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Reino Unido: Ataque em Glasgow ligado a atentados de Londres - ACTUALIZADA

Reino Unido: Ataque em Glasgow ligado a atentados de Londres - 22:27 sábado, 30 JUN 07 O ataque perpetrado hoje no aeroporto de Glasgow está relacionado com os dois atentados com carros armadilhados frustrados sexta-feira pela polícia de Londres, anunciou a polícia escocesa.
Segundo um porta-voz das forças de segurança, Willie Rae, um dos homens envolvidos no ataque de Glasgow, internado em estado crítico com «queimaduras graves», tinha «um engenho suspeito» no corpo, o que obrigou à evacuação de uma ala do hospital.
O outro suspeito está sob custódia policial e já foi interrogado, segundo a mesma fonte.
«Encontramos evidentes semelhanças» entre o ataque de hoje e os incidentes de sexta-feira em Londres, disse o porta-voz, acrescentando que o caso está a ser tratado como um ataque terrorista.
O incidente, em que um jipe em chamas com dois homens a bordo aparentemente se lançou contra o principal terminal do aeroporto, não terá provocado vítimas mas obrigou ao cancelamento de todos os voos com partida ou chegada a este aeroporto.
Outros aeroportos - Edimburgo e Newcastle - foram colocados em estado de alerta e a polícia está a impedir o acesso de qualquer veículo.
Também, devido aos acontecimentos em Glasgow, a polícia anunciou entretanto o encerramento do aeroporto de Liverpool, no noroeste de Inglaterra.
«Foi tomada a decisão de encerrar o aeroporto até novas ordens. Vamos proceder a revisões constantes desta decisão», disse um porta-voz da polícia da região, recusando avançar as razões específicas que determinaram o encerramento.
Os acontecimentos das últimas 48 horas levaram o governo britânico a elevar o nível de alerta terrorista para o máximo, para o nível «crítico», a que corresponde uma situação de ataque terrorista iminente.
Obs: Em Portugal também houve uma transição de poder de tipo monárquica (do traidor Zé Barroso para o impreparado SLopes), e apesar de Portugal ser uma República... - e não houve nenhum atentado terrrorista. No RU, pelos vistos, alguns radicais não gostavam de Tony Blair mas parece que ainda gostam menos de G. "Castanho", embora a natureza do terrorismo seja irracional e pretenda provocar a maior consternação psicológica possível na sequência de vítimas inocentes que possam fazer na sequência desses atentados.

Jorge Jardim Gonçalves já deveria ter juízo...

30.06.2007 - 18h34 Lusa, PUBLICO.PT
O empresário Joe Berardo considera que a alegada intenção de Jardim Gonçalves de propor aos accionistas do Banco Comercial Português (BCP) a destituição do presidente da instituição, Paulo Teixeira Pinto, é "uma manobra ridícula".
O PÚBLICO adianta na sua edição de hoje que o Conselho Geral de Supervisão do BCP, liderado por Jardim Gonçalves, poderá avançar na próxima reunião, convocada para segunda-feira, com um pedido de destituição ou suspensão do CEO, alegando “quebra de responsabilidade e falta de lealdade”. (...)
Obs: Jorge Jardim Gonçalves confunde dois planos: ter sido o fundador de um banco com o facto de mandar nesse mesmo banco, pertença dos accionistas e não do seu fundador. De facto, o eng. Gonçalves tem dado sinais de grande senilidade e obsessão que o impedem de compreender a lei dos tempos e a dinâmica da própria vida.
Aliás, cometo aqui a inconfidência de há dias ter encontrado o seu irmão, meu vizinho, e disse mesmo ao Pre. Agostinho -: olhe que o Macro costuma criticar essa obsessão que o fundador do bcp tem para com o "seu banquinho". E a resposta daquele não poderia ter sido mais assertiva, parece que só o visado é que não se toca. E quando isto sucede às pessoas elas acabam por ser ridicularizadas e cunhadas de xé-xés.

Zygmunt Bauman: um autor maior do nosso tempo

Há coisas estranhas, mas dentro destas ainda existem coisas excepcionalmente estranhas: o que uma pessoa num ginásio, onde se pratica cultura física, faz com um exemplar do sociólogo polaco Zygmunt Bauman na mão!? À 1ª vista parece algo bizarro mas, na verdade, não é. Tudo depende da nossa disponibilidade mental, temporal e socio-profissional. Não quero chegar ao ponto de, como Marcelo, escrever dois textos diferentes a duas mãos, mas pode-se fazer uma sessão de dorso e ler (ou tentar ler) um capítulo de Bauman - e através de raciocínio híbrido captar 1/3 daquilo que o autor condensou. Seja como for, Bauman é uma referência do nosso tempo, um homem de futuro, o estudioso da post-modernidade que trouxe conceitos, princípios e novas abordagens para aquilo que nos sucede, dentro e fora dos ginásios.
Desde logo, Bauman fala-nos na noção de liquidez, não no sentido bancário mas no âmbito social, em que hoje tudo é fluído, superficial, frenético. O problema é que, tal como a economia portuguesa, também no plano social aquela liquidez hiper-velocidade que tece hoje o quadro de relações interpessoais que vamos tendo no burgo.
Depois, Bauman conseguiu condensar no hiper-conceito Globalização os prós e contras da vida actual - avaliando as suas consequências políticas e sociais - que, aliás, emprestou título a um dos seus livros. Também aqui ninguém fica imune a esses efeitos, positivos e negativos. E à medida que tomamos decisões, desgastamo-nos, entramos em processo de erosão, ficamos obsoletos, vivemos na incerteza e no risco, que é um conceito também muito trabalhado pr um outro sociólogo U. Beck.
Mas onde é que pretendemos chegar com a evocação de Bauman - lembrado no ginásio por alguém que faz a quadratura do círculo - fazendo dialogar o músculo do cérebro com os demais músculos do corpo humano? De facto, Bauman, até na banheira se lê e a qualidade das suas noções, abordagens e perspectivas interrogam-nos acerca do sentido da vida, das qualidade das interacções humanas, da falta de padrões reguladores e estáveis das relações sociais nesta nova fase de globalização competitiva, animada pelo risco, ameaça, perigo e também algumas (poucas) oportunidades.
Um desses indicadores de risco e ameaça à estabilidade social decorre do facto de hoje existir uma enorme liberdade de escolha na vida social, designadamente em identificar um parceiro. Mas, curiosamente, também nunca como hoje as pessoas se dispuseram a rever esses relacionamentos, questionando tudo e todos a toda a hora. O número de divórcios em Portugal corrobora esse ponto de vista.
Infelizmente, Bauman revela-nos aquilo que já notamos no nosso quotidiano: hoje somos todos mais descartáveis, todos representamos papéis que não colam ao nosso "eu" - o que gera inúmero equívocos engrossando, por sua vez, o carácter ainda mais intenso das relações descartáveis que todos hoje, directa ou indirectamente, mantemos. Sendo certo que as TIC são um tremendo dispositivo que fomenta e amplifica esse tipo de relação na chamada post-modernidade. Quantas pessoas hoje se desentendem por sms? Quantas desatinam por msn? Quantas se agridem por mail, chats e outras chatices virtuais alimentadas por essas espécies de "tagarelas à distância" que povoam a Rede das redes.
Cheguei a Bauman pela parte mais política, da guerra, da crise do Estado-nação, da erosão do tempo, das novas hierarquias e mobilidades, mas confesso que o autor polaco que cedo se radicou no RU tem um impressionante legado noutras áreas da sociologia do corpo, da arte, da comunicação, enfim, das relações humanas mais complexas cujos mecanismos tecnológicos e sociais nem sempre trazem o consenso ou a paz social.
Como diria Bauman, "um relacionamento intenso pode deixar a vida num inferno", apesar de hoje as pessoas procurarem esse "inferno" - que só conhecem à posteriori. É como as quedas, só sabemos que as damos após termos caído...
Bauman é, de facto, um autor a não perder de vista pela riqueza e diversidade das suas abordagens. Finalizamos estas notas com uma interrogação que o autor nos deixa e que é um sinal dos tempos: será mais arriscado arcar com a solidão entre paredes apenas com um telemóvel que assegure a ligação com o mundo exterior, ou compartilhar o lar, doce lar - dentro do velho padrão familiar?
Bauman crê que a 1ª opção é a menos arriscada, o que denota bem a fragilidade dos laços humanos, coisa que também se pode constatar dentro dum ginásio. O que não deixa de ser um síndrome dos tempos presentes e uma verificação óbvia de que o autor tem razão no que pensa, diz e escreve.
PS: Post dedicado a A. que trabalha intensamente, e como ninguém, o músculo do cérebro e os outros ao mesmo tempo numa sincronia alucinante.

