Lisa Stansfield and Barry White e Tina Turner & Barry White
Lisa Stansfield and Barry White - All around the world Tina Turner & Barry White - In Your Wildest Dreams
Macro de grande, skopein de observar: observar o infinitamente grande e complexo. Tentar perceber por que razão a ave vive fascinada pela serpente que a paralisa e, afinal, faz dela a sua presa.
Lisa Stansfield and Barry White - All around the world Tina Turner & Barry White - In Your Wildest Dreams
DNNo curto prazo as medidas de emergência adoptadas são lentas a produzir resultados na economia real. Costuma-se dizer que no meio da guerra não se limpam armas. Mas a verdade é que no meio da presente recessão, vale a pena discutir não apenas a forma de conter a crise como, olhando mais além, antever a forma como vamos sair da crise. Sobretudo porque da forma como sairmos da crise depende o nosso futuro nas próximas décadas. Num aparente "eterno retorno", as medidas anticrise que a generalidade dos países tem vindo a adoptar visam responder aos efeitos mais imediatos da recessão económica global: conter a quebra do emprego, definir esquemas de apoio social aos sectores mais vulneráveis no desemprego ou em risco de pobreza, apoiar a tesouraria das empresas em risco, estabilizar o sistema financeiro por forma a criar as condições para que os bancos voltem a cumprir a sua função primordial de emprestar dinheiro às famílias e às actividades económicas. Em paralelo às medidas que poderíamos considerar "de emergência", os países debatem as prioridades da própria retoma, até porque todos intuem que a alocação extraordinária de recursos públicos à economia não se pode limitar a responder ao curto prazo, antes acabará por ser tão mais eficiente quanto mais estiver em linha com os objectivos de crescimento económico de médio prazo. Neste capítulo a convergência tem vindo progressivamente a ser feita em torno da ideia de uma retoma assente num "crescimento inteligente", dando prioridade aos sectores energético, muito em especial das energias renováveis, da penetração da banda larga, das infra-estruturas de transporte e de energia, da qualificação das pessoas e dos cuidados de saúde. Claro que estas prioridades variam de país para país, em função do seu estádio de desenvolvimento e das respectivas necessidades de crescimento económico futuro. No curto prazo as medidas de emergência adoptadas são lentas a produzir resultados na economia real. O seu efeito varia entre a contenção da quebra do produto (dir-se-ia a estagnação da quebra da produção) e a sustentação de níveis de emprego que permitam às empresas manter a sua capacidade produtiva instalada na expectativa de melhores dias (recorrendo ao chamado lay-off). Contudo, receia-se que mesmo após a inversão da tendência recessiva, os primeiros tempos da retoma ainda sejam marcados por novas perdas de postos de trabalho. O que coloca no centro das preocupações desse período de retoma as políticas de emprego. Ora os sectores identificados como de "crescimento inteligente" são muito variáveis entre si no que toca à capacidade de geração de postos de trabalho. De igual modo a reconversão dos trabalhadores desempregados por força da crise pode ser mais imediata em alguns daqueles sectores prioritários e mais difícil, morosa e complexa noutros. A procura dos equilíbrios entre as prioridades de investimento público e privado, isoladamente ou em parcerias, e a preocupação do combate ao desemprego constitui, sem dúvida, um terreno privilegiado para o diálogo e a concertação social. Em países como a Alemanha, esse diálogo social já permitiu minimizar alguns dos efeitos mais negativos da crise, designadamente na contenção do desemprego. Noutros países, como por exemplo em Espanha, embora haja um lastro de diálogo social importante o crescimento do desemprego tem sido galopante. Desses exemplos resulta que a concertação social pode ser um instrumento importante, é sem dúvida um elemento necessário mas não é, por si só, suficiente. O que nos remete para a segunda componente incontornável do relançamento económico: a das prioridades do investimento público e da iniciativa privada. Neste domínio, antevendo-se uma retoma marcada ainda por relevantes dificuldades de acesso ao crédito, a mobilização dos recursos públicos e dos fundos comunitários para incentivo e apoio às empresas, designadamente às pequenas e às médias empresas com capacidade inovadora e potencial exportador, prefigura-se como um instrumento decisivo para o relançamento da economia e a criação de emprego. A contratualização desses apoios em função de metas de crescimento económico, criação de postos de trabalho e diminuição do défice externo terá, pois, de dominar o debate sobre o modelo de retoma económica pretendido. Uma responsabilidade que terá de ser partilhada pelo Estado e pelos parceiros sociais.
