suráfrica. Destino tradicional del turismo de la tercera edad, con predominio británico, y escala de grandes cruceros que surcan el Atlántico, la isla ha cambiado de cara en los últimos 30 años, dejando atrás parte de la pobreza ancestral, con la construcción de túneles, viaductos y vías rápidas que permiten el acceso hasta las zonas más alejadas. La obra pública fue desde el primer día la gran apuesta de los Gobiernos de Jardim. Contaba para ello con los cuantiosos fondos recibidos desde Lisboa y Bruselas. "Con millones hago inauguraciones, con inauguraciones gano elecciones", fue el lema que le permitió triunfar por mayoría absoluta en nueve comicios consecutivos. Haciendo caso omiso a las recomendaciones del Tribunal Constitucional, las inauguraciones se han convertido en actos de campaña, con comidas pagadas a la población.
En Madeira, la línea que separa medios de comunicación y propaganda es imperceptible. El Telejornal de la cadena pública RTP Madeira es conocido popularmente como TeleJardim. De la decena de emisoras de radio privadas, todas reciben subsidios del Estado. El Jornal de Madeira, antaño propiedad de la Iglesia, es el único diario estatal en Portugal como instrumento de propaganda política. La ley impide que sea gratuito y se vende al precio simbólico de 10 céntimos.
"Jardim gana siempre porque tiene una maquinaria de propaganda gigantesca. Aparece todos los días en la televisión local, donde no existen los debates. La prensa está amordazada y hay miedo a informar", dice Carlos Pereira, portavoz del grupo socialista en el Parlamento regional, que vivió en carne propia el clima político agobiante para los disidentes que impera en Madeira. En 2005 era director del Centro Internacional de Negocios, zona franca libre de impuestos, cuando decidió competir por la alcaldía de Funchal en las municipales de aquel año. "Perdí tras una tremenda campaña del miedo. Pero lo más grave fue la persecución personal y discriminación social. Hasta el grupo de compañeros con los que corría los domingos se apartó de mí. Finalmente, lograron mi dimisión como director de la Zona Franca".
Los 30.000 funcionarios repartidos en dependencias de la administración regional, ayuntamientos y servicios de la República son un pilar fundamental del régimen de Jardim. Es una cifra que habla por sí sola para una población activa de 120.000 personas y que absorbe el 23,9% del presupuesto de Madeira. No es preciso preguntar por quién vota este ejército de burócratas en cada consulta electoral.
Los ministros rara vez comparecen para rendir cuentas. Y temas no faltan. La deuda global, por ejemplo, asciende a 3.000 millones de euros, que equivale a la mitad del PIB regional. Sí acude a la Cámara, en alguna ocasión, el presidente, a quien el reglamento le autoriza a hablar sin límite de tiempo y no le obliga a responder eventuales preguntas de los diputados. El debate brilla por su ausencia en un Parlamento que no ejerce sus funciones de fiscalización, y en cuya Mesa sólo está representado el PSD, partido oficialista. Sus señorías, además, no están sujetas a ningún régimen de incompatibilidades, caso único en Portugal, lo que les permite hacer negocios con o al margen del Gobierno.
"La democracia es una apariencia en Madeira", afirma João Marques de Freitas, ex fiscal general adjunto, que reconoce que la manera de vivir tranquilo es "no meterse en política". Por eso, "mejor hablar de fútbol y de Cristiano Ronaldo".
Para anomalías, la registrada el mes pasado en una sesión plenaria de la Cámara, en la que el diputado José Manuel Coelho, del grupúsculo opositor Partido Nueva Democracia (PND), acusó al Gobierno de Jardim de "nazi-fascista", tras lo cual exhibió una bandera con la cruz gamada. Al día siguiente, agentes de seguridad privada impidieron la entrada del diputado en las dependencias parlamentarias.
La oposición, sea de izquierda o de derecha, coincide en que el régimen político de Madeira tiene todos los tics de una república bananera. En plena Europa. "El Gobierno confunde mayoría absoluta con poder absoluto", subraya José Manuel Rodrigues, presidente del Centro Democrático Social (CDS), el partido que ejerce como oposición de derecha.
Pese a la unanimidad de las críticas, que el presidente Jardim ha rehusado comentar en las páginas de este periódico, en 30 años no ha cuajado un frente opositor. La explicación, probablemente, no hay que buscarla en Madeira, sino en Lisboa, donde hay un gran desconocimiento y desinterés sobre lo que ocurre en aquella isla en el Atlántico. "No hay voluntad política de mirar a Madeira como parte de Portugal",
lamenta Carlos Pereira.