Socas deveria nomear Jorge Coelho para meter o PS na ordem

Obs: Pergunto-me por que razão Socas tem deixado passar em branco condutas verdadeiramente canalhas da burocracia estatal do burgo, de que a dona Guida da DREn é o paradigma invertido. Agora ocorreu mais uma bernarda num SAp do Norte. Sem querer fazer juízos de intenção sobre o PM - prefiro pensar que ele adormece a pensar na Europa, acorda com a Europa nos olhos, toma o pequeno almoço nos seios da Europa, almoça com a "vaca magra" da Europa, lancha-lhe as tetinhas ao reclamar dela mais fundos estruturais, janta com ela e dá palmadinhas nas nádegas da Polónia para que ela se porte bem e não estrague a pintura e, por fim, ainda seia com a Europa à luz das velas.
No outro dia, Socas encena a rotina, será assim durante 6 meses, 180 dias, durantes muitas horas, minutos e segundos numa intimidade estreita e cheia de carícias políticas.
Se calhar é por isso que o PM não tem tempo para meter dois ou três ministros no estaleiro (Saúde e Economia, de caras... a da 5 de Outubro, de cuecas.., cujo nome me escapa), e como não tem esse tempo para Drenar alguns maus ministros e piores altos funcionários que julgam Portugal a Albânia no tempo da Guerra Fria cujos termos e condições eram ditados pelo camarada Joseph Stalin - o PM deveria nomear Jorge Coelho para meter na ordem essa parte do PS mais desviante que anda a trabalhar para queimar políticamente Socrates. E este, como vimos, anda tão embrenhado na Europa que mesmo que a Claudia Schiffer passasse pelo seu quatro às dez para a meia noite ele não notaria. Enquanto o PM não acorda dos seios da sua querida Europa esperemos para ver o que o prestidigitador Marcelo terá a dizer duma pessoa que adora, o "seu querido" ministro Correia de Campos.

Como o tempo não pára, o "piolho" da República parece continuar alojado na cabeça de alguma burocracia mais persecutória do Estado. Esta gente julga que presta serviço público ao País, julga-se competente mas, na realidade, não passam duns falhados, pessoas vingativas e rancorosas que se servem do Estado para ajustes de contas pessoais e político-partidários que só a eles dizem respeito. E como não conseguem circunscrever os seus ódios e ajustes de contas antigos, vomitam tudo para a praça pública como se estivessem a zelar pelo bom funcionamento e bom nome do Estado.

Mas não estão, o que eles fazem é multiplicar o efeito-ácaro político tornando este País irrespirável.

Ácaros na política de saúde. Urge Drenar águas estagnadas...

Este senhor, juntamente com dona Guida que Drena e agora mais um cacique vereador numa autarquia do Norte, estão a trabalhar árduamente para meter Socas k.o. Ou, na melhor das hipóteses, levar Socas à maioria relativa num próximo governo com um Parlamento bloqueado adiando reformas necessárias em Portugal.
Ora, como português, não desejaria ver este PsD no poder, nem um governo com maioria simples do PS, portanto oponho-me a que um ou dois energúmenos da república se armem em discípulos de Il Duce (Mussuline), espécie de zeladores e bufos da corte, e andem por aí perseguindo e denunciando pessoas, demitindo-as com o PM caladinho que nem um rato de sacristia. Isto é cobardia política, que tantas vezes assistimos no plano interpessoal, lamentavelmente.
Confesso que esta faceta de Socas me está a desiludir sobremaneira, e aquilo que ele julga ser um reflexo de força e de certeza não passa dum reconhecimento de fraqueza e de maus figâdos. E é pena.. Pior do que isto é só ver MMendes acompanhado por esse cromo do psd, um tal Antono Preto do jogo da mala. À esquerda e à direita Portugal tem uns ácaros de que tem urgentemente de se livar. A bem da saúde e da higiéne mental dos portugueses.
Dantes havia o Mafú, contra baratas e insecticidas, hoje temos ministros a demitir funcionários do Estado por peanuts...
Deslealdade” e “incapacidade” são as acusações que o ministro da Saúde imputa à ex-directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, justificando assim a sua exoneração do cargo.
Em conferência de imprensa, Correia de Campos explicou que Maria Celeste Cardoso foi confrontada duas vezes pelas autoridades regionais de Saúde sobre o comentário jocoso (que atacava o ministro politicamente) e, em ambas as situações, “transferiu as responsabilidades para terceiros”.(...)

As sete maravilhas do FLISCORNO - mostrando que a "Política é um Cartaz de Campanha"

Como tenho pouco jeito para escolher as maravilhas da blogosfera - aproveito aqui a sistematização do Raposa Velha autor do Fliscorno que elencou um lote de peso. Entretanto, um dos players nessa lista zarpou, foi o momento em que foi a casa apanhar a máquina digital para bater esta foto do Castelo de Marvão, uma verdadeira Maravilha da Mãe-natureza que, desde 1986, me habituei a respeitar.
"Nem só de política vive um blogger (...). Neste sentido, creio que um ranking teria o seu interesse. As minhas (do Fliscorno) nomeações vão para:
http://antero.wordpress.com/ - Anterozóide
http://classepolitica.blogspot.com/ - Classe Política
http://jumento.blogspot.com/ - O Jumento
http://marialisbo.blogspot.com/ - Página em Branco
http://miblogamucho.blogspot.com/ - Mi Bloga Mucho
http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/ - We Have Kaos in the Garden
O 7º elemento deve ser o Castelo de Marvão - também candidato a Património da Humanidade - se a UNESCO deixar, naturalmente.

O Cluster do Mar: evocação a Virgílio de Carvalho e a Ernâni Lopes. Ambos vivos, cada qual à sua maneira

Com licença do CLARO - coloco aqui estas duas referências do pensamento estratégico português que vêm no mar e na racionalização dos seus recursos uma oportunidade económica, política e cultural, quiça reguladora duma nova Globalização Feliz a partir de Portugal - agora no novo mundo - de globalização competitiva.
"Como bem mostrou, ainda no século XIX, Oliveira Martins, aquele Portugal quintarola da família Bragança, que nem viu passar ao lado a Revolução Industrial, perdeu também o mar quando não soube fazer a passagem da vela para o vapor e da madeira para o metal. Desde aí, ficou muito campónio e incapaz de ver o mar que ficava para além da quintarola ... mesmo quando campónios e campónias desataram a comprar fatos de banho para irem "trabalhar para o bronze". As décadas salazarentas, em que o filho de um feitor da quinta de uma família fidalga da província bem profunda reinou neste país, foram o momento mais alto dessa esquisofrenia que nos virava as costas ao mar e ia afundando Portugal. Lembro-me sempre do magnífico estuário do Tejo sem navios nem barcarolas, enquanto uma Estocolmo de águas gélidas tem mais barcos do que automóveis! Felizmente, parece ultrapassada aquela fase em que, numa democracia acéfala, o comandante Virgílio de Carvalho passava o tempo a pregar no deserto. Uma associação de oficiais da Armada, pessoas como Ernâni Lopes e políticos como Luís Amado e Carlos César começam a ver o verdadeiro mar de soluções que se oferece aos problemas portugueses. Agora a Associação Comercial de Lisboa, numa bela iniciativa e num grande exemplo para este Estado acéfalo, mentecapto e gordíssimo, encomendou a Ernâni Lopes (a melhor escolha!) um estudo sobre sobre o hiper-cluster do Mar. Certamente, Ernâni Lopes não esquecerá que este nosso mar tem uma posição geográfica privilegiada entre os três continentes que bordejam o "lago atlântico" e em cujas margens se situam, simultaneamente, as economias mais desenvolvidas e grandes fontes de matérias primas e de energia... Tão pouco esquecerá que vivemos o tempo de uma economia globalizada. E saberá, certamente, que tempo e espaço são as coordenadas da estratégia.
Três constatações: a sociedade civil começa cada vez mais a tomar a iniciativa e a não ficar à espera do Estado; há cada vez mais gente a conseguir ver o que se mete pelos olhos dentro e a ter a inteligência necessária para o pensar e, por último, a blogos mostro que sabe logo perceber o que é importante, como se pode ver pelos posts (que remeto para o CLARO).

Os livros (estratégicos) do CLARO. Uma fonte de percepções para ler o mundo

Présentation de l'éditeurPrendre les transports en commun, recruter un stagiaire, participer à un salon, accueillir des prestataires, autant de situations apparemment anodines derrière lesquelles se cachent des occasions d'obtenir ou de se faire voler de l'information. Les auteurs proposent des outils et des conseils expérimentés pour vous aider à protéger vos données stratégiques (approche défensive) mais aussi à en acquérir de nouvelles (approche offensive) et à les exploiter de façon optimale. Illustré par des cartes heuristiques (mind mapping) et des dessins, cet ouvrage fera de vous un info-stratège, alliant vigilance et opportunisme.Résolument pratique, il s'adresse à tous ceux qui souhaitent mieux gérer leur information au quotidien à l'aide de méthodes simples et éprouvées.

