quarta-feira

É só mel que brota da boca da Vanessa...Abelhas!!!

Belas praias & cachoeira... Brindar à vida..., tomar um banho de chuva. Tanto mel..., mel, mel, mel, Abelhas!!!
Vanessa da Mata - ai ai ai (rmx)

Do you remember (Earth Wind & Fire) e Junior... Vanessa da Mata - mais uma pérola

September by. Earth, Wind and Fire
Junior - Mama Used To Say

Vanessa da Mata - ai ai ai (rmx)

Vanessa da Mata e Ben Harper - Boa Sorte / Good Luck

Ondas de choque sonoras do tempo que passa: Jamiroquai e Earth Wind & Fire.

Virtual insanity
You Give Me Something - Jamiroquai
Jamiroquai - Alright
Ondas de choque sonoras - com quase 30 anos de delay...
E nem por isso ficam atrás
Let's Groove - Earth wind and fire

Barry White - The Master...

Barry White - Let Me In And Let´s Begin With Love
Barry White - Share
Barry White, China Black - Let the Music Play(live Taratata)
Segurem-se: capacete na tola, mãos no corrimão e pés bem firmes no chão...
Barry White - let the music play by espetasetas
Com uma vox destas qualquer um de nós se imortalizar(ia)...

Hoje fomos aos sapatos. Amanhã vamos para o Céu...

Barry White Just the way you are

A um amigo com quem hoje almocei.
Até poderia chamar-se Diogo, Vitor, wherever...

António Vitorino representa o Estado na Fundação Arpad Szenes

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Proença de Carvalho pediu afastamento António Vitorino é o novo representante do Estado na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva
30.10.2007 - 19h16 António Vitorino é o novo representante do Estado na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, sucedendo no cargo a Proença de Carvalho, que pediu dispensa das suas funções há dois meses, avançou hoje o Ministério da Cultura.
António Vitorino, ex-ministro da Defesa do primeiro Governo de António Guterres (1995-99) e ex-comissário europeu para a Justiça e Assuntos Internos, será o novo administrador não-remunerado da fundação, depois de Proença de Carvalho ter pedido dispensa de funções.
O novo responsável assumirá funções numa assembleia-geral do Conselho de Administração da fundação, a realizar em breve, disse à Lusa Nelson Lopes, assessor de imprensa do Ministério da Cultura.
Em 2008, ano do centenário do nascimento da pintora Maria Helena Vieira da Silva, o orçamento do Ministério da Cultura, recentemente apresentado, destina uma verba de 500 mil euros à fundação, no âmbito do apoio à criação artística e à difusão cultural. Este ano, a verba recebida pela fundação foi de 418 mil euros.
A Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva tem um Museu e um Centro de Documentação e Investigação dedicados aos dois artistas plásticos, cujo objectivo é divulgar e estudar a sua obra, que se encontra em exposição permanente. Em Novembro de 1994, foi inaugurado o Museu, instalado na antiga Real Fábrica dos Tecidos de Seda de Lisboa, um edifício datado do século XVIII, situado junto do jardim das Amoreiras, em Lisboa.

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Obs:
Já me estava a preparar para saber quanto é que o António Vitorino iria ganhar para despachar o relatório de contas para o jornalista de serviço do Público cujo nome me escapa - que se ocupa dessas matérias, mas parece que o exercício do cargo não é remunerado. Que chatice... Já não há matéria.
O essencial, contudo, é fazer uma boa gestão cultural duma Fundação que, apesar de tudo, tem tido escassa penetração junto da sociedade. É sabido que o Estado português, por tradição, exiguidade de recursos e alguma inércia decorrente duma mentalidade tacanha não tem apostado - como devia - no apoio aos novos criadores de arte & cultura (pois o Estado também não é nenhum mecenas...) mas com esta nova gestão e alguns meios suplementares (e outros que possam angaraiar-se junto do meio empresarial) - talvez AV faça a diferença.
E a diferença neste caso será, porventura, fazer pensar aos criadores de arte que eles não são meros espectadores passivos dos acontecimentos, mas sim reconhecer um novo papel ao artista (que quando não é considerado um louco é um marginal) que faça renascer novas utopias (que serão as realidades de amanhã).
Quer dizer, por regra a "reforma do mundo" encontra sempre fundamento na obra e visão de cientistas, políticos, empreendedores mas nunca em criadores (puros e aplicados) de arte, talvez porque esta, entre nós, ainda é vista como um assunto para elites e críticos especializados que glozam as obras que vão a aparecendo - ante o divórcio do povo que, por definição, é insensível à arte (lato senso) - e quando vai à Gulbenkian olha para as paredes onde estão pendurados os quadros como fazia o Samora Machel: em passada de ganso e a bater palmas - como se duma palmaria paralamentar se tratasse. Ora isto não pode ser.
Daqui decorre o seguinte: uma Fundação como esta (Arpad Szenes/ Vieira da Silva) deve democratizar o seu espólio, estimular novos artistas, incentivar este eventual novo laboratório artístico a assumir novas perspectivas culturais com base no rico legado do casal que deu nome à Fundação e agigantou o nome de Portugal no mundo - de forma a que o mundo se possa recriar através duma matriz artística, por definição, criadora.
No fundo, qual será o papel de um Administrador duma Instituição cultural desta natureza senão o de - ele próprio - também se afirmar através duma gestão original capaz de estimular o criador de cultura a libertar-se de coisas tão incómodas como a doença, a velhice, a finitude da vida, enfim, a libertar-se da própria ideia de morte - reconhecendo na gestão da cultura uma função igualmente libertadora que aponte novos caminhos para jovens criadores que estão a despontar e que, a prazo, irão romper com os limites vigentes do mundo que temos.
Um mundo já não tão ligado ou dependente da tecnologia, da máquina e da Natureza - mas rejuvenescido através dessas ferramentas a que o homem de cultura - o (tal) Criador - saberá - com base no intenso legado de Arpad e Vieira da Silva - dar novo vigor e refrescamento. Era Agostinho da Silva que dizia que o homem não nasceu para trabalhar, mas sim para CRIAR...
Julgo também ser esse o papel do gestor cultural do séc. XXI. Por isso, desejamos aqui boa sorte ao António Vitorino na afirmação desses valores das artes e da cultura - e duma nova visão do mundo que deles possam renascer e afirmar-se.
Ao fim e ao cabo, por muito racional que seja o homem (através dos instrumentos fornecidos pela ciência) ele nunca surpreende a realidade, por vezes é até surpreendido por ela. Então, se assim é caberá aos novos intérpretes do mundo - os criadores - tornar esse mundo menos imprevisível, menos mau e inumano.
Neste segmento da produção de futuros (tão possíveis quanto prováveis na organização das sociedades) - sempre confiei mais nos artistas e nos homens de cultura do que nos cientistas (stricto sensu). Por regra, aqueles são sempre melhores profetas do que estes... E quando erram as consequências também provocam menos "baixas".

Um Outubro fascinante

Não me lembro de - em 41 anos - o mês de Outubro ser tão magnânime em sol radioso, céu azul e temperatura amena, trocando as voltas ao tradicional Agosto - que neste ano se portou como a volatilidade das acções cotadas em bolsa do bcp nesse carrossel da incerteza. Se esta promessa do Senhor do Tempo se mantém, para o ano as pessoas ao agendar as suas férias irão optar por escolher Outubro e trabalhar em Agosto. O que também não deixa de ser estranho, pois passaremos a ver Lisboa encharcada de carros e de poluição num mês que, tradicionalmente, goza de calmia e de ar puro. Afinal, o que é (já) o normal - senão a própria anormalidade dos tempos...

Observatório Lisboa

Um blogue dedicado à capital:

«Neste caso será legítimo perguntar se os custos de capitalidade deverão onerar os cidadãos-contribuintes e isentar o Estado do pagamento desse imposto (do IMI)? Neste contexto, talvez não fosse má ideia que o Executivo lisboeta tomasse a iniciativa de solicitar ao governo a realização desse levantamento - que até poderia ser feito conjuntamente com a autarquia, para maior eficácia e rapidez nesse apuramento».
PS: Desonere-se os cidadãos-contribuintes e reparta-se o "mal pelas aldeias" do Estado que, segundo parece, está isento de pagar IMI - ainda por cima com inúmeras casa devolutas.

terça-feira

A majistral Sade..., Adriana, Yonderboi e Mika

Sade - Cherish The Day (Video
Sade- No Ordinary Love

depois de ter você - adriana calcanhoto
~+*Sunshiesong*+~
Yonderboi Pabadam

Mika - Relax, Take It Easy (Official Music Video)

A queda do mito Jardim Gonçalves: cabeça velha em corpo novo...