Obs: São significativas estas medidas de política económica, fiscal e de âmbito social. Seria útil que a conjuntura internacional mude para que tenham plena eficácia as medidas internas propostas pelos Estados nacionais, designadamente na área das PMEs e do sector exportador para os mercados internacionais. Seja como for, quando se compara o ideário do PS ao do Psd de Ferreira leite aquilo que se constata é a diferença que vai do azul ao negro. A srª Ferreira reencarna, obviamente, o "negro" pela total ausência de ideias e de um projecto para governar uma retrosaria..., quanto mais Portugal. Em face do exposto afigura-se prudente e avisado, em nome do interesse nacional, renovar a confiança política em Sócrates.
PS promete oferecer 200 euros por cada recém-nascido, in TSF
O PS promete oferecer 200 euros por cada bebé que nasça em Portugal. Esta é uma das promessas eleitorais socialistas avançada à TSF por João Tiago Silveira. Em 2007, em Espanha Zapatero oferecia 2500 euros por cada recém-nascido. Obs: É uma grande medida de apoio à natalidade. Já devia ter aparecido mais cedo, e é pena que a srª Ferreira leite seja já tão idosa que dela não possa beneficiar.
De vez em quando recorremos a esta imagem que circula rede. O nosso intuíto não é, certamente, menosprezar nenhumas das pessoas alí retratadas que, no plano pessoal, merecem todo o respeito, mas políticamente não merecem nenhuma confiança. Hoje soube-se uma verdade antiga: o psd - e os governos Durão e Santana foram os que mais contribuíram para aumentar a despesa pública, agravar o endividamento e aumentar o défice criando o "monstro", um conceito de Cavaco que, paradoxalmente, se aplica bem aos governos do psd que o sucederam. A explicação para tanto erro, incompetência e desatino radica na qualidade política dos players.
Etiquetas: Fealdade, o défice e o monstro
Obs: A moral da "estória" é que, segundo consta, o PSD é um partido mais estatista e despesista que o PS - que tem fama de assumir aquelas características ao nível das funções económicas e sociais do Estado. Durão e santana foram os mais gastadores e perdulários na gestão dos fundos públicos, com a agravante de que Durão prometeu a criação de um aeroporto e um TGV, infra-estruturas de apoio à modernização e desenvolvimento do país, e meteu ambos na gaveta porque não teve envergadura política para lançar e implementar esses projectos, revelando também que Durão sempre esteve mais preocupado com os seus interesses políticos pessoais e com a sua imagem externa/europeia do que com os verdadeiros interesses nacionais permanentes de Portugal. O que também já não é novidade para ninguém. Portanto, este estudo só vem consubstanciar aquilo que é a opinião geral na sociedade. Qualquer dia ainda veremos a srª Ferreira leite a assoar o pingo da gripe numa das ruas estreitas da Lapa com o John M. Keynes debaixo do braço e o Carlinhos Marx no outro. Para quem apoia Santana em Lisboa depois de o ter vilipendiado cunhando-o de "má moeda" (na companhia de Cavaco silva) - já é lícito acreditar em tudo. E o mais curioso é que a srª Leite tem fama de ser séria quando, na prática, comporta-se como uma serpente do deserto zizegue-zagueando pela areia quente...
"Miura" integra o livro Bichos de Miguel Torga e é um conto em que o narrador narra de acordo com o que Miura (um touro que morre na arena) vê, pensa e sente.
Miura - por Miguel Torga - (Excerto)
[...]Três pancadas secas na porta, um rumor de tranca que cede, uma fresta que se alargou, deram-lhe num relance a explicação do enigma da agressão: chegara a sua vez.
Nova picada no lombo.
- Miura! Cornudo!
Dum salto todo muscular, quase de voo, estava na arena.
Pronto!
A tremer como varas verdes, de cólera e de angústia, olhou à volta. Um tapume redondo e, do lado de lá, gente, gente, sem acabar.
Com a pata nervosa escarvou a areia do chão. Um calor de bosta macia correu-lhe pelo rego do servidoiro. Urinou sem querer.
Gritos da multidão.