INTELIGÊNCIA ECONÓMICA NO "LE POINT"

L'« IE » pour sauver la France

Christophe Labbé et Olivia Recasens

«L'intelligence économique, c'est la dernière carte à jouer pour que la France ne soit pas à la ramasse dans vingt ans. » Eric Delbecque sait de quoi il parle. Ce trentenaire est l'actuel secrétaire général de l'Institut d'études et de recherche pour la sécurité des entreprises (Ierse), qui forme, en collaboration avec la Gendarmerie nationale, des « risks managers », comme on les appelle dans le monde anglo-saxon. Une école de haut vol dont le président n'est autre que le préfet Rémy Pautrat, ex-patron de la DST et ancien numéro deux du secrétariat général de la Défense nationale.

Avec « L'intelligence économique » (1), qu'il vient de publier, Eric Delbecque explique, dans un style percutant, exemples à l'appui, pourquoi l'« IE » est un outil indispensable pour comprendre la mondialisation et décrypter les intérêts politico-financiers qui s'affrontent. « Mais aussi le seul moyen pour l'Etat de reprendre la main sur l'économie, et pour la France de retrouver sa place sur l'échiquier mondial, grâce à une véritable stratégie d'influence. » Un livre indispensable pour tout praticien de la guerre économique. Mais aussi pour le citoyen.

sexta-feira

Estamos viciados em velocidade: uma reflexão sobre o hiper-Tempo

Entre as valorações do genial Jorge Luís Borges e a mística do Ómega Speed Master que foi à Lua, há uma amplitude de pensamento que nos deixa translúcidos, para não dizer "translumbrados" sobre o tempo que passa. Tempo esse que recorta hoje a nossa nova religião, pois estamos viciados nele e na velocidade que ele imprime às nossas vidas e às nossas relações sociais.
Pois o que dantes demorava 5 anos, e depois 5 meses, e depois uma semana - demora hoje 1 min. ou, em certos casos, zero ss., dado que a coisa se resolve em tempo real. Será isto bom... Se olharmos para a economia, muita coisa hoje se resolve em segundos, mormente a fixação dos preços dos bens e dos serviços, as empresas competem cada vez mais nessa base temporal, de fazer rápido as coisas. No fundo vivemos ao vivo, não temos tempo para meditar naquilo que fazemos ou dizemos, e muita da asneira decorre dessa precipitação ou compressão do tempo que nos obriga a dizer aquilo que, na verdade, não queríamos dizer.
No plano interpessoal, quantas pessoas se desentendem mesmo antes de se conhecerem pessoalmente, e aí a tecnologia é um catalizador de desgraças; no plano económico/bolsista quantas falências não decorreram já pela voragem do tempo, em que baste uma decisão errada para que se torne irreversível acabando com milhões num cagagésimo de ss, algumas dessas pessoas utiilizam a terapia do suicído para resolver o problema; no plano político quantas asneiras não se cometeram já ao abrigo das chamadas TIC que, em inúmeros casos, apenas servem as empresas que comercializam os equipamentos e não as pessoas-destinatárias da sua utilização.
O que procuro sublinhar é que se a voragem do tempo hoje nos permite comunicar em tempo real, eliminando inúmeros obstáculos outrora existentes, é também essa mesma voragem e compressão do tempo que está reduzindo o tamanho do nosso cérebro ao não deixar campo-aberto e tempo necessário para o nosso cérebro processar e meditar devidamente na informação que tem de utilizar.
Hoje quando algo acontece na China tudo se sabe em Lisboa, Madrid ou Milão, por causa da tal economia interligada que temos on line. Mas se atentarmos, por exemplo, na violação dos direitos humanos alí (ainda) e miserávelmente praticada - o tempo da decisão é ainda lento, medieval e cruel. Aí a velocidade torna-se lenta e o tempo uma enormidade. Hoje parece vivermos na rede da aranha em que se percebem os movimentos das presas nesse estratagema, sabe-se quem navega nela, quem pousa, avança e recua mas, ao mesmo tempo, temos de perceber que até as aranhas podem cair - dada a fragilidade de todo esse sistema se poder romper a qualquer momento. E o problema é que as aranhas somos todos nós...
Eis o que nos apraz registar quando compulsamos as ideias de J.L.Borges com o Ómega Speed Master que até já foi à Lua e tudo. Pois por cá, muitos de nós andamos "aluados", talvez por não saber gerir essa voragem do tempo que vôa..

As leis da mafia nas favelas brasileiras. A favela Pavão-Pavãozinho

O traficante é o presidente, o padre, o irmão. Dá emprego, protege, ajuda...
29.06.2007, Nuno Amaral, Rio de Janeiro
Ao final da tarde, há uma balada de ritmo certo a ecoar na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Um "soldado" do tráfico desce à boca da favela. Solta uma rajada de metralhadora. É quase diário. Por norma, ao final da tarde. Os comerciantes da Praça General Osório, vizinhos acostumados da Favela Pavão-Pavãozinho conhecem o simbolismo da ruidosa partitura. "São os chefes do tráfico a anunciar que ainda governam, que escaparam à acção da polícia", esclarece Derlei Fonseca. Por norma, os tiros também se ouvem de manhã. À tarde, à noite. São os sinais da "guerra"que há décadas estilhaça a favela situada a pouco mais de 300 metros da praia mais cara do Brasil. O quotidiano espelha a rotina. Em Abril, saiu um sinal da "boca de fumo". Os soldados do tráfico ameaçaram descer o morro. Todo o comércio de Copacabana e Ipanema fechou por 12 horas. "Não temos solução: eles telefonam e nós fechamos as lojas", atalha Derlei.Vivem cerca de 80 mil pessoas na favela Pavão-Pavãozinho. O aglomerado tem uma rotina própria, fecha-se como um casulo, um microcosmos. "Só vou lá baixo para comprar televisões", explica um rapaz que diz chamar-se Dragão. O topo do morro é apenas acessível a alguns. Totalmente afastado das rotas policiais. "É lá que mora o chefe, tem cerca de 50 soldados", conta Ruth Diniz, presidente de uma das associações de moradores. Aqui e ali vêem-se homens empunhando metralhadoras. Crianças de pistola no cinto. "Como é que se pode concorrer? Com 14 anos, ganham mais que os pais, é horroroso", expõe Felipe Nélio, da ONG Viva o Rio. Há décadas que o grupo criminoso Amigos dos Amigos controla a Pavão-Pavãozinho. E mais umas tantas favelas do Rio. O líder é estimado, além de temido. É quem dá "emprego, que protege. É o líder que aconselha, que ajuda, que mata. Ou manda matar. "O traficante é o presidente, o padre, o irmão. Muitas das vezes, eles fazem mais que os poderes públicos", ilustra Carlos Costa, também da Viva o Rio.Da praia de Ipanema também se vê a Favela da Rocinha. Ali o quotidiano mudou. Há violência, há trafico. Mas também acordos. "Fizemos ver aos traficantes que eles ganham mais se não houver muito desacato", nota Costa. Um acordo dúbio para criar a paz possível. "Eles vendem mais, não há tanta acção da polícia e nós temos menos medo", conta o funcionário da organização não--governamental.No emaranhado de casas com vista para o mar vivem 127 mil pessoas, é a segunda maior favela da América Latina. "É claro que quem manda aqui são os traficantes, nós só tentamos criar alguma harmonia e impedir que as crianças se fascinem com esse dinheiro fácil", sorri. A Rocinha está encafuada entre dois túneis. Uma imagem que serve de metáfora a Carlos Costa."As crianças que não saem destes túneis vão para o tráfico, querem subir na vida e sobem para o topo do morro".Não matar quem trabalhaAté há dois anos, eram assassinadas 10 pessoas por semana, em média, na Favela da Rocinha. A macabra contabilidade baixou. Costa recorre a um discurso pueril para explicar o negócio com os traficantes. "Reunimo-nos e dissemos-lhes: "Não pode matar o carteiro, o cara está trabalhando, não pode matar o "policial", o cara também está trabalhando". A conversa originou uma estranha legislação no aglomerado. "Os soldados estão proibidos de disparar a eito, o chefe do tráfico também os obriga a pagar as balas disparadas sem justificação", relata Carlos Costa. Estas leis suavizaram o quotidiano, mas não o tráfico. A par do complexo do Alemão, da Pavão-Pavãozinho, da Favela do Jacarezinho, a Rocinha domina o tráfico de cocaína no Rio de Janeiro. No labirinto dos aglomerados trafica-se o produto entregue por gente do asfalto, por gente exterior à favela."É impossível acabar com isso. Se os traficantes não saem do morro, quem é que lhes faz chegar droga e as armas? É quem está no asfalto", atira o sociólogo Carlos Ventura.A ONG Rio de Paz olha para as 700 favelas do Rio com contundência. E estipula prioridades. "Só com muita acção do Estado e do Exército é que se pode quebrar esta espiral. Primeiro é preciso prender os traficantes, desarmá-los. Só depois podemos ir ao sonho da educação", defende António Costa, líder da ONG.
Obs: Divulgue-se pelo elevado valor sociológico desta peça.