Nota prévia: Em Agosto, após Jardim Gonçalves ter jogado janela fora o seu benjamim - PauloTeixeira Pinto - e recapturado a maioria da estrutura accionista do bcp que lhe permitiu ser de novo o senhor omnipotente da instituição, escrevemos aqui uma peça de ficção - premonitória - acerca do veio a suceder depois: a "morte" do velho Jaguar em trânsito na Marginal, precisamente na noite em que jogou borda fora o seu delfim. A narrativa é de Agosto último, e reflecte a conjuntura que hoje se vive no bcp - que está em vias de ser engolido pelo núcleo duro do BPI. A história ensina-nos que, por vezes, a ficção ultrapassa a realidade, talvez este seja um desses casos. E hoje Jardim Gonçalves é essa ficção, ou seja, uma cabeça velha num corpo aparentemente ainda saudável, mas uma pessoa que comete o erro de fazer um empréstimo ao filho daquela natureza só pode ser alguém com uma cabeça e um corpo anquilosados. Razão tinha Big Joe Berardo quando dizia que o velho jaguar já há muito deveria estar reformado. Hoje foi-o compulsivamente. A vida é assim: nunca somos donos do nosso próprio destino. E quando nos queremos decidir acabamos por ser empurrados e cilindrados pela história - sub-produto da ditadura das circunstâncias.
Texto de Agosto de 2007
Ficção: o Jaguar de Jardim Gonçalves. Mais velho que o carquejas... Regresso ao statu quo ante.
Género: FICÇÃO
Após ter lido a renúncia de Paulo Teixeira Pinto na presidência do BCP - Jardim Gonçalves ficou tão satisfeito que só lhe ocorreram três coisas: ler mal e porcamente uma cábula mal escrita e pior pensada, reservar mesa para 10 no restaurante A Fortaleza do Guincho, um retiro luxuoso e exclusivo construído sobre as ruinas do séc. XVII - situado no topo de uma falesia e, em terceiro lugar, esfregar as mãos de contente, qual sabujo dentro dum Jaguar de 1967 - mais velho que o carquejas. Não porque quer ele quer o carro sejam velhos e representem um passado, mas porque daquela cabeça já nenhuma vitalidade brota em benefício da instituição, dos accionistas, dos clientes e do mercado.
Só que após a leitura do despacho de renúncia de PTP a coisa começou logo a correr mal: em vez de irem pela auto-estrada, Jardim pediu ao motorista que alinhasse em direcção à Marginal, e logo na curva do Mónaco, porque o motorista já se encontrava meio embriagado pelo excesso de conhaques que mandou a baixo no local onde decorreu a conferência de imprensa em que Jardim "enforcou" PTP, despistaram-se e o carro e os ocupantes foram parar ao mar.
Volvido meia hora após o acidente, e enquanto o mordomo da Fortaleza do Guincho aguardava o motorista e Jardim Gonçalves - para o jantar com os restantes accionistas que ganharam (pírricamente) a causa, uma traineira gigante que passava ao largo do Bugio com camiões Toyota avariados e milho para Angola - avistou dois pelintas encolhidos no dito farol acenando para que o Instituto de Socorros a Náufragos em Paço de Arcos os fosse lá levantar.
Só que nesse trajecto Jardim Gonçalves não conseguiu resistir aos ferimentos resultantes do acidente, e veio a secumbir ainda antes de chegar a terra, apenas com o motorista vivo e a dizer para si e para quem o ouvia: coitado, mas antes ele do que eu!!.
Com o fundador do bcp defunto, que impôs a solução Filipe Leal - os demais accionistas (alinhados com PTP) revoltaram-se e até antes do funeral decidiram agendar uma Assembleia Geral extraordinária do bcp - onde se impugnaria a opção Filipe Pinhão (imposta pelo "velho-Jaguar") e onde Joe Berardo - que entretanto reforçou a sua posição na estrutura accionista do banco após a venda de metade do espólio artístico que tinha no "seu museu" do CCB (onde despachou o Mega Ferreira) - para voltar a reiterar a confiança em PTP. Os demais accionistas acabaram por seguir Joe, sob ameaça deste levantar todo o seu património de Portugal e investir no País de Robert Mugabe. Aqui até o PM, Socas, interveio subterrâneamente a seu favor - mediante uma nota confidencial ao mercado no sentido de se apoiar a estratégia de Big Joe.
Com este acidente post-renúncia de PTP recolocou-se, portanto, o velho problema - não já da sucessão no bcp - mas da liderança do maior banco privado em Portugal.
O 3º elemento que ia no Jaguar de 1967 foi o primeiro a falecer no acidente, foi encontrado mais tarde entalado entre duas rochas na velha praia de Cruz-Quebrada. Há quem diga que era Filipe Pinhão que ía no jaguar a anotar indicações acerca do futuro do futuro..., que acabou por não acontecer.
Nessa noite PTP e os seus acabaram por jantar na Bica do Sapato calma e serenamente, e quando souberam da notícia pelos media mandaram vir o bolo, as velas e o Champagne...
Lá fora ouviram-se muitas palmas e um viva: Viva o Presidente Paulo!!! E no day after a Prelatura da Opus Dei emitiu uma nota à impensa sugerindo que PTP regressasse ao velho lar - donde partira precipitadamente.
Amén.
posted by RPM at
Sexta-feira, Agosto 31, 2007

A queda do velho Leopardo do bcp ante a estratégia burguesa do BPI. Uma narrativa à Visconti...

O velho Leopardo bem poderia (hoje) integrar a narrativa de Visconti. Os realizadores da 7ª arte que pensem nisso... Num cinema perto de si, soon.
O velho Leopardo (mais Filipe Pinhão, Presidente executivo do bcp) estão a avaliar a proposta de Fernando Ulrich para a fusão do BCP com o BPI. Na Bolsa, o índice PSI-20 iniciou o dia a valorizar. Jardim Gonçalves terá começado logo a fazer contactos com os accionistas para que aceitem a proposta do BPI. Quem diria!!! Entradas de leão saídas de sendeiro...
No mercado de capitais, a fusão está a ser bem recebida, com os dois bancos a arrancarem a sessão a disparar, o que poderá fazer parar a volatilidade das acções do bcp, que ora sobem ora descem abruptamente deixando os accionistas estonteados no divã do psicanalista.
Jardim Gonçalves, em função da sua história de sucesso e da actual narrativa de desgraça em que caíu, com os últimos factos conhecidos da opinião pública, representa bem a história da queda duma certa aristocracia banqueira e que hoje se afoga no seio duma burguesia emergente representada pelo BPI - que de "opador" passou a "opado", tamanha a ironia.
Digamos o Príncipe de Salina Don Fabrizio (soberbamente interpretado por Burt Lancaster, no papel que o consagrou - aqui personificado em Jardim Gonçalves) começa a perceber que a actuação de Garibaldi (travestido na figura de Fernando Ulrich/BPI) iria alterar de forma inexorável a estrutura de poder então dominante na Sicília (do BCP) e, por extensão, na aristocracia local de todo o banco - que agora será integrado na estrutura accionista do BPI que o controlará. Será também o fim da influência da Opus Dei no banco e na sociedade portuguesa.
Com uma diferença: desta feita a fórmula mágica não se mantém, ou seja, nada ficará na mesma, ainda que tudo mude...
A Obra de Deus, desta vez, passará a ser governada pela mão de Fernando Ulrich do BPI, e é contra esta heresia que o accionista privado de referência Big Joe Berardo - se revolta. Por isso levou duas garrafas de champagne. Mas, pelos vistos, Ulrich ou não gosta de Champagne de Sacavém ou não se deixou subornar...
PS: Narrativa dedicada ao Filipinho Vasconcelos que acabou por "matar" o pai pelo escândalo que ele próprio gerou com a cumplicidade ilegal e imoral do actual Presidente Executivo (e seu padrinho, Filipe Pinhão) que, em condições normais, também não teria condições para se manter no lugar, excepto em Portugal.