Que papel ia representar? Que se pedia do seu ódio?
Hesitante, um tipo magro, doirado, entrou no redondel.
Olhou-o a frio. Que força traria no rosto mirrado, nas mãos amarelas, para que se atreve assim a transpor a barreira?
A figura franzina avançou.
Admirado, Miura olhava aquela fragilidade de dois pés. Olhava-a sem pestanejar, olímpica e ansiosamente.
Com ar de quem joga a vida, o manequim de lantejoulas caminhava sempre. E, quando Miura o tinha já à distância de um arranco, e ainda sem compreender olhava um tal heroismo, enfatuadamente, o outro bateu o pé direito no chão e gritou:
- Eh! boi! Eh! toiro! A multidão dava palmas.
- Eh! boi! Eh! toiro!
Tinha de ser. Já que desejavam tão ardentemente o fruto da sua fúria, ei-lo.
Mas o homem que visou, que atacou de frente, cheio de lealdade, inesperadamente transfigurou-se na confusão de uma nuvem vermelha, onde o ímpeto das hastes aguçadas se quebrou desiludido.
Cego daquele ludíbrio, tornou a avançar. E foi uma torrente de energia ofendida que se pôs em movimento.
Infelizmente, o fantasma, que aparecia e desaparecia no mesmo instante, escondera-se covardemente de novo por detrás da mancha atordoadora. Os cornos ávidos, angustiados, deram em cor.
Mais palmas ao dançarino.
Parou. Assim nada o poderia salvar. À suprema humilhação de estar ali, juntava-se o escárnio de andar a marrar em sombras. Não. Era preciso ver calmamente. Que a sua raiva atingisse ao menos o alvo.
O espectro doirado lá estava sempre. Pequenino, com ar de troça, olhava-o como se olhasse um brinquedo inofensivo.
Silêncio.
Esperou.
O homem ia desafiá-lo certamente outra vez.
Tal e qual. Inteiramente confiado, senhor de si, veio vindo, veio vindo, até lhe não poder sair do domínio dos chifres.
Agora! De novo, porém, a nuvem vermelha apareceu.
E de novo Miura gastou nela a explosão da sua dor.
Palmas, gritos.
Desesperado, tornou a escarvar o chão, agora com as patas e com os galhos. O homem!
Mas o inimigo não desistia. Talvez para exaltar a própria vaidade, aparentava dar-lhe mais oportunidades. Lá vinha todo empertigado, a apontar dois pequenos paus coloridos, e a gritar como há pouco:
- Eh! toiro! Eh! boi!
Sem lhe dar tempo, com quanta alma pôde, lançou-se-lhe à figura, disposto a tudo.
Não trouxesse ele o pano mágico, e veríamos!
Não trazia. E, por isso, quando se encontraram e o outro lhe pregou no cachaço, fundas, dolorosas, as duas farpas que erguia nas mãos, tinha-lhe o corno direito enterrado na fundura da
barriga mole.
Gritos e relâmpagos escarlates de todos os lados.
Passada a bruma que se lhe fez nos olhos, relanceou a vista pela plateia. Então?!
Como não recebeu qualquer resposta, desceu solitário à consciência do seu martírio. Lá levavam o moribundo em braços, e lá saltava na arena outro farsante doirado.
Esperou.
Se vinha sem a capa enfeitiçada, sem o diabólico farrapo que o cegava e lhe perturbava o entendimento, morria.
Mas o outro estava escudado.
Apesar disso, avançou. Avançou e bateu, como sempre, em algodão.
Voltou à carga.
O corpo fino do toureiro, porém, fugia-lhe por artes infernais.
Protestos da assistência.
Avançou de novo. Os olhos já lhe doíam e a cabeça já lhe andava à roda.
Humilhado, com o sangue a ferver nas veias, escarvou a areia mais uma vez, urinou e roncou, num sofrimento sem limites. Miura, joguete nas mãos dum Zé-Ninguém!
Num ímpeto, sem dar tempo ao inimigo, caíu sobre ele. Mas quê! Como um gamo, o miserável saltava a vedação.
Desesperado, espetou os chifres na tábua dura, em direcção à barriga do fugitivo, que arquejava ainda do outro lado. Sangue e suor corriam-lhe pelo lombo abaixo.