Um acidente de avião em terra.. Só em Angola

28.06.2007 - 19h40 Cláudia Bancaleiro, com agências
"Pelo menos sete pessoas morreram no acidente com um Boeing 737-200 das linhas aéreas angolanas TAAG, hoje, no aeroporto de Mbanza Congo, na província do Zaire, segundo o último balanço avançado por uma fonte da companhia à agência Angop. Testemunhas no local avançaram à Angop que o Boeing da TAAG, que efectuava a ligação entre Luanda e Mbanza Congo, estava já em processo de aterragem quando se terá despistado, depois de um dos trens do avião se ter partido. As mesmas fontes indicaram que o aparelho ficou dividido em duas partes, que acabaram por embater em duas residências e três viaturas".

Obs: Por regra os aviões caem dos ceus, raramente se acidentam depois de aterrerarem. Em África, e em Angola em particular, parece que tudo é diferente. Qualquer dia os aviões que cruzam as linhas aéreas e os céus africanos explodem nos hangares.. Com a agravante de, entre os mortos, estar o co-piloto do aparelho e o padre da igreja local. Será irónico se não fosse grave.

Um acidente estranho, estranho acidente...

O MANDATO - por António Vitorino -

O sublinhado no artigo é nosso e a foto também.
António Vitorino
jurista
Depois de longas horas de negociações em Bruxelas, o Conselho Europeu aprovou o mandato necessário para abrir uma Conferência Intergovernamental para reformar os tratados europeus.
Este mandato detalhado e preciso constitui, por isso, um bom auspício para a presidência portuguesa da União que começa no próximo dia 1 de Julho.
O espírito de compromisso que prevaleceu revela não apenas o sentimento partilhado da urgência na reforma dos tratados como a necessidade de criar as condições para que a União se concentre nas prioridades políticas sem ter sobre a sua cabeça a nuvem da dúvida sobre as regras do jogo comunitário.
A União precisa desta reforma dos tratados para melhorar a sua capacidade de decisão, reforçar a transparência e a responsabilidade democrática no seu funcionamento a 27 Estados membros e respeitar os seus compromissos quanto ao prosseguimento do processo de alargamento.
À partida, o mandato introduz uma modificação relevante no quadro do debate, na medida em que nele se prevê uma mudança da natureza do Tratado, tendo-se abandonado a perspectiva de adoptar um tratado constitucional, retomando-se em consequência a tradição das emendas aos tratados existentes.
O assim designado "Tratado Reformador" será, pois, mais um tratado internacional, provavelmente mais difícil de ler do que o Tratado Constitucional, mas liberto dos fantasmas da "vocação estadual" que o uso do termo constitucional inculcava.
A adopção deste mandato foi apoiada unanimemente por todos os Estados membros da União, o que ajuda a chegar a bom porto num limitado horizonte de tempo.
Nele se preserva o equilíbrio institucional delineado na anterior Conferência Intergovernamental (de 2004), alterando-se apenas a data da entrada em vigor da denominada dupla ponderação dos votos dos Estados no Conselho de Ministros (protelando-a para 2014, com um período de transição até 2017).
O mandato consagra a abolição da estrutura de pilares da União Europeia, expresso na ideia de uma personalidade jurídica única. Isto sem prejuízo de subsistirem processos de decisão próprios no que concerne à Política Externa e de Segurança Comum, reconhecendo-se, nesse ponto, que as regras típicas do processo comunitário não podem ser transpostas mecanicamente para a área da diplomacia e da defesa. Por isso, o mandato compreende também um mecanismo de cooperação estruturada em matéria de defesa, além de criar um responsável máximo nestes domínios (o alto-representante da União para a Política Externa e de Segurança) que simultaneamente terá a responsabilidade de presidir ao Conselho de Ministros das Relações Externas e de assumir, enquanto vice-presidente da Comissão Europeia, a coordenação de todas as relações exteriores da União hoje já integradas na esfera comunitária (entre outras, as dimensões externas das políticas internas, a ajuda ao desenvolvimento, o comércio internacional, a projecção externa das políticas de imigração e de luta contra o terrorismo).
No plano da cidadania europeia, o mandato acolhe o valor jurídico da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, com uma excepção de aplicação no Reino Unido. Na sua essência, a Carta representa um repositório de valores fundamentais à nossa identidade comum, com a relevância que resulta de colocar em absoluto pé de igualdade os direitos civis e políticos (muitos deles, aliás, comuns à Convenção Europeia dos Direitos do Homem, a que a União ficará habilitada a aderir) e os direitos económicos, sociais e culturais dos cidadãos europeus.
No mesmo sentido, o mandato retoma o essencial das inovações em matéria de imigração e de asilo e de cooperação policial e judiciária contra o crime organizado, a criminalidade financeira e o terrorismo.
O mandato constitui, pois, uma preciosa ajuda para a presidência portuguesa, mas não é ainda um Tratado. Resta-nos, por isso, desejar que este bom começo possa levar-nos, no próximo semestre, a uma conclusão que preserve o consenso alcançado agora em Bruxelas e que corresponda aos anseios e aspirações dos europeus. Independentemente da forma que cada país escolher para aprovar e ratificar o futuro Tratado da União!
  • Obs: Divulgue-se junto do maior número pelo interese nacional e comunitário deste novel processo de europeização que coincide com a (3ª e última) presidência portuguesa (rotativa) da UE. Agora, il mondo va de si

Quem diz que os maridos não ajudam...

UM IDEALISTA NA REALIDADE
Maria José Nogueira Pinto
jurista Hoje, pelo menos nas democracias estabilizadas, os políticos em desgraça perante o soberano - que é colectivo, o povo - já não são decapitados. Apenas mandados para casa. Mesmo assim, o exemplo de Thomas More - S. Thomas More - mantém a sua actualidade. Conhecido principalmente pelo desfecho da sua vida - decapitado em 1535 por ordem de Henrique VIII -, ficou na memória de todos como exemplo de integridade moral que o levou ao martírio e à santidade.
Descrito por Erasmo como um homem "faminto de liberdade", polifacetado, desenvolve inúmeras actividades em áreas muito diferentes: lê, viaja, escreve, constitui e cria uma família marcada pela excepcionalidade e exerce a política activa, desempenhando inúmeros cargos da maior importância: juiz de Londres, presidente da Câmara dos Comuns, ministro da Justiça e lorde chanceler do Reino.
Idealista e realista. Toda a sua acção é marcada pela necessidade de fazer a síntese entre o velho e o novo, entre o real e o ideal. A Utopia - literalmente, em nenhum lugar - permitiu-lhe balizar um mais-além de perfeição inexistente que desse sentido a esta caminhada que é a vida, produzindo uma espécie de energia e permitindo medir a distância entre o possível e o tendencialmente alcançável. E é por isso que sem qualquer contradição Thomas More foi de facto um político marcado pelo realismo, procurando no desempenho dos seus cargos conseguir as pequenas grandes coisas que melhoram a vida dos homens e se traduzem na paz possível e indispensável ao progresso: aperfeiçoar o funcionamento dos tribunais, recuperar o atraso dos processos, aumentar a rapidez dos veredictos, tomar iniciativas legislativas orientadas pelo senso comum e pela eficácia, responder às necessidades dos cidadãos. A sua consciência nunca representou uma obstinação ou um heroísmo arbitrário: usou da manha sagrada da serpente mas preparou-se sempre para a eventualidade da renúncia máxima.
As sociedades modernas, ao privilegiarem o pragmatismo puro e o imediatismo, parecem ter colocado esse político activo e realista que foi Thomas More na prateleira dos exemplos louváveis mais impossíveis. Em contrapartida, verificamos entre nós o uso abusivo de Maquiavel (do maquiavelismo e do maquiavélico), abusivo desde logo porque poucos o leram e ainda menos o estudaram. A referência em que Maquiavel se tornou - símbolo indevido do político manhoso, habilidoso e bem sucedido - assenta num conceito cada vez mais esvaziado e deprimente da acção política, vista já não como um combate claro de valores e ideias no quadro morno da nossa organizada partidocracia, mas como uma sucessão de habilidades práticas, alianças e negócios ou pura capacidade de conspirar melhor.
Maquiavel escreveu, citando Cosme de Médicis, que os Estados não podem ser governados com "pais-nossos", mas também escreveu que sem religião (aqui no sentido de um quadro de valores universais) os Estados cairiam na ruína. Alguma pobreza da prática política actual, a complexidade crescente dos problemas reais que afligem os cidadãos e o evidente distanciamento destes do poder político - a que se soma o efeito de filtro inerente às sociedades de comunicação - vão obrigar necessariamente ao regresso às ideias.
O colocar de novo as ideias no topo da agenda política terá duas consequências: a reivindicação, pelos diferentes grupos, de espaços ideológicos diferenciados e a capacidade prática de mediação entre o mundo real e o mundo ideal. O político passa assim a ser, antes de mais, um mediador entre as condições concretas - necessidades a serem satisfeitas, interesses sociais e ambições humanas a serem ordenadas e promovidas, serviços e respostas eficazes a serem prestadas - e os ideais - o bem possível - que constituem a dimensão da esperança e a legitimação do desenvolvimento. Se assim for, Maquiavel vai ficar agradecido, e seria bom ressuscitar Thomas More em cursos de reciclagem acelerada.
Obs: Interessante mas com fraca ligação à realidade sociopolítica nacional, designadamente deveria ter concretizado, seja para o lado de Carmona, "Pretão" ou mesmo Telmo Correias do cds. Assim, fica um artigo de teoria política, mas não deixa de ser um "pãosinho sem sal". Não concretizou..
Por outro lado, apostaria a cabeça de Thomas More em como mais de 2/3 deste texto foi pensado por jaime Nogueira Pinto...
Para mim é tão óbvio que eu, se pudesse, teria poupado a cabeça ao filósofo. Ademais, nós não queremos violência, desejamos sim é pax e amor. E, já agora, um aumento da natalidade que também anda, em Portugal, pelas valetas da amargura.