I Colóquio Internacional de Ciência, Ética e Política

DIAS 29, 30 e 31 de OUTUBRO no INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS
Coorganização:Centro de Filosofia das Ciências, Universidade de Lisboa, Portugal, Collège International de Philosophie, Paris, França, Institut für Philosophie, Freie Universität Berlin, Allemanha e Institut Franco-Portugais, Lisboa, Portugal Portugal assiste hoje a vagas de imigração brasileira, leste-europeia, africana ou chinesa que suscitam as reacções mais diversas. A França e a Alemanha viveram e vivem ainda situações semelhantes. Antigamente, portugueses instalavam-se em outros países para aí buscar melhores condições de vida ou simplesmente a liberdade que a ditadura lhes negava. De há trinta anos a esta parte Portugal tornou-se por sua vez um destino de imigração. [...]
Certas consequências destes movimentos populacionais são conhecidas. Por um lado, as dificuldades de integração daqueles que chegam a uma terra estranha, a exploração económica a que estão sujeitos, a permanência irregular sobre um território nacional, a discriminação e tantas vezes o racismo de que são alvo. Por outro lado, o aparecimento de novas formas de vida cultural, social e política que a presença deles provoca. Pelas suas histórias como pelo presente, Alemanha, França e Portugal encontram-se em boa posição para se debruçarem conjuntamente sobre estas realidades. Para uma filosofia atenta ao presente torna-se necessário escrutar estas realidades e deter-se nelas para delas extrair o que se joga de mais radical para a actualidade. [...]
PROGRAMA Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
10h15 – Abertura
Perspectivas
10h30-11h30 – Bertrand Ogilvie: A Europa, laboratório ou conservatório? (em Francês)
11h30-12h30 – António Vieira: Do homem-primata ao homem-térmita. Ensaio sobre o enfraquecimento da linguagem (em Francês)
Ciências
14h30-15h30 – Nuno Nabais: Viver enquanto estar-aí na Europa. Fenomenologias da vida (em Francês)
15h30-16h30 – Fernando Belo: A economia política por vir enquanto ciência terapêutica (em Francês)
16h30-17h00 – Intervalo
17h00-18h00 – Gunter Gebauer : A relação entre a filosofia e a sociologia: o caso de Wittgenstein e Bourdieu (em Francês)
Terça-feira, 30 de Outubro de 2007
Violência, terrorismo e excepção
9h30-10h30 – Diogo Sardinha: Sublevação e luta armada: experiências da vida e da morte (em Francês)
10h30-11h30– Frédéric Neyrat: Do terrorismo considerado como factor global (em Francês)
11h30-11h45 – Intervalo
11h45-12h45 – Frieder Otto Wolf: Direito, política e poder estatal. As situações extremas numa abordagem de luta de classes (em Português/Francês)
Ética e política da vida
14h30-15h30 – Maria Alfreda Cruz: Por um novo Contrato Social (em Português)
15h30-16h30 – François Roussel: O turbilhão da vida. Estratégias de apropriação do ser vivo (em Francês)
16h30-17h00 – Intervalo
17h00-18h00 – José Luís Câmara Leme: O Mito da Autoridade (em Português)
Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007
Valores
9h30-10h30 – Eduardo Ayres Tomaz: As limitações do universalismo – o político como testemunho do diferendo (em Português)
10h30-11h30– José Gil: A ideia de Europa (em Francês)
11h30-11h45 – Intervalo
11h45-12h45 – Étienne Balibar: Cosmopolitismo, internacionalismo, cosmopolítica (em Francês)
12h45 – Encerramento PS: Republico quase na íntegra - conforme mail enviado pela Sr.ª Margarida, Rel. Públicas do IFP.

O "tempo" para amanhã no BPI-BCP...

BBC weather sound blooper Dan Corbett
Obs:
Mais hilariante do que esta audição só ver a performance de Big Joe Berardo no Prós & Contras acerca da fusão do BPI-BCP. Num dos takes do programa pensei ter visto mal, mas depois confirmaram-me: Big Joe ripa de duas garrafas de Champagne e pede a dona Fátima que as ofereça ao Presidente do BPI, Fernando Ulrich - que agradeceu mas disse não gostar. Devia ser do mais baratinho, certamente!!!
Por momentos pensei estar a assistir ao Filme - gato branco, gato preto de E. Kusturica passada numa comunidade de exuberantes ciganos, dois avós que julgavam estarem mortos, dois jovens apaixonados, uma senhora que queria vender a filha, um rapaz gorducho, um comboio roubado e desaparecido, um burro, um porco, dois gatos e uma fanfarra suspensa na árvore.
A tese geral que retive foi a de que quanto mais loucos formos, tanto melhor será o final...
Afinal, vale a pena viver. Espero que alguma pessoas veja esta mensagem, quiça assim já não se suicida.
Pergunto-me o que é que hoje Jorge Jardim Gonçalves pensa acerca dele próprio.., e que papel desempenharia naquele filme de Kusturica!?

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CATALINA PESTANA ANDA A SER PERSEGUIDA -
Nota: O Jumento acha que ele pode estar apaixonada
«Catalina Pestana, ex-provedora da Casa Pia, contou ao PortugalDiário que tem sido «seguida», porque já se cruzou, «várias vezes em locais muitos distintos», com «o mesmo homem». Desde quando? «Não posso dar a certeza absoluta, mas tenho ideia que foi após dar a entrevista ao semanário Sol», afirma. » [Portugal Diário
]
Parecer:
Quem nos garante que não é um apaixonado?
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Nunca é tarde para amar.»

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Cool Russian Actor!

Obs: envie-se uma resma de dólares para o rapaz, pois com o talento que ele tem ainda acaba no lugar de g.w.Bush.

Uma questão à República: será que o Grupo para-lamentar do psd não precisará lá de mais ninguém???

Drunk Driving: Jacqueline Saburido

Drunk Driving: Jacqueline Saburido
Drunk Driving: Jacqueline Saburido -
Picado no Ju
Obs: Isto dá que pensar.

Desafios que desequilibram a gravidade

DESAFIOS QUE DESEQUILIBRAM A GRAVIDADE - por Francisco Sarsfield Cabral -
«A baixa do dólar não é nem inesperada nem indesejável
O euro chegou a um dólar e 44 cêntimos - quase o dobro da cotação de há seis anos. No princípio deste mês o dólar canadiano passou a valer mais do que o dos Estados Unidos, facto insólito, notado até no excelente telejornal satírico Daily Show, de Ion Stewart, ou seja, é o dólar americano que está em baixa.
Será bom? O barril de petróleo é pago em dólares, atenuando assim, para os países do euro, o seu brutal encarecimento (já passou os 92 dólares). Mas, por outro lado, um dólar barato é mau para a competitividade das exportações portuguesas, incluindo de algumas que se destinam à zona euro. É que, aí, parte delas concorre também com artigos (têxteis asiáticos, por exemplo) cujo preço é expresso em dólares.
Acresce que certas moedas asiáticas não se têm valorizado grande coisa face ao dólar. Desde há dois anos a moeda chinesa apenas subiu 8 por cento em relação ao dólar, enquanto o euro se valorizou cerca de 18 por cento. As autoridades americanas, aflitas com o enorme défice nas trocas comerciais dos EUA com a China, tentaram que Pequim deixasse subir a cotação do yuan. Em vão, ou quase, apesar do grande excedente comercial da China. E agora idênticos esforços desenvolvidos pela União Europeia parecem condenados ao fracasso.
Os chineses mantêm artificialmente baixa a cotação da sua moeda para não perderem competitividade nas exportações. São estas que garantem à economia chinesa um fenomenal crescimento - indispensável para o Partido Comunista continuar a dominar o país. O problema é político. A China consegue travar a valorização da sua moeda face ao dólar comprando e acumulando quantidades imensas de títulos americanos. Títulos que, entretanto, se desvalorizam com a queda do dólar. Ora, o dólar irá descer ainda mais. Até onde aguentarão os chineses prejuízos nas suas reservas, para favorecerem as exportações?
Ao desequilíbrio externo americano correspondem, naturalmente, grandes excedentes noutros países, como a China e os produtores de petróleo do Médio Oriente. Por isso o mundo ganharia se as autoridades chinesas começassem também a corrigir a subvalorização da sua moeda. É verdade que, de 2000 para cá, os salários na China duplicaram. Mas os ganhos de produtividade na economia chinesa quase quadruplicaram. Resultado: o custo do trabalho por unidade produzida na China baixou 30 por cento nos últimos seis anos. E a China tem, na sua população rural, uma enorme reserva de mão-de-obra barata. Aliás, a China só teria vantagens - até do ponto de vista da paz social no país - em assentar o seu crescimento não apenas nas exportações, mas, também e cada vez mais, no consumo interno.
Se faz sentido pressionar a China para flexibilizar o câmbio da sua moeda, já faz menos o clamor europeu para que Washington trave a descida do dólar. A tendência para a baixa do dólar reflecte o desequilíbrio das contas externas americanas, que põe em risco a estabilidade financeira internacional. É um desequilíbrio "que desafia a lei da gravidade", como alguém disse. Por isso a baixa do dólar não é nem inesperada nem indesejável. Importa é que seja gradual e calma.
As exportações americanas já espevitaram com a descida do dólar, mas não chega. O desequilíbrio externo dos EUA é financiado do exterior com dinheiro aplicado em acções, obrigações e investimento directo. Ora, muitos investidores estrangeiros estão cada vez mais relutantes em comprar títulos em dólares, pois é inevitável que eles se desvalorizem. Em Agosto, os investidores internacionais venderam activos norte-americanos no valor inédito de quase 70 mil milhões de dólares.
Pode acontecer, então, o desastre que muitos receiam há anos: uma corrida à venda de dólares. Nessa altura seria inevitável uma recessão nos EUA e provavelmente também na Europa. Felizmente, tal ainda não aconteceu: a correcção do câmbio do dólar tem sido progressiva.
Entretanto, muitos exportadores europeus, a começar pelos portugueses, vêem a sua vida dificultada por factores cambiais. Mas a Alemanha conseguiu recuperar o dinamismo das suas exportações com o euro a subir. O câmbio conta, mas há factores mais importantes para a conquista da competitividade. É nesses que a zona euro, em geral, e Portugal, em particular, devem concentrar esforços, em vez de clamarem por uma irracional travagem na queda do dólar.»
[
Público assin.]
Obs: Divulgue-se.