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Uma bofetada de luva branca (ao Al berto joão da Madeira)

DIVULGAÇÃO- DUAS LINHAS - Miguel Silva, Editor de Política Duas linhas
Uma bofetada de luva branca
Data: 26-02-2010 Faço parte daquele enorme grupo de madeirenses que nunca esqueceu a arrogância do presidente do Governo Regional da Madeira quando, em 1999, disse: "Nem um tostão para Timor!" Fiquei ainda mais magoado quando, um ano depois, tive a oportunidade de visitar Timor-Leste integrado na comitiva que acompanhou o Presidente da República Jorge Sampaio em visita oficial. Vi casas destruídas, vi gente humilde, sem nada. Gente que ainda falava algum português, que pedia ajuda e que precisava mesmo dessa ajuda. E lembrava-me, nessa Díli ainda destroçada, do presidente do governo da minha ilha: "Nem um tostão para Timor!".
Agora que Timor começa a erguer-se mas revela ainda muitas fragilidades, é a nossa Madeira, a 'Singapura do Atlântico', a merecer a ajuda de fora. Ao contrário de mim, Ramos-Horta e Xanana Gusmão já esqueceram o que disse Jardim. E agora, em vez de nem um tostão para a Madeira, vejo com emoção um país bem mais pobre que a nossa rica Região a dizer: "100 mil contos para a Madeira!". Timor, um dos países mais pobres do mundo, desvia dos seus cidadãos 556 mil euros (ou 750 mil dólares) para ajudar a manter o bom nível de vida de uma Região que se apresenta com indicadores que a deixam como uma das mais ricas da União Europeia. E Timor não se limita a um tostão: oferece mais de dois euros a cada madeirense.
Sei que este não é o momento para tricas políticas. Que a hora é de trabalhar pela reconstrução, chorar os mortos e proteger os vivos. E, sinceramente, acho que estamos a fazer bem o que é possível fazer nesta altura. O Governo, as Câmaras, as Juntas, os Voluntários. Mas é difícil ficar insensível perante os contributos vindos de fora. Além dos efeitos práticos na reconstrução, a solidariedade de anónimos e as visitas dos 'cubanos' Sócrates e Cavaco e ainda o dinheiro do patrão do 'Pingo Doce' obrigam-nos não apenas a ter mais cuidado com o planeamento urbanístico como também a ter mais tento na língua. Nas desgraças é assim: hoje eles, amanhã nós.
Miguel Silva, Editor de Política
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Como Al berto joão jardim vê os outros

quarta-feira

PEC - Plano de Estabilidade e Crescimento. Um paradoxo a dissolver na economia portuguesa