Um problema reclama uma resposta. Quem me a dá? SOS

PROBLEMAS NO CIBER-ESPAÇO. HELP)))))
Blogger Status

Tuesday, June 26, 2007

RESOLVED: We're in the process of tracking down (and fixing) a problem you may be seeing, involving switching from Edit HTML to Compose mode in Blogger's Post Editor, as well as saving some settings. Image Upload may be affected as well - we'll update this post once we know more about the issue.Update, 12:30PM: we have fixed the problem and saving settings should work properly.

SOS

Obs: Por força deste problema estamos impossibilitados de transportar videos para o blog. Porventura, alguma alma tecnotrónica terá os skills necessários capaz de me ajudar a resolver isto, ou terei de esperar pela cegonha que vem de França...

Evocação de Vergílio Ferreira

Se queres convencer alguém da tua verdade, não a expliques ou demonstres - afirma-a. E ela será tanto mais convincente quanto mais força puseres na afirmação. A afirmação é compacta, a demonstração é cheia de buracos. Uma pedra não tem intervalos para os ratos se intervalarem nela. Se queres ser chefe e denominador e senhor, berra o teu sim ou o teu não e deixa aos fracos o talvez. E terás ocupado o baldio das almas humanas em que elas não sabem que semear. E serás histórico, se fores grande, mesmo no crime. Porque o homem é míope de sua natureza e só vê acima do tamanho do boi.
Vergílio Ferreira

quinta-feira

Quem terá tramado Saldanha Sanches??

O fiscalista Saldanha Sanches chumbou, ontem, nas provas públicas para professor agregado da Faculdade de Direito de Lisboa – o último grau da carreira académica. Só os professores agregados podem ascender à cátedra, que é atribuída por vaga. Os nove professores do júri deram-lhe seis bolas pretas e três brancas. “O júri não tinha suficiente conhecimento para discutir a minha tese”, disse ao CM o fiscalista, que apresentou um trabalho sobre “Limites do planeamento fiscal”. Apesar de considerar que a reprovação foi um “ajuste de contas”, Saldanha Sanches não vai recorrer aos tribunais nem requerer a repetição do exame, e mantém-se na faculdade: “Gosto muito de dar aulas e os meus alunos gostam muito de mim.”

O mandatário financeiro de António Costa não relaciona o ‘chumbo’ com motivações políticas, mas sim com uma questão de “afirmação de poder dentro da faculdade”. “Houve pessoas com posições políticas diferentes das minhas que se portaram com grande verticalidade”, disse, acrescentando que foi o último aluno a ser examinado com o sistema de votação secreta. “Não é por acaso que sou chumbado numa altura em que a faculdade está a renovar-se.”

O júri que decidiu o ‘chumbo’ inédito - primeiro neste tipo de provas em Direito - foi constituído por dois catedráticos de outras faculdades (Braga de Macedo e Diogo Leite Campos) e sete internos: Marcelo Rebelo de Sousa, Jorge Miranda, Menezes Cordeiro, Fausto de Quadros, Teixeira de Sousa (director da faculdade), Paulo Otero e Paz Ferreira.

Obs: Pergunte-se a Marcelo no próximo Domingo quem tramou "Roger Rabitt", ele sabe sempre tudo. No final, dá uma resposta diplomática e ficamos todos na mesma.

Se calhar quem o chumbou mesmo foi algum corrupto brasileiro ou autarca português que por se sentir lesado com as suas intervenções públicas de combate à corrupção - encomendou o respectivo chumbo à faculdade.

Não terá sido Alberto João Jardim... Neste Portugal hoje tudo é possível, até transformar um homem numa mulher em 3h.

Seja como for, não é justo chumbarem o homem, ele até já foi tantas vezes à tv!! Por que razão não lhe fazem o exame por aí, como pretendia Valentim Loureiro - quando reclamava Justiça televisiva no caso "Apito Dourado".

Capitalismo ético - por Francisco Sarsfield Cabral -

(in Visão, quinta-feira, 28 de Junho) Capitalismo ético
O Presidente francês vai limitar as indemnizações milionárias que alguns gestores de empresas recebem quando abandonam o cargo. Sarkozy pretende “um capitalismo mais ético”.
A ideia de um capitalismo ético parece absurda a quem vê nele um sistema de exploração, através da apropriação pelos empresários da mais-valia de produção gerada pelos trabalhadores. Mas a concepção marxista, tão em voga há quarenta anos, perdeu credibilidade.
Hoje, muita gente sensata pensa que a economia de mercado, não sendo o paraíso, é eficaz para produzir riqueza. E que as injustiças do capitalismo têm de ser enfrentadas através de leis e políticas. Foi, aliás, o que aconteceu com a criação do Estado providência.
Mas nem só com leis e medidas governamentais se pode humanizar o capitalismo. Há muita coisa que as pessoas são capazes de fazer sem o Estado. É o caso do empreendorismo social, de que é exemplo o já célebre “banco dos pobres”, do Prémio Nobel M. Yunus, que lançou o microcrédito. Por outro lado, além de disposições legais, existem imperativos éticos.
Na questão, muito debatida nos Estados Unidos e que já chegou à Europa (incluindo Portugal), das excessivas remunerações dos executivos empresariais, a ética tem uma palavra a dizer. Decerto que aos accionistas das empresas cabe, aí, um papel decisivo. Afinal, se os gestores ganham demais, ou se os seus salários nada têm a ver com a performance da empresa, os primeiros prejudicados são os donos das empresas, os accionistas.
Em Portugal começam a ser contestados vencimentos como os dos gestores do BCP, 67 vezes superiores ao salário médio do pessoal do banco e muito acima dos vencimentos dos administradores de outros bancos. Ou os salários dos gestores da Semapa, 219 vezes superiores ao salário médio da empresa (cálculos do Jornal de Negócios de 11 de Junho).
Mas o assunto não envolve apenas os accionistas. Desequilíbrios desta ordem ferem valores próprios de uma sociedade decente. Por isso é de saudar que, independentemente de imposições legais, o presidente do BCP, Paulo Teixeira Pinto, tenha travado a tendência para um contínuo e forte crescimento dos ganhos dos administradores do banco.
Como é positivo que Teixeira Pinto, em entrevista à Renascença e ao Público, se tenha mostrado disposto a responsabilizar-se pessoalmente em resolver o problema de clientes que compraram acções do BCP com crédito do banco e depois se viram em dificuldades para pagar o empréstimo, por a cotação das acções ter entretanto baixado muito. Vários destes casos haviam já prescrito, face à lei. Mas não existe só o direito: há princípios éticos.
Tudo o que uma pessoa faz livremente é susceptível de um juízo moral. Não é aceitável que, ao entrar para uma profissão ou uma empresa, alguém ponha a ética na gaveta e passe a guiar-se, apenas, por preceitos legais e de conveniência. E, tal como Sarkozy, ninguém se deverá resignar ao capitalismo selvagem.
É importante que o Estado tome as medidas necessárias para evitar abusos. Mas, por mais que legisle (e, em Portugal há leis a mais e cumprimento delas a menos), só por si o poder político não será capaz de evitar comportamentos reprováveis, ainda que, formalmente, não violem as leis. Como qualquer outra área da vida, o capitalismo não dispensa a ética.
Francisco Sarsfield Cabral
Obs: O Francisco fez mais uma eficiente reflexão sobre economia mas numa perspectiva ética e moral, na tradição, aliás, de pensadores clássicos de economia. Até o "pai" da economia, Adam Smith, era um filósofo preocupado com a concertação dos valores e princípios morais face à sociedade e à economia - que hoje é uma economia de casino e fortemente especulativa. Será caso para dizer que se faça uma resma de cópias que possam ser enviadas para a CGD, o BP e outras instituições que, em Portugal, ainda abusam desses valores de capitalismo ético que aqui o Francisco dá eco e Sarkosy, em França, se revela, desde já, um arauto na Comunidade internacional. Estão, por isso, ambos de parabéns.