segunda-feira

Notas Soltas - por António Vitorino - as purgas no PsD e no PcP -

Entre o polegar e o indicador talvez esteja o mercado a funcionar no caso da eventual fusão entre o BPI e BCP, mostrando como Deus escreve direito por linhas tortas, e em que o inicial "tubarão opador" (bcp) se converteu no cherne opado pelo BPI. Veremos como o mercado funciona e que falhas apresenta nesse jogo complexo e errático que, no dizer do economista John M. Keynes - a longo prazo teremos todos de pagar impostos e estaremos todos mortos. O resto é paisagem. O crucial é que nessa fusão ou opa sejam os consumidores a ganhar em qualidade de serviço financeiro prestado à sociedade. Mais concorrência sempre trouxe mais e melhores condições de mercado.
Mas não deixa de ser humilhante, mormente no plano simbólico, ver que aquele que foi considerado o invencível, o duro, o beato, o castrador, o eliminador de benjamins na alta esfera financeira - seja agora visto como o elo mais fraco duma cadeia de poder banco-burocrático de que todos se afastam, sobretudo após ter-se conhecido as práticas - senão ilegais - pelo menos profundamente imorais decorrentes daquele empréstimo que o papá Jardim Gonçalves ou padrinho Filipe Pinhão fez ao filho Filipinho (e afilhado) vasconcelos - o mesmo que acabou por fazer cair o pai em desgraça. Deus, de facto, escreve mesmo direito por linhas tortas, e neste caso até parece que foi o Paulo teixeira Pinto que ajudou Deus a tecer esse filão.
Aliás, Teixeira Pinto ainda não se deve ter parado de rir após ter sido jogado pela janela do bcp pelo velho "jaguar" que hoje, caído em desgraça como naquele série do Leopardo do Visconti - não passa dum homem-cato (de quem todos se querem afastar).
A desgraça n.º 2 - como aqui temos referenciado, remete para aquilo que poderemos designar o efeito Lili Caneças da política à portuguesa resultante das intervenções de chumbo de Santana lopes na AR. Começou bem o rapaz, e assim que chegou tratou de mandar abaixo três presidentes de Comissões parlamentares (Matos correia, Relvas e Arnaut) - todos, curiosamente, barrosistas. Um ajuste de contas executado por Santana e consentido pela 2ª cabeça de Gaia que deu os améns. Se calhar o Ângelo também fez uma perninha nesse afastamento.
E foi a este processo de purga que António Vitorino designou de efeito contraste entre as tretas que Meneses proclama quando tem o microfone na traqueia e a realidade dura dos factos pontapeados por santana no hemiciclo. Demonstrando como Lopes revela ao mundo a sua magnânime autoridade e exercício do mando. O que não deixa de ser uma outra modalidade de expulsão que não bate com o discurso de unidade interna de Meneses. Um efeito de contraste desastroso, portanto - a que Socas, em breve, terá de agradecer pondo uma velinha em Fátima...
Ante esta desgraça menor até dá vontade de suscitar parecer ao eloquente Angelo Correias - que tem sido e servido de distribuição entre uma e outra cabeça, i.é, Gaia e o hemiciclo.
Isto entronca com a putativa expulsão da deputada Luísa Mesquita do pcp pelo velho aparelho da Soeiro Pereira Gomes. Que abre uma discussão interessante: a de saber se os mandatos são dos deputados ou dos partidos, e aqui a resposta é híbrida, posto que se eles pertencem aos deputados só se chega à deputação pela via partidária. O que significa, na prática, que os partidos podem, a qualquer momento, cercear ou mesmo "cassar" esse mandato ao deputado apesar de a Constituição da República Portuguesa não o prever, embora existam várias formas de matar o morto sem lhe dar um tiro. É isso que o velho e estalinista pcp ensaia fazer à deputada Luísa Mesquita que tem trabalho feito pelo círculo de Santarém.
Se Santana fosse o camarada Jerónimo-Lisnave o destino da deputada Luísa seria, certamente, o mesmo daquela troika de barrosistas que foi despachada à mesma velocidade que Bagão Felix jogou para o caixote do lixo da história 18 directores-regionais dos Centros de Emprego recorrendo a esse importante meio tecnológico que é o fax. Aqui nada diferencia santana de Jerónimo e a única coisa que os distingue é apenas o sotaque. Na intenção são iguais, ambos animados por um sentimento: a vingança. E a política nunca ganhou nada com isto, nem as populações...
Quem sabe numa próxima revisão da Lei eleitoral, a fim de reforçar o carácter pessoal dos mandatos de deputados, se possa introduzir um dispositivo dos círculos uninominais que permita identificar as populações com o deputado pelo seu círculo de forma mais intensa e responsável, reforçando, por essa via, o papel do deputado na sociedade e isentando-o de pressões quando cegadas estalinistas deste teor ocorrem. Hoje, se a lei eleitoral fosse outra muito provavelmente o camarada Jerónimo ficaria a xuxar no dedo e já não ameaçava ninguém numa cópia rasca de José Stalin.
Quanto à Cimeira Europa-Rússia - se não foi um suscesso também não foi um fracasso. O Kosovo é, naturalmente, a questão mais candente e em relação à qual se contrapõem russos e norte-americanos, posto que a Rússia se opõe à declaração de independência do Kosovo pelo CS da ONU do agrado dos EUA.
E foi esta a Rússia (ressentida, como sublinhou AV) que irrompeu em Mafra: uma Rússia energética (detentora de matérias-primas estratégicas de que a Europa e o mundo precisam para a sustentabilidade e funcionamento das suas economias) por contraponto a uma Rússia-antiga (e perdedora) feita de ogivas nucleares que não mais existe - que perdeu a Guerra Fria por ter sido ultrapassada pelos EUA pela famosa Iniciativa de Defesa Estratégica - a famosa Guerra das Estrelas (SDI - que permitia abater mísseis ICBM russos em pleno espaço) ao tempo do eficaz consulado de Ronald Reagan (com a Dama-de-ferro na Downing Street).
Ora, foi esta Rússia ressentida, energética mas, ao mesmo tempo, racional e inteligente que reapareceu na arena internacional disposta a jogar a sua cartada em Mafra - talvez mais ao lado de Portugal e duma certa Europa para comprometer uma certa visão e praxis da política externa norte-americana que, nesta gestão de merceeiro empreendida por g.w. Bush - ainda acabará por dar alguns frutos. Veremos, contudo, no que resultará o esperançoso Instituto Europa-Rússia com vista à promoção dos direitos humanos e, em certos casos, do que se trata é mesmo do direito à vida...
Os jornalistas russos que o digam, pois alguns deles pagaram-no com a própria vida, revelando que a Rússia nalguns casos é duma crueldade sem limites, pois é ao mesmo tempo czarista, leninista e assassina. Tudo sinónimos.
Ainda bem que António Vitorino nesse dia escapou ao traffic-jam da russofilia que acabou por boiar no Oceanário. O que lhe valeu foram os roteiros alternativos, pois nesse dia, quis o destino, ainda tive a felicidade de o cumprimentar não distante das Arcadas. Mas referiu que soube da coisa pelos jornais.
Este, confesso, foi um bonito momento de televisão. O que contrastou profundamente com as purgas da Lapa (com incidência parlamentar) e na Soeiro Pereira Gomes (pcp) ainda em curso.
Estes dois tipos de purgas fazem-me supor que o Bresnieve ainda é vivo, o Cunhal toma o pequeno-alomoço todos dos dias com ele na Av. da Liberdade - com a Zita Seabra a levar os guardanapos, os cafés e o vodka, a Guerra Fria está no ar, a soberania limitada é a doutrina de serviço, o Comecon rivaliza com a CEE em matéria de produtividade e de integração económica, e os comunistas portugueses, ante os esforços contrários de Mário Soares (que então nos salvou desse perigo vermelho) ainda pretendem transformar Portugal nesse exemplo grandidoso que foi a Albânia e a Roménia.
Narrativas que ainda hoje, lamentavelmente, fazem sentido na cabecinha do tamanho duma ervilha que alguns comunistas têm. Talvez por isso temos aqui dedicado algumas das nossas reflexões ao Luís Sá, um comunista sério e reformador que a vida ceifou abruptamente.
Será mesmo que já caíu o Muro de Berlim na Soeiro Pereira Gomes e nas suas novas ramificações na nova-Lapa de Santana.?!