Há certas siglas perigosas para a economia portuguesa, o PEC é uma delas, sobretudo porque mexe com os interesses de todos nós e chamam-nos à responsabilidade perante as instituições europeias a quem hoje os espaços nacionais que integram a UE prestam obediência e têm o dever de apresentar planos económicos de rigorosa disciplina financeira.
Sucede, porém, que se revela difícil pedir à economia nacional essa disciplina quando não crescemos e, para agravar, os défices orçamentais aumentam. Uma situação, aliás, que se estende à generalidade das economias europeias, daí a estagnação da Europa – que combina elevado desemprego com ausência de taxas de crescimento. Portanto, a Europa está mais em vias de violar o PEC do que de o respeitar, visto que sem crescimento também não haverá condições de estabilidade.
É, análogamente, como a manta do Bocage, quando tapamos a cabeça, destapamos os pés, e quando tapamos os pés…
E o mais curioso, para não dizer problemático, é que depois da violação do PEC, como já ocorreu no passado, também não se ficou em condições mais favoráveis do que antes, mas perdeu-se a oportunidade de avançar numa estratégia conjunta. Veremos como agora a coisa corre. Ou seja, na prática, os défices orçamentais que se encontram na generalidade das economias europeias apenas estão a financiar a configuração do passado dessas sociedades, e não funcionam como estímulo estratégico para o futuro da Europa, o que explica que haja crescimento apesar do défice.
E a ser assim no futuro próximo, seria desastroso para a concepção duma estratégia de desenvolvimento sustentado que se quer para a Europa, pois o pior que poderia acontecer é que os novos défices orçamentais que estão a fazer-se em cada economia nacional, em parte para atender à urgências das empresas e das famílias mais desesperadas, sirva, perversamente, para financiar a reprodução das estruturas, dos vícios, dos despesismos e rotinas do passado, que são justamente aqueles que têm gerado este sorvedouro de recursos aos Estados, no fundo, aos impostos de todos e de cada um de nós.
Esperemos, pois, que o novo PEC tenha um novo alcance e produza efeitos positivos no tecido conjuntivo de toda a Europa, a Ocidente e a Oriente, hoje somos todos sócios-rivais, apesar de termos saudades da velhinha Guerra Fria.
Então era tudo mais claro e previsível...