Ouviu uma voz que o chamava. Quem seria? Voltou-se. Mas era um novo palhaço, que trazia também a nuvem, agora pequena e triangular.
Mesmo assim, quase sem tino e a saber que era em vão que avançava, avançou.
Deu, como sempre na miragem enganadora.
Renovou a investida. Iludido, outra vez. Parou.Mas não acabaria aquele martírio? Não haveria remédio para semelhante mortificação?
Num último esforço, avançou quatro vezes. Nada. Apenas palmas ao actor.
Quando? Quando chegaria o fim de semelhante tormento?
Súbitamente, o adversário estendeu-lhe diante dos olhos congestionados o brilho frio dum estoque. Quê?! Pois poderia morrer ali, no próprio sítio da sua humilhação?! Os homens tinham dessas generosidades?!
Calada, a lâmina oferecia-se inteira. Calmamente, num domínio perfeito de si, Miura fitou-a bem. Depo
is, numa arremetida que parecia ainda de luta e era de submissão, entregou o pescoço vencido ao alívio daquele gume.
Excerto do conto "Miura" do Livro Os Bichos de Miguel Torga E à TS que em boa hora me chamou a atenção para este conto de que aqui damos conta num pequeno excerto. Fica o cheiro de Miura entre muitas outras memórias nesta espuma dos dias que nos vai matando gradualmente. Terminamos todos como Miura, é tudo uma questão de tempo, de modo e de circunstância.
Obs: Nestes momentos é o realismo político que se impõe, foi o que se encontrou. Sempre é preferível ver uma sá carneirista coligada com António Costa em Lisboa do que vê-la de braço dado com um dos políticos-espectáculo mais incompetentes do pós-25 de Abril - como é manifestamente o caso de santana lopes. A cidade e os lisboetas merecem esse esforço, nem que para o efeito tenham de engolir a imensa vaidade e egocentrismo da vereadora Roseta que, apesar de tudo, é uma workaholic e valoriza as suas intervenções pelo conhecimento que tem das políticas municipais, mormente as relacionadas com a habitação cujo projecto coordena. É claro que santana acha este acordo incoerente, porque os "elefantes brancos" da política à portuguesa entendem que só eles é que podem (e devem) fazer coligações. Os outros - quando as fazem - são incoerentes, segundo santana. Pobre Lopes..., já nem de lógica entende. Por isso Sampaio, e bem, correu com ele de S. Bento. Dê-se os parabéns ao poeta Alegre que, pela 1ª vez na sua vida, e por interposta pessoa, conseguiu fazer alguma coisa por Lisboa, ainda que nada tenha feito pelo país com excepção da luta ao regime de Salazar. Maxwell ~Sumthin' Sumthin' ~ MAXWELL - LOVE JONES SOUNDTRACK (Mellow Smooth)
NOTA PRÉVIA:
Imagem Jumento
Um amigo muito especial hoje teve a bondade de me chamar a atenção deste brinquedo. Nessa sequência registo algumas notas: 1) vivemos embrenhados na espuma dos dias, os outros têm sempre coisas mais cruciais por resolver do que as comichões egocêntricas que circulam no nosso umbigo; 2) o "brinquedo" é interessante porque confere uma sensação de normalidade, além das inúmeras funcionalidades de que destaco a descida de escadas e a elevação da cadeira; 3) o preço corresponde ao valor dum BMW em 2ª mão com 2/3 anos.
Todavia, a minha aposta é que, num espaço de 3/5 anos a medicina (sobretudo, aquela que se faz entre os dois lados do Atlântico) evolua de tal maneira que algumas destas cadeiras-de-rodas hiper-sofisticadas fiquem definitivamente desactualizadas. E quando chegarmos aí é o momento de empurrá-las pela ribanceira abaixo, de preferência vazias.
E quando isso ocorrer o César será o 1º a empurrá-la, com direito a fotomaton e tudo, para registar o "antes" e o "depois" na história geral das nossas vidas que, desde o momento em que nascemos, comporta sempre uma grande dose de prazer e de fruição da vida mas também uma grande dose de tragédia.
A ideia, para já, é conseguir(mos) viver e gerir eficientemente o drama. Não estás sózinho!!!
_________________________________________ Bruno Bozzetto - Neuro Nota: Pergunto-me por que razão o trém de aterragem do avião não escavaca a antena do prédio at once.