Os novos holocaustos e gulags na Soeiro Pereira Gomes

Este epifenómeno presente no caso da deputada Luísa Mesquita é recorrente na vida interna do pcp. Basta ver o que sucedeu aos renovadores do partido na década de 90, alguns dos quais já morreram... Uma recorrência que faz questão de ser actualizada - o que se traduz na eminente expulsão da deputada Luísa Mesquita do pcp - onde milita há mais de 30 anos. Ora, este facto diz mais da própria biografia do PCP e do seu modus operandi do que da deputada. Ou seja, que coisa grave fez Luísa Mesquita para estar a envolver todo o partido no estudo de medidas e contra-medidas para meter a senhora no olho da rua? Nada!!!
Ou se calhar fez: pensou pela sua própria cabeça. Mas se alargarmos o espectro deste miserável facto objecto desta análise - pudemos até, salvaguardadas as devidas distâncias, evocar as tragédias do Holocausto e dos Gulags - mostrando a distância entre os valores culturais e as realidades políticas, e a circunstância de o séc. XX ter visto um extraordinário aumento de todas as desigualdades dentro de cada sociedade (e entre sociedades), apesar de ser dominante o discurso da igualdade com que o camarada Jerónimo - torneiro-mecânico e calaftador de cascos da Setnave - e dançarino nas horas vagas - enche aquela bocarra quando fala em público.
Ele, de facto, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, mas não diz Nada.
E às vezes trama-se, porque de tanto falar e querer ser "o Presidiente" - acaba por ter de abandonar o estúdio por falta voz. Um dia, como ele é ateu, trama-se e Deus castiga-o: fica definitivamente sem voz quando estiver a ler o relatório de expulsão de outro membro do pcp que tenha resolvido pensar pela sua cabecinha desafiando, assim, os cânones do partido.
Por vezes chego a pensar que o que faz falta ao camarada Jerónimo são uns pézinhos de dança nos Alunos de Apólo para matar o stress que o consome e deixar os seus deputados em paz e regressar ao mundo mais civilizado. Mas enquanto a Coreia do Norte constituir um exemplo e democracia todos irão morrer à praia...

A intolerância neocensora do PCP - o partido mais retrógrado do mundo

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O caso que ora opõe a deputada Luísa Mesquita ao velho e estalinista PCP não remete (como falsamente se proclama) para a questão dos valores, dos princípios e da ética, mas trata-se duma questão eminentemente de poder e de exercício do mando no seio duma aparelhagem de poder que ainda se rege pelos princípios do feudalismo e da subserviência de matriz estalinista que o tempo ainda não apagou ou reformou. Volvidos quase 20 anos após a queda do Muro de Berlim...
De um lado temos uma deputada do PCP que julga - e bem - que o seu mandato é para concluir e servir a Nação e não o partido; do outro, temos uma estrutura anquilosada que se julga fiel depositária desse mandato e, como tal, arroga-se dispôr dele a seu belo prazer e em conformidade com a sua vontade, capricho e orientação política.
No caso, o pcp entende que a deputada Luísa Mesquita, por se achar dona do seu próprio mandato, desafiou o partido e, por isso, merece ser expulsa porque questionou a autoridade dos órgãos internos do pcp. Não tem perdão, e como não existe nenhum Gulag na Trafaria, no Seixal ou no Barreiro (ou noutra cintura industrial tradicionalmente afecta ao pcp) expulsa-se a senhora do Parlamento e lá se coloca outro deputado-lacaio mais dócil à Soeiro Pereira Gomes, na linha, aliás, das purgas que o pcp tem feito em Setúbal (o ano passado com a substituição do seu autarca) e na Marinha Grande. Tudo exemplos de uma lamentável intolerância política recuperando os métodos estalinistas (em democracia). Se pudessem, e os tempos e as mentalidades fossem permissíveis a isso (tal o corolário lógico), a medida seria mesmo a eliminação física.
É assim que o pcp vegeta: num simulacro de tensão revolucionária para uma tomada do poder que nunca chega. Esta relação anormal e neo-censora que o pcp mantém com os seus "filhos" revela também a desfaçatez da sua utopia - aqui desmacarada com golpes baixos e de força: seja na ameaça de expulsão da deputada Luísa Mesquita, seja na instrumentalização dos pedros namoras que por aí andam, ante a ineficiência da Justiça, a lançar insinuações canalhas entre o partido do governo de que, até prova em contrário, são todos pedófilos. Enfim, mais um servicinho ao pcp dos namoras de plantão.
Até parece que o pcp ainda vive dos falsos comunicados, das directizes moscovitas para todos os PCs nacionais que devem racionalizar os meios mais eficazes para tomar o poder à escala mundial, e a subversão neste caso passa pela atoarda da pedofilia e pela ameaça de expulsão a uma deputada que tem a coragem de pensar pela sua própria cabeça e não ser a voz do dono.
Estes métodos dizem, de facto, muito do pcp, um partido que há muito caíu num dilema: ou cai no reformismo total para preservar o eleitorado e, nessa lógica, perde para os socialistas; ou então é intimado a assumir as suas perspectivas revolucionárias e dizer ao povo português que cilindrar pessoas que pensem de maneira diferente dos seus órgãos internos ainda integra o seu modus operandi.
O pcp deveria ter a coragem de assumir esta prática estalinista da purga, porque mesmo que o não admita as pessoas percebem o que se está a passar num partido que não se reformou, não se revitalizou (os jovens que entram são velhos a pensar à partida), as pessoas são programadas e versáteis na cartilha marxista-leninista, empertigados, arrogantes, bufões, chauvinistas, burocratas. E depois esta gente, que não é exemplo para ninguém à face da Terra, ainda tem a lata de apelidar Sócrates de fascista ou de ditador. Isto é de bradar aos céus...
O pcp teria aqui uma excelente oportunidade para fazer um debate interno para se reformar a abater alguns muros de Berlim (internos) que ainda tem no seu interior, mas o que ele faz, porque o peso do passado é mais forte, é recorrer ao método da expulsão e da purga. Eis o verdadeiro caminho do pcp no 1º quartel do séc. XXI, espelhando a sua verdadeira vocação de partido censor e repressor das liberdades de cidadania (social, cultural e política) e de tudo aquilo que seja diferente à sua linha oficial, sendo que para alguns o modelo de democracia autêntica é a Coreia do Norte...
Mais palavras para quê?!