As empresas e o Estado em Portugal: razões da (in)produtividade

É ponto assente que hoje qualquer organização é mais produtiva se trabalhar horizontalmente, contrariando os métodos de hierarquização vertical do passado basaedo na obediência e na fé cega de quem estava acima manda melhor. Pura ilusão. Esse foi um tempo fundando em pressupostos-macacos, ou seja, que defendiam que os génios ocupavam o topo da pirâmide da organização e os tolinhos na base, como formigas - restejando.
Este era o princípio-director que comandava toda a economia internacional até há bem pouco tempo, em que os processos e os métodos de gestão e de organização e de tomada de decisão mudaram substancialmente. Posto que quer a maioria das oportunidades têm lugar nesse espaço cruzado - entre pessoas, funções, motivações, expectativas, clientes, mercados, fornecedores e o mais. É aí que as coisas se jogam, e em Portugal, a avaliar pela situação económica das pessoas e das empresas, as coisas têm-se jogado mal.
Por outro lado, durante muito tempo a solução para o problema empresarial radicava nas fusões, aquisiões e assim se ía diversificando serviços e produtos. Com o agravamento da carga fiscal conhecida a resposta parece ser outra, i.é, as empresas subcontratam, externalizam, focalizam-se em pequenos nichos de mercado e assim procuram multiplicar os seus lucros - combinando produtos e serviços de vários pontos da sua rede para satisfazer o cliente, que é sempre o soberano que tem e deve sempre ficar satisfeito. Mas isto é realizado a que custo social?! Com intensa precariedade e desemprego.
Será isto que o Estado faz na sua gestão política? Será isto que as empresas nacionais fazem na sua luta pelos mercados? Creio que nem um nem outro em Portugal estão preparados para esta mudança sistémica cunhada de globalização competitiva que já há muito faz carreira no plano mundial, e é por não acompanharmos essa "parada" que temos vindo a perder o comboio da modernidade e do desenvolvimento. Por isso estamos a ficar cada vez mais pobres, basta ler o post infra e olhar para a realidade socio-económica portuguesa para perceber que em vez de convergirmos com os indicadores de desenvolvimento dos países da UE deles nos afastamos. Daí as medidas de carácter fiscal - seja com mais impostos ao rendimento, seja tributando o consumo. Qualquer dia pagamos também por respirar O2.
Creio que o problema nacional é, em rigor, uma questão de organização, até porque quando o português emigra é capaz de fazer mais e melhor nos países de destino, então por que razão não o faz intra-muros? Há aqui uma relação psicológica que tem interferido com a racionalização da economia nacional, sendo certo que um dos desafios de Portugal será o de fazer com que o todo seja maior do que a soma das partes.
Resta saber o que em Portugal podemos somar...

Editorial do Jumento: "Economia asinina"

Duas notas prévias ao editorial:
1. Pensei que o Jumento se tivesse enganado no título, e em lugar de economia asinina devesse escrever economia assassina.
2. Depois pensei que se reportasse ao famoso de Buridan (por alusão ao filósofo Jean Buridan, séc. XIV) que dissertou sobre a indecisão, condição de muitos homens. Desse modo imaginou um burro cheio de fome e, igualmente, cheio de sede. Com duas vasilhas, uma com aveia e outra com água, por qual delas ele se decidiria primeiro?
O burro ficou tão indeciso que acabou por morrer à fome e à sede. Por isso, sempre que alguém demora muito tempo a decidir algo, está sujeito a ouvir a expressão: A pensar morreu um burro.
Vejamos agora o Editorial do Jumento para compreender que é, de fecato, o verdadeiro burro no meio de tanta carga fiscal e de precariedade de vida.
EDITORIAL DO JUMENTO:
A política económica portuguesa lembra-me a uma velha história em que um lavrador decidiu poupar na alimentação do burro e tentou habituá-lo a não comer. Reduziu progressivamente a quantidade da ração que dava ao animal mas teve azar, quando já estava a atingir o seu objectivo o burro morreu.
Por cá também se está a tentar habituar o burro a viver sem comer, há vários anos que a única receita para o bicho é reduzir-lhe a dieta, vai-se cortando um pouco por todo o lado na esperança de a economia reanimar.
Aumentam-se todos os impostos, desde os impostos sobre o rendimento aos impostos sobre o consumo, passando pelos impostos especiais sobre o consumo. Apenas os benefícios fiscais sobre os produtos financeiros escaparam ao aumento da carga fiscal.
Adoptou-se nova legislação laboral com a qual o Bagão Félix prometeu que Portugal seria atractivo para o investimento estrangeiro. Ainda não se fez qualquer balanço dessa reforma e já aí está um novo estudo que conclui que o problema do mercado laboral é o facto de os trabalhadores terem direitos, algo que começa a ser um crime por estas bandas.
Dois dias antes do estudo sobre o mercado de trabalho ser divulgado soube-se de um outro que concluiu pela necessidade de pagar mais pelos cuidados de saúde, que as despesas de saúde não deveriam ser deduzidas da matéria colectável e até se falou em mais um imposto para financiar a saúde.
Na Função Pública foi o que se viu, exceptuando os magistrados e mais algumas grupos profissionais indispensáveis à estabilidade do regime, todos os funcionários estão a ser sujeitos a um processo de proletarização, que começou pela desvalorização social (iniciada por Manuela Ferreira Leite) para terminar numa perda generalizada de direitos.
De estudo em estudo o governo vai descobrindo novas medidas para que o “burro” consiga sobreviver com menos ração. Só que a economia não reanima e começa a ser altura de questionar se o burro vai sobreviver.
Se o rendimento nacional não diminuiu, o desemprego aumentou brutalmente e os trabalhadores ganham menos alguém deverá estar a ganhar, a ração que deixou de ser dada ao “burro” deverá estar a ir para o palheiro de outros. Talvez os burros sejam, afinal, aqueles que imaginam ter um desenvolvimento económico semelhante ao da Europa rica e um modelo social próximo do da América Latina, aqueles que pensam ou nos querem enganar convencendo-nos que um país de pobres pode ser rico.
Burros são aqueles que ainda imaginam uma economia assente na exportação de produtos de baixo valor acrescentado, produzidos por empresas que sobrevivem à custa de mão-de-obra barata. Burros são aqueles que acreditam num modelo de desenvolvimento assente no empobrecimento da maioria dos portugueses e no emagrecimento do mercado interno. Burros são aqueles que procuram soluções para conseguir a redução de salários que no passado se conseguia com desvalorizações da moeda. Burros são aqueles que em vez de procurarem valorizar os recursos nacionais, através da formação e do desenvolvimento tecnológico, insistem em assegurar a rentabilidade dos investimentos à custa de mais pobreza.
Um dia destes ou o burro morre ou se lembra de dar uns coices e gente como o ministro Manuel Pinho e outros neo-socialistas, que à falta de inteligência e competência não encontram melhores soluções para os problemas da economia do que fazer desde Salazar se faz, compensar a incompetência das elites políticas e económicas com baixos salários".

Uma metáfora de Lisboa sob 2 PSDs

Há quem diga que foram três homens que construíram esta bela obra de apoio à Kapital:
  • O eng. Carmona - mandou construir este troço de estrada de 127m até ao buraco;
  • MMendes - ajudou a cavar a cratera afundando ainda mais a gestão de merceeiro de Carmona que caíu por manifesta falta de liderança, corrupção na sua equipa e nepotismo dos "seus" (de MMendes) vereadores;
  • E depois Fernando "Pretão" que alargou o diâmetro da cratera, quiça para lá meter tudo (epul, epal, gebalis, gelados epá, cornetos e o mais). Hoje, sendo a 4ª escolha, pretende ser edil de Lisboa. Bonito!!

Talvez agora o Antono Preto dê a estes dois PSD (Carmona + Pretão, irmãos-inimigos, como diria Raymon Aron - ambos afilhados de MMendes) um bom conselho - de meter umas cabras a pastar no espaço envolvente para nivelar a vegetação, já que os aparadores eléctricos de bricolage-política do Aki (que operavam ao tempo do velho jogo dos assessores do Porto de Honra injectados na CML por MMendes/Preto) estão hoje impedidos de proliferarem numa gestão política racional de António Costa. Que, desde logo, e bem, limitou o espaço de actuação aparelhística do PS - em tudo semelhante às larvas do PsD. Aqui as vocações manobreiras e partidárias são iguais: sôfregas, estéreis e improdutíveis.