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terça-feira

O alargamento do Espaço público e a (des)Informação em Portugal

A democracia trouxe a liberdade de expressão, associação, opinião mais uma catrafada de outras liberdades a que hoje não sabemos dar a melhor utilização. Mas esse facto, por si só, representou uma emancipação da liberdade individual de cada um de nós, o que permite a expressão de múltiplas opiniões em tempo real, seja por parte de agentes políticos, sociais, empresariais, judiciais, culturais, religiosos, etc. Todos hoje falam com todos em tempo real.
À partida essa circunstância deveria implicar mais e melhor democracia, mais e melhor entendimento e compreensão dos fluxos de informação debitados pelos media, mas, ao invés, parece que o espaço público, ou por burrice dos destinatários ou por incapacidade dos media, não conseguiu converter aqueles bits em conhecimento aproveitável pela sociedade, melhorando a qualidade da democracia, da sociedade e do Estado.
Primeiro aparece-nos a imprensa de opinião, em segundo a imprensa comercial, em terceiro implantam-se os media audiovisuais e, por fim, aparece o modelo das relações públicas generalizadas que atingem todas as esferas da sociedade e do Estado, incluindo as empresas, as associações, as corporações, nada escapa à influência dos media, mas nem por isso nos sentimos hoje melhor informados do que no passado recente. Daí o conhecimento inútil das toneladas de informação que hoje flui no espaço público.
Então, é lícito admitir que ao excesso de informação não corresponde a verdade, ou melhor informação, melhor democracia e melhor Estado. Assim sendo, o Estado, as oposições, no fundo, a classe dirigente também não está apta a produzir melhores decisões para a sociedade.
O caso da putativa compra da TVI pela PT – via Estado – que envolve o PM nessa alegada interferência do poder com o mundo empresarial para daí extrair um ganho político por via da libertação dum meio de comunicação social hostil, que, por acaso praticava mau jornalismo pela mão do casal Moniz/Guedes, revela como ainda vivemos numa sociedade de massas, acéfala e acrítica, passiva e objecto da comercialização das notícias, da Pub., e dum conjunto de comportamentos e de reacções automáticos decorrentes do tal comportamento passivo que Jürgen Habermas criticou no seu espaço público e na sua Esfera pública.
Vemos hoje um Portugal suspenso – através de duas Comissões - de inquérito e de ética da AR – para aferir da verdade de um agente político e, em função disso, marcar (ou não) eleições antecipadas, com os custos sociais, económicos e financeiros que tudo isso implicaria. Para, no final, supremo paradoxo, ser o PS e Sócrates a capturar o poder e, eventualmente, voltar a governar com uma maioria ainda mais folgada do que a que tem hoje.
Por outro lado, não devemos ser ingénuos a ponto de crer que os agentes do poder não tentam condicionar os media, influir no trabalho dos jornalistas, condicionar e/ou orientar a opinião a seu favor e virá-la contra os seus adversários políticos. Isto sempre se faz, faz-se e irá continuar a ser uma prática, porque é essa a natureza humana. Mas procurar deixar um país suspenso por uma questão que envolve mais suposições do que certezas, e é a moeda corrente da vida política e empresarial em qualquer paíse democrático, é abusivo.
Quantas vezes o empresário Belmiro de Azevedo já tentou condicionar o poder político a tomar a decisão A, B ou C? Quantas vezes Ricardo Salgado Espírito Santo já tentou (e)levar a ministro da Economia administradores do seu grupo económico? Quantas vezes o “velho leão” – compulsivamente reformado com uma ajudinha inteligente do Comendador Joe Berardo – o engº Jorge Jardim Gonçalves tentou meter Secretários de Estado das finanças e do Orçamento no Governo aquando da sua formação?
Estas tentativas e práticas são naturais e recorrentes em democracia e denuncia a relação dos banqueiros com os políticos. A virtude está em saber-lhes resistir escolhendo sempre os melhores, e que depois sejam os melhores a governar em prol do interesse geral, em busca do bem comum.
Ora, aquelas Comissões da AR representam mau teatro, são sessões deprimentes que ainda deprimem mais os portugueses, é um jogo mistificador, ainda que disfarçado de virtudes democráticas mui republicanas. Pois mesmo que se apure que o PM teve o ensejo de se libertar da TVI via PT o negócio, verdadeiramente, não se fez, e as pressões são naturais em democracia. Mas, de caminho, o país libertou-se daquele câncer jornalístico, e se hoje, a TVI produz melhor informação, a essa alegada pressão se deve. Por aqui se deduz um efeito não previsto (positivo) resultante da tomada de decisão dos espanhóis da Prisa junto da direcção de Informação da TVI que a oposição imputa ao PM.
Até posso presumir que o PM tentou fazer esse lance, ou alguém por ele para lhe agradar e facilitar a governação, mas os filtros e os mecanismos da sociedade impediram-no, o que prova a vitalidade da sociedade civil, a robustez da democracia mediática e, acima de tudo, que os seus adversários internos, estão vivos, vigilantes e actuantes.
Mas mais grave do que imputar uma manipulação ao PM é constatar a manipulação política e cognitiva que o PSD e BE tentam engendrar com o fito de manipular o raciocínio dos portugueses, através daquela galeria de convidados para fazer depoimentos, e que fazem as suas declarações em função dos seus ódios de estimação quer ao PM quer ao PS. E o mesmo se passando com os convidados do PS, que também convida os players que sabe antecipadamente têm declarações desfavoráveis aos partidos da oposição que são, no fundo, os proponentes desta mega-fantochada no Portugal dos pequeninos.
Por isso hoje Portugal é um país refém de si próprio, um país em que o objectivo é converter o falso em verdadeiro, e o seu inverso, deformando tantas vezes a realidade até que ela se encaixe na perfeição dos seus fautores. E o mais grave é que a esta amálgama cognitiva soma-se uma amálgama emotiva, valendo tudo para formatar o sentido interpretativo que os portugueses têm e devem dar aos materiais políticos que aquelas Comissões servem aos tugas.
Enquanto esta novela mexicana enche os chouriços mediáticos das nossas tvs, rádios e jornais, e o Mário crespo vai à AR dizer que dorme com uma T-shirt bem à medida do seu “mérito” profissional, Portugal dorme, lá fora, povoado de problemas sociais relacionados com o desemprego, a pobreza e as desigualdades sociais entre os portugueses, cuja economia pouco ou nada cresce, nem se moderniza nem desenvolve.
Circunstância macro-económica que só nos deprime mais, sobretudo se pensarmos que estamos cada vez mais distantes dos índices de desenvolvimento dos países que lideram o pelotão da frente desta nossa rica Europa comunitária. Tudo em nome da desinformação...
Nota: Há, contudo, uma grande vantagem no desenvolvimento destas comissões de inquérito e de ética na AR, que não passa duma "caça às bruxas" disfarçada de virtude democrática, apesar do verniz ser de 5ª categoria. E essa vantagem reside na possibilidade de as deputadas estagiárias terem a sua participação e o seu momento de glória mediática na fantochada que alguma Nação alimenta, o que doutro modo jamais aconteceria, ou seja, passariam verdadeiramente anónimas em toda uma legislatura. A vantagem é delas, e não da democracia nem da república, ou seja, do interesse geral.