Juliette Binoche posa para «Playboy» francesa

Juliette Binoche posa para «Playboy» francesa
A actriz Juliette Binoche, de 43 anos, faz a capa da edição de Novembro da «Playboy» em França. Segundo o site da revista, há duas séries de fotos com a actriz, sendo uma de nu integral.
«Fui convencida por uma equipa jovem que quer mudar a Playboy, que quer falar do corpo de uma forma diferente. Temos uma tendência de separar o corpo do espírito, o corpo das emoções. Nós colocamos o prazer à parte. De certa maneira, reivindicar este tipo de corpo nas páginas da revista é um acto militante», afirmou a actriz francesa.
Binoche tem no seu currículo participações em filmes como «A Liberdade é Azul» (1993), de Krzysztof Kieslowski, «A Insustentável Leveza do Ser» (1988), de Philip Kaufman, «Chocolate» (2000), de Lasse Hallström, e «O Paciente Inglês» (1996), de Anthony Minghella.
A «Playboy» francesa informa que a edição estará disponível a partir da próxima semana, a 30 de Outubro.
Obs: Digamos que Binoche está como o Port wine amadurecido em cascos de carvalho... Beba-se um cálice em sua homenagem, honrando o seu corpo e o seu esprit...

O secretário-Geral Ribau quer uma coisa Relvas outra...

XXX Congresso do PSD Relvas não que reabertura do dossier regionalização
O deputado social-democrata Miguel Relvas defendeu este sábado que o dossier da regionalização “não deve ser reaberto”.
Miguel Relvas apresentou, como alternativa, a promoção de “uma corajosa e profunda descentralização”, que passa por “reforçar os poderes dos municípios e contratualizar com as associações de municípios”, através do “princípio da subsidiriedade”. [...]
Obs: Com o Secretário-Geral a pedir a regionalização, o deputado Relvas a dizer que não caberá perguntar à liderança bicéfala e dupla-maravilha Luís & Pedro para que lado pende as suas cabecinhas: se para o sim, se para o não ou se para o Nim...

domingo

Indescritível...

NADA COMO UM LINDO CASAMENTO PARA UNIR AS FAMILIAS

Se um dia alguém oferecer flores à Manela isso é...

... revisitar a história do défice no governo Zé Barroso...

Concept design Jumento

Dedicada à Manela...

da parte do porteiro da Gulbenkian e motorista do Rui Vilar que colheu aqueles cardos amarelos nos jardins da Av. de Berna.

REAMONN-Tonight

A dupla Namora & Catalina: em busca da pedofilia perdida...

O regresso da pedofilia [in Jumento]
Depois de Catalina Pestana foi a vez de Pedro Namora vir fazer denúncias sem provas e com base em insinuações, se a direita diz mata o PCP diz esfola. O país voltou a estar sob suspeita, que tem poder, principalmente se ligado ao partido no governo devem evitar falar com jovens, fugir dos colégios da Casa Pia, evitar entrar em apartamentos que não sejam os seus e falar apenas com os jovens que provem ser seus filhos, nunca se sabe se não aparece alguma “vítima” a identificá-lo numa enciclopédia fotográfica caseira e a dizer quantos sinais tem nas “partes”Para completar o blogue dos procuradores até pede um inquérito parlamentar. O melhor é levarem também o juiz Teixeira para a Assembleia da República.
Obs: O Jumento percebeu há muito que uma das armas de arremesso do pcp contra o governo em funções é recorrer à canalha metodologia da insinuação torpe, assim evocam as consciências ao tempo de Ferro Rodrigues e P.Pedroso e geram, por extensão e contágio, o efeito psicológico desejado: chamuscar o PS com esta sacanagem inqualificável em que se transformou o folhetim da pedofilia em Portugal. A Justiça em Portugal também não ajuda.
O sr. Pedro Namora é apenas um peão que dá jeito ao pcp para manter viva essa chama de chamuscagem política; a dona Catalina Pestana é outra peça do mesmo puzzle. Enquanto responsável pela Instituição acordou tarde para o problema, hoje até na dispensa de sua casa vislumbra pedófilos.
Ontem como fui a Belém e tive de passar pela Casa Pia - e para lá lancei uns olhares indiscretos, pergunto daqui a essa dupla-maravilha: Namora & Catalina se, porventura, também não serei um pedófilo?!!

Santana Lopes está a transformar-se na Li-li Caneças da Política portuguesa. Jerónimo é uma anedota censora

Santana Lopes já não só aparece, mas aparece mal. A última vez saí-se com esta - Qu' eurorrrr - para responder à jornalista pela purga que Lopes fez à troika de deputados presidente de Comissões parlamentares: Matos correia (afilhado de Martins da Cruz, aliado de Meneses nas directas e o seu MNE-sombra num futuro governo para 2069), Miguel Relvas e José Luís Arnaut. Lopes perdeu o sentido do equilíbrio, do bom senso, pois ele aplica à política a lógica da fabricagem da notícia, lá por aparecer julga-se importante ou verdadeiro. Lopes julga-se importante porque uma comunicação social miserável explora as suas reacções, promove-as, amplia-as e assim vai parasitando o "canastrão" da política lusa. Com isto Lopes nem se apercebe, além de já ter anunciado que será presidente do grupo parlamentar em regime de part-time, que dá tiros nos seus próprios pés e nos de meneses. A si mata-se pelo ridículo da noção de mando, de poder e do exercício da autoridade que julga ter, a Meneses escavaca-o por efeito de esmagamento comunicacional. Quando este fala, já o outro cantou; quando Meneses declara já Santana pôs em marcha a sua orquestra da desgraça que está na razão directa da qualidade intelectual, humana e política que demandou a Lapa e hoje colonizou o psd da era post-Mendes (que já pediu a reforma). E que voltou a andar por aí, mas com igual destino fatalista... É a esta desgraça-sansacionalista que aqui designamos o Santana como a li-li Caneças da política à portuguesa.
Imagens Jumento
O camarada Jerónimo, torneiro-mecânico, já deveria saber que há roscas reversíveis. E um dia terá de perceber que estas ameaças de expulsões de deputados mais recalcitrantes só são contraproducentes e afastam ainda mais o eleitorado (idoso) dessa peça de museu ideológico em que se transformou essa curiosidade etnográfica que é o pcp.
Aqui temos duas imagens, duas desgraças, dois ridículos fora do tempo: uma à direita e liberal, outra à esquerda e ainda leninista/proletária e ortodoxa. Além do ridículo, qual o seu contributo para a história política portuguesa?! Ninguém sabe.

sábado

Novas Fronteiras: um balanço interessante e promissor

Sócrates tem várias virtudes que aprecio: além de determinado, revela uma endurence incrível. Depois duma semana politico-diplomáticamente tão esgotante quanto frutuosa (Tratado de Lisboa + Cimeira de Mafra - ambas com sucesso) - reservou a manhã de Sábado para se encafoar na sala Almada Negreiros do CCB - para fazer o balanço do investimento público em C & T. Honrou o compromisso. Nota positiva.

Em 2007 temos mais 64% de investimento no sector do que em 2006. E em 2008 - essa lógica de investimento público continuará a crescer. Isso tem nome: uma aposta política na Ciência e na sociedade do conhecimento. Ou seja, cumprir aquilo que era o designío de qualquer governo: atingir 1% de investimento público do PIB em C & T. Isto em Portugal, confessemos, é obra...

Passámos a escrever mais artigos científicos em revistas da especialidade. Aumentaram para cerca de 10 mil o número de doutorados a trabalhar em Centros de Investigação, revelando o crescimento da rede científica ao serviço da C & T. Em 2009 o número de doutorados continuará a crescer, cerca de 1500 ao ano.

Aumentando também o n.º de patentes, a balança tecnológica do país também é superavitária, ou seja, exporta mais do que importa, tal significa que na área tecnológica existe uma integração do saber instalado na rede de conhecimento europeia.

Criaram-se mais 4 Laboratórios Associados - fixando massa crítica necessária ao progresso da ciência. Aumentaram os contratos-programa com os Centros de investigação. Os Centros de Ciência Viva também dinamizaram a escola na área da C & T. Seduzindo mais estudantes para esta área do saber e preparando o país para a mudança - também no plano macro, i.é, ao nível das parcerias. Com o MIT, com a Carnegie Mellon University (CMU) - forçando à abertura da universidade portuguesa - ainda povoada duma lógica feudalista e subserviente resistente à mudança e à inovação. Sócrates e o governo socialista tiveram coragem de rasgar caminho numa área onde antes os outros nada fizeram, porventura receosos de afrontar os interesses das corporações instaladas - como são os universitários.

O Laboratório Nacional Ibérico de nanotecnologias (em Braga) - representado pelo prof. (galego) José Rivas - é uma expressão avançada dessa mudança tecnológica que está em curso no contexto europeu.