Seja como for, aquele "buraco" é uma metáfora tosca do estado da arte em que hoje se encontra Lisboa: a Lisboa-financeira, a Lisboa-logística, a Lisboa da relação dos dirigentes com os munícipes, a Lisboa dos projectos urbanísticos e de qualidade de vida para a cidade, etc.
O papel de António Costa, nesta fase intercalar de dois anos, será o de bombeiro. Que é como quem diz: tapar aquela cratera e normalizar a cidade. Sem ela normalizada projectos infra-estruturantes de dimensão europeia não serão possíveis.
E das duas uma: ou queremos uma Lisboa ribeirinha e de doca pregada ao ideário do séc. XX portuário - sem potencial de futuro ainda a cor-de-ferro; ou uma Lisboa com vocação cosmopolita e modernizadora capaz de ser o motor do País na modernização do tecido produtivo e das redes de futuro.
António Costa será esse artífice, ainda que tenha de dar algumas cambalhotas políticas em matéria da reinterpretação e aplicação da Lei das finanças locais/autarquias (e acusado da tal duplicidade de enquanto membro do governo/MAI defender uma coisa, enquanto edil postular outra). Mais a mais conta com o governo, esperemos agora que o governo não tente fazer com António Costa aquilo que MMendes fez com o "desgraçado" do eng. Carmona e procurará, ainda que mais subtilmente, fazer com Fernando "Pretão", o homem da epal-pul-pal...
PS: Dedicamos esta reflexão meio - tosca aos lisboetas que (ainda) não se consideram otários, e que no dia 15 de Julho votarão no António Costa em força e com convicção. Lisboa merece..

O assessor de Mendes: o Woody Allen à portuguesa

Se Coelho é o assessor de Mendes que lhe cospe na orelha daquele os ruídos comunitários está explicada a vontade prematura que Mendes tem de ver referendado um tratado cujo texto definitivo ainda não está fixado e redigido. A relação de Mendes com a política faz-me lembrar a relação de Woody Allen com as mulheres. Mas isso agora não digo...

Firmeza de Sócrates. MMendes quer é palco...

Sócrates recusa pronunciar-se sobre referendo antes de concluído o tratado
27.06.2007 - 22h36 Sofia Branco
O debate tinha como objectivo apresentar o programa da presidência portuguesa da União Europeia (UE), mas acabou por ser dominado pela discussão acerca da forma como Portugal ratificará o “tratado reformador” ao qual os 27 Estados-membros já deram luz verde. O PSD e a oposição de esquerda insistem na realização de um referendo, enquanto o CDS vai esperar pela finalização do conteúdo do tratado. José Sócrates recusou comprometer-se com qualquer decisão.
Antecipando que a discussão se centraria na questão da ratificação do futuro novo tratado, o primeiro-ministro não se furtou a falar do tema na sua intervenção inicial, abrindo, desde logo, o caminho para que a via adoptada não seja um referendo. O novo tratado europeu, classificou José Sócrates, será “mais um tratado internacional, sem natureza constitucional”. (...)
Obs: Por este andar, e à falta de melhor bandeira, sou de parecer que MMendes ainda termina os seus dias a limpar o WC da Rua da Junqueira - alí aos pastelinhos de Belém. Ele julga que ampliar certas discussões - ainda em curso - dão bom palco, votos e prestígio mas engana-se, tais verbos de encher só dão pateadas, perda de votos e afastamento do eleitorado.
MMendes ou está noutro mundo ou anda mal assessorado ou então tem quase 30 anos de experiência política que, afinal, para nada servem. Estarei errado... ou são ainda os efeitos nefastos do Antóno Preto na sua equipa?!

Pedofilia ou quase. Com Juízes destes...

O economista de 50 anos apanhado na última quinta-feira pela PSP a aliciar menores no Jardim da Estrela, em Lisboa, tem cadastro por crimes sexuais: no ano passado, foi condenado, no Tribunal da Boa-Hora, a três anos de prisão, com pena suspensa por cinco anos.(...)
Obs: Ou é a lei que é frouxa, ou tem muita lacunas ou os factos são pouco concludentes ou então, em última instância, são os juízes que são incompetentes e não sabem julgar, emocionam-se, comovem-se e depois estes criminosos sexuais voltam a reincidir em crianças inocentes que se deixam prostituir pela fragmentação do nucleo familiar e por ausência de projecto de vida.
Tais criminosos em vez de levarem com uma pena efectiva, o juíz sentencia com penas suspensas. Quer-me parecer, em certos casos, que quem deveria ser objecto de julgamento eram certos juízes.

Ernâni Lopes coordena estudo sobre o Mar

Ernâni Lopes coordena estudo sobre hiper-cluster do Mar. A Associação Comercial de Lisboa (ACL) encomendou um estudo, que será liderado por Ernâni Lopes, sobre o hiper-cluster do Mar, anunciou esta quarta-feira o presidente da ACL, Bruno Bobone. O estudo conta com o apoio de «um grande conjunto de empresas nacionais» e terá de estar concluído no prazo de um ano.
O relatório deverá apresentar medidas concretas e objectivas sobre o hiper-cluster do Mar, que incide sobre a navegação, portos, mar e recursos hídricos.
Obs: Faça-se o estudo com carácter de urgência.

quarta-feira

Prioridades europeias: relançar o Plano Tecnológico e a agenda da Estratégia de Lisboa

José Sócrates afirmou esta quarta-feira que pretende contribuir “activamente” para um novo ciclo da Agenda de Lisboa, aprovada pela presidência portuguesa da União Europeia (UE), quando o executivo português era liderado por António Guterres.
“A estratégia de Lisboa estará de novo no centro das nossas preocupações”, declarou o Primeiro-ministro na abertura do debate mensal no Parlamento, destinado à presidência portuguesa da UE, que tem início a 1 de Julho.
Perante os deputados, Sócrates afirmou que pretende lançar o debate sobre “um plano de acção tecnológico em matéria de energia, com especial destaque para a eficiência energética”. Nos próximos seis meses, o Governo português quer ainda chamar a atenção para temas como o protocolo de Quioto, a escassez de água e a construção de uma política marítima europeia.
Em relação à “Estratégia de Lisboa”, o Chefe do Executivo considerou que este é o momento para debater “as melhores formas de coordenação das políticas de emprego, tendo em vista potenciar a criação de postos de trabalho sustentáveis no actual quadro de competição global”. E explicou que “esta linha de acção será estreitamente articulada com a qualificação dos recursos humanos, a conciliação do trabalho com a vida familiar, a luta contra a pobreza e, ainda, com o debate da denominada flexisegurança”. A cooperação judiciária e policial na luta contra o terrorismo e a criminalidade organizada serão outras prioridades do mandato português à frente dos destinos da UE.
No entanto, José Sócrates quer também deixar a marca portuguesa na política externa europeia. Para tal, conta realizar a cimeira com o Brasil, as conferências euromediterrâneas e a cimeira com África. No final da sua intervenção, o primeiro-ministro apelou ainda ao apoio dos portugueses, “para quem o projecto europeu sempre representou um objectivo político maior, assente num largo consensual”. (...)
Obs: Se parte destas medidas anunciadas forem eficientemente implementadas a presidência portuguesa da UE será (já) um sucesso.

Realista a nota de apoio de Medina Carreira e de J. Borrel a António Costa

20 de Junho

Josep Borrell, ex-Presidente do Parlamento Europeu, declara o seu apoio a António Costa. Leia a sua declaração.

Tuve la suerte de conocer a António Costa durante mi mandato como Presidente del Parlamento Europeo cuando el era uno de los Vicepresidentes que formaban parte del Bureau y participaban en la direccion politico-administrativa de esa compleja instituicion europea.

Aprecie entonces sus virtudes y capacidades politicas tanto como su seriedad y dedicacion al trabajo. Cuando dejo el PE para formar parte del gobierno portugues sabia que António Costa desempenaria con la misma eficacia sus responsabilidades y que continuaria su brillante carrera politica.

Por eso, ahora que presenta su candidatura a la Alcaldia de Lisboa, quiero expresarle todo mi apoyo e desearle el mayor exito, desde el convencimiento de que seria un magnifico alcalde que daria a la bella e senorial Lisboa un gran impulso de modernidad e eficacia.

Josep Borrell Fontelles

O Macro também concorda com aquelas declarações relativas a António Costa - que é dos tais políticos que poderia estar em qualquer governo - de direita, de esquerda - não digo centro porque o Centro em Portugal, com excepção do de Freitas do Amaral - é uma quase extrema direita envergonhada que até já foi anti-europa, depois arrepiou caminho e corrigiu a rota quando percebera a radicalização do jornalista do Indy que dalí fazia política às 6ªfeiras. Além da preparação técnica, cultural e política de António Costa ele também tem uma coisa que aprecio nas pessoas: olha-as de frente e assume a autenticidade que em política ou é virtuosa ou é fatal. No seu caso, é virtuosa. Com qualidades humanas e políticas assim Lisboa só terá a ganhar com a sua eleição, e ganhará tanto mais quanto maior for a adesão do eleitorado lisboeta à sua candidatura, projecto e liderança.