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segunda-feira

Melhor ambiente, melhores cidades

Nada há de melhor do que ideias simples e realizáveis nas nossas cidades a fim de protegermos e, se possível, promovermos as condições de vida em que vivemos, especialmente nesses mega-espaços urbanos. Daí a importância na criação e concepção dos espaços públicos nos nossos centros urbanos, não apenas nas grandes cidades, mas também nas cidades médias e pequenas em Portugal. Richard Sennet, por exemplo, no seu livro sobre a história da cidade – The Conscience of the Eye, colocava-se contra projectos de desenvolvimento urbano como o das Docas – por referência ao que se passou em Londres em que as Docklands se dividiram entre ricos e pobres, ainda que esses espaços tenham beneficiado de uma renovação no seu edificado. Também nos EUA os construtores compram grandes armazéns industriais e convertem-nos em lofts residenciais e estúdios para a classe A. Em Lisboa, e noutras cidades do país, existem alguns edifícios impessoais que agridem visualmente as pessoas, tornando-as também mais distantes umas das outras. Ora, este tipo de urbanismo não interessa a ninguém, e, hoje, mais do que nunca, em que as condições ambientais são um imperativo de vida e devem integram todas as políticas sectoriais de qualquer governo, devíamos todos tentar criar cultura, cor e vida nas ruas das nossas cidades, pois só dessa forma não deixamos morrer o comércio e as actividades económicas que gravitam em seu torno, como devolvermos as pessoas às ruas, donde elas hoje andam arredadas, excepto quando têm que ir trabalhar. Quer dizer, a consciência ambiental não reclama apenas condições de segurança para cada um de nós fruir os espaços públicos, é também necessário que os nossos engenheiros, arquitectos, urbanistas e planificadores em geral consigam lançar um novo olhar sobre as nossas cidades e converter zonas comerciais em cidades de rosto humano, que espelhem as nossas tradições, mas também a diversidade cultural, religiosa, histórica e humana que encerramos enquanto povo, cultura e civilização. Hoje faz-se um balanço da década em termos ambientais, pois bem, fica aqui esta simples chamada de atenção que visa conceber, planificar e executar mais e melhor as cidades do futuro, no presente. Cidades que adoptem nos seus edifícios um design mais sedutor, materiais mais amigos do ambiente, sejam mais abertos à luz e cor. Pois é inadmissíveel que as cidades do nosso Portugal continuem a ser concebidas como meras bolsas concentradas de actividades económicas, financeiras e de produção, sem integrar nelas a "alma" que é, no fundo, a sua marca e, também, o sinal de sustentabilidade para o futuro.

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Conferência "Balanço da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável"