Numa palavra: quer se goste ou não do estilo do PM teremos de admitr que este sector da C & T "mexeu" em Portugal, e está em curso uma aposta na sociedade do conhecimento visando qualificar as pessoas. Mas tal pressupõe estabilidade nas medidas, confiança na comunidade científica e continuidade de investimentos na área, uma lógica que parece ter vindo para ficar.

Seguramente, que a este aumento progressivo de investimento público na área deve somar-se um acréscimo de investimento privado, até porque são as empresas, em primeiro lugar, os beneficiários liquidos dessa aposta política na sociedade do conhecimento. O que presupõe mais inovação, mais internacionalização e também mais confiança - enquanto capital político para empreender reformas que consolidem o trabalho existente.
António Vitorino deixou-nos um testemunho interessante: promotor da modernização do tecido económico e social via C & T - pois só dessa forma se combate o fatalismo tipicamente português que nos tolhe em certos momentos decisivos do nosso processo de desenvolvimento. Aqui lembrei-me de uma coisa que o Agostinho da Silva fazia quando recebia amigos estrangeiros e os levava a conhecer as casas de fado no Bairro Alto - muito apreciadas por aqueles. mas Agostinho ficava sempre à porta, nunca entrava, pois entendia que o "fado" gerava em nós um tremendo sentimento fatalista e pessimista que nos emperrava e diminuía na escala do progresso e do desenvolvimento desejado. daí não passarda porta de entrada...

Mas como é que essa modernização se faz? Com avaliação dos resultados das reformas e com a medição do ciclo da C & T que o País testemunhou nestes últimos anos. Sendo certo que aqui o valor da Estabilidade necessária à prossecução dos objectivos e a Credibilidade da liderança são dois vectores necessários a esse desígnio.

Portanto, a oposição que se habitue a este tipo de método (pró-activo) de fazer política - ainda que os partidos da oposição entendam que este sector está como ao tempo de Durão barroso: uma lástima.
Habituem-se...
Dan Roos - do MIT - deixou um interessante depoimento gravado em que sublinhou a valorização da excelência do investigadores, a necessidade da simplificação da burocracia estatal na gestão destes processos de C & T acabando por reconhecer que este 1º ano de balanço das parcerias Portugal-MIT são um exemplo para toda a Europa.

Outro testemunho do prof. José de Moura (da Carnegie Mellon University) que focalizou a sua intervenção na criação de pólos de excelência, em quadros qualificados em I & D e na necessidade dos mestrados profissionalizantes como aposta na qualidade e na nossa modernização. Aqui parcerizando empresas como a PT, a Nokia, a Siemens e a Nova Base.

O cosmopolita prof. Alexandre Quintanilha, que não perde o humor, espelho da sua inteligência, falou do lado do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e do Conselho dos Laboratórios Associados, uma ideia que creditou a Mariano Gago - que por mais importante que seja - não poderá ser ministro toda a vida.

Mariano Gago - mostrou o seu humor e apresentou-se como o "ministro da paciência" numa graça de contexto - que tem de a saber gerir e distribuir em doses moderadas para racionalizar o sector. Embora, à paciência se suceda a impaciência, pois não há tempo para grandes hesitações, sobretudo numa Europa (e num mundo) ultra-competitivo, em crise e ávido de novos serviços e novos produtos resultantes da inovação na C & T. Sobretudo, se considerarmos que a ciência não é mais o filtro que faz a selecção social entre os que entram e aqueles que ficam de fora, mas sim um instrumento de coesão social.

O número de investigadores em Portugal espelha bem essa realidade, apesar de ainda haver limitações decorrentes do reconhecimento do estatuto dos investigadores em Portugal, mormente em matéria de questões sociais.

A reforma das universidades e a aposta na investigação reforçam as notas de um ministério que tem um objectivo estratégico a cumprir, e o mais curioso é que sempre que Mariano Gago tutela o sector os indicadores ligados à IC & T disparam.

Naturalmente, esta "paciência" compagina-se com três valores que presidem a esta política de I & D: exigência na avaliação e busca da qualidade, generosidade e ambição. É isto que também permite a liberdade de pensamento para fazer e testar ciência.

Se calhar é a este quadro de actuação global que Sócrates designou de aposta na Ciência. Para já os resultados estão aí, não enganam, ainda que uma certa oposição - a mesma que se pergunta (mais doutores para quê?!) veja na evidência deste indicadores de sucesso um mar de crise de que pensam alimentar-se. Um pouco como na questão do referendo à Europa, com 21 anos de atraso...

Pura ilusão!!!

PS: Dedicamos estas breves notas soltas sobre C & T a todos os investigadores que em Portugal fazem os possíveis e os impossíveis para criar conhecimento e ciência.

Um "telejornal-astronauta"

Hoje apreciei o Telejornal: as notícias espelharam um mundo menos sacana e a apresentadora, dona Judite de Sousa, fez-me sentir um verdadeiro astronauta em que a chefe da tripulação reportava do espaço vestida a preceito.

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Fórum Novas Fronteiras

Novas Fronteiras da Ciência e do Conhecimento no CCB
Vai ter lugar no próximo sábado, dia 27, pelas 11 horas, no Centro Cultural de Belém, Sala Almada Negreiros, em Lisboa, a sessão pública “Novas Fronteiras da Ciência e do Conhecimento II”, que contará com a presença de José Sócrates, na abertura dos trabalhos, e de António Vitorino e Mariano Gago no encerramento.
PROGRAMA
11:00h Abertura José Sócrates
12:00h Painel Temático (debate)
Dan Roos Massachussets Institute of Technology (MIT) (depoimento gravado)
José Manuel Fonseca de Moura Carnegie Mellon University (CMU) (depoimento gravado)
José Rivas Comissão Instaladora do INL (Instituto Internacional Ibérico de Nanotecnologia)
Alexandre Quintanilha Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e Conselho dos Laboratórios Associados
Tiago Outeiro Instituto de Medicina Molecular (IMM)
Moderação:Maria João Rodrigues (Conselho Coordenador)
13:15h Encerramento António Vitorino Mariano Gago

A chave do mistério reside em kate. A opinião de José Cabrera Fornero, psiquiatra forense

A chave do mistério está “seguramente em Kate, mulher muito especial e com distúrbios”, garante ao CM José Cabrera Fornero, psiquiatra forense que acompanha o caso desde o início. O espanhol assistiu, atento, “à entrevista encenada” que o casal concedeu à Antena 3 e o objectivo era “terem o povo espanhol com eles”. Mas 70 por cento dos ouvintes que ligaram para o canal acredita que os McCann estão a mentir e o psiquiatra acompanha-os –“ao chorar sem mexer um músculo Kate mais parecia um jogador de póquer”.
Especialista em expressão facial, Cabrera diz que “o rosto de Kate é sempre o mesmo, salvo pela lágrimas – as primeiras nos últimos cinco meses e curiosamente só depois de ter sido criticada por não chorar”. Agora fê-lo mas a sua cara “não expressa qualquer emoção ou sentimento. Quando se chora mexem-se os músculos da cara e ela não mexeu um único músculo, tal como os jogadores de póquer. Isso é muito significativo”, assegura o psiquiatra espanhol, e “traz-nos a certeza de que está a esconder algo”.
Cabrera diz que os 30 minutos de conversa foram afinal “uma entrevista não espontânea, perfeitamente encomendada em relação a todas as perguntas feitas pelo jornalista. E dá-nos a impressão que toda aquela postura foi encenada pelo casal”.
O espanhol recorda a última frase de Gerry e considera-a mesmo “genial: “Não fales enquanto não te tirarem o microfone”. Isto só vem provar que afinal tudo aquilo não passava de um grande teatro, toda uma entrevista encenada. Isso ficou claro”.
José Cabrera reparou em “meia hora de entrevista em que ele só se preocupou em controlá-la. É extraordinário. Sempre que ela abria a boca para falar ele apertava-lhe a mão – e tudo porque a chave deste mistério está seguramente nela, é uma mulher muito especial...”
Kate McCann “há muito que tinha problemas psiquiátricos”, garante o especialista, e “agora agravaram-se”. Cabrera reteve uma entrevista que os avós de Maddie deram recentemente à televisão espanhola: “Estes, na sua inocência, contaram inclusive que a filha Kate lhes confessara tempos antes do desaparecimento que a menina estava a ficar cada vez mais parecida com ela, o que do ponto de vistas psiquiátrico quer dizer muito...”.[...]
PS: Digamos que se tratou dumas lágrimas de crocodilo, do Nilo...

A mulher ideal...

Fernet Stock Lipno

Santana Lopes líder para-lamentar em part-time.

SANTANA LOPES, LÍDER PARLAMENTAR EM PART-TIME

«A agitação interna na bancada do PSD promete continuar. O novo líder do grupo parlamentar, Santana Lopes, anunciou aos deputados que não vai participar em todas as reuniões da comissão política permanente do PSD, fazendo-se representar por um dos seus vice-presidentes. Uma atitude inédita entre os anteriores presidentes da bancada laranja, que deixou perplexos muito deputados, e que Santana desdramatiza.» [Público assinantes]

Obs:

A situação no grupo parlamentar do PSD, antes de o ser, já se tornou ridícula. Pergunte-se ao Santana se ele ainda se mantém como consultor na Edp - a rebentar fusíveis..., e a fazer curto-cicuitos no País.

Esperemos que não passe as tardes na kapital... Aquilo dantes só abria à noite!!!

Santana, pobre Santana... vai ter um fim triste este "menino guerreiro" que ainda vive como se o Sá Carneiro fosse vivo e o padrinho Cavaco estivesse em S. Bento e ele no Palácio da Ajuda (a desgovernar a cultura). Enfim, mais uma guerrinha no vazio - (povoado de vendettas de trazer por casa). Mas chamam-lhe o menino guerreiro...

Uma despedida original...

Saying Goodbye After a Dinner Party
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sexta-feira

Falco - Der Kommissar e Jeanny

Falco - Der Kommissar
Jeanny

- Um regresso a Vergílio Ferreira -

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Vergílio Ferreira interrogava-se como é que certos tipos têm belas frases à hora da morte. Kant dizia: tudo está bem, Goethe dizia mais luz, Fernando Pessoa o amanhã que virá, ou a expressão levem daqui as mulheres de Herculano.

À hora da morte, defendia Vergílio, devia-se era estar calado. Se a coisa é a doer, continuava Vergílio, fica-se quieto e calado, à espera. No fundo, o que Vergílio nos queria dizer era que a grande verdade da vida é a morte." E um morto está sossegado" - sublinhava VF.

"Como é que certos tipos à hora da morte têm o desplante de ter frases?"

Hoje é 6ª feira, mais uma do resto das nossas vidas...

Pub. institucional ao pcp

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OS TRÊS RISCOS - por António Vitorino -

O sublinhado é nosso, a foto já integra o rizoma e não reclama "copy-raites"
OS TRÊS RISCOS António Vitorino
jurista
Não surpreenderá o leitor que este artigo verse o Tratado de Lisboa. O acordo alcançado em Lisboa na semana passada põe fim a um ciclo de intenso debate institucional na União Europeia na própria noite em que se fechou o Tratado de Nice, em Dezembro de 2000.
Há que saudar o sucesso da presidência portuguesa, tanto dos seus responsáveis políticos como dos diplomatas envolvidos. Foi o triunfo do método e da perseverança, não isenta de arrojo. Ainda me lembro do cepticismo com que os "meios europeus" de Bruxelas receberam as palavras do primeiro-ministro José Sócrates na noite do Conselho de Junho que aprovou o mandato quando anunciou que a intenção era ter o acordo final já no Conselho informal de Outubro.
Pois bem, ele aí está, o acordo que culmina a mais curta Conferência Intergovernamental da história da União. É verdade que tal se fica a dever porque se trabalhou com base no Tratado Constitucional e num mandato detalhado aprovado durante a presidência alemã. Mas só quem não está familiarizado com estas coisas europeias é que pode ignorar que a recta final é sempre a mais difícil porque é aí que cada país avalia o equilíbrio global do acordo e... se não estiver contente pode criar reais dificuldades!
Desta feita as coisas também se passaram assim. E o Tratado de Lisboa honra o perfil das três sucessivas presidências portuguesas da União.
Há contudo que não subestimar três riscos com que nos iremos confrontar no período de ratificação que se iniciará após a assinatura do Tratado previsto para 13 de Dezembro em Lisboa.
O primeiro risco é que a controvérsia sobre a forma de aprovação do Tratado acabe por diluir o conteúdo e as inovações do próprio Tratado. Decidir da forma de aprovação é sem dúvida uma questão importante. Mas parece-me avisado que Portugal postergue essa decisão para um momento posterior à assinatura do Tratado. A visibilidade que lhe advém de exercer a presidência acabaria por fazer da decisão portuguesa (que se quer livre e apenas em função dos nossos interesses como Estado) uma peça relevante do debate sobre a forma de aprovação noutros países. Evitar essa instrumentalização significa reforçar a nossa capacidade própria de decisão. E adoptá-la sem tibieza, assumindo todas as suas implicações na vida política interna.
O segundo risco tem a ver com a ilegibilidade do novo Tratado. Com efeito, o Tratado Constitucional teria decerto muitos defeitos, mas ao assentar numa preocupação de codificação dos tratados existentes fazendo-os convergir para um texto único, o defunto Tratado Constitucional era susceptível de uma leitura mais fácil e corrida. Ora a decisão tomada no mandato de Junho de abandonar a vocação constitucional do Tratado, mantendo a existência de dois tratados (o Tratado da União e o Tratado sobre o Funcionamento da União), com remissões recíprocas, e adoptando a técnica legislativa de emendas pontuais aos Tratados vigentes, tudo resulta numa dificuldade acrescida de leitura (e de compreensão) pelos não especialistas. O retorno à técnica clássica de redacção dos Tratados vai exigir um esforço de informação e de comunicação acrescido, desde logo pela publicação de um texto suficientemente claro e preciso sobre as inovações introduzidas pelo Tratado de Lisboa. E isto independentemente da forma de ratificação que venha a ser escolhida entre nós.
Este esforço de informação faz parte também da resposta ao terceiro risco: o da deturpação do conteúdo real do Tratado. Vozes apocalípticas logo vieram dizer que vinha aí o directório das grandes potências europeias, que se tratava de impor o federalismo à força, que a Comissão iria definhar, que se estava a "militarizar" a Europa, inclusive que se estaria a fazer reentrar a pena de morte por via da Carta dos Direitos Fundamentais! Estas reacções típicas de especialistas em sound bites contam com a complexidade do Tratado como aliada, sabendo que a desmontagem destes "fantasmas" exigirá sempre tempo e muita pedagogia até que se possa repor a verdade ou delimitar a exacta dimensão das críticas assim formuladas.
Não será possível virmos a ter um debate racional sobre o Tratado?
Obs: Infelizmente, António Vitorino tem razão. Posto que a chamada oposição das margens, a mesma que sempre foi anti-europeísta, com o PCp à ilharga e o BE agora a secundá-lo, vai, oportunisticamente, fazer uma campanha negativa pelo - Não - ao Tratado de Lisboa com o fito de fazer barulho e arrebanhar alguns votinhos de descontentes e, assim, abater o governo socialista nessa xicana política. Já toda a gente percebeu as motivações dos camaradas Jerónimo e Anacleto Louçã: um anda a ler as Obras completas do Lenine e a fazer purgas na dispensa do Comité Central da Soeiro Pereira Gomes, para se purficar e regressar à origens do comunismo internacional; o outro anda muito caladinho últimamente.
Até dá vontade de lhe recomendar o marketeer que tratou da imagem ao santana lopes na CML, mais que não seja para ver se alguém começa a pagar as contas por tanto absurdo e oportunismo no teatro político português.
Já para não falar na humilhação que seria um referendo feito em Portugal votado por 10 ou 15% da população, e desses só os militantes pelo Não lá iriam. Seria cá uma legitimidade e pêras..., depois de termos negociado o Tratado de Lisboa com brilho e eficiência. Tenham juízo!!!
E isto também é dirigido aos doutores e catedráticos de Direito e conexos que andam por aí a representar Bertolt Brecht nas estações de televisão onde alimentam polémicas artificiais ou, pelo menos, com 21 anos de atraso...
Estão lixados, porque desta vez lá terão de ir todos ao Mosteiro dos Jerónimos, e se tiver sol será mais um dia bonito e feliz do resto das nossas vidas.
É a vida...
Já agora, dê-se os parabéns ao António Vitorino que, se calhar, também por lá andou a negociar o Tratado. Só não sabemos se vestido de Talleyrand ou de...