Creio que com AC em Lisboa os bons sentimentos juntam-se com o talento, a habilidade, a experiência política, a sensibilidade social, a força, a influência, a autoridade e a capacidade de influir nas circunstâncias para que estas sejam catalizadoras da acção e não travões à mudança.

Por estas razões, que nenhum outro candidato a Lisboa oferece, é que valerá a pena afastar o experimentalismo e conferir a maioria absoluta ao candidato - que aqui também apoiamos.

Indiferença à nossa própria ausência: evocação de Vergílio Ferreira e de Montaigne no átrio do Verão

Hoje, com Lisboa coberta pelo sol verónico, lembrei-me de Vergílio Ferreira passeando na Av. de Roma e do que ele dizia quando um de nós morre, tudo o mais permanece sereno e intacto, os mesmos autocarros, os mesmos carros, as mesmas fábricas, chaminés, poluições e ruídos. Isto convoca a noção de indiferença de nós mesmos perante o mundo do qual um dia deixaremos de integrar.
Quando abandonarmos este "porto de abrigo", esta subjectividade, esta óptica que significa ler o mundo à medida de cada um, em função da magnitude da ilusão de cada qual, da imagem que, no fundo, conseguimos recriar das desgraças e virtudes que montamos, encenamos e destruimos quando o pano cai. Montaigne fala de morte e da ilusão do homem em não querer acreditar que é exactamente esta a ordem das coisas, sempre balizada na última hora que nunca sabemos quando é. Mas aquilo que desejaria sublinhar neste autor e pensador é que vivemos uma permanente esperança ilusória assente em nós ao considerarmo-nos demasiado importantes e, na realidade, não somos.
Façamos dois miseráveis testes para corroborar aquele ponto:
1. Não conseguimos imaginar que as coisas continuem a existir indiferentemente a existir sem nós, ou seja, que não sofram a nossa ausência;
2. Experimente-se morrer para ver se as coisas são, ou não são, de facto, assim. Nada pára, excepto o batimento do nosso coração.
E mesmo quando a existência privada escapa ao abismo desse naufrágio da existência, restam sempre grandes abismos: o do Estado, o do mundo, o da vida e o mais que, por vezes, também não tem "coração".

Uma boa ideia dos Negócios Estrangeiros

«Mais importante do que aprovar um documento estratégico é a capacidade de fazermos um mecanismo de segurança efectivo no continente africano», disse o chefe da diplomacia.
Luís Amado falava na sessão de encerramento da conferência internacional «Os Desafios de Segurança Internacional e Cooperação no âmbito da CPLP» - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa -, que decorreu segunda-feira e hoje na Assembleia da República, em Lisboa.
Considerando que têm estado a ser debatidos «aspectos mais periféricos» em redor da cimeira UE/África, o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que «o que está em causa é a possibilidade de se elaborar um documento estratégico conjunto para as próximas décadas» que permita a criação de um «mecanismo de efectiva cooperação na área da segurança e defesa».(...)
Luís Amado identificou ainda o terrorismo como a nova ameaça no mundo e para o qual os Estados ainda não têm um «sistema claro de percepção das ameaças e das prioridades a assumir no campo da acção».
Defendeu, por isso, a urgência de se fazer um exercício de avaliação para identificar as áreas de intervenção prioritárias e uma maior capacidade de coordenação entre a parte civil e a parte militar. (...)
  • Obs: leve-se a ideia à prática de uma vez por todas e faça-se, de facto, lusofonia e cooperação para o desenvolvimento a sério.

Acidente de avião no Camboja

Fortes chuvas e local onde foi encontrado dificultam resgate dos 22 corpos
PHNOM PENH - As equipes de resgate encontraram os restos do avião que caiu há dois dias com 22 pessoas a bordo, incluindo 13 coreanos e 3 tchecos, em uma região montanhosa de difícil acesso no sudoeste do Camboja nesta quarta-feira, 27. Não há sobreviventes.(...)
  • Obs: é por isso que prefiro andar a pé e de carro quando as distâncias são superiores a 5 kil.

Escolha de modernidade - por António Vitorino -

António Vitorino - Jurista - ESCOLHA DE MODERNIDADE
Em certa medida a reforma do ensino superior em Portugal, desencadeada pela aprovação na semana passada, pelo Governo, da proposta de lei do regime jurídico das instituições do ensino superior, vai constituir um teste interessante à vontade de mudança do conjunto da sociedade portuguesa.
Desde logo, porque ninguém pode contestar a urgência da reforma. Raras vezes teremos encontrado, à partida, um caldo de cultura tão favorável a uma alteração legislativa que se impõe simultaneamente pela identificação das limitações do modelo actual (que, nas suas linhas essenciais, data do início da década de 90) como pela consciência aguda de que o ambiente à escala internacional sofreu tais mutações que o imobilismo, neste sector, equivale a um grave prejuízo para o nosso país.
Em segundo lugar, o denominado "Processo de Bolonha" veio colocar novas exigências ao funcionamento das instituições do ensino superior em todos os Estados membros da União Europeia. Neste particular, não estarão apenas em causa as dificuldades (e as resistências) à aplicação do novo modelo de ciclos de formação superior e sua valia para efeitos de entrada na vida profissional, mas também a consciência de que a mobilidade de estudantes e de professores constitui uma matriz do sistema de ensino superior europeu nas próximas décadas.
Ora esta ideia central de mobilidade está intimamente associada à ideia de competitividade directa entre instituições (públicas e privadas) de ensino superior à escala da própria União Europeia. Com efeito, a comparabilidade dos métodos de ensino, das qualificações conferidas e das capacidades adquiridas ganham, neste novo quadro, uma relação mais directa e imediata que impede que a aferição de resultados, a avaliação de formas de organização e de administração e a própria lógica do desenvolvimento da carreira docente seja apenas feita em função do universo estrito do nosso espaço nacional. À primeira vista, esta conclusão parece um contra-senso: então não é em função do universo da população estudantil de um país que se têm de definir os padrões de funcionamento das instituições de ensino superior? Em que medida é que as práticas e os resultados dos meus vizinhos têm de interferir na definição das minhas próprias regras de funcionamento?
Ora é aqui que bate o ponto. Na precisa medida em que se introduzem possibilidades acrescidas de mobilidade no espaço europeu mais alargado (tanto no tocante a estudantes como no respeitante a professores), com base em realidades mais próximas entre si, aumenta o risco de os sistemas de ensino que não apresentarem critérios de exigência e de rigor elevados virem a aprofundar o seu distanciamento e atraso em relação aos demais sistemas que com eles são directamente comparáveis e concorrem. Com tudo o que isso significa de desvalorização das qualificações e títulos conferidos e das inerentes desvantagens no plano do acesso ao mercado de trabalho e da inserção nas redes transnacionais de investigação científica e tecnológica.
Este enquadramento da questão reflecte-se tanto no plano das regras de Governo das universidades e institutos politécnicos quanto no modelo da sua autonomia académica e científica, como nas suas formas de gestão e de financiamento.O impulso reformador ora tomado vai decerto bulir com interesses instalados, com rotinas e práticas consolidadas, com uma lógica de "governo de assembleia" que diluía a responsabilidade da cadeia de comando e propiciava a formação de "coligações de corpos" académicos para dirimir a questão central do poder em cada universidade ou instituto e mesmo ao nível de cada faculdade ou escola.
A nova lógica proposta terá de passar pelo crivo do debate público e da decisão parlamentar, mas as opções de fundo sobre o sistema de governo das instituições de ensino superior não podem ficar prisioneiras nem de um qualquer "ajuste de contas" com o modelo anterior nem de uma contabilidade mesquinha do deve/haver de cada grupo ou categoria de pessoas que integram a instituição universitária. O debate não poderá, em nenhum momento, perder de vista o horizonte mais geral do desafio de internacionalização que também se joga no ensino superior.
Por muito que a palavra incomode alguns, trata-se de uma escolha de modernidade.
Obs: Divulgue-se junto da comunidade, sobretudo dos reitores mais idosos e dos seus discípulos que converteram a Academia num jogo corporativo, numa troca de favores e num feudo medieval permanente, que a tem impedido de avanaçar e de ser modernizar e internacionalizar como ora reclama AV no artigo supra. Se há instituição corporativa funcionando de forma endogâmica matando, cerce, a inovação e a criatividade.. é a universidade portuguesa. Hoje qualquer coisa será melhor do que o que está. O sublinhado é nosso.