Conferência "Balanço da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável" Quando 22 de Março de 2010 Horário 14h30 - 18h00 Onde Instituto de Ciências Sociais Auditório Sedas Nunes Categorias relacionadas Conferências ICSUL
CONFERÊNCIA BALANÇO DA DÉCADA DA EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E APRESENTAÇÃO DO LIVRO EDUCAÇÃO AMBIENTAL: BALANÇO E PERSPECTIVAS PARA UMA AGENDA MAIS SUSTENTÁVEL de Luísa Schmidt, Joaquim Gil Nave e João Guerra
A meio do percurso da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, proclamada pela UNESCO em 2005, o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS‐UL), a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Comissão Nacional da UNESCO promovem uma Conferência no dia 22 de Março (14h 30m), nas instalações do ICS, para fazer um balanço nacional e internacional desta iniciativa.
Arjen Wals, professor da Universidade de Wegeningen (Holanda) e responsável pela revisão intercalar da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, fará o ponto de situação à escala europeia, sublinhando o papel das universidades neste âmbito. José Vicente de Freitas, da Universidade Federal de Rio Grande e coordenador do Programa Agenda 21 Brasileira do Ministério do Meio Ambiente, falará do caso do Brasil. João Ferrão, ex‐secretário das Cidades e Ordenamento do Território animará a sessão e Fernando Andresen Guimarães, Presidente da UNESCO encerrará os trabalhos.
No mesmo dia será lançado o livro Educação Ambiental – Balanço e Perspectivas para uma Agenda Mais Sustentável, cuja apresentação estará a cargo de António Nóvoa, Reitor da Universidade de Lisboa, e Mário Ruivo, Presidente do CNADS.
O livro analisa a situação da Educação Ambiental e para o Desenvolvimento Sustentável (EA/EDS) a partir de dois inquéritos nacionais – um aplicado à totalidade das escolas do ensino básico e secundário, outro a um conjunto de organizações não escolares (estatais, privadas e associativas). Os dados inéditos recolhidos permitiram discutir e avaliar a EA/EDS que se faz hoje em Portugal (incluindo o seu percurso histórico) e o papel que ela tem desempenhado na formação de uma cidadania preparada para a(s) crise(s) ambiental global e outras.
De acordo com os resultados, a EA/EDS caracteriza‐se por ser mais ‘vertical’ do que ‘transversal’, permanecendo demasiadas vezes confinada à turma sem envolver a comunidade escolar (auxiliares de acção educativa, professores, alunos) e muito menos a comunidade extra‐escolar (pais, autarquias, empresas locais). Isto apesar de alguns bons exemplos, que existem e poderiam ser replicados.
Este livro é lançado no Dia Mundial da Água, sendo este um dos temas mais trabalhados nos projectos de Educação Ambiental (77,1%) – só ultrapassado pela questão dos RSU com 77,6%, e logo seguido pela conservação da natureza (71,4%). Em contrapartida, temáticas tão relevantes para o desenvolvimento sustentável como as da saúde ou da solidariedade social, tendem a ficar de fora.
Importa também realçar, no que toca aos grupos‐alvo dos projectos, o peso esmagador dos estudantes mais jovens (Ensino Pré‐escolar, 1º Ciclo do Ensino Básico e 2º Ciclo do Ensino Básico) face aos estudantes do secundário. Esta “infantilização” dos projectos de EA/EDS aponta para o carácter essencialmente recreativo e lúdico que tende a revestir estas actividades em Portugal.
A este facto não será alheia a dificuldade de integração da EA/EDS nos programas escolares, que em parte resulta duma desarticulação institucional persistente entre os vários ministérios envolvidos.
Um outro problema tem a ver com a falta de continuidade dos projectos de Educação Ambiental. Entre a crónica falta de recursos e a descontinuidade de políticas de apoio e incentivo, o esquema de mobilidade no trabalho dos professores do ensino público leva a que, frequente, com a saída de determinado professor, o projecto acabe por se extinguir.
Em resumo, defende‐se neste livro que as escolas deveriam tornar‐se verdadeiros exemplos de inteligência ambiental, conferindo à Educação Ambiental o carácter transversal e mobilizador que pode e deve ter. Tal implica uma reforma a vários níveis, incluindo o das infra‐estruturas. Sem surpresa, são as escolas que dispõem de mais equipamentos – laboratórios, ginásios, bibliotecas – as que desenvolvem maior número de projectos de EA/EDS. A actual dinâmica de reconstrução e melhoria de equipamentos nas escolas seria, pois, um momento oportuno para uma tal viragem.
Obs: Divulgue-se